A versão japonesa da almofoda:
13 novembro 2006
12 novembro 2006
Frase lida na imprensa
e pensamento daí decorrente
No artigo «O caminho dos genes» da revista Visão desta semana, são apresentadas algumas ideias do biólogo da evolução Brian Charlesworth:"Mas nem tudo são desgraças para a espécie humana. (...) Outro exemplo que parece jogar a nosso favor é a perda dos dentes do siso. «Pode estar relacionada com a necessidade de aumentar a capacidade craniana, uma vez que há um limite para a mesma imposto pelo parto vaginal», esclarece o evolucionista."
Senhor Brian Charlesworth, se houvesse essa bitola para as conas das mães (relembrando a expressão «cona da mãe» tão típica - e tão linda - da Covilhã) não haveria por aí tantos cabeçudos.
Pimba! QED!
Homem honrado

Não lhe falei dos recentes empreendimentos de Tróia, nem dos últimos modelos de familiares mas com um toque desportivo pelo que não entendo de onde tirou a ideia de que faria dele um homem honrado.
Acabadinho de resfolegar, assentou os cotovelos no colchão que estes lances implicam a tradição da liderança masculina, adoçou os olhos e com voz maviosa sobre o meu corpo protestou as suas sérias e firmes intenções de viver no sistema de casal que já tinha idade para tomar juízo e até enumerou o rol das suas posses e saldo bancário. Só faltou mesmo um daqueles novos anéis da Durex para a ocasião e como uma desgraça nunca vem só, ele revelou ter-me escolhido para a tal sociedade.
Não lhe podia responder que me ocuparia muito espaço que até era fininho e alto e essa coisada toda que permitiria a qualquer mulher catalogá-lo como escolha acertada para consumo caseiro e digno de mostrar às amigas. Também demoraria um tempão a explicar tim tim por tim tim porque não se encaixava na minha agenda há tanto afinadinha para funcionar em piloto automático. Afinal, nem sequer tínhamos a intimidade necessária para lhe expôr essas razões a nu.
É que lá por ter um delta de nascença aquela proposta apenas me merecia um markliano Oh com franqueza, pelo que me restou servir-lhe de bandeja a duradoura ligação que tinha a minha mãe e que seria incontornável que ela não vivesse connosco.
Acabadinho de resfolegar, assentou os cotovelos no colchão que estes lances implicam a tradição da liderança masculina, adoçou os olhos e com voz maviosa sobre o meu corpo protestou as suas sérias e firmes intenções de viver no sistema de casal que já tinha idade para tomar juízo e até enumerou o rol das suas posses e saldo bancário. Só faltou mesmo um daqueles novos anéis da Durex para a ocasião e como uma desgraça nunca vem só, ele revelou ter-me escolhido para a tal sociedade.
Não lhe podia responder que me ocuparia muito espaço que até era fininho e alto e essa coisada toda que permitiria a qualquer mulher catalogá-lo como escolha acertada para consumo caseiro e digno de mostrar às amigas. Também demoraria um tempão a explicar tim tim por tim tim porque não se encaixava na minha agenda há tanto afinadinha para funcionar em piloto automático. Afinal, nem sequer tínhamos a intimidade necessária para lhe expôr essas razões a nu.
É que lá por ter um delta de nascença aquela proposta apenas me merecia um markliano Oh com franqueza, pelo que me restou servir-lhe de bandeja a duradoura ligação que tinha a minha mãe e que seria incontornável que ela não vivesse connosco.
sem foto...
porque estás na minha cabeça...
Corpo de homem
Se te desnudei
acariciei
e contigo sexei em gesto de oração
é porque te adoro
é sinal que venero
esse teu corpo lindo
alvo da minha paixão
Se na tua pele sussurrei
segredos mudos, mais de mil
e com meus lábios os concretizei
é porque te adoro
é sinal que venero
esse teu corpo lindo
alvo da minha paixão
Se em ti suei, chupei ou mordi
se transbordei, molhei e lambi
é porque te adoro
é sinal que venero
esse teu corpo lindo
alvo da minha paixão
Se sobre o teu peito
ofegante repousei
Se te desnudei
acariciei
e contigo sexei em gesto de oração
é porque te adoro
é sinal que venero
esse teu corpo lindo
alvo da minha paixão
Se na tua pele sussurrei
segredos mudos, mais de mil
e com meus lábios os concretizei
é porque te adoro
é sinal que venero
esse teu corpo lindo
alvo da minha paixão
Se em ti suei, chupei ou mordi
se transbordei, molhei e lambi
é porque te adoro
é sinal que venero
esse teu corpo lindo
alvo da minha paixão
Se sobre o teu peito
ofegante repousei
e finalmente adormeci
foi porque atingimos o cume
e conquistamos a paz ambicionada.
