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16 julho 2007
15 julho 2007
14 julho 2007
ao alto amar - resposta ao Orca

O Prazer do Encontro
Debaixo da chuva que molha o alcatrão de uma cidade vazia, acordava a ânsia do encontro. Um olhar furtivo na janela da rua mais feliz da cidade esperava um sinal. O cheiro da castanha assada afogava as narinas, o bater compassado das asas dos pombos ensurdecia. Eram quase dez para as nove mas o tempo não passava. O relógio parado no pulso dos meus afectos, a manhã que se abria lenta e azul, e a memória dos outros dias ..., as mãos que procuravam calar os meus silêncios, e a terra abandonada nos sapatos. Esperava-te. Era tarde.
Era tarde na vida. Eram os restos que sossobravam de vidas já moldadas por martelos e bigornas acesas, cravados no peito da alma de quem apenas viveu, entregue a destinos impostos, outros feitos, outros desfeitos. E restava a esperança de quem se bate nas frentes de muitas guerras, e a vontade de tudo refazer como se esse fosse o primeiro dia das páginas limpas.
Às vezes, sentimos falta de nós. Procuramos em vão nas vielas do encontro e partimos com a mesma falta que nos trouxe ali.
Sentamo-nos em frente a uma alma tão só, como se de nós se tratásse. E reconhecemos, ou não, aquela imagem de nada, que apenas nos traz a pausa dessa busca incessante do que perdemos de nós.
Sorrimos com a timidez de quem não se reconhece, cruzamos sentidos, trocamos os sonhos na espera de um final que não se toca, que não destrói quem participa, mas que também não edifica. Bebemos o café da conversa, procuramos a cumplicidade no que partilhamos, e sentimo-nos tão perto de sermos aquele que procuramos.
E na rua molhada e no alcatrão de duas sobras de coisas, nasce a cidade cheia, mas tão vazia como dantes.
fresquinha
Debaixo da chuva que molha o alcatrão de uma cidade vazia, acordava a ânsia do encontro. Um olhar furtivo na janela da rua mais feliz da cidade esperava um sinal. O cheiro da castanha assada afogava as narinas, o bater compassado das asas dos pombos ensurdecia. Eram quase dez para as nove mas o tempo não passava. O relógio parado no pulso dos meus afectos, a manhã que se abria lenta e azul, e a memória dos outros dias ..., as mãos que procuravam calar os meus silêncios, e a terra abandonada nos sapatos. Esperava-te. Era tarde.
Era tarde na vida. Eram os restos que sossobravam de vidas já moldadas por martelos e bigornas acesas, cravados no peito da alma de quem apenas viveu, entregue a destinos impostos, outros feitos, outros desfeitos. E restava a esperança de quem se bate nas frentes de muitas guerras, e a vontade de tudo refazer como se esse fosse o primeiro dia das páginas limpas.
Às vezes, sentimos falta de nós. Procuramos em vão nas vielas do encontro e partimos com a mesma falta que nos trouxe ali.
Sentamo-nos em frente a uma alma tão só, como se de nós se tratásse. E reconhecemos, ou não, aquela imagem de nada, que apenas nos traz a pausa dessa busca incessante do que perdemos de nós.
Sorrimos com a timidez de quem não se reconhece, cruzamos sentidos, trocamos os sonhos na espera de um final que não se toca, que não destrói quem participa, mas que também não edifica. Bebemos o café da conversa, procuramos a cumplicidade no que partilhamos, e sentimo-nos tão perto de sermos aquele que procuramos.
E na rua molhada e no alcatrão de duas sobras de coisas, nasce a cidade cheia, mas tão vazia como dantes.
fresquinha
13 julho 2007
ao alto amar
A maria-árvore é inspiradora. As suas aventuras narradas têm o condão de nos propor universos que, andando por aí, nem sempre pressentimos. Este último, mais abaixo publicado, leva-nos a algum arranha-céus, povoado de desejos (e, talvez, até de frustrações). Mas podemos sempre imaginar um enredo mais conseguido para as partes envolvidas...
o alto do edifício intuía
naquela lassidão de movimentos
um não-sei-quê talvez de nostalgia
que fluía no cabelo solto aos ventos
ele e ela no concerto da paisagem
num abraço azul de mar sobre a cidade
soçobrado ‘inda antes da viagem
como afago que se dessem sem idade
as mãos e os dedos tensos procurando
o que os corpos de horizonte se ofereciam
encontrando quase sempre o que vão dando
quase sempre ofertando o que escondiam
os olhos se mordendo mal se olhando
as bocas sufocadas se incendeiam
os corpos se descobrem sempre quando
se enlaçam no saber porque se enleiam
e vogam nesse mar sem dor nem mágoas
albatrozes que pairando lançam véu
na cidade transmutada num mar de águas
e o terraço ilha de amar aberta ao céu.
o alto do edifício intuía
naquela lassidão de movimentos
um não-sei-quê talvez de nostalgia
que fluía no cabelo solto aos ventos
ele e ela no concerto da paisagem
num abraço azul de mar sobre a cidade
soçobrado ‘inda antes da viagem
como afago que se dessem sem idade
as mãos e os dedos tensos procurando
o que os corpos de horizonte se ofereciam
encontrando quase sempre o que vão dando
quase sempre ofertando o que escondiam
os olhos se mordendo mal se olhando
as bocas sufocadas se incendeiam
os corpos se descobrem sempre quando
se enlaçam no saber porque se enleiam
e vogam nesse mar sem dor nem mágoas
albatrozes que pairando lançam véu
na cidade transmutada num mar de águas
e o terraço ilha de amar aberta ao céu.
Sexta-feira treze

