30 dezembro 2006
29 dezembro 2006
CISTERNA da Gotinha
Quem quiser deixar um donativo para a manutenção desta Cisterna é favor deixar aqui no meu mealheiro.
Finalmente consegui terminar o muro aqui do Blog. Estará ao gosto da São?!
20 Posições para entrar em 2007 com a coluna toda enguinada!
Para quem gosta de motas: sugestão do MN.
Ainda há por aí alguém sem calendário 2007?! A Dunlop pensou em vocês.
28 dezembro 2006
Gaia inova!

Ponto G... de Gaia
Publicidade de ânus novo descoberta pela nossa repórter de interiores, Maria Árvore.
Ainda na tal...
"se na tal
coubesse
uma palavra fatal
ronronando o que soubesse
tocando sem fazer mal
e mexesse,
assobiava ao pardal
crescia todo o interesse
e comia o animal!"
Alcaide
coubesse
uma palavra fatal
ronronando o que soubesse
tocando sem fazer mal
e mexesse,
assobiava ao pardal
crescia todo o interesse
e comia o animal!"
Alcaide
27 dezembro 2006
CISTERNA da Gotinha
Nelly Furtado: fotografias e vídeos.
Top 5 das Famosas com tatuagens: celebrity babes.
Nick Ash: fotografia artística.
Sugestão apetitosa do Mário: em Pequim - Restaurante de pénis de animais é um sucesso. Qual terá sido o pénis que ele provou?!
Facadinhas

Naquelas pausas aconchegantes junto à máquina do café e dos bolinhos, sandes e quejandos, todos os dias desaguam as últimas do jornal da tribo com as parangonas colocadas na infidelidade.
O carinho com que se narram esses pular da cerca bucólicos em que a relva fresca é um irresístivel apelo aos instintos naturais. A ternura posta na descrição da travessura de mijar fora do penico que é complicado para os meninos tanto treino de dedos para abrir fechos, segurar pilinha, puxar pele e apontar. A meiguice caseira com que se fala da facadinha no matrimónio tão doméstica e habitual como trinchar o perú natalício e o supremo mimo de pôr os palitos como se faz aos croquetes para não sujar as mãos.
Afinal, qualquer um de nós, mais coisa menos coisa, tem família nas berças e se recorda, pelo menos de ouvido, de andarem faunos pelos bosques nas jigajogas que aquela malta fazia à semana pelo arvoredo e palheiros para conseguir alguns momentos de lazer e de medrar da auto-estima no prazer da troca de parceiros, para no domingueiro adro da igreja manter o relacionamento de bons vizinhos.
Tem dias que quase começo a acreditar que se a infidelidade se exportasse, a economia deste rectângulo à babuge de Espanha cresceria desalmadamente.
O carinho com que se narram esses pular da cerca bucólicos em que a relva fresca é um irresístivel apelo aos instintos naturais. A ternura posta na descrição da travessura de mijar fora do penico que é complicado para os meninos tanto treino de dedos para abrir fechos, segurar pilinha, puxar pele e apontar. A meiguice caseira com que se fala da facadinha no matrimónio tão doméstica e habitual como trinchar o perú natalício e o supremo mimo de pôr os palitos como se faz aos croquetes para não sujar as mãos.
Afinal, qualquer um de nós, mais coisa menos coisa, tem família nas berças e se recorda, pelo menos de ouvido, de andarem faunos pelos bosques nas jigajogas que aquela malta fazia à semana pelo arvoredo e palheiros para conseguir alguns momentos de lazer e de medrar da auto-estima no prazer da troca de parceiros, para no domingueiro adro da igreja manter o relacionamento de bons vizinhos.
Tem dias que quase começo a acreditar que se a infidelidade se exportasse, a economia deste rectângulo à babuge de Espanha cresceria desalmadamente.
Conto de natal
por Charlie
...Se soubesses como sinto a tua ausência… Como me custa mais este dia sem fazer amor contigo...
Olhou para o relógio só mais uma vez detendo o olhar vagamente no saltar regular do indicador dos segundos. Os outros ponteiros acusavam já o acerto das duas da manhã e embora tivesse olhado por várias vezes instintivamente para o mostrador não se havia compenetrado da hora.
Tinha passado toda uma noite em completa solidão.
À sua volta, todos se riam e conversavam.
Papéis de prendas espalhados pelas mesas e pelo chão.
Toda a gente feliz. De copos erguidos em brindes e chalaças, e os corpos rendidos ao toque mais chegado do momento mais doce em que as línguas misturam o borbulhar do espumante com a lascívia duma lampreia escorregando no seu ser de fios de ovos.
Levantou-se e, reparando que ninguém reparava, pegou no seu copo, encostou-o ao gargalo inclinado da garrafa e saiu, depois de tê-la deixado em cima da mesa numa posição mais consentânea com o seu estado livre da rolha.
Lá fora estava um desses frios... Arrepiou-se, enterrou-se no sobretudo e bebeu um trago da bebida fresca que de repente lhe transmitia uma estranha mas confortável sensação de calor.
Levantou o copo e, apontando vagamente para um dos pontos cardeais, fez um brinde a essa a quem tanto amava.
