Prof. H. Foda
Omar M. Foda
Mostafa A. Foda
Mehri Foda
09 novembro 2006
Estragos da luxúria (1)

A Conferência Internacional do Congresso de Profilaxia Sanitária reunida há anos em Bruxelas, e de que faziam parte 102 grandes nomes da medicina do mundo inteiro. Formulou por unanimidade esta conclusão: «É preciso, acima de tudo, ensinar à juventude masculina que a castidade e a continência não só não são prejudiciais, mas ainda que estas virtudes são das mais recomendáveis no ponto de vista médico.» (…)
A castidade é proveitosa à saúde. A falta de castidade compromete-a. (...)
Os efeitos da castidade, e da falta dela, aparecerão melhor se pusermos, diante de nós, dois jovens, um que pratique a pureza, outro que se entregue à devassidão.
PIRES, A. de Azevedo (1950) O Problema da Castidade: Ao microfone da Emissora Nacional
Lisboa: Oficinas Gráficas da Rádio Renascença, pág.1-2.
há pr’aí vozes maldosas ratando na matahary(em tom de pura invenção, sem saberem nada dela),
quadrilheiras mentirosas que dizem à boca-cheia
que ela só vai ao jantar na tábua de salvação
por lhe ficar muito à mão, a um pulo de palmela
é pura difamação de gente mal educada
que até mesmo a própria são, vem longe, da mealhada,
e muitas outras pessoas, o orca e a margarida,
o goto com a gotinha mais a gota pikininha
a berta, o mário, a fresquinha, o rafael o carvalho,
todos eles vêm de longe, vão viajar pa caralho
e chegar todos à hora de jantar alentejano
com trovadores do barreiro donde vem a laranjeira
com jf e fanã a correr pla estrada fora
pa conhecer a pandora qu’é uma gaja de primeira
(assim diz o paulo moura, de coimbra às àguas dele)
portanto não quero bocas sobre quem, donde e porquê
mais perto daqui sou eu mas também fui à ribeira
e lá vi a matahary, a lola e a tuna toda
é testemunha o sirhaiva que se veio a essa boda
como agora se vem nesta por muito longe que seja
é assim que se faz festa,
pra ser coisa que se veja!
E tu, ainda não te inscreveste no 6º Encontra-a-Funda? Podes fazê-lo só para parte do programa. Como ode o OrCa: pra ser coisa que se veja!
que é de Pedro e Laranjeira
não é de rameira imunda
nem de chuleco à maneira
é de Bocage, carais,
de fina e alta cultura
em que vários animais
farão da língua a mistura
e se algum "porra" soar
algum "foda-se" ou "caralho"
a mal não há que levar
é a língua em seu trabalho
pior fora porventura
- mas não consta nos anais -
que alguma criatura
desse por traque sinais
benvindo era ainda assim
usar tal código Morse
que a falar - tenho p'ra mim -
se entende a gente... of course!"
quando eles têm...
ai...ai...
a "gripe das aves"...
Pachos na testa, terço na mão
Uma botija, chá de limão
Zaragatoas, vinho com mel
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer...
Mede-me a febre, olha-me a goela
Cala os miúdos, fecha a janela
Não quero canja, nem a salada
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto...
Já vejo a morte, nunca te minto
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo...
Não é o pingo de uma torneira
Põe-me a Santinha à cabeceira
Compõe-me a colcha
Fala ao prior
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada...
Uma botija, chá de limão
Zaragatoas, vinho com mel
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer...
Mede-me a febre, olha-me a goela
Cala os miúdos, fecha a janela
Não quero canja, nem a salada
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto...
Já vejo a morte, nunca te minto
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo...
Não é o pingo de uma torneira
Põe-me a Santinha à cabeceira
Compõe-me a colcha
Fala ao prior
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada...
Faz-me tisana e pão-de-ló
Não te levantes que fico só
Aqui sozinho a apodrecer
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer!...
António Lobo Antunes
08 novembro 2006
Criado para todo o servício

Neste dia memorável (soube-o tardiamente) não quero deixar de te presentear sobretudo pelo facto raro de teres readquirido os três depois de os teres perdido. Nem todas se podem vangloriar do mesmo...
Como não sabia o que te havia de oferecer pensei que talvez gostasses de algo útil para a casa e então arranjei-te este simpático criado para todo o servício que - estou certo - te será eternamente devoto. Parabéns!