Do Pragal não se sobe para lado nenhum, a não ser para o céu ou para uma cadeira de rodas se vier o azar de um projéctil alojado nas costas durante uma chuva de balas na ponte.
Mas aquele herdeiro de Fernão Mendes Pinto apregoado por toda a freguesia como o supra-sumo das especiarias em assuntos de cama e que, mais a mais, ele não desmentia, fez com que até numa sexta feira treze eu deitasse as superstições para trás das costas, decidida que estava a agarrar aquela estrutura. Maravilhavam-me as suas histórias e aquele porte de modelo fotográfico, bem escanhoado e bem vestido, um metrossexual a bem dizer.
Levei-o para o meu andar de topo de prédio a pretexto de olhar o Tejo e os braços abertos do Cristo-Rei e comecei a minha investigação operacional retirando-lhe a roupa de marca e expondo a geologia do seu corpinho. À vista desarmada, os seus pilares eram bem mais flácidos e moles do que ansiava e divisei o minúsculo betão que demorou três quinze dias para armar. Em prova tão esforçada registei que a sua mecânica de fluídos funcionava uma vez e ali acabava o projecto que a resistência dos seus materiais não permitia mais dissertação nenhuma.
Fazer dele o eleito e descobrir que à imagem de muita pólvora correspondia um pequeno rastilho, imbuiu-me da resolução de estudar engenharia para doravante calcular correctamente, para além do brilho dos materiais, os métodos e a solidez com que se fazem as pontes.
Maria Árvore
Mas aquele herdeiro de Fernão Mendes Pinto apregoado por toda a freguesia como o supra-sumo das especiarias em assuntos de cama e que, mais a mais, ele não desmentia, fez com que até numa sexta feira treze eu deitasse as superstições para trás das costas, decidida que estava a agarrar aquela estrutura. Maravilhavam-me as suas histórias e aquele porte de modelo fotográfico, bem escanhoado e bem vestido, um metrossexual a bem dizer.
Levei-o para o meu andar de topo de prédio a pretexto de olhar o Tejo e os braços abertos do Cristo-Rei e comecei a minha investigação operacional retirando-lhe a roupa de marca e expondo a geologia do seu corpinho. À vista desarmada, os seus pilares eram bem mais flácidos e moles do que ansiava e divisei o minúsculo betão que demorou três quinze dias para armar. Em prova tão esforçada registei que a sua mecânica de fluídos funcionava uma vez e ali acabava o projecto que a resistência dos seus materiais não permitia mais dissertação nenhuma.
Fazer dele o eleito e descobrir que à imagem de muita pólvora correspondia um pequeno rastilho, imbuiu-me da resolução de estudar engenharia para doravante calcular correctamente, para além do brilho dos materiais, os métodos e a solidez com que se fazem as pontes.
Maria Árvore
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O Alcaide estica o rastilho e ode:
Sonhava a escritora com implosão,
rabisca de vontade a explosão.
Ela quer estrutura e ele um salto.
Enganam-se as vontades no assalto
e o todo que se passa é frustração
neste tipo de momento, de ocasião,
buscando mais prazer em sobressalto.
E a escritora constroi mais uma peça...
pouco cimento e ferro lá em baixo.
Ele não sabe ler, mas recomeça;
tem livros de facturas, pompa e lixo.
E partem os dois cheios de pressa.
É vida que eu entendo e não encaixo"
The pop of fucking / a pop da foda
At last here are some toys that'll go with those Pucci capri pants!
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Finalmente aqui estão alguns brinquedos que combinam bem com aqueles corsários Pucci!

A fabulous collection of dildos inspired by the work of some of the great pop and minimalist painters of the 60s and 70s at Babes n horny.
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Uma colecção fabulosa de dildos inspirados no trabalho de alguns dos maiores pintores pop e minimalistas dos anos 60 e 70, em Babes n horny.

a pop art post by fluffy Lychees
via happy famous artists
Coolish thinks the music was missing: France Gall - Les Sucettes. Now the post is complete!
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A Fresquinha acha que a música faltava: France Gall - Les Sucettes. Agora o post está completo!
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Finalmente aqui estão alguns brinquedos que combinam bem com aqueles corsários Pucci!

A fabulous collection of dildos inspired by the work of some of the great pop and minimalist painters of the 60s and 70s at Babes n horny.
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Uma colecção fabulosa de dildos inspirados no trabalho de alguns dos maiores pintores pop e minimalistas dos anos 60 e 70, em Babes n horny.

a pop art post by fluffy Lychees
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Coolish thinks the music was missing: France Gall - Les Sucettes. Now the post is complete!
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A Fresquinha acha que a música faltava: France Gall - Les Sucettes. Agora o post está completo!
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