Nadaver.com
09 maio 2013
08 maio 2013
«Segismundo» - João
"A Marta e o Jaime são adultos. Casados e com filhos. Cruzam-se e percebem que são iguais. Que as cabeças encaixam uma na outra como peças de puzzle perdidas e reencontradas, e como os corpos obedecem às cabeças, não há esforço nem sacrifício, é tudo natural, deslizando como se não existissem entraves, como se o mundo fosse uma pista de gelo sem fim e eles patinadores, fundidos, um no outro. É essa a percepção que a Marta e o Jaime têm. O id resolve. O impulso primário é arrancarem as roupas um ao outro, mesmo que os outros estejam a ver, e derreterem-se em gotas de suor. Sem pudor. Logo ali. Se preciso for até mesmo com gente a passar ao lado. O ego diz à Marta e ao Jaime que precisam esperar que ninguém esteja a ver antes de se agarrarem, e que só depois, em absoluto segredo, se podem atirar aos braços um do outro, seja perto do chão, ou num vigésimo andar, ou debaixo de uma árvore. O superego diz-lhes que não o podem fazer, porque é moralmente errado. Porque há valores que respeitam e querem preservar, porque a vida se conduz por entre pilares que seguram as coisas nos seus sítios.
Tudo muito bem, dizem eles. Que seja, que tragam o Freud para dentro da cama deles, que se vejam os seus comportamentos à luz da complexidade dos comportamentos humanos. Não querem saber. Querem soltar o id sem rédeas, querem pingar todo o suor, querem gemer tudo quanto possam, morder os lábios, agarrar cabelos, cavalgar sem freio. Como se não houvesse amanhã. Mas sempre vem um ego que os segura. Que torna as paredes, contra as quais se querem empurrar, rugosas e dolorosas, que seca os corpos e dificulta o encaixe do puzzle. E o raio do superego ainda vem meter-se, criando a ideia de que alguma coisa, não se sabe bem o quê, não pode ser assim. Não deve ser assim. Que os pilares abanam e as coisas mudam de sítio.
E no final do dia, quando as luzes se apagam por fim, quando o corpo vai à cama e a cabeça na almofada viaja para longe, quem comanda o sonho? O id, o ego, ou o superego? Conta lá Segismundo, se não é o id o mais poderoso de todos eles, o que grita mais alto, e dá luta ao ego e ao superego, que todos os dias, minuto após minuto, tiram o ar do id e o sufocam nos brancos e nos pretos das vidas espartilhadas por limites e convenções traçados por pessoas sem rosto, amálgamas de gente que contraria o id com medo de perder o Norte. Conta lá Segismundo, se a complexidade humana é assim tão complexa, ou se somos apenas bichos simples com camadas e camadas de receios, abafando os nossos id porque ninguém nos soube ensinar de outro modo, porque foram gerações sobre gerações a injectar-nos ego e superego em doses industriais, julgando que sem isso seriamos apenas animais?"
João
Geografia das Curvas
Tudo muito bem, dizem eles. Que seja, que tragam o Freud para dentro da cama deles, que se vejam os seus comportamentos à luz da complexidade dos comportamentos humanos. Não querem saber. Querem soltar o id sem rédeas, querem pingar todo o suor, querem gemer tudo quanto possam, morder os lábios, agarrar cabelos, cavalgar sem freio. Como se não houvesse amanhã. Mas sempre vem um ego que os segura. Que torna as paredes, contra as quais se querem empurrar, rugosas e dolorosas, que seca os corpos e dificulta o encaixe do puzzle. E o raio do superego ainda vem meter-se, criando a ideia de que alguma coisa, não se sabe bem o quê, não pode ser assim. Não deve ser assim. Que os pilares abanam e as coisas mudam de sítio.