Como não sabia o que te havia de oferecer pensei que talvez gostasses de algo útil para a casa e então arranjei-te este simpático criado para todo o servício que - estou certo - te será eternamente devoto. Parabéns!
Tou memo tiste!
Atão o gajo chamava-se Maria, comia gajas e não era fufa, comia gajos e nem tinha cona... e agora, já a fazer tijolo e sem que a dita se lhe endireite mais, ainda me fode a mim...?
Tenho que fazer uma cena de ciúmes!
Atão a minha kida Sãozita no princípio dizia que o 6º Encontra-a-Funda era em terras do Pedro, agora já é em terras do Bocage...?!!!
Já não se pode ter a suprema glória de ser taberneiro alentejano num sítio escondido no meio de coisa-nenhuma sem que um rebenta-tampos de antanho nos roube os pergaminhos...?!!!
Ora porra!
Tou tiste!
A Sãozita pôs-mos!
Tou a fazer beicinho!
Se o encontrão é em terras do Bocage, vamos todos encontrar-nos numa tarde mijando ao vento e eu já não digo o meu Cântico Vivo, como disse no Porto, já não não partilho com mais ninguém a minha épica elegia à punheta!!!
Pronto!
Tou a fazer beicinho!!!
(beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho) (beicinho)
Do visitante 900313.
Parabéns para nós todos,
Nesta data fodida,
Muitas vaselinidades
Muitos anús de vida.
Ficam então aqui três presentes, um por cada ano, para a dama mais sexy de toda a blogosfera lusitana (e arredores). Por ser para ti São Rosas vou contra os meus princípios e fins, e ponho aqui fotografias de gajos podres de bons (Deus me perdoe, que Ele sabe que é por uma boa causa. Ai se os meus inimigos políticos ivaginam que andei a mexer em imagens destas...)
Pá, é o que se arranjou assim à pressa.
Não gosto muito de aniversários. Fico sempre com os olhos marejados de lágrimas...
Nesta data fodida,
Muitas vaselinidades
Muitos anús de vida.
Ficam então aqui três presentes, um por cada ano, para a dama mais sexy de toda a blogosfera lusitana (e arredores). Por ser para ti São Rosas vou contra os meus princípios e fins, e ponho aqui fotografias de gajos podres de bons (Deus me perdoe, que Ele sabe que é por uma boa causa. Ai se os meus inimigos políticos ivaginam que andei a mexer em imagens destas...)
Pá, é o que se arranjou assim à pressa.
Não gosto muito de aniversários. Fico sempre com os olhos marejados de lágrimas...
Milhões de parabéns!!!

Todos sabem como são as mulheres quando nos esquecemos de aniversários ou outras datas importantes. Como eu não sou egoísta, e serviço púbico é isto mesmo, vou partilhar convosco a estratégia que me tem mantido à tona em todos (sim, nos dois!1) relacionamentos que já tive. Sigam à letra as regras seguintes e vão ver como a vida pode ser bela:
- Dia dos namorados: comprar lingerie erótica 3 números abaixo do dela - fica-te a matar!;
- Aniverário do namoro: idem, quatro números acima - estás tão magrinha!?!;
- Aniverário dela: variações da única peça de roupa dada que ela verdadeiramente tenha gostado - ficas tão bem nessa roupinha...;
- Natal: aproveitar para dar aquilo que eu preciso - é mesmo o que estávamos a precisar não é?;
- Nos respectivos jantares comemorativos: esquecer a carteira em casa!;
- Aniversário meu: esquecer mesmo...
Não falha!
Como a minha querida São Rosas é especial desde já me disponibilizo para hoje saltar de dentro do bolo (até porque nu não tenho onde levar a carteira, eheh).
1 incluindo uma fox terrier linda de morrer
Três anos a afundar todos os dias
Caros membros e baratas membranas deste blog,
O que me divirto convosco...
Aqui... e nos belos momentos de encontro e convívio que já tivemos (dois na Mealhada, um em Carcavelos, um em Beja e um no Porto)... e que espero tenhamos mais vezes, sendo o próximo já daqui a pouco mais de uma semana...
E de vez em quando também falamos aqui a sério. São, normalmente, o que eu chamo «causas pelas quais vale a pena lutar». Falei nisso numa entrevista que dei à webrádio JornalismoPortoRádio (que nunca chegou a passar porque eles queriam sexo oral e eu só lhes dei sexo escrito). Alguns exemplos:
Enquanto sentir que este blog me e vos dá prazer, continuará. Sempre tendo como um dos princípios basilares deste espaço a completa ausência de ataques e ofensas pessoais, porque essas atitudes fodem tudo e não são nada eróticas.
