13 novembro 2006

As vantagens da castidade


- Castidade prejudicial à saúde? Não! Castidade altamente vantajosa!
Há duas classes de homens: os que se entregam à luxúria e os que praticam a pureza.
E assim, uns: donde a alegria desertou e para sempre ficaram pálidos e tristes.
Outros: estuantes de fé e de esperança e o coração a transbordar de alegria.
Uns: vencidos da «vida»;
Outros: dominadores do instinto e vencedores da «morte».

PIRES, A. de Azevedo (1950) O Problema da Castidade: Ao microfone da Emissora Nacional
Lisboa: Oficinas Gráficas da Rádio Renascença, pág.33-34.

Ai credo, tantas coceguinhas na passarola...

A versão japonesa da almofoda:

12 novembro 2006

Frase lida na imprensa
e pensamento daí decorrente

No artigo «O caminho dos genes» da revista Visão desta semana, são apresentadas algumas ideias do biólogo da evolução Brian Charlesworth:
"Mas nem tudo são desgraças para a espécie humana. (...) Outro exemplo que parece jogar a nosso favor é a perda dos dentes do siso. «Pode estar relacionada com a necessidade de aumentar a capacidade craniana, uma vez que há um limite para a mesma imposto pelo parto vaginal», esclarece o evolucionista."
Senhor Brian Charlesworth, se houvesse essa bitola para as conas das mães (relembrando a expressão «cona da mãe» tão típica - e tão linda - da Covilhã) não haveria por aí tantos cabeçudos.
Pimba! QED!

Homem honrado


Não lhe falei dos recentes empreendimentos de Tróia, nem dos últimos modelos de familiares mas com um toque desportivo pelo que não entendo de onde tirou a ideia de que faria dele um homem honrado.

Acabadinho de resfolegar, assentou os cotovelos no colchão que estes lances implicam a tradição da liderança masculina, adoçou os olhos e com voz maviosa sobre o meu corpo protestou as suas sérias e firmes intenções de viver no sistema de casal que já tinha idade para tomar juízo e até enumerou o rol das suas posses e saldo bancário. Só faltou mesmo um daqueles novos anéis da Durex para a ocasião e como uma desgraça nunca vem só, ele revelou ter-me escolhido para a tal sociedade.

Não lhe podia responder que me ocuparia muito espaço que até era fininho e alto e essa coisada toda que permitiria a qualquer mulher catalogá-lo como escolha acertada para consumo caseiro e digno de mostrar às amigas. Também demoraria um tempão a explicar tim tim por tim tim porque não se encaixava na minha agenda há tanto afinadinha para funcionar em piloto automático. Afinal, nem sequer tínhamos a intimidade necessária para lhe expôr essas razões a nu.

É que lá por ter um delta de nascença aquela proposta apenas me merecia um markliano Oh com franqueza, pelo que me restou servir-lhe de bandeja a duradoura ligação que tinha a minha mãe e que seria incontornável que ela não vivesse connosco.

sem foto...
porque estás na minha cabeça...

Corpo de homem

Se te desnudei
acariciei
e contigo sexei em gesto de oração
é porque te adoro
é sinal que venero
esse teu corpo lindo
alvo da minha paixão

Se na tua pele sussurrei
segredos mudos, mais de mil
e com meus lábios os concretizei
é porque te adoro
é sinal que venero
esse teu corpo lindo
alvo da minha paixão

Se em ti suei, chupei ou mordi
se transbordei, molhei e lambi
é porque te adoro
é sinal que venero
esse teu corpo lindo
alvo da minha paixão

Se sobre o teu peito
ofegante repousei
e finalmente adormeci
foi porque atingimos o cume
e conquistamos a paz ambicionada.

Merece-mo-la.
Fomos recompensados.

Papoila_Rubra
30/08/2006

O OrCa, quando gosta, ode com a devida vénia e aplauso:

"que delícia estar na cabeça de alguém
que ternura
que fervor
que coisa linda
e se então essa cabeça entra em alguém
que doçura
que ardor
mais goza ainda..."

O Bartolomeu também se vem com vénia:

"do real e do imaginário
a cabeça que entra e sai
é motivo extraordinário
de quem se vem com um ai

e quem chupa morde e sua
com toda aquela paixão
quem se entrega de alma nua
é uma mulher de tesão"

crica para visitares a página John & John de d!o

11 novembro 2006

Nem tenho tempo para Diversão



Tom

"se um relógio por dar horas tira a pica
digital ou analógica envolvente
porque não pôr-lhe um de sala aonde fica
então aquele badalo triste assim pendente?

cada hora nos daria amolecido
e marcaria - tal metrónomo - ao segundo
oscilando lateral e aborrecido
o pulsar que ainda assim anima o mundo

mas descansem que mal lhe chegasse a hora
ele havia de trocar-se de tal sorte
que em vez de horas saltaria cá p'ra fora
indicando - como bússola - o pólo norte.

OrCa"

Ainda os três...


... anos d'A Funda, em que não me vim aqui como desejaria - nem sempre a carne acompanha a mente, nem sempre a mente acompanha o dia... -, mas porque me revejo nas distintíssimas palavras dessa moçoila da província que é a São, lançadas à data do evento, e também me congratulo, gratificado, por partilhar este espaço, quando para aí me estejam voltados os humores, sem peias nem espartilhos, permitam-me a minha homenagem tardia:

TRÊS

- ao terceiro aniversário d’A Funda São

três anos são quase nada neste concerto do mundo
três colcheias tão difusas
três dós de peito profundo

três tirados da gaveta de solteirona forreta
três guardados à socapa de algum triste de alta treta
três vezes tentada a trepa
três vezes arrenegada
três mil vezes constrangida outras mais amargurada
três vezes arrependida
três outras sacrificada

três vidas tantos dariam por três dias de prazer
três vezes amor fariam
três outras por assim querer
três dias se passariam
três a três e outra vez

três pecados
três orgulhos
três vaidades
três engulhos
três e três e três e três

três trazidos
três levados
três perdidos
três achados
três dos melhores partilhados
três por um e um por três

três sorrisos enlevados
três risos desconchavados
três soluços
três arquejos
três desejos feitos beijos
três pulsares descontrolados

três anos são quase nada neste concerto do mundo
três há porém que são tantos
três há que valem um mundo.

