07 fevereiro 2011
Neologismos
Terei que inventar palavras para imprimir força às emoções que te quero dar.
Aquelas que nos ensinaram estão gastas, usadas, sem nada de novo trazer à nossa Casa.
Intento algo diferente, aquilo que Ser Humano algum jamais sentiu ou te endereçou.
"Amor" não basta;
"Ternura" é comum;
"Carinho"? Palavra vaga.
Todas as demais que proferimos não fazem jus ao que te quero; ao que nos queremos.
Irei inventar novas palavras, sim;
o nosso dicionário será enriquecido;
sapiência de sentidos traduzida em prosa;
a nossa língua viverá entre os dois peitos onde explodem estas emoções - hoje - indescritíveis.
Aquelas que nos ensinaram estão gastas, usadas, sem nada de novo trazer à nossa Casa.
Intento algo diferente, aquilo que Ser Humano algum jamais sentiu ou te endereçou.
"Amor" não basta;
"Ternura" é comum;
"Carinho"? Palavra vaga.
Todas as demais que proferimos não fazem jus ao que te quero; ao que nos queremos.
Irei inventar novas palavras, sim;
o nosso dicionário será enriquecido;
sapiência de sentidos traduzida em prosa;
a nossa língua viverá entre os dois peitos onde explodem estas emoções - hoje - indescritíveis.
06 fevereiro 2011
Paixões

A paixão pode ser um adorno
e nós os seus dedos anelares,
semi-preciosos, enterrados
bem fundo nas carnes;
as rotundas intermináveis
as vagabundas indomáveis
oscilam em movimentos
e tempos bem ritmados,
sabem que são dádivas,
pacientes e ávidas,
das espirais contra a letargia;
eu nunca desmentiria
sequer uma sombra do anelar,
sequer por mil anos,
de manhãs sem arestas...
«Subitamente ao acordar» - por Rui Felício

Está em minha casa desde há quinze dias...
Quando acordo e acendo a luz, ela ignora o frio, abre a caixa onde guarda as pinturas e os cremes e começa a maquilhar-se, a pentear-se. Parece que receia que eu a veja descomposta.
Ainda meio ensonado, vejo-a sorrir para mim, entreabrindo aquela boca bonita. Mesmo com este frio, veste-se com uma lingerie finíssima azul celeste, transparente, que me deixa entrever, por baixo, o corpo esbelto, bem desenhado.
Sentada em frente ao espelho da cómoda do quarto, passa o baton vermelho cereja nos lábios, com uma precisão milimétrica.
Com maestria, revira as pestanas e engrossa-as com rímel. Vou correndo o olhar pela pele lisa das suas costas, pela curva côncava da cintura, pelos longos cabelos louros encaracoladas caídos ao longo do corpo.
Ainda deitado na cama, observo-a a pintar as pálpebras com um pó esverdeado que lhe realça os lindos olhos azul marinho.
Lentamente, pega na escova e corre-a pelo cabelo sedoso, demoradamente. De vez em quando, suspira suavemente.
Volta a sorrir-me, deixa-me indeciso...
Mas não! Já estou atrasado.
Levanto-me, visto o roupão e dirijo-me para a casa de banho. Ouço-a desejar-me um bom dia, numa voz gutural que parece vir das suas entranhas.
Não lhe respondo.
E desligo o interruptor daquela linda boneca automática, a pilhas, que são activadas pela luz e que eu comprei para oferecer à minha neta quando ela cá vier.
Rui Felício
Blog Encontro de Gerações

05 fevereiro 2011
«Lírica para queimar» de Galo Porno (Rodrigo Coelho dos Santos) - extractos dos Volumes IX e XI
A Daisy e o Alfredo Moreirinhas passeavam na Guarda e viram "numa feira uma banca que toda a malta contornava. Parecia que o homem tinha lepra". Ambos os livros têm gatafunhos que é suposto serem dedicatórias à Daisi.
Um excerto dos extractos do vol. IX (pág. 39):
"quando pequenos bebemos muito leite para grandes o ejacularmos, assim dos homens nascem obras cândidas e gordas enquanto das mulheres obras gordas e cândidas também; assim do homem o falo é o símbolo enquanto da mulher o mamilo erecto. a ambrósia da vida o leite da fecundação traz prosperidade e saúde aos deuses que se tornam humanos no orgasmo; e sempre que uma criatura geme espumante de prazer uma ejaculação se celebra como fonte do ser vivo"
E um excerto dos extractos do vol. XI (pág. 39):
"Logo me lembrou o peito minha amada ponderando o modo como lhe havia isto de dizer: bombom, fui a um bailarico e vi o pessoal dançar. O João e o Ramón atacaram separando um casal de fêmeas e unindo cada parte a si até ao final duma esplêndida sequência sem paragem dos grandes êxitos de Emanuel, seguida mais tarde duma de Quim Barreiros: chupa a Teresa, rapaziada, e nós pimba, aquela que houve de dar o nome ao estilo de música portuguesa pop-pular, digna unicamente de ser cantada à noite por um mariolas sob uma tempestade de labregos mijões com cheiro a cerveja esporrada".
Obrigada, Daisi e Alfredo Moreirinhas, por mais estes dois miminhos para a minha colecção.
Jardim
No acoitar pleno da noite
vislumbro um eco:
já não é saudade,
é só uma flor
desabrochada
de um jardim
outrora meu.
Poesia de Paula Raposo


04 fevereiro 2011
Postalinhos fresquinhos do Eros Porto
A nossa sexóloga favorita, Vânia Beliz, está por estes dias na feira Eros Porto 2011.
E mandou-nos estas fotos da Feira, tiradas pelo André C. (um excelente fotógrafo, diga-se, que se fosse eu as fotografias ficavam todas tremidas):
A Vânia Beliz (à direita, para quem sobe) com a Ana Monte Real (à esquerda, para quem continua a subir) e a Carla Cox (deve soar mal, alguém dizer-lhe "I love Cox").
Tomem lá, meninas não lésbicas, antes que peçam o livro de reclamações. Também há lá machos.
E mandou-nos estas fotos da Feira, tiradas pelo André C. (um excelente fotógrafo, diga-se, que se fosse eu as fotografias ficavam todas tremidas):
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