29 junho 2012

Já tiveste relações sexuais com um Rolls Royce?

Não! Eu não perguntei nada sobre sexo dentro de um Rolls Royce!
Estou a referir-me a um... acompanhante para um casal que é um luxo em tecnologia: o massageador Tiani 2, da Lelo.
É um vibrador para casais desenhado para ser usado pela mulher durante a relação sexual.
Em forma de "U", o lado mais fino (sem vibração... mas em minha opinião deveria ter) deve ser inserido na vagina, ficando o lado maior (que tem a vibração) no exterior, de forma a estimular o clítoris.
Tem um controlo remoto (sem fios) que também pode vibrar e é revestido do mesmo silicone suave, podendo entrar também na... festa ou indicar ao parceiro as vibrações que a unidade principal está a proporcionar.
Esse controlo remoto tem várias funcionalidades, permitindo 3 modos diferentes de controlo da vibração: conforme a sua inclinação, pelo seu movimento e vibrações pré-programadas (6 diferentes).
E é à prova de água, para facilitar a limpeza ou para ser usado no banho.


Queres saber como é que funciona? Eu podia tentar explicar-te mas... é melhor seguires o conselho do grande Luís de Camões, naquele glorioso canto IX de «Os Lusíadas»:


"Melhor é experimentá-lo do que julgá-lo
E julgue-o quem não pode experimentá-lo."


Entre a ponte e o caminho

Uma pequena ponte pedonal em madeira num caminho de terra num jardim com árvores frondosas e relva bem tratada. Um homem e uma mulher caminham em silêncio, seguindo os caminhos tortuosos, quase labirínticos, do jardim. O homem pára a meio da ponte. A mulher dá ainda dois ou três passos, continuando sozinha, sem dar conta da paragem dele, então hesita, volta-se para trás e olha-o com ar inquiridor sem obter resposta. Ficam onde estão: ele a meio da pequena ponte e ela já no caminho de terra.
– E se eu saltasse agora? – Pergunta o homem, pousando as mãos no tronco de madeira que serve de protecção lateral.
A mulher, que o vê falar mas não o ouve, mostra-lhe um sorriso esbatido e tira o auscultador do ouvido direito.
– Queres água? – Pergunta, mostrando-lhe a garrafa de plástico que traz na mão esquerda.
– Não – responde ele, aborrecido. – Não ouviste o que eu te perguntei?
– Percebi que querias água.
– Não quero. – E repete: – E se eu saltasse?
– Saltasses?
– Sim.
Em silêncio, a mulher olha para as mãos dele agarradas à madeira e para o seu rosto tenso e ressentido, sem se fixar neles, olha para a ponte e para as margens do ribeiro seco e esboça um primeiro sorriso. Então, de forma ostensiva, com um sorriso aberto e uma expressão provocatória, olha em volta como se procurasse um sítio de onde ele pudesse saltar com alguma dignidade. Volta a olhar para a ponte e para as mãos deles cravadas no tronco de madeira.
– Se saltasses dessa ponte? – pergunta por fim.
– Sim.
– Para quê?
– Não interessa. A pergunta é: e se eu saltasse?
A mulher aproxima-se da ponte e olha para baixo, para o leito seco do ribeiro que está a cerca de metro e meio da ponte. Sem dizer nada, a mulher olha para o homem à espera de uma explicação ou, é o que lhe parece que ele vai fazer, da continuação do delírio. Ele não diz nada.
– E ias saltar para quê? – insiste.
– Faz hoje um ano – declara ele em tom acusatório, sem levantar a cabeça, concentrado no leito seco por baixo de si. – Um ano, Estela.
A mulher não estava à espera daquele assunto mas não fica surpreendida. Sabe do que ele está a falar e está há demasiado tempo à espera desta conversa para se surpreender com o seu aparecimento, que, aliás, ela própria também podia ter iniciado. Não responde logo pois hesita na resposta e no tom – na realidade, hesita unicamente no tom em que vai responder; a resposta, percebe-o a olhar-lhe para as mãos, é-lhe indiferente. Completamente indiferente.

Olhar de quem ama.


Vou te comer






Meninas WTF

28 junho 2012

I'm not gay, but thanks for the compliment


uma marcha cheia de coragem. e de bichas corajosas, poi'claro!


 *lady bug a tomar consciência da sua grandeza... de espírito*


porque é isto que nos move: os direitos. o direito a ter duas mães, a ter dois pais; porque essa coisa da família «normal» é muito jurássica e desde sempre houve famílias «diferentes»: crianças criadas pelos avós, pelos tios, às vezes pela avó e a mãe, outras apelas pelo pai... se há uns anos era um grande «drama» ser filho de pais divorciados, hoje em dia esse «trauma» já foi superado (foi, não foi?) e dá lugar à questão do direito a constituir família com quem se ama. e se porventura esse alguém for do mesmo sexo? e se essas pessoas tiverem condições económicas, saúde e, sobretudo, amor para proporcionar à criança?