Erecção é, de facto, estar em pé!

A Jacky, condoída com todos os utentes machos que possam andar de Metro com uma erecção (nomeadamente urinária) enviou-nos esta imagem de um

aviso no Metro do Porto

Playboy's (in)digest


Galeria de fotos da Playboy brasileira
de 1999 até agora

(enviado por Lamatadora pelo grupo de mensagens da funda São)

A propósito desta capa de Setembro de 2006... o Tiko Woods, com muita pena nossa, ainda não é desta que vai ao 6º Encontra-a-Funda (informação do amigo Bica Bornato). Mais alguém quer divertir-se e conviver? Já somos 33 e ainda há lugar para mais. É só escreverem-me. O Dom OrCa ode qualquer número. Neste caso, os 33 inscritos até agora:

"trinta e três, tal qual o Cristo
trinta e quatro que virão
trinta e cinco é mais que visto
que trinta e seis lá estarão

trinta e sete que seremos
trinta e oito por bis-coito
trinta e nove comeremos
um quarenta mais afoito

depois de quarenta cem
depois dos cem um milhão
alguém já atentou bem
quantos vão à Funda São?"

Tres ánús - por Nelo

Ainda sobre o 3º aniversário da funda São, o Nelo quis as 3 velas (grandes e gordas e acesas como círios) só para ele:
"Çe teim anus de vida
Tão falando de mim,
Éu çôu o Nelo queridos
Tenho o anus: (--- açim---)

Mas nam cuideim que anal
ei coiza çó de bishas
Çei de uma lady.... Qual?
Vôu deichar-les umas pistas

Tem de rosto um palminho
E de peito praí uns dois
Anda devagarinho
Juro-lhes per queim sois.

Mas tambeim queim nam iria
Andar tão suavemente
Çe tiveçe a bizarria
de ter tante intrumento

E falo do que éu çei
com uma só peida inshada
Calculeim o que çeria
Çe a tiveçe triplicada.

Pois é iço meuzamigos
Que çe paça pois então
Tem tres buracos fudidos
A nóça dona Ção!

Nelo... bisha melhéres... au dispõr..."

Segundo (e minuto... e hora...) o Bartolomeu, "afinal, o que ocasiona os frequentes atrasos na chegada aos empregos, não é o trânsito caótico, mas sim a existência de relógios deficientes... ó práquilo, só um ponteiro e ainda por cima meio torto... há quem consiga chegar a horas com um «artefacto» daqueles?!
O tempo foge, foge o tempo
e nós com ele, numa corrida
foge rápido, ou foge lento
foge durante uma vida

Demora o tempo uma roda
marcada por traços á volta
enquanto lhe damos a corda
anda o mundo em revolta

mas como o tempo não pára
não pára tambem esta ilusão
por isso mantemos a máscara
e fingimos manter o tesão

Foge o tempo, o tempo foge
e nós fugimos com ele
imaginando que hoje
é o tempo que nos impele"

10 novembro 2006

Muitos Braços para Conseguir Fazer tudo o que Quero





Dimitry

Palavras Mutantes - da Encandescente

A Polvo lançou o terceiro livro de poesias da Encandescente... a nossa Centinha, que adora gatôs, òrdôvres e outras delicàtessen.
«Palavras Mutantes» inclui vários poemas que já tínhamos apreciado aqui, como este, que vale sempre a pena reler (sem interrupções) e agora com «tesão» já no género adequado :


Coitus Interruptus

Já li poemas eróticos com palavras tão complicadas
Que entre o decifrar da cópula e a busca do dicionário
Perdi o tesão de ler!
Já li poemas, que supunha de amor
Em que no fim fiquei a pensar:
Afinal... Ele disse: Eu amo-te...?
Ou o gajo odiava a gaja?
Posso ser simplista
Conhecer poucas palavras
Ser até considerada inculta.
Mas quando a palavra é
Tão intelectualizada
Complicada e racionalizada
Que precisa ser decifrada
Fecho o livro
Digo merda
Mando quem escreveu
Para o raio que o parta
Precisava complicar tanto
Que perdi o tesão de ler?

E o arrepio na espinha quando leio este poema, que não conhecia ainda?


Sabes

Sabes a leveza da brisa quando toca nas flores?
O sabor morno do suor num dia quente de Agosto?
O trovejar abafado da tempestade que longe
Quase foi?
Quase era?
Sabes da vontade que cresce no ventre?
Se torna arrepio e se torna corrente
Que sobe no peito que fica nas coxas?
Esperando...
Os teus dedos brisa num dia de Agosto,
O ar morno que exalas bebendo o meu gosto
E o trovejar abafado entre as minhas
E as tuas pernas.

Para comemorar os 3 anos da funda São e os 3 livros da Encandescente, podes comprar o conjunto «Encandescente», «Erotismo na Cidade» e este «Palavras Mutantes» com um desconto de 10% sobre o preço de capa (€ 21,33 + portes de envio). Escreve-me para encomendares.