E no final do dia, quando as luzes se apagam por fim, quando o corpo vai à cama e a cabeça na almofada viaja para longe, quem comanda o sonho? O id, o ego, ou o superego? Conta lá Segismundo, se não é o id o mais poderoso de todos eles, o que grita mais alto, e dá luta ao ego e ao superego, que todos os dias, minuto após minuto, tiram o ar do id e o sufocam nos brancos e nos pretos das vidas espartilhadas por limites e convenções traçados por pessoas sem rosto, amálgamas de gente que contraria o id com medo de perder o Norte. Conta lá Segismundo, se a complexidade humana é assim tão complexa, ou se somos apenas bichos simples com camadas e camadas de receios, abafando os nossos id porque ninguém nos soube ensinar de outro modo, porque foram gerações sobre gerações a injectar-nos ego e superego em doses industriais, julgando que sem isso seriamos apenas animais?"
João
Geografia das Curvas
«conversa 1971» - bagaço amarelo

Eu - Já lho disseste?
Ela - Não. Doze anos deviam dar para ele perceber ou adivinhar.
Eu - Isso de que os companheiros sexuais têm que adivinhar os desejos dos outros é um mito urbano. O melhor é dizeres-lhe.
Ela - Dizer-lhe, dizer-lhe... não posso fazer isso.
Eu - Porquê?
Ela - Agora é tarde demais.
Eu - Tarde demais?
Ela - Sim, se eu lhe dissesse agora algumas coisas, ele ia perguntar porque é que eu não lhe disse antes.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Helicoptralho
É bom saber que não estamos sós na taradice:
"Toda a gente fala das imagens subliminares nos filmes da Disney, mas por cá também temos artistas a entrar na brincadeira.
Terei sido só eu a reparar nisto?! E logo num monumento nacional...
Um pouco mais de decoro, se faz favor! Há crianças a visitar o sítio..."
Esgar Acelerado
"Toda a gente fala das imagens subliminares nos filmes da Disney, mas por cá também temos artistas a entrar na brincadeira.
Terei sido só eu a reparar nisto?! E logo num monumento nacional...
Um pouco mais de decoro, se faz favor! Há crianças a visitar o sítio..."
Esgar Acelerado

07 maio 2013
Os dias de glória chegam quando menos se espera
Se não sabes o que é um «glory hole» (buraco da glória), procura na internet...
Glory Days from Nicolai Ritchitelli on Vimeo.
Glory Days from Nicolai Ritchitelli on Vimeo.
Eva portuguesa - «Alguns dias»
Alguns dias são mais difíceis que outros.
Alguns dias eu não consigo sequer pensar.
Alguns dias eu não consigo dormir.
Alguns dias eu não quero deixar a minha cama.
Alguns dias eu tenho vontade de desistir.
Alguns dias são bons.
Alguns dias eu choro.
Alguns dias sinto muito a tua falta.
Alguns dias tenho que fingir sorrisos.
Alguns dias começam bem.
Alguns dias eu sinto-me feliz.
Alguns dias só quero que o dia acabe bem....
(Autor desconhecido)
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
Alguns dias eu não consigo sequer pensar.
Alguns dias eu não consigo dormir.
Alguns dias eu não quero deixar a minha cama.
Alguns dias eu tenho vontade de desistir.
Alguns dias são bons.
Alguns dias eu choro.
Alguns dias sinto muito a tua falta.
Alguns dias tenho que fingir sorrisos.
Alguns dias começam bem.
Alguns dias eu sinto-me feliz.
Alguns dias só quero que o dia acabe bem....
(Autor desconhecido)
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
«poderiam ser palavras minhas» - Susana Duarte
poderiam ser palavras minhas,
as que semeio nos bancos do tempo.
consumimos dias como consumimos noites,
e os dias foram tão breves,
e as noites, tão leves,
despidas de sono, despidos nós.
poderiam ser palavras minhas,
as que deposito na gloriosa sabedoria da lua,
milenar, pedra angular de todos os rios, navegada
por nós sobre os ângulos frios do antigo desconhecimento.
poderiam ser tuas as frases saídas das pálpebras,
onde o azul renasce, framboesa da minha boca,
com a qual colho sons e sonhos e água e sementes
com as quais me dirijo ao vento
e floresço amora-beijo-cais das colunas do desejo
e flor noturna onde te deitas e sabes. poderiam
ser flores, as palavras e o peito, crescente lunar
de uma nuvem que alcanço em ti.
