23 junho 2013

Linguado


Lânguido, húmido e persistente era o seu beijo sempre que mutuamente nos escamavámos na viscosidade escorregadia das nossas secrecções. Eu era a sereia a espanejar a cauda e ele um tritão, dois seres completamente imaginários para aconchegar as nossas solidões como sardinhas em lata.

Podia nem haver palavras ou apenas as de circunstância que aquilo era como ir à enfermaria tomar uma vacina contra a tristeza e stress diários e ambos sabíamos disso que a puta da idade não permite acreditar em ilusões por mais que breves minutos.

E com as hormonas de prazer assim diluídas na corrente sanguínea lá íamos às nossas vidinhas ordenadas em mil ficheiros de obrigações de horários de trabalho, créditos bancários, filhos e cadilhos, como se tivéssemos todo o tempo do mundo para viver a vida noutra altura.

Sabe, Senhor Doutor, o linguado não me mata o desejo e como o azeite, apenas vem a cima para aspirar o pó dos dias.

«Monstro auto-chupador»


Via Penelope Gazin

22 junho 2013

«The Script System» - por Milo Moiré


"The Script System" from Milo Moiré on Vimeo.

«conversa 1989» - bagaço amarelo

(no carro dela)

Ela - Tenho que ir pôr gasolina.
Eu - Mas... ainda tens o depósito a meio.
Ela - Nunca deixo passar disto. Tenho medo de me distrair e ficar parada, sem gasolina, num sítio qualquer.
Eu - Está bem, compreendo. Mas pôr já gasolina quando ainda tens meio depósito é um exagero. Com o que tens fazes pelo menos duzentos quilómetros...
Ela - Não me interessa. Vou encher o depósito e pronto.
Eu - Pronto, okay... tu é que sabes...
Ela - Antes de me divorciar, acho que a última discussão que tive com o meu marido foi igualzinha a esta.
Eu - Que discussão de merda para se ter.
Ela - Estás a ver?! Achas que é uma discussão de merda para se ter entre marido e mulher, mas não achas que seja uma discussão de merda para se ter entre dois amigos.
Eu - Na verdade também acho.
Ela - Então porque é que começaste a tê-la comigo?!
Eu - Não sei... só estava a dizer que é muito cedo para pores gasolina...
Ela - Não, não. Estavas a criar uma discussão onde ela não devia existir.
Eu - Mas se ainda tens meio depósito...
Ela - E pensas que não sei isso?! Sou burra ou quê?! Eu sei que tenho meio depósito, mas o meu método de pôr gasolina é este. Podes ter respeito pelo meu método de pôr gasolina no meu automóvel?
Eu - Posso. Já cá não está quem falou.
Ela - Ah! Bom!


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Tiara em plástico para festas

Há tanta diversidade de peças modernas com toques de malandrice que seria impossível abarcar tudo numa só colecção, além de serem peças que, na sua maioria, não têm grande interesse.
De qualquer forma, tenho na minha colecção algumas peças exemplificativas destas... modernices. Como esta tiara em plástico, especial para despedidas de solteira:



Um sábado qualquer... - «Argumentos»



Um sábado qualquer...

21 junho 2013

SobreKarga (banda do Chile) - «Historia de un Malón»


SobreKarga / Historia de un Malón / NSFW / Videoclip Oficial from Alvaro Pruneda on Vimeo.

Roma: diz que é amor ao contrário e assim.


Ai Sãozita, fui visitar Roma. Sim, a cidade que significa amor, mas ao contrário. Onde se come muita e boa pasta e gelados com sabores que nunca mais acabam. Sim, acabei por trazer 3kg a mais (e não foi na bagagem). O que me vale é que ouvi dizer na rádio que a almofadinha abdominal da gaija é coisa que o gaijo considera sexy. Por isso, siga!
Tinha as expectativas muito elevadas quanto aos italianos com os quais me poderia cruzar na rua: diziam-me que eram giros, de olho claro. Pois, está bem. Mas deviam ter estado TODOS a trabalhar durante os dias da minha visita. O único assim mais para o apessoado que vi acabou por ser mesmo na igreja. E era o padre.
Fiquei com as expectativas muito elevadas quando a guia me disse, no Vaticano, que iríamos ver uma escultura de um homem perfeito e blá blá blá... mas tudo o que resta é isto.
 