Merece-mo-la.
Fomos recompensados.
foi porque atingimos o cume
e conquistamos a paz ambicionada.
Merece-mo-la.
Fomos recompensados.
Papoila_Rubra
30/08/2006
O OrCa, quando gosta, ode com a devida vénia e aplauso:
"que delícia estar na cabeça de alguém
que ternura
que fervor
que coisa linda
e se então essa cabeça entra em alguém
que doçura
que ardor
mais goza ainda..."
O Bartolomeu também se vem com vénia:
"do real e do imaginário
a cabeça que entra e sai
é motivo extraordinário
de quem se vem com um ai
e quem chupa morde e sua
com toda aquela paixão
quem se entrega de alma nua
é uma mulher de tesão"
11 novembro 2006
Nem tenho tempo para Diversão
Tom
"se um relógio por dar horas tira a pica
digital ou analógica envolvente
porque não pôr-lhe um de sala aonde fica
então aquele badalo triste assim pendente?
cada hora nos daria amolecido
e marcaria - tal metrónomo - ao segundo
oscilando lateral e aborrecido
o pulsar que ainda assim anima o mundo
mas descansem que mal lhe chegasse a hora
ele havia de trocar-se de tal sorte
que em vez de horas saltaria cá p'ra fora
indicando - como bússola - o pólo norte.
OrCa"
Ainda os três...
... anos d'A Funda, em que não me vim aqui como desejaria - nem sempre a carne acompanha a mente, nem sempre a mente acompanha o dia... -, mas porque me revejo nas distintíssimas palavras dessa moçoila da província que é a São, lançadas à data do evento, e também me congratulo, gratificado, por partilhar este espaço, quando para aí me estejam voltados os humores, sem peias nem espartilhos, permitam-me a minha homenagem tardia:
TRÊS
- ao terceiro aniversário d’A Funda São
três anos são quase nada neste concerto do mundo
três colcheias tão difusas
três dós de peito profundo
três tirados da gaveta de solteirona forreta
- ao terceiro aniversário d’A Funda São
três anos são quase nada neste concerto do mundo
três colcheias tão difusas
três dós de peito profundo
três tirados da gaveta de solteirona forreta
três guardados à socapa de algum triste de alta treta
três vezes tentada a trepa
três vezes arrenegada
três mil vezes constrangida outras mais amargurada
três vezes arrependida
três outras sacrificada
três vidas tantos dariam por três dias de prazer
três vezes amor fariam
três outras por assim querer
três dias se passariam
três a três e outra vez
três pecados
três orgulhos
três vaidades
três engulhos
três e três e três e três
três trazidos
três levados
três perdidos
três achados
três dos melhores partilhados
três por um e um por três
três sorrisos enlevados
três risos desconchavados
três soluços
três arquejos
três desejos feitos beijos
três pulsares descontrolados
três anos são quase nada neste concerto do mundo
três há porém que são tantos
três há que valem um mundo.
três vezes tentada a trepa
três vezes arrenegada
três mil vezes constrangida outras mais amargurada
três vezes arrependida
três outras sacrificada
três vidas tantos dariam por três dias de prazer
três vezes amor fariam
três outras por assim querer
três dias se passariam
três a três e outra vez
três pecados
três orgulhos
três vaidades
três engulhos
três e três e três e três
três trazidos
três levados
três perdidos
três achados
três dos melhores partilhados
três por um e um por três
três sorrisos enlevados
três risos desconchavados
três soluços
três arquejos
três desejos feitos beijos
três pulsares descontrolados
três anos são quase nada neste concerto do mundo
três há porém que são tantos
três há que valem um mundo.
