07 novembro 2006

TIR - Termo de identidade


Nunca quis engravidar para aplicar o termo de identidade e residência a um gajo, tanto mais que, como dizia a minha avozinha, para quem não quer tenho eu muito e, a porta da rua é serventia da casa.

Eu estava ligada àquele gajo por cada poro da pele, reforçada pela cola dos estímulos neuronais que as nossas conversas despoletavam. O adesivo era tal que deteriorou a minha visão a ponto de os outros gajos serem apenas discos de vinil: bonitos e ultrapassados.

De modo que com a frágil criança aninhada nos meus braços, apenas contemplei um estranho, não obstante ter a cara chapada do pai em ponto pequenino. Sempre que lhe dava de mamar admirava-me de não sentir nenhuma humidade a percorrer-me, nem o aumento da circulação sanguínea, mas antes uma sensação mansa de ser uma vaca pachorrenta a olhar o pasto verde enquanto a ordenhavam. Nem todos os beijinhos e sorrisos vincados, nem as caretas com ruídos incompreensíveis ou as canções de embalar com que impregnava o bébé no banho, ao mudar-lhe a fralda ou quando o deitava no berço me faziam despir a sensação de que não conhecia de lado nenhum aquela pessoa de quem cuidava.

Em estilo pimba, ter um filho dele foi somente assumir-me como camionista do amor.

Despacha-te! Por favor... é urgente...


DESPACHA-TE

Exausto
espero que acabe a tua espera
e que no tempo que não espera
exista um futuro que me espere
e que termine por fim
esta espera que me desespera
e que me faz ficar aqui
preso ao chão
com os pés enfiados na água.
Despacha-te!
Ainda apanho uma pneumonia...

foto e texto de CATEDRAL

06 novembro 2006

teste cool(tural)


CISTERNA da Gotinha


Alguém me pode dizer que horas são?!

The Penis: tem tudo!

Fora de época mas dentro do tema: sex toy com abóbora .

Na esplanada, a palavra de ordem é descontracção!

Vídeo da sexy Jessica Alba

Luciana Salazar: será uma descendente argentina do nosso Salazar?!

a ponte é uma passagem...


Prazer

teu corpo
é ponte
que me separa
que me liga
entre momentos
de prazer sublime
fluente
puro

Papoila_Rubra
07 / 09/ 2006

Diário dum Padre VIII

O flagrante

por charlie

Sem mais vencêramos num voo o lance de escada que ligava a sacristia com os meus aposentos e na ânsia de nos termos, nem a porta fechara.
- Meu Deus. - exclamara eu ainda no confessionário quando ela sentada no meu colo me beijara enquanto a sua mão procurara a essência da minha virilidade.
- Isto não pode ser pecado! Isto é tão bom, tão doce…! É o Paraíso que se me abre as portas de par em par! Isto, meu Deus, é o suprassumo da graça Divina. -
Como poderia a partir desse instante alguma vez olhar para uma mulher com outros olhos que não fossem os da cobiça, esse outro pecado que tanto mortifica a alma, como me fora ensinado anos a fio?
Tudo decorrera num relance, num quase nada de tanto que o desejo se me acumulara.
- Mais...mais - Gritava agora que eu atingira o orgasmo e ela ainda ascendia na rampa dos sentidos rumo ao pico que rompe a barreira do azul onde se inventa o céu com as outras cores que estão por detrás das fontes onde nascem os arco-íris.
Olhei bem para ela, para o seu rosto vermelho de olhos perdidos em brancura, os lábios cor de sangue a latejar nas têmperas e senti com um misto de dor e prazer indescritíveis, as unhas a rasgar-me a pele, cravando-se fundas nas minhas costas ao fechar-se lhe as mãos quase em êxtase.
Como era linda e agora toda minha! Mal notara a minha breve perda de erecção após o orgasmo, todo o meu corpo pedia mais e mais sexo. Tanto tempo recalcado e reprimido. Tantos anos a enganar-me, a inventar pecado na coisa mais sublime e maravilhosa que um ser humano pode experimentar. Penetrei-a uma e outra vez com suavidade e depois com mais e mais insistência, quase violência enquanto a sentia a apertar-se sobre mim e a tornar-se tensa.
A dado momento todo o seu corpo silenciou. Como nos instantes de acalmia estranha que precedem as tempestades. O seu gemer, a respiração ofegante, tudo ficou suspenso, como se o tempo tivesse parado. Entrevi o raio de sol por entre as folhagens de gotas pingentes numa pausa de segundos entre duas chuvadas.
Depois a explosão. O relâmpago! O grito intenso! O corpo em estremecimento e as mãos a fecharem-se sobre a minha pele dilacerada.
Senti dor e desconforto.
Gritei com ela o que lhe aprofundou ainda mais o prazer.
Depois o corpo afrouxou. Sem abrir os olhos abriu as mãos e afagou-me o rosto. Eu continuava em erecção. Sentia agora a acalmia doce, o remanso suave do porto de abrigo onde o meu navio de velas ainda enfunadas procurava irmanar o descanso.
Foi nesse momento que dei pela presença estranha.
Estava junto à porta do quarto e olhava-nos incrédula. Fiquei sem saber o que dizer e sem pensar saiu-me: - Eu já falo consigo Dona Genoveva...feche a porta por favor. -

