02 março 2010

Escola das Energias Sexuais


Resolvi partilhar com todos vós esta proposta de workshop que encontrei. Conhecem?
O que é?
A Escola das Energias Sexuais é um workshop de 3 dias em que nos é dado um entendimento profundo das nossas dinâmicas humanas e relacionais, no sentido de tornar claros os nossos pontos de desequilíbrio entre o feminino e o masculino dentro de cada um de nós. Cada ser humano, independentemente de ser homem ou mulher, tem em si ambas as energias - feminina e masculina. É a partir dessa dinâmica interna que criamos a nossa realidade, fazemos as nossas escolhas e as experiências que daí decorrem. Tomar consciência de todos os nossos padrões de vítima, escassez e amor condicional -bem como do abuso energético (e por sua vez psíquico, psicológico e físico) que daí decorre é um passo fundamentar para encontrar o equilíbrio interno. Aí a nossa visão do mundo muda e a nossa forma de ver, sentir e viver a vida também.
Shaumbra Institute apresenta Sexual Energies School / Escola das Energias Sexuais de Tobias no Instituto Paradisia em Tomar.
A Escola das Energias Sexuais de Tobias pode ser uma das dádivas mais profundas e transformadoras que te dás a ti próprio(a). O material apresentado nesta escola tocará todas as áreas da tua vida e experiência, e trar-te-á as ferramentas para que possas criar um nível profundo de equilíbrio e cura para ti.
Durante este workshop de 3 dias Tobias, Maria Madalena, os vossos facilitadores e outros seres angélicos, trabalharão em conjunto para criar um espaço seguro no qual serão convidados a abrirem-se para as vossas partes mais profundas. Tobias leva-vos muito para além da análise e processamento típicos, até uma verdadeira e profunda cura que mudará a forma como vês e experiencias a vida.
Mais informações... aqui.


Sermão


1 página

oglaf.com

01 março 2010

Abençoada igreja católica!

Marcelo Rebelo de Sousa não pôde levar antúrios para a missa na igreja do Funchal por terem uma conotação muito... "erótica"?!

Pelo menos é o que se pode ler aqui.

Quem é o primeiro a tirar as medidas?

Fomes

Acalma todas estas vozes diferentes
que falam de ti dentro do meu peito
Cheiravas a maçã
eu só quero saber que cheiravas a maçã
eu só quero saber se te roubei
se rasguei de ti
se roubei de ti
se tirei de ti
tudo
e tu
e o amanhã

Acalma todos estes fantasmas dormentes
que não se cansam de pensar alto
Sabias a Maio salgado
eu só quero saber que sabias a Maio salgado
eu só quero saber o que te aceitei
o teu sexo em mim
o teu corpo em mim
a tua boca em mim
tudo
e tu
e o passado.

Acalma estes beijos no ar constantes
que não te encontram e se perdem no vento.
Cheiravas a seiva impaciente
eu só quero saber que cheiravas a seiva impaciente
eu só quero saber o que te gritei
o orgasmo em nós
o desejo em nós
a paixão em nós
tudo
e tu
e o presente.


«Free Zone» - uma zona livre, como esta



Está disponível desde ontem o número zero da nova revista online gratuita «Free Zone». Além do Pedro Laranjeira, director da revista, colaboram outros membros e membranas deste nosso blog: Miss Joana Well (com a sua excelente "carta aberta sobre a prostituição"), Jorge Castro (com uma oração à EDP) e Raim (que ilustra, magistralmente como sempre, uma nada erótica crónica de um conhecido meu, marido de uma professora).
A revista completa está disponível para descarregar aqui, em formato pdf.

Tem estado um tempo tão húmido...

Cabecinha


Alexandre Affonso - nadaver.com

28 fevereiro 2010

Um copo


Um copo. Um brinde.

Vens?
Ficas?!

Um copo e a incerteza,
o brinde e a não certeza...