«achas que é a mesma coisa? uma criança criada por heterossexuais e uma criança criada por homossexuais?» - a minha resposta é: não. não é a mesma coisa. é diferente. DIFERENTE. não é saudável? vai traumatizar as crianças? oh senhores, todos os homossexuais são filhos de heterossexuais... onde é que estes falharam?


se até o santo antónio já se modernizou... o que faltará a algumas «cabeças» que para aqui andaram?


e esta é a imagem do dia da Marcha do Orgulho LGBT. 
não esquecer: dia 30 de Junho há Arraial no Terreiro do Paço.

Frozen Yogurt, Alergia e Pensar e Falar

Depois destas duas louras falarem de amizade, boleias e hemorróidas e, depois, de Burras ou não burras, catarro e Frusteka, aí estão de novo. Já não conseguimos passar sem estes dois... pares...

«Voltar à chacha de partida» - Patife

Hoje deixem-me falar-vos da melhor pandeireta que já tive a oportunidade de despachar à tolada. Há uns meses estava num seminário e vi a bilha mais arrebitada e simétrica do Universo. Nunca mais vi uma que se assemelhasse àquela perfeição nadegal e que conseguisse alçar-me o nabo daquela maneira desenfreada. Quando o rabo passou mesmo à minha frente o tempo reduziu as rotações, permitindo-me analisar ao pormenor todos os vincos, recantos, contornos, formas côncavas e convexas daquela peidola, o que me fez ir a correr à casa de banho bater uma sarapitola. Depois, já menos sôfrego, voltei e sentei-me ao lado dela no anfiteatro do seminário. Nem sequer estava inscrito mas sempre achei que os seminários são dos melhores covis de engate da cidade. Por isso é muito natural encontrarem-me neste tipo de eventos. A palavras tantas, quando uma oradora saiu do palco murmurei para mim mesmo qualquer coisa como: Uma já se foi. Outra há-de se vir. A dona da pandeireta fez um esforço notório para não se rir, mas a toada de parvoíce não parou enquanto os oradores iam mudando e teve o seu epílogo quando dois gajos manifestamente rabichos faziam uma apresentação em duo. O tipo que estava do outro lado da gaja soltou um inconveniente: Estamos entregues à bicharada. Num sussurro apressei-me a comentar: Mais valia estarmos entregues aqui à minha picharada. Ela devia ser saída da racha pois depressa se levantou acenando para a seguir. Fomos directos à casa de banho para eu lhe abafar a bufa, que a coisa não dava para esperar muito mais. O problema é que com o tamanho da minha verga e o tradicionalmente estreito canal do cagueiro eu devo ser um autêntico Murphy das leis do enrabanço. Se alguma coisa pode correr mal, então vai correr mal. Por isso lá tive de voltar à chacha de partida.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Fruta 90 - Turista acidental

Meio-dia e meia



27 junho 2012

Amanda Palmer - "I Want You, But I Don't Need You" - ao vivo na The Music Box



Original de Momus, do álbum «Ping Pong» (1997)

"I like you, and I'd like you to like me to like you
But I don't need you
Don't need you to want me to like you
Because if you didn't like me
I would still like you, you see
La la la
La la la

I lick you, I like you to like me to lick you
But I don't need you
Don't need you to like me to lick you
If your pleasure turned into pain
I would still lick for my personal gain
La la la
La la la

I fuck you, and I love you to love me to fuck you
But I don't fucking need you
Don't need you to need me to fuck you
If you need me to need you to fuck
That fucks everything up
La la la
La la la

I want you, and I want you to want me to want you
But I don't need you
Don't need you to need me to need you
That's just me
So take me or leave me
But please don't need me
Don't need me to need you to need me
Cos we're here one minute, the next we're dead
So love me and leave me
But try not to need me
Enough said
I want you, but I don't need you

La la la
La la la

I love you, and I love how you love how I love you
But I don't need you
Don't need you to love me to love you
If your love changed into hate
Would my love have been a mistake?
La la la
La la la

So I'm gonna leave you, and I'd like you to leave me to leave you
But lover believe me, it isn't because I don't need you (you know I don't need you)
All I wanted was to be wanted
But you're drowning me deep in your need to be needed
La la la
La la la la la la la la la

I want you, and I want you to want me to want you
But I don't need you
Don't need you to need me to need you
That's just me
So take me or leave me
But please don't need me
Don't need me to need you to need me
Cos we're here one minute, the next we're dead
So love me and leave me
But try not to need me
Enough said
I want you, but I don't need you