Erecção é, de facto, estar em pé!
A Jacky, condoída com todos os utentes machos que possam andar de Metro com uma erecção (nomeadamente urinária) enviou-nos esta imagem de um 
aviso no Metro do Porto

aviso no Metro do Porto
Playboy's (in)digest
Galeria de fotos da Playboy brasileira
de 1999 até agora
(enviado por Lamatadora pelo grupo de mensagens da funda São)
A propósito desta capa de Setembro de 2006... o Tiko Woods, com muita pena nossa, ainda não é desta que vai ao 6º Encontra-a-Funda (informação do amigo Bica Bornato). Mais alguém quer divertir-se e conviver? Já somos 33 e ainda há lugar para mais. É só escreverem-me. O Dom OrCa ode qualquer número. Neste caso, os 33 inscritos até agora:
trinta e quatro que virão
trinta e cinco é mais que visto
que trinta e seis lá estarão
trinta e sete que seremos
trinta e oito por bis-coito
trinta e nove comeremos
um quarenta mais afoito
depois de quarenta cem
depois dos cem um milhão
alguém já atentou bem
quantos vão à Funda São?"
Tres ánús - por Nelo
Ainda sobre o 3º aniversário da funda São, o Nelo quis as 3 velas (grandes e gordas e acesas como círios) só para ele:
"Çe teim anus de vida
Tão falando de mim,
Éu çôu o Nelo queridos
Tenho o anus: (--- açim---)
Mas nam cuideim que anal
ei coiza çó de bishas
Çei de uma lady.... Qual?
Vôu deichar-les umas pistas
Tem de rosto um palminho
E de peito praí uns dois
Anda devagarinho
Juro-lhes per queim sois.
Mas tambeim queim nam iria
Andar tão suavemente
Çe tiveçe a bizarria
de ter tante intrumento
E falo do que éu çei
com uma só peida inshada
Calculeim o que çeria
Çe a tiveçe triplicada.
Pois é iço meuzamigos
Que çe paça pois então
Tem tres buracos fudidos
A nóça dona Ção!
Nelo... bisha melhéres... au dispõr..."
Segundo (e minuto... e hora...) o Bartolomeu, "afinal, o que ocasiona os frequentes atrasos na chegada aos empregos, não é o trânsito caótico, mas sim a existência de relógios deficientes... ó práquilo, só um ponteiro e ainda por cima meio torto... há quem consiga chegar a horas com um «artefacto» daqueles?!O tempo foge, foge o tempo
e nós com ele, numa corrida
foge rápido, ou foge lento
foge durante uma vida
Demora o tempo uma roda
marcada por traços á volta
enquanto lhe damos a corda
anda o mundo em revolta
mas como o tempo não pára
não pára tambem esta ilusão
por isso mantemos a máscara
e fingimos manter o tesão
Foge o tempo, o tempo foge
e nós fugimos com ele
imaginando que hoje
é o tempo que nos impele"
Tão falando de mim,
Éu çôu o Nelo queridos
Tenho o anus: (--- açim---)
Mas nam cuideim que anal
ei coiza çó de bishas
Çei de uma lady.... Qual?
Vôu deichar-les umas pistas
Tem de rosto um palminho
E de peito praí uns dois
Anda devagarinho
Juro-lhes per queim sois.
Mas tambeim queim nam iria
Andar tão suavemente
Çe tiveçe a bizarria
de ter tante intrumento
E falo do que éu çei
com uma só peida inshada
Calculeim o que çeria
Çe a tiveçe triplicada.
Pois é iço meuzamigos
Que çe paça pois então
Tem tres buracos fudidos
A nóça dona Ção!
Nelo... bisha melhéres... au dispõr..."