Só não encontrei ainda quem queira investir numa exposição da minha colecção de arte erótica, mas ainda se há-de vir... o dia...
Como diria a saudosa Amália:
- Obri'a'a! Obri'a'a! Muito obri'a'a!
Muito prazer.
Obrigada pelas mensagens de hoje,
Aqui... e nos belos momentos de encontro e convívio que já tivemos (dois na Mealhada, um em Carcavelos, um em Beja e um no Porto)... e que espero tenhamos mais vezes, sendo o próximo já daqui a pouco mais de uma semana...
E de vez em quando também falamos aqui a sério. São, normalmente, o que eu chamo «causas pelas quais vale a pena lutar». Falei nisso numa entrevista que dei à webrádio JornalismoPortoRádio (que nunca chegou a passar porque eles queriam sexo oral e eu só lhes dei sexo escrito). Alguns exemplos:
- Homofobia
- Declaração universal de direitos sexuais
- Movimentos LGBT
- Minorias sexuais em Portugal
- Educação sexual nas escolas
- Prostituição - contra a hipocrisia e o deixa andar
- "A pornografia é vital para a liberdade" - Salman Rushdie
- Violência
- Prevenção do cancro da mama
- Não à beleza pseudo-padronizada
- SIDA
- Violência doméstica
Enquanto sentir que este blog me e vos dá prazer, continuará. Sempre tendo como um dos princípios basilares deste espaço a completa ausência de ataques e ofensas pessoais, porque essas atitudes fodem tudo e não são nada eróticas.
Só não encontrei ainda quem queira investir numa exposição da minha colecção de arte erótica, mas ainda se há-de vir... o dia...
Como diria a saudosa Amália:
- Obri'a'a! Obri'a'a! Muito obri'a'a!
Muito prazer.
Obrigada pelas mensagens de hoje,
- Matahary, pelas 3 velas em 3 tortas de Azeitão;
- Bartolomeu, pela tua vontade de fazeres questão na visita nº 900.000 e pelo teu poema:
Neste dia de congratulações
em que este blog faz anos
exibam-se os nossos tesões
os caralhos às conas unamos
E todos com muita alegria
por mais um ano passado
oferecemos à São neste dia
um minete bem esgalhado (começa tu, Nelo)
Neste blog simpático
divertido e liberal
ha um princípio tácito
de não foder o maralhal
Aqui, somos todos iguais
conscientes e brincalhões
damos conselhos e sais
p'ros que lhes doem os colhões
E às nossas damas gentis
que nos inspiram as prosas
dedicamos as línguas servis
começando pela São Rosas
E ao Nelo em especial
vou dedicar esta rima
És um ser fenomenal
detentor da minha estima - Maria Árvore, por propores que eu seja eleita como A Grande Portuguesa: "E para tal argumento com palavras do ICEP e vede lá se não se aplicam como uma segunda pele: Ser Português é ser sociável, caloroso, imaginativo, sentimental, aberto ao mundo. É ter paixão pelo novo, pelo que vem de fora, pelo diferente. É ter orgulho da própria herança, sem sombra de sobranceria. É, acima de tudo, estar disponível para os outros". Foda-se, que é lindo!
- Mano 69, por estas flores que São Rosas, senhora:
- zb, pelos conselhos técnico-eróticos;
- Mad, por nos lembrares que somos uma família (no bom sentido);
- Gotinha, pela obra bem feita... e pela que vem a caminho;
- Raim, pela genialidade que pões ao serviço do erotismo;
- SirHaiva, pelos três garbosos machos que me ofertaste;
- Cientista, Ana, MN (mesmo alérgico ao badalo), Rafaelitolindo, Espectacológica (maluca querida), Dina (achas mesmo que te divertes muito mais aqui do que eu?!), Curioso (que acha que somos brilhantes - não mates - e se sente mais culto desde que começou a ser um visitante do nosso Blog), extrrrra-terrrrrráquea (pela flor que me ofereceste),...