- Ai, minha linda! Como queria agora estar contigo, minha querida... meu amor. Se soubesses como sinto a tua ausência... Como me custa mais este dia sem fazer amor contigo, sem o prazer dos teus lábios nos meus e todo o sabor do teu corpo, esse poema divino. Ai como me custa todo este sofrer. Todo este querer e não ter… -
Abriu o telemóvel e leu mais uma vez a sua última mensagem, viu todas as fotos, companhia de todas as horas do dia e beijou-as docemente. Ergueu o braço e voltou a olhar para o conteúdo do copo. - A ti, meu amor, minha querida... -
Depois, de um só sorvo bebeu o resto. Sabia-lhe amargamente bem sentir a angústia dissipar-se no céu do seu estado etílico, perdido algures entre o olhar mortiço e as duas estrelas que tinham escapado à neblina intensa dessa noite de Natal.
Acordou de repente com o ruído que lá de dentro invadiu a quietude da noite.
A porta da sala que dava para o jardim estava agora entre aberta e uma silhueta feminina aproximou-se dizendo: - Ah! Estás ai. Anda para dentro... Está muito frio. Andavam à tua procura e ninguém sabia de ti...
Por onde andavas?...
O teu marido já estava preocupado contigo, Mariana...-
...Se soubesses como sinto a tua ausência… Como me custa mais este dia sem fazer amor contigo...
Olhou para o relógio só mais uma vez detendo o olhar vagamente no saltar regular do indicador dos segundos. Os outros ponteiros acusavam já o acerto das duas da manhã e embora tivesse olhado por várias vezes instintivamente para o mostrador não se havia compenetrado da hora.Tinha passado toda uma noite em completa solidão.
À sua volta, todos se riam e conversavam.
Papéis de prendas espalhados pelas mesas e pelo chão.
Toda a gente feliz. De copos erguidos em brindes e chalaças, e os corpos rendidos ao toque mais chegado do momento mais doce em que as línguas misturam o borbulhar do espumante com a lascívia duma lampreia escorregando no seu ser de fios de ovos.
Levantou-se e, reparando que ninguém reparava, pegou no seu copo, encostou-o ao gargalo inclinado da garrafa e saiu, depois de tê-la deixado em cima da mesa numa posição mais consentânea com o seu estado livre da rolha.
Lá fora estava um desses frios... Arrepiou-se, enterrou-se no sobretudo e bebeu um trago da bebida fresca que de repente lhe transmitia uma estranha mas confortável sensação de calor.
Levantou o copo e, apontando vagamente para um dos pontos cardeais, fez um brinde a essa a quem tanto amava.
- Ai, minha linda! Como queria agora estar contigo, minha querida... meu amor. Se soubesses como sinto a tua ausência... Como me custa mais este dia sem fazer amor contigo, sem o prazer dos teus lábios nos meus e todo o sabor do teu corpo, esse poema divino. Ai como me custa todo este sofrer. Todo este querer e não ter… -
Abriu o telemóvel e leu mais uma vez a sua última mensagem, viu todas as fotos, companhia de todas as horas do dia e beijou-as docemente. Ergueu o braço e voltou a olhar para o conteúdo do copo. - A ti, meu amor, minha querida... -
Depois, de um só sorvo bebeu o resto. Sabia-lhe amargamente bem sentir a angústia dissipar-se no céu do seu estado etílico, perdido algures entre o olhar mortiço e as duas estrelas que tinham escapado à neblina intensa dessa noite de Natal.Acordou de repente com o ruído que lá de dentro invadiu a quietude da noite.
A porta da sala que dava para o jardim estava agora entre aberta e uma silhueta feminina aproximou-se dizendo: - Ah! Estás ai. Anda para dentro... Está muito frio. Andavam à tua procura e ninguém sabia de ti...
Por onde andavas?...
O teu marido já estava preocupado contigo, Mariana...-
26 dezembro 2006
Mote e remote... ou mate e remate?!
estão escondidos ao olhar
Mas têm o que V. não têm
e estão sempre a dar, a dar..."
Zé
"Estão sempre a dar a dar
Como se fossem dobradiças
todos sabem onde vão dar,
Ao Vão onde dão as piças
E as ditas nesse vale
Por vezes quase crateras
escondidas ao olhar
São devoradas p'las feras
Que são escuras, mas cheirosas
e de aromas tão diferentes
Umas São do cheiro das Rosas
Outras cheiram horrivelmente
Se calhar é mesmo por tal
que se deslinda o novelo
O fedor a bacalhau
Fabricou dum homem o Nelo"
Pardal
"os lábios que se não vêem
são também de se beijar
sabem a sal logo dêem
de si sinal de se dar
estão escondidos ao olhar
mas são os mais cobiçados
quando se fazem notar
são quais lábios... mais inchados
mas têm o que vocês não têm
são lábios sem dentadura
e quando mordem detêm
sentir da seda mais pura
e estão sempre a dar a dar
nas vistas quando sorriem
por vezes basta um andar
quando entre as coxas deslizem
e quando mos queres mostrar
quando pudores não contêm
abres outros p'ra mostrar
os lábios que se não vêem
nem sempre o pudor perturba
quando o corpo quer falar
e os lábios que o olhar turba
estão escondidos ao olhar
dão-nos os lábios sorrisos
dando sinais que se lêem
mostram que não têm guizos
mas têm o que vocês não têm
quando querem dar-se, dão-se
e é um dar-se de amar
num vai-vem, eles vão-se, vão-se
e estão sempre a dar, a dar...
Pois porque mandaste, na verdade, com a métrica para o caralho, levas com um mote por cima e um remote por baixo!"
OrCa
"Mandar a métrica pr'ó caralho
será grande obra de caridade
que tamanha sujeição é malho
que castra toda a vontade"
Maria Árvore
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