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
as que semeio nos bancos do tempo.
consumimos dias como consumimos noites,
e os dias foram tão breves,
e as noites, tão leves,
despidas de sono, despidos nós.
poderiam ser palavras minhas,
as que deposito na gloriosa sabedoria da lua,
milenar, pedra angular de todos os rios, navegada
por nós sobre os ângulos frios do antigo desconhecimento.
poderiam ser tuas as frases saídas das pálpebras,
onde o azul renasce, framboesa da minha boca,
com a qual colho sons e sonhos e água e sementes
com as quais me dirijo ao vento
e floresço amora-beijo-cais das colunas do desejo
e flor noturna onde te deitas e sabes. poderiam
ser flores, as palavras e o peito, crescente lunar
de uma nuvem que alcanço em ti.
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
O tocador de bombo
Em Barcelos, fazem parte da tradição do seu artesanato as figuras que recriam bandas filarmónicas, grupos de música e dança. Algums dessas peças funcionam também como apitos.
Há uns anos, comprei numa feira de artesanato uma peça dessas, um elemento de uma banda filarmónica, mas com a língua de fora, só com a ponta vermelha e a pila de fora. Quando perguntei à autora a razão de ser daquela peça fora do comum, ela esclareceu-me:
- Depois de fazermos tantas vezes as mesmas peças, às vezes precisamos de fazer algo diferente, para espairecer.
Essa peça faz parte da minha colecção.
Agora, descobri esta, de um tocador de bombo, em que a maceta (maçaneta)... bem, apreciem:
Há uns anos, comprei numa feira de artesanato uma peça dessas, um elemento de uma banda filarmónica, mas com a língua de fora, só com a ponta vermelha e a pila de fora. Quando perguntei à autora a razão de ser daquela peça fora do comum, ela esclareceu-me:
- Depois de fazermos tantas vezes as mesmas peças, às vezes precisamos de fazer algo diferente, para espairecer.
Essa peça faz parte da minha colecção.
Agora, descobri esta, de um tocador de bombo, em que a maceta (maçaneta)... bem, apreciem:
06 maio 2013
The Rockadictos - «Un mensaje mas»
Do «Expresso» - The Rockaditos, uma banda argentina-venezuelana radicada em Miami, fez uma paródia sexual com a imagem da Presidente da Argentina Cristina Kirchner.
O grupo ilustra o videoclip da música "Mais uma mensagem" com imagens, em desenhos animados, da chefe de Estado a masturbar-se.
O vídeo, publicado em Setembro, têm gerado várias críticas e a presidência argentina pediu ao Google que o retirasse do YouTube, contudo, o motor de busca recusou.
The Rockadictos Un mensaje mas Video Oficial from Julio Maldonado on Vimeo.
O grupo ilustra o videoclip da música "Mais uma mensagem" com imagens, em desenhos animados, da chefe de Estado a masturbar-se.
O vídeo, publicado em Setembro, têm gerado várias críticas e a presidência argentina pediu ao Google que o retirasse do YouTube, contudo, o motor de busca recusou.
The Rockadictos Un mensaje mas Video Oficial from Julio Maldonado on Vimeo.
«conversa 1970» - bagaço amarelo

Eu - Até que enfim que te apanho. Preciso falar contigo.
Ela - Apanhaste-me na casa de banho.
Eu - Okay, desculpa. Ligo-te daqui a cinco minutos.
Ela - Não, não. Diz agora, que é o momento certo.
Eu - Não estás na casa de banho?
Ela - Estou. É na casa de banho que aproveito para fazer os meus telefonemas todos, ler revistas e livros, etc. Além disso, não saio daqui a cinco minutos, mas sim daqui a uma hora, mais ou menos.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
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