«conversa 1896» - bagaço amarelo

Ela - Imagina que engatavas hoje uma mulher qualquer.
Eu - Estou a imaginar.
Ela - Acabavas num hotel com ela...
Eu - Sim...
Ela - O que é que ias pensar se, quando ela se despisse, reparasses que ela tinha umas cuecas até acima do umbigo, daquelas que servem para ficarmos mais magras na barriga? Uma cinta...
Eu - Argh!
Ela - Obrigado, era o que eu queria saber. Vou à loja devolver as minhas.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Amor, paixão e sexo: teoria e convicção

O amor é um sentimento de um altruísmo e generosidade inacabáveis. O amor tende a ser definitivo. O amor transcende-nos. Transcende a razão. O amor anula o egoísmo, o orgulho, a posse, a guerra… O amor vai além da distância. O amor vai além de tudo. Depois do amor, não há nada. Mas o amor é … raro. Além da ordem natural dos laços estabelecidos pelo sangue (entre pais, filhos, irmãos…) e da verdadeira amizade, suponho que sejam poucas as pessoas que realmente o experimentam. Acredito que possa também haver um “estado de amor” que não dependa de ninguém ou de nada específico… há-de ser isto qualquer coisa semelhante à “iluminação”. O amor é um sentimento muito elevado que depende por isso também da capacidade emocional para amar. Entre um homem e uma mulher, quando acontece, o amor é “o princípio”… é onde a vida começa… e é também, muitas vezes, onde ela acaba. Casos destes são aqueles extraordinários em que do princípio ao fim dois seres atravessam a vida intensamente apaixonados, sobrevivem ao desgaste do tempo e dos corpos, e ao cabo de décadas, até que a morte os separe, ainda os olhos do outro lhes fazem brilhar os olhos. É também o que sucede em casos daqueles em que toda uma vida não chega para fazer desaparecer a dor pela ausência da pessoa amada… sendo tão escassa a probabilidade de salvação como o milagre de um outro amor. Em ambos os casos, não há um minuto sequer nestas vidas em que não desejem “o outro” ao lado, e a quem, independentemente disso, possam não desejar “o bem”, seja isto uma benção ou uma maldição.

Semelhante ao amor nalguns sintomas, a paixão é algo de muito mais “terreno”, de muito mais sujeito aos caprichos da natureza humana. A paixão exige a presença física, a “posse”, e evolui para estados de ira quando não satisfeita. Quase todas as pessoas se apaixonam, geralmente mais do que uma vez ao longo da vida... A paixão é temporária. Dificilmente irá além de um ano ou dois… Seja como for, mais tarde ou mais cedo, acaba. Pode resultar em profunda amizade, uma forma suave de amor… ou então, resultar em coisa nenhuma. É um estado passageiro de euforia em que a natureza suprime os defeitos do outro, intensifica o desejo, e promove a harmonia de modo a permitir um período de adaptação de um casal entre si. Para quem o aproveita bem, resulta bem. Para quem não o aproveita bem, resulta mal. Aqui se incluem todos os casos de casais que começam com “um grande amor” e acabam sem se reconhecer, à porrada, ou a digladiar-se pelas razões mais absurdas.

Sexo, é outra coisa. Havendo amor, o sexo é sempre algo de “sublime”, mesmo que seja, do ponto de vista sexual, uma lástima. O amor em si não produz “bom sexo”, mas, havendo união física com a pessoa amada, produzem-se outras coisas: a imensa felicidade, ou mais, a plenitude! E claro… “bom sexo com amor” é… o verdadeiro “êxtase”: o auge do prazer físico e psíquico. A paixão em si também não faz milagres pela qualidade do sexo… mas lá está… faz do sexo sempre uma experiência positiva, ainda que na prática o desempenho sexual possa não passar da pobreza franciscana. O pior é que, findo o período de paixão, para quem não tiver desenvolvido uma boa relação sexual, o desejo acaba. Como é evidente, no que respeita ao prazer, a seguir ao “bom sexo com amor”, o “bom sexo com paixão” é do melhor que há. Depois… não sei: “mau sexo com amor” ou “bom sexo com paixão”? “Mau sexo com amor”, “Mau sexo com paixão”, ou “bom sexo sem amor nem paixão”? É difícil de decidir … se calhar é relativo, tem dias, depende dos gostos … A questão aqui é o que seja um bom equilíbrio entre estados de prazer emocional e estados de prazer físico. Para mim o conceito de “bom sexo” inclui já um mínimo de prazer emocional ou, pelo menos, o conforto emocional (bem-estar, confiança, respeito,...) a partir daqui… como diz Epicteto, o estóico, “há coisas que dependem de nós, e outras que de nós não dependem”…

… mas tenho ao menos por certo que um “bom sexo” é um bom argumento para o despertar do amor e da paixão (mal, não faz)… além de ser em si só uma coisa muito agradável… (e de fazer bem à pele e tal…)

Patinho Feio




Alexandre Affonso - nadaver.com