Uns com tão pouco e outros com tanto. A via delle tre pile, ali mesmo a cruzar com a via spagheti (que eu inventei, não existe no mapa nem sequer em Roma!) a fazer lembrar que nem tudo são estátuas com, ou melhor, SEM!
 


Não encontrei italianos lindos de morrer, mas delirei no Coliseu e no Panteão. E vá, uma ou outra igreja assim para o maravilhosa. Há coisas que se repetem nas ruas de Roma: igrejas, farmácias, gelatarias e lojas de cigarros electrónicos (deve ser moda!).

Beijinho bom na FundaSão!

De pequenino se endireita o pepino

Beijei a primeira miúda nos lábios aos 5 anos de idade, debaixo da mesa da sala de estar. Achei que iam gostar de saber.

Papagaio Ciclope é amigão


Alexandre Affonso - nadaver.com

20 junho 2013

Publicidade a clínica de cirurgia plástica na Dinamarca


Nygart Gadefilm from YASSINE on Vimeo.


nygart image film from YASSINE on Vimeo.

«De pernas para o ar» - Patife

Podia dizer que ela era fácil, tarada, ninfomaníaca ou simplesmente puta, que soaria sempre a eufemismo, tal a sofreguidão da sua pachacha. A sua fama era sobejamente conhecida, por isso nunca a pinei. Não por qualquer mania hipócrita da minha parte em condenar gajas fodelhonas. Apenas a deixei pinar primeiro os amadores todos para poder ter pontos de comparação suficientes para condecorar aqui o Pacheco com o título de Ceptro do Sexo. Ou Meca das Pinadas. Ou Templo do Prazer. Ou qualquer outra coisa do género. Não sou esquisito. Por isso aguardei pelo dia. Apanhou-me em dia não, daqueles em que o mau feitio se espalha por todo o corpo, só encontrando o aplacar da turbulência ao alojar-se na imensidão da glande do meu pincel. Quando estou de mau feitio, por onde passo fica tudo de pernas para o ar. E assim foi. Escancarei-lhe as pernas de tal forma à martelada fálica que até metia inveja à mais flexível das ginastas olímpicas. Garanto-vos que após a pranchada, a sua pachachona ficou da amplitude da boca de uma baleia, tal a selvajaria do meu entusiasmo.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Onan ou a arte da masturbação (III)

É tempo de dar por concluída esta que é apenas uma das formas mais básicas de te masturbares.
As variantes são inúmeras e serás tu a descobrir as potencialidades que encerram. A mão, ou as mãos, são instrumentos maleáveis e suficientemente articulados para que possas usufruir de todas as manobras de que são capazes.
É, no entanto, evidente que o aprendido seja treinado e usado com afinco. Só o empenho e a constância farão do masturbador um especialista, digno sacerdote de Onan.
A posição da mão que embala o berço pode variar. Tocar o pénis apenas com o polegar e o indicador, descobrindo lentamente a glande, acariciar a bojuda e luzidia polpa, percorrer o sulco e tocar no freio com os dedos lubrificados, viajar pelos testículos e pelos trilhos que levam ao anûs ou abraçar por completo o tronco rígido, podem ser jogos imprescindíveis para optimizar o prazer.
O rodar da mão, ou a inversão da sua habitual e mais comum posição ou mesmo a sua paragem completa (sendo, neste caso, os movimentos de entrada e saída neste túnel quente, executados pelo teu corpo), enquanto é manejado o pénis, variando velocidades e pressões, é um dos mais importantes caminhos para o orgasmo que, quando se aproxima, deve ser potenciado apertando em anel, com dois dedos da mão que fica livre, a base do pénis e, simultaneamente, empurrando com suavidade os testículos para baixo.
O subir a escaldar do esperma é sentido no interior do pénis e os jactos tornar-se-ão mais vigorosos e muitíssimo mais amplos.
Os homens mais ousados deixam que se solte, se projecte no ar e aterre no tronco, sem qualquer constrangimento. Os ainda mais audazes, acabam por provar o que lhe caiu perto da boca.
O aprendizado é longo e chega a ser penoso, mas o resultado é sempre explosivo e, reconheçamos, nenhum vulcão enfraquecido provoca o deslumbrar das multidões.
Camille