Segundo (e minuto... e hora...) o Bartolomeu, "afinal, o que ocasiona os frequentes atrasos na chegada aos empregos, não é o trânsito caótico, mas sim a existência de relógios deficientes... ó práquilo, só um ponteiro e ainda por cima meio torto... há quem consiga chegar a horas com um «artefacto» daqueles?!
e nós com ele, numa corrida
foge rápido, ou foge lento
foge durante uma vida
Demora o tempo uma roda
marcada por traços á volta
enquanto lhe damos a corda
anda o mundo em revolta
mas como o tempo não pára
não pára tambem esta ilusão
por isso mantemos a máscara
e fingimos manter o tesão
Foge o tempo, o tempo foge
e nós fugimos com ele
imaginando que hoje
é o tempo que nos impele"
10 novembro 2006
Palavras Mutantes - da Encandescente
A Polvo lançou o terceiro livro de poesias da Encandescente... a nossa Centinha, que adora gatôs, òrdôvres e outras delicàtessen.
«Palavras Mutantes» inclui vários poemas que já tínhamos apreciado aqui, como este, que vale sempre a pena reler (sem interrupções) e agora com «tesão» já no género adequado
:
Coitus Interruptus
Já li poemas eróticos com palavras tão complicadas
Que entre o decifrar da cópula e a busca do dicionário
Perdi o tesão de ler!
Já li poemas, que supunha de amor
Em que no fim fiquei a pensar:
Afinal... Ele disse: Eu amo-te...?
Ou o gajo odiava a gaja?
Posso ser simplista
Conhecer poucas palavras
Ser até considerada inculta.
Mas quando a palavra é
Tão intelectualizada
Complicada e racionalizada
Que precisa ser decifrada
Fecho o livro
Digo merda
Mando quem escreveu
Para o raio que o parta
Precisava complicar tanto
Que perdi o tesão de ler?
E o arrepio na espinha quando leio este poema, que não conhecia ainda?
Sabes
Sabes a leveza da brisa quando toca nas flores?
O sabor morno do suor num dia quente de Agosto?
O trovejar abafado da tempestade que longe
Quase foi?
Quase era?
Sabes da vontade que cresce no ventre?
Se torna arrepio e se torna corrente
Que sobe no peito que fica nas coxas?
Esperando...
Os teus dedos brisa num dia de Agosto,
O ar morno que exalas bebendo o meu gosto
E o trovejar abafado entre as minhas
E as tuas pernas.
Para comemorar os 3 anos da funda São e os 3 livros da Encandescente, podes comprar o conjunto «Encandescente», «Erotismo na Cidade» e este «Palavras Mutantes» com um desconto de 10% sobre o preço de capa (€ 21,33 + portes de envio). Escreve-me para encomendares.

«Palavras Mutantes» inclui vários poemas que já tínhamos apreciado aqui, como este, que vale sempre a pena reler (sem interrupções) e agora com «tesão» já no género adequado
Já li poemas eróticos com palavras tão complicadas
Que entre o decifrar da cópula e a busca do dicionário
Perdi o tesão de ler!
Já li poemas, que supunha de amor
Em que no fim fiquei a pensar:
Afinal... Ele disse: Eu amo-te...?
Ou o gajo odiava a gaja?
Posso ser simplista
Conhecer poucas palavras
Ser até considerada inculta.
Mas quando a palavra é
Tão intelectualizada
Complicada e racionalizada
Que precisa ser decifrada
Fecho o livro
Digo merda
Mando quem escreveu
Para o raio que o parta
Precisava complicar tanto
Que perdi o tesão de ler?
E o arrepio na espinha quando leio este poema, que não conhecia ainda?
Sabes a leveza da brisa quando toca nas flores?
O sabor morno do suor num dia quente de Agosto?
O trovejar abafado da tempestade que longe
Quase foi?
Quase era?
Sabes da vontade que cresce no ventre?
Se torna arrepio e se torna corrente
Que sobe no peito que fica nas coxas?
Esperando...
Os teus dedos brisa num dia de Agosto,
O ar morno que exalas bebendo o meu gosto
E o trovejar abafado entre as minhas
E as tuas pernas.
Para comemorar os 3 anos da funda São e os 3 livros da Encandescente, podes comprar o conjunto «Encandescente», «Erotismo na Cidade» e este «Palavras Mutantes» com um desconto de 10% sobre o preço de capa (€ 21,33 + portes de envio). Escreve-me para encomendares.
A propósito, o 6º Encontra-a-Funda tem o apoio da malta fixe da
E tu, ainda estás a tempo de te alistares. "Terás vida pura e Sã [feminino de São] camaradagem", diziam...
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