- E para encerrar, o contornável :-) Nelo:
O Bartalodeli esgalhou
Com uma mão beim lavada
Uma bela segovia
Em verçeja quadrada
E verçeja mui beim
De peito eim alfinete
Cai de queicho mais aleim
Faz o seu belu minete
Ele çabe cumo nigueím
As dossuras de um verço
Cuma lingua que manteim
Os lábios grandes eim aberto´
Fica-lhi a alma açim sheia
toda ela inspiraSão
Nam á maior poeta
Que a mão na punheta
E a lingua éim rotação
Mas sperem lá ai
teim mais coiza que anima
Ele tambéim aí diz
Que les pula pra çima
O Barto nam éi paspalho
Que se feche em redoma
Çabe da vida cu caralho
çe mete tode na cona
Mas lá tá ele de feitiu
Atraveçadisso e mau
Esquessendo cu Nelo
Tameim gosta de pau!
Ai quele tanto me desdenha
Çó um verço ele me fash
Çabendo queu me venho
com mais verços atrás.
Por iço meu amigo
Nam te squessas por favor
Nam me ponhas de castigo
Bartolo, meu amor...
Confissão
Sim, senhor, eu conto-lhes como tudo se passou. Não vos conto como lá chegámos, porque isso, para o caso, não interessa nada e, se querem que vos diga, eu próprio não percebi muito bem.
Lembro-me de estarmos no sofá a conversar, era a segunda vez que eu a via, e quando a conversa começou a rarear – eu não sou muito falador, sabem, e ela também não me parece que fosse –, tocámo-nos. A minha mão passou na mão dela, assim como quem não quer a coisa, mas queria, claro que queria, e, com um pequeno movimento no sofá, lembro-me de nos beijarmos, de nos abraçarmos e de nos começarmos a esfregar um no outro como loucos. Isto tudo em silêncio, sempre em silêncio. Íamos dizer o quê? Que nos amávamos?! Ora, se nem nos conhecíamos. Mas beijávamo-nos como se fossemos velhos amantes… Hummm… Se calhar, os velhos amantes não se beijam assim, com tanta paixão, com tanta energia, com tanta sofreguidão! É isso mesmo, beijávamo-nos e esfregávamo-nos e apalpávamo-nos com sofreguidão, numa ânsia desvairada, que me levou lá, sempre em silêncio, sem um gemido, sem uma palavra. Para quê?
Mas isto agora não interessa nada, o facto é que tudo se passou a seguir quando eu lhe comecei a fazer o minete e ela começou a gemer, a tremer, a suspirar e, por fim, a gritar. Fazia-lhe o minete e ela gritava. Gritava! GRITAVA mesmo! Eu a lamber, a beijar, a chupar, a dedilhar, a pôr e a tirar e ela a gritar:
– AAAAAH! Siiiiim!!! Siiiiiiiiiiim!!!
E eu continuava, ainda que tanto barulho me fizesse confusão, complicava-me com os nervos, estão a ver?
Um grito, um ai, um gemido, tudo isso está muito bem. E quem diz um, diz vários. Sequências, harmonias, improvisos, interlúdios, fugas, sonatas, às vezes, até mesmo uma sinfonia. Se querem que vos diga já tenho ouvido de tudo. E gosto, atenção, gosto! Não me aborrece, não me complica o desempenho, não interfere com o processo. Oiço e gosto, mas aquilo era demais. Demais! Eram gritos, GRITOS, só gritos.
– AAAAAAH! Tu matas-me! Sim! Sim! Matas-me de prazer... OOOOOH!
E o que me começava a aborrecer profundamente é que me estava a saber bem. Ela tinha um ligeiro sabor acre, um pouco ácido e o seu corpo respondia imediatamente a todos os meus impulsos e movimentos. Havia electricidade a passar da minha língua e dos meus dedos para ela, não só no clítoris, na vulva, nos grandes e nos pequenos lábios, no ânus, nas nádegas, nas coxas. Na verdade, parecia-me que estava a tocar-lhe directamente no hipotálamo. Não é fácil, mas quer-me parecer que consegui uma ligação directa, e eu também não estava melhor, quer dizer, estava cada vez mais excitado, mais absorvido, mais frenético, mas mantinha a calma, estão a ver? Estava já num plano superior de consciência, fazia as coisas com calma, com tempo, com vagar…
Mas os
– Este tipo mata-me!!! AAAAh! Tu matas-me!!! Sim! SIM!
estavam a deixar-me à beira de um ataque de nervos. E “à beira” é uma forma um bocado fraca de qualificar o meu estado de espírito. A coisa estava a complicar-se, estão a perceber? A complicar-se… Eu a gostar e a gaja a gritar, continuamente a gritar, como uma sirene do nevoeiro, como um bezerro tresmalhado… A gritar, só a gritar, nem sei bem como o quê!