Publicidade à MTV brasileira


Multiplicai-vos!

05 novembro 2006

Abraça-me




Sébastien Jauquet

A propósito de divórcios


JABlog

"Bem, lá vamos bater na minha teoria esfarrapada:
Se um gajo está no casamento só pela cona, não vale a pena porque são todas iguais. A diferença reside apenas na forma como são... «apresentadas». Esta afirmação é com conhecimento de causa.
Se está pela cona e pelos dotes domésticos, deve pensar bem antes de pedir o divórcio, porque nos tempos que correm, uma boa cozinheira ou uma boa engomadeira que apreciem foder, custam caríssimo.
(Porco! Machista! Chauvinista! Por haver gajos a pensar desse modo é que há mulheres adúlteras!)
eheheheheh

Bartolomeu"

Yahoo Silva!

O Silva era o melhor vendedor da loja. Ganhava todos os prémios de produtividade, "rapels" e era invariavelmente o primeiro no ranking nacional desde há vários anos. A sua fama não passou despercebida à Direcção que tratou de enviar sem demora o seu Administrador Delegado para conhecer o fenómeno.
No dia em que o Administrador chegou, a primeira coisa que fez foi pedir ao Director do Departamento de Vendas que o pusesse em contacto com o seu famoso empregado.
- Vem em boa altura - disse o Director - vai precisamente poder observar o sr. Silva em acção! E lá estava ele, mostrando uma cana de pesca a um cliente...
- Como pode ver - exclamava o Silva - este equipamento não fica completo sem este conjunto de acessórios, muito práticos... Não sei se já alguma vez pensou nisso mas, para ir à pesca, é preciso levantar-se bem cedo... Porque é que não vai de véspera? Podia montar a tenda no local e passar lá o fim de semana... Não tem tenda? Se quiser posso mostrar-he alguns modelos muito acessíveis, sem compromisso, é claro! Evidentemente que vai necessitar de transportar mais equipamento mas isso resolve-se... Só espero é que não sobrecarregue o porta bagagens do carro... É péssimo para os amortecedores! Pode alugar um pequeno reboque mas, se está a pensar ir à pesca muitas vezes é um mau investimento... Se optar por comprar um (temos ali um modelo novo que chegou ontem) amortiza-o com meia dúzia de viagens... Está de acordo? Óptimo! Negócio feito! A propósito: posso sugerir-lhe que faça o pagamento com o nosso cartão Gold... Para um volume de compras um pouco superior é-lhe dado um bónus que poderá converter vantajosamente num seguro de viagem... A nossa empresa tem como associada uma excelente seguradora...
- Ó Silva - interrompeu o Director - chegue aqui que eu quero apresentá-lo ao nosso Administrador Delegado...
- Muito prazer, sr. Silva - disse o Administrador - ouvimos falar muito de si lá em cima... Tenho estado a observá-lo e, deixe-me dizer-lhe, a sua técnica é deveras impressionante... Conseguiu transformar um amador da pesca num profissional!
- Na verdade, senhor Administrador - exclamou o Silva – eu apenas o vi a comprar pensos higiénicos extra absorventes e vai daí disse-lhe assim: "Ouça lá amigo, já que você tem o fim de semana estragado, porque é que não vai à pesca?"

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