Vamos?!
Claro.
Ficamos?!
Não sei...

Este copo e este brinde
é por ti. Por aí,
pela certeza da incerteza.

Pelo brinde certo
do copo que não fica...

Foto e poesia de Paula Raposo

Estremecer

Estremeço, sim, amor? Eu estremeço, lembras-te? E estremecer, ainda te lembras do que é estremecer? Já conseguiste perder-te assim, sem mim? Já fizeste voar mais gemidos e suspiros? Já mais alguém apanhou os teus do ar e os prendeu nos cabelos? Devia ter-te agarrado bem, bem no meio das minhas coxas, fincado os pés nas tuas costas; devia ter parado esse teu vai-vem - esse erotismo triste sulcado de um eminente ir - ficavas num eterno vem, num constante vir. Ficar mudo, ainda te lembras de ficar mudo? Tantas palavras rebentavam a voz, não existia palavra para tantas palavras. Paravas e eu abria os olhos; paravas para eu abrir os olhos e enchias os teus de mim, da pele das minhas pernas escancaradas para olhares por mim a dentro; nem olhos nem pernas, só janelas e tu no interior de mim - em casa. Já entraste mais, amor? Ainda sabes o que é entrar? É estremecer.

Vamos ao cinema mudo (não, não é cine mamudo!)


Filme porno francês dos anos 20 do século XX

Eureka!


crica para visitares a página John & John de d!o

27 fevereiro 2010

Amor, tenho um vazio um bocadinho mais vazio.

Amor, tenho um vazio um bocadinho mais vazio.
Podes encher-me um bocadinho? Larga-te,
como um homem se deve largar, bem no centro
das minhas coxas e o meu vazio enche-se de cio.

Amor, tenho um vazio um bocadinho mais vazio.
Podes encher-me um bocadinho? Perde-te
como um homem se deve perder, bem cá dentro,
dentro e fora, mendigo e senhor, rei e vadio.

Tenho um vazio um bocadinho mais vazio, amor;
não creio que seja frio, não creio que seja calor.
Podes encher-me um bocadinho? Cala-te
como um homem quando se deve calar, senta-te
como um homem se deve sentar; despe-te;
não creio que seja prazer, não creio que seja dor;
é este não ser a quase ser que se expandiu
num orgasmo ensurdecedor que nem se sentiu.


O Charlie não pode ouvir falar em amor que ode logo:

"Amor, a caminho, vou andando esconso
de odres fartos e colheita grossa.
Ao pé da horta a besta descanso
enquanto manso te toco à porta

Espreito p'la nesga, o brilho da sala
mas na horta as uvas que a vinho exalam
Levam-me a lingua em pistas molhadas
primeiro p'lo caminho onde as mãos ja lavraram

E entro na sala, primeiro um dedo
a mão trabalhando, na porta quase a medo
E volto a sair, fingindo envergonhado
para voltar depois já de dedo duplicado

E já não é dedos, é tudo mão, uma, duas
a sala de portas abertas e nuas
estremece o solo, a terra mãe quente
afoga-me as mãos, no seu fluido fervente

e não há mais frio nem vontades de nada
nem outro desejo que beber tudo à farta
e retiro as mãos de copo quase meio vazio
que outro cheio já volta, num farto avio"


O Bartolomeu não se lhe fica (mas vai) atrás:

"Amor, como os os teus vazios são três
E o Charlie se encarregou de um deles
Abre bem as tuas coxas, agora é a minha vez
Vamos tirar-te o frio, com o agasalho mais belo
Cobrindo-te com altivez
Com o nosso casaco de peles
Abre para mim o caminho que leva ao teu castelo
Deixa que te tome as muralhas e te fure a porta d'armas
Que te conquiste o paiol e te invada o dossel
Que viole as tuas aias
E o teu mordomo Manel
E no fim... ainda de bandeira hasteada
Cantaremos o belo hino, dos três da vida airada!"