E os pêlos púbicos? Já vos falei dos pêlos púbicos? Sim, dos pintelhos, já falei? Não, pois não?! Eram perfeitos, aliás tudo nela era perfeito, menos os gritos, claro. Ela devia ter cortado os pintelhos aí há um mês e tal ou então aparava-os, cuidava-os, mantinha-os assim. Eram pintelhos bonzai, estão a ver? Sempre pequenos, curtos, aparados. Sempre naquela fase deliciosa em que não picam nem ainda são grandes… Quer dizer, estão lá, estão a ver?, mas não são demasiado grandes, nem enrolados. Sentia tudo, tudo. Era como uma ligeira camada de veludo, mas sem aquele ligeiro raspar desagradável que o veludo sempre tem, e, como já tinham um mês, não picavam. Um tufo perfeito, cheiroso, gostoso e bem aparado.
Era o céu. Ela cheirava bem, tinha um gosto óptimo, único, a pele era macia e agradável, o corpo movia-se sensualmente em resposta aos meus estímulos e eu estava absolutamente excitado, entusiasmado, no céu! Os nossos corpos moviam-se a compasso, com arrancadas, com desfalecimentos. Tudo! Tudo!
Mas a gaja não parava de gritar e de repente começou a dar à perna. Um movimento nervoso, grosseiro, espasmódico. A perna direita pareceu ganhar vida. Esticava-se, retraía-se, disparava! E ela começou a gritar pela perna, estão a ver? Não, melhor, ela começou a gritar com a perna. O volume e o ritmo dos gritos começaram a acompanhar a perna
– AH! AH! AH! OOOOOh! Sim! Sim! Boa! Boa! AH! AH! OOOOOOH!
Era demais!
Demais!
Quando ela gritou mais uma vez:
– OH! SIM! SIM! Tu matas-me! Matas-me! Este gajo mata-me!
Eu parei, suspirei profundamente, para ela perceber que os gritos me estavam a irritar, mas ela nada! Levantou a cabeça, olhou-me com enfado e gritou:
– Não pares! Não pares agora… – mas, depois, deixou cair a cabeça no sofá e pediu, num gemido sensual: – Estavas quase a matar-me de prazer, continua, por favor, continua!
Eu respirei fundo, pensei que ela se tivesse deixado dos gritos, e continuei. Continuei com gosto e vontade, até que ela tornou a gritar
– Siiiiiiiim!!! Mata-me de prazer! Mata-me! Mata-me!!!
Eu não aguentei mais. Gemi e fiz–lhe a vontade!
Lembro-me de estarmos no sofá a conversar, era a segunda vez que eu a via, e quando a conversa começou a rarear – eu não sou muito falador, sabem, e ela também não me parece que fosse –, tocámo-nos. A minha mão passou na mão dela, assim como quem não quer a coisa, mas queria, claro que queria, e, com um pequeno movimento no sofá, lembro-me de nos beijarmos, de nos abraçarmos e de nos começarmos a esfregar um no outro como loucos. Isto tudo em silêncio, sempre em silêncio. Íamos dizer o quê? Que nos amávamos?! Ora, se nem nos conhecíamos. Mas beijávamo-nos como se fossemos velhos amantes… Hummm… Se calhar, os velhos amantes não se beijam assim, com tanta paixão, com tanta energia, com tanta sofreguidão! É isso mesmo, beijávamo-nos e esfregávamo-nos e apalpávamo-nos com sofreguidão, numa ânsia desvairada, que me levou lá, sempre em silêncio, sem um gemido, sem uma palavra. Para quê?
Mas isto agora não interessa nada, o facto é que tudo se passou a seguir quando eu lhe comecei a fazer o minete e ela começou a gemer, a tremer, a suspirar e, por fim, a gritar. Fazia-lhe o minete e ela gritava. Gritava! GRITAVA mesmo! Eu a lamber, a beijar, a chupar, a dedilhar, a pôr e a tirar e ela a gritar:
– AAAAAH! Siiiiim!!! Siiiiiiiiiiim!!!
E eu continuava, ainda que tanto barulho me fizesse confusão, complicava-me com os nervos, estão a ver?
