30 julho 2012

«respostas a perguntas inexistentes (206)» - bagaço amarelo

Teolinda

A Teolinda gostava secretamente de mim. Tenho a certeza. Todos os dias, sem excepção, me cruzava com ela na rua que ligava o hospital ao jardim das árvores grandes. Todos os dias, sem excepção, ela fingia que não me via e continuava o seu passo apressado a fingir que tinha para onde ir. Não tinha, e eu sabia-o. Sabia também que era por falta de coragem que ela desviava o seu olhar do meu. Às vezes sorria timidamente, outras vezes não.
Eu acordava todos os dias bastante cedo, penteava-me e fazia a barba, punha umas gotas do after-shave do meu pai e treinava um ar bem disposto no espelho do elevador. Tudo para o caso de ela ganhar coragem e decidir falar-me. Bastava que me cumprimentasse uma vez que fosse e eu dir-lhe-ia o quanto também gostava dela, mas nunca o fez. Por falta de coragem, tenho a certeza. Foi uma pena.
Ficou a chamar-se assim, Teolinda, naqueles dias em que deixou de passar por ali e eu, doente, passava os dias dum lado para o outro à espera de a encontrar. Devo ter feito aquela rua umas centenas de vezes, na esperança de passar por ela para fingir que nem a via e que ela, uma vez que fosse, não fizesse o mesmo que eu. Nunca mais aconteceu, e por isso dei-lhe o nome que sempre me pareceu ter. Teolinda.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

convivências...

Uma criança de cinco anos foi encontrada...
Raim on Facebook

Os homens são muito (con)centrados



a funda traduSão de um post de Danish Principle

Seu pedido é uma ordem (e a matemática não é uma batata)





Depois as mulheres dizem que a gente não se esforça por elas.

Capinaremos.com

29 julho 2012

Porta-Curtas - «Quando morremos à noite»

Ficção, Conteúdo Adulto
Director: Eduardo Morotó
Elenco: Junior Vieira, Roney Villela, Thaís Loureiro
Duração: 20 min Ano: 2011
Sinopse: Raúl conhece a menina mais cheia de vida que já encontrou.

Apetece-me algo


Sábado foi dia de ele me levar pelo braço Avenida abaixo como quem mostra a alegria que lhe vai na alma pela liberdade esvoaçante do meu vestido a tocar todos os olhares carentes dela. Entremeava os vivas à liberdade em que fazia coro com lindos brocados de minha linda, de docinha e até do meu nome próprio todo aconchegadinho num diminutivo que me soprava nas orelhinhas.

Suspirava fundo com a excitação de quem revive as memórias, de quando sacava aos cabrões capitalistas as suas filhas queques e boazonas para as levar ao castigo através dos ensinamentos vermelhos da cabecinha do galo de Barcelos ou do que quiserem chamar àquele pescoço de frango.

Arribados à praça lá encontrámos muitos amigos a quem ele distribuiu valentes abraços e aos quais me apresentou como a sua senhorita entre umas canecas de cerveja e uns pires de tremoços ao balcão que as mesas estavam apinhadas até ao momento que estalou uma mão marialva no meu rabo à vista de quem quis ver para me incentivar a um ala moça que está na hora de fazeres o jantar e creio que se me turvou a visão com a loiça suja na bancada da cozinha que ele não metia nunca na máquina e entre uma joelhada certeira no centro da sua grande área que até deu direito a mostrar a bandeira vermelha da minha lingerie bradei-lhe que me apetecia algo como a Revolução.


[Foto © Pedro Moreira, 2007, Red top]
Nota: Cuidado ao fazerem scroll para deslizarem pela imagem para não salpicarem os vossos monitores.

É um avião?! É um cometa?! É o Super-Homem?!...




Via Dick Art

Fonte dos desejos


Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

28 julho 2012

Homens, aprendam a fazer um batido de leite com chocolate

«conversa 1903» - bagaço amarelo

(num bar)

Ela - O que é que vais beber?
Eu - Um Bushmills sem gelo.
Ela - Ainda bem.
Eu - Porquê?
Ela - Gosto de pessoas que bebem da forma mais simples possível. Uma cerveja, um uísque sem gelo e pronto, mais nada.
Eu - Porquê?
Ela - Normalmente são pessoas mais simples e, por isso, mais fáceis de lidar.
Eu - E tu, o que é que bebes?
Ela - Um cocktail qualquer que tenha uma cor berrante. Ainda estou a pensar nisso.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Sorte ao jogo e sorte nos amores

Conjunto de dois dados grandes em madeira, com base em que se lê "Zestaw dla nowożeńców" (kit nupcial).
Uma oferta do meu grandioso amigo, Carvalho Valente, para a minha colecção.

Um sábado qualquer... - «Cuidados»




Um sábado qualquer...

27 julho 2012

Olha que bela ideia teve a moça

Chrissy Lance, de 37 anos, tinha um sonho: aumentar os seios. Mas não tinha dinheiro para a cirurgia. Decidiu ir pedir dinheiro nas ruas de Akron, Ohio (EUA). Vestida apenas com um biquini, Chrissy escreveu num cartão: “Not homeless! Need boobs”.
Terá conseguido atingir o seu objectivo de angariar 4.000 dólares?...
Fonte: «The Sun» via Testosterona