09 março 2011
08 março 2011
Acordo ortográfico
O acordo ortográfico causa-me arrepios. E não são aqueles bons que nos percorrem o corpo, num misto de prazer. Custa-me ver palavras sem pês e cês e acentos e sei lá mais o quê!
Tal como deixei ali algures nos comentários, erecto e erecção perdem o "c". E eu fico a imaginar que não vou voltar a ter a deliciosa sensação de boca cheia ao dizer estas palavras! E a qualidade da erecção continuará a mesma, depois de levar este corte?
O acto sexual nunca mais será igual, quando passar a um mero ato. Não se esqueçam da corda ao lado da cama, para atarem e desatarem. O que quiserem, não a acto.
O acordo ortográfico é fodido. Mas, em tempos, creio que foi phodido...
Tal como deixei ali algures nos comentários, erecto e erecção perdem o "c". E eu fico a imaginar que não vou voltar a ter a deliciosa sensação de boca cheia ao dizer estas palavras! E a qualidade da erecção continuará a mesma, depois de levar este corte?
O acto sexual nunca mais será igual, quando passar a um mero ato. Não se esqueçam da corda ao lado da cama, para atarem e desatarem. O que quiserem, não a acto.
O acordo ortográfico é fodido. Mas, em tempos, creio que foi phodido...
Está quase prontinho para sair do forno

Dá-me um gozo enorme este blog. Entre muitas outras coisas, permite-me conhecer pessoas fora de série quando, na minha «vida real», dificilmente teria essa oportunidade.
Fico especialmente molhadinha quando consigo ajudar alguém a divulgar a sua arte e criatividade.
Há alguns anos, recomendei a Encandescente à malta das Edições Polvo. Eles gostaram tanto que publicaram 4 livros dela (que pena, entretanto, a Encandescente ter deixado de aparecer; quando posso, continuo a gostar de ler poesia dela para os meus amigos).
Há poucos meses, sugeri à Fernanda Frazão, da Apenas Livros, que lesse os textos da Miss Joana Well. Ela gostou e o resultado - o livro «Brinquedo de Estranhos, Marioneta de Sonhos» - vai estar disponível, muito em breve, na colecção de livros de cordel da Apenas.
Eu, que já tive o privilégio de o ler, posso dizer-vos que está um mimo.
Quando for publicado, digo-vos.
Viva a Miss Joana Well! Viva!
Viva a Apenas Livros! Viva!
Nome
Pronuncio o teu nome
na nota de música
através da pauta
incansável,
orgíaca,
no concerto inacabado
da tua Poesia.
Este poema foi escrito em 2008 e consta no meu blog http://quandoamor.blogspot.com/
Poesia de Paula Raposo


Os bustos da República
Tinham que me copiar a pose!
E, graças ao Carlos Car(v)alho, agora este bloco de selos dos correios de 2010 faz parte da minha colecção.
E, graças ao Carlos Car(v)alho, agora este bloco de selos dos correios de 2010 faz parte da minha colecção.