Um grito, um ai, um gemido, tudo isso está muito bem. E quem diz um, diz vários. Sequências, harmonias, improvisos, interlúdios, fugas, sonatas, às vezes, até mesmo uma sinfonia. Se querem que vos diga já tenho ouvido de tudo. E gosto, atenção, gosto! Não me aborrece, não me complica o desempenho, não interfere com o processo. Oiço e gosto, mas aquilo era demais. Demais! Eram gritos, GRITOS, só gritos.
– AAAAAAH! Tu matas-me! Sim! Sim! Matas-me de prazer... OOOOOH!
E o que me começava a aborrecer profundamente é que me estava a saber bem. Ela tinha um ligeiro sabor acre, um pouco ácido e o seu corpo respondia imediatamente a todos os meus impulsos e movimentos. Havia electricidade a passar da minha língua e dos meus dedos para ela, não só no clítoris, na vulva, nos grandes e nos pequenos lábios, no ânus, nas nádegas, nas coxas. Na verdade, parecia-me que estava a tocar-lhe directamente no hipotálamo. Não é fácil, mas quer-me parecer que consegui uma ligação directa, e eu também não estava melhor, quer dizer, estava cada vez mais excitado, mais absorvido, mais frenético, mas mantinha a calma, estão a ver? Estava já num plano superior de consciência, fazia as coisas com calma, com tempo, com vagar…
Mas os
– Este tipo mata-me!!! AAAAh! Tu matas-me!!! Sim! SIM!
estavam a deixar-me à beira de um ataque de nervos. E “à beira” é uma forma um bocado fraca de qualificar o meu estado de espírito. A coisa estava a complicar-se, estão a perceber? A complicar-se… Eu a gostar e a gaja a gritar, continuamente a gritar, como uma sirene do nevoeiro, como um bezerro tresmalhado… A gritar, só a gritar, nem sei bem como o quê!
E os pêlos púbicos? Já vos falei dos pêlos púbicos? Sim, dos pintelhos, já falei? Não, pois não?! Eram perfeitos, aliás tudo nela era perfeito, menos os gritos, claro. Ela devia ter cortado os pintelhos aí há um mês e tal ou então aparava-os, cuidava-os, mantinha-os assim. Eram pintelhos bonzai, estão a ver? Sempre pequenos, curtos, aparados. Sempre naquela fase deliciosa em que não picam nem ainda são grandes… Quer dizer, estão lá, estão a ver?, mas não são demasiado grandes, nem enrolados. Sentia tudo, tudo. Era como uma ligeira camada de veludo, mas sem aquele ligeiro raspar desagradável que o veludo sempre tem, e, como já tinham um mês, não picavam. Um tufo perfeito, cheiroso, gostoso e bem aparado.
Era o céu. Ela cheirava bem, tinha um gosto óptimo, único, a pele era macia e agradável, o corpo movia-se sensualmente em resposta aos meus estímulos e eu estava absolutamente excitado, entusiasmado, no céu! Os nossos corpos moviam-se a compasso, com arrancadas, com desfalecimentos. Tudo! Tudo!
Mas a gaja não parava de gritar e de repente começou a dar à perna. Um movimento nervoso, grosseiro, espasmódico. A perna direita pareceu ganhar vida. Esticava-se, retraía-se, disparava! E ela começou a gritar pela perna, estão a ver? Não, melhor, ela começou a gritar com a perna. O volume e o ritmo dos gritos começaram a acompanhar a perna
– AH! AH! AH! OOOOOh! Sim! Sim! Boa! Boa! AH! AH! OOOOOOH!
Era demais!
Demais!
Quando ela gritou mais uma vez:
– OH! SIM! SIM! Tu matas-me! Matas-me! Este gajo mata-me!
Eu parei, suspirei profundamente, para ela perceber que os gritos me estavam a irritar, mas ela nada! Levantou a cabeça, olhou-me com enfado e gritou:
– Não pares! Não pares agora… – mas, depois, deixou cair a cabeça no sofá e pediu, num gemido sensual: – Estavas quase a matar-me de prazer, continua, por favor, continua!
Eu respirei fundo, pensei que ela se tivesse deixado dos gritos, e continuei. Continuei com gosto e vontade, até que ela tornou a gritar
– Siiiiiiiim!!! Mata-me de prazer! Mata-me! Mata-me!!!
Eu não aguentei mais. Gemi e fiz–lhe a vontade!
07 novembro 2006
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