07 março 2011
Não Fica Bem...
Se há coisa que não posso perdoar ao coiso agarrado a mim é que ele exerça a sua (má) influência e me imponha comportamentos que contrariam a minha forma natural de ser e de estar.
Quero com isto dizer que não tenho nada a ver com os amuos, com os estados de espírito dele, e por isso não consigo aceitar que ele use a mente para me condicionar de forma prepotente e que deixa pouca margem de manobra para uma relação equilibrada.
Eu até nem vejo bola, tirando no pico do Verão, quando (penduri)calha, de soslaio, para aproveitar a liberdade que às vezes me dá o coiso agarrado a mim, porque raio tenho que murchar como uma flor arrancada de um jardim de cada vez que perde o Benfica???
Indiferença
O indiferente age com desdém;
O que tem desprezo pelos demais;
O que prefere a desconsideração, apatia e insensibilidade no trato com os restantes semelhantes;
Os que praticam acções desenhadas com frieza;
É o sono da alma, o adormecimento da personalidade.
É pior a indiferença de um dito benemérito envolto em supostas responsabilidades sociais, que os gritos estridentes de pessoas de quem nada se espera;
É o péssimo pecado para com um semelhante, pior que odiá-los, vestir o lobo com pele de cordeiro e atraiçoá-lo com indiferença, a essência da desumanidade;
É o perpétuo adeus;
E os que advogam a Liberdade?
Será que falam daquela que os permite dizer o pensam sem se preocuparem com o limiar da interferência na Liberdade do próximo? Ou andar livremente na rua? E no seio dessa Liberdade qual a reacção interior quando passam pelos semáforos? E pelos vãos das escadas, o que fazem perante o que vêem, se é que sequer olham.
E os que proclamam a Igualdade?
Será aquela Igualdade que coloca no mesmo patamar dos restantes aqueles que sem condições para o trabalho, vivem cada dia sem preverem comida ou dormida quente para dali a umas horas? Ou será a Igualdade daqueles que convergidos pela contingência política de um sistema implementado, não encontram alternativas senão prostituírem-se de todas as formas conhecidas e mesmo as mais subtis, para poderem sobreviver?
E os que preconizam a Fraternidade?
É aquela em que uma pessoa com condições de vida, seja em que medida forem, ajuda o seu semelhante a somar dividendos ficando de consciência tranquila quanto à beneficência que praticou?
Não serão estes conceitos hipócritas quando não efectivamente trabalhados em conjunto?
Contudo existem claramente uns poucos que somam estes conceitos à Tolerância, seguem-nos diariamente, e juntos conseguem fazer alguma diferença nos protocolos sociais e morais implementados.
São poucos, são quase nenhuns, e menos ainda os que se expõem...
O que tem desprezo pelos demais;
O que prefere a desconsideração, apatia e insensibilidade no trato com os restantes semelhantes;
Os que praticam acções desenhadas com frieza;
É o sono da alma, o adormecimento da personalidade.
É pior a indiferença de um dito benemérito envolto em supostas responsabilidades sociais, que os gritos estridentes de pessoas de quem nada se espera;
É o péssimo pecado para com um semelhante, pior que odiá-los, vestir o lobo com pele de cordeiro e atraiçoá-lo com indiferença, a essência da desumanidade;
É o perpétuo adeus;
E os que advogam a Liberdade?
Será que falam daquela que os permite dizer o pensam sem se preocuparem com o limiar da interferência na Liberdade do próximo? Ou andar livremente na rua? E no seio dessa Liberdade qual a reacção interior quando passam pelos semáforos? E pelos vãos das escadas, o que fazem perante o que vêem, se é que sequer olham.
E os que proclamam a Igualdade?
Será aquela Igualdade que coloca no mesmo patamar dos restantes aqueles que sem condições para o trabalho, vivem cada dia sem preverem comida ou dormida quente para dali a umas horas? Ou será a Igualdade daqueles que convergidos pela contingência política de um sistema implementado, não encontram alternativas senão prostituírem-se de todas as formas conhecidas e mesmo as mais subtis, para poderem sobreviver?
E os que preconizam a Fraternidade?
É aquela em que uma pessoa com condições de vida, seja em que medida forem, ajuda o seu semelhante a somar dividendos ficando de consciência tranquila quanto à beneficência que praticou?
Não serão estes conceitos hipócritas quando não efectivamente trabalhados em conjunto?
Contudo existem claramente uns poucos que somam estes conceitos à Tolerância, seguem-nos diariamente, e juntos conseguem fazer alguma diferença nos protocolos sociais e morais implementados.
São poucos, são quase nenhuns, e menos ainda os que se expõem...
06 março 2011
O porquê das coisas
O porquê das coisas
do existir, até da pedra ou do ser
não é para mim
eu sei apenas que as coisas são assim
e que as posso, assim, apenas viver.
Eu nunca entenderei cada acontecer
ou como amanhece e logo o anoitecer
vem, em cada início se supõe um fim,
o amor é um lago, a vida e um jardim;
o amor! Como poderia eu entender
o que nem bem sei descrever?
do existir, até da pedra ou do ser
não é para mim
eu sei apenas que as coisas são assim
e que as posso, assim, apenas viver.
Eu nunca entenderei cada acontecer
ou como amanhece e logo o anoitecer
vem, em cada início se supõe um fim,
o amor é um lago, a vida e um jardim;
o amor! Como poderia eu entender
o que nem bem sei descrever?
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