02 fevereiro 2014

O Grand Theft Auto em versão realista... e convincente

Da dona


Ela casou com um animal de estimação e amestrara-o a cumprir diligentemente todos os requisitos que aprendera em casa de seus pais. Ele ia buscar o jornal e as compras voltando de língua de fora em busca de uma festinha no lombo arqueado e ali ficava junto dela, sempre alerta para satisfazer a dona. Era o que se podia chamar um animal de companhia.

Há muito que ela abdicara dos malabarismos com o seu corpo, talvez pensando que ele já não tinha idade para brincadeiras. Ele continuava a aninhar-se junto dela na cama acompanhando-lhe a curvatura mesmo sabendo de antemão que ela adormeceria placidamente. Então como se lhe crescesse o instinto de se encostar às árvores ele juntava as coxas ao pijama que cobria as nádegas dela e aí esfregava raivosamente o pénis visualizando a caixa do rabo de cavalo negro e seios roliços do supermercado, sempre com o extremo cuidado de recolher nas mãos as provas líquidas de tal acto.

De manhã, sob o duche quente friccionava de novo o membro sem osso, esgalgando-o bem, embalado na gotas pingando nas poças a seus pés, limpava todos os resquícios desses momentos, sacudia os cabelos que teimavam em lhe crescer na cabeça e ficava pronto para as ordens do novo dia.

«CensuraSão»

01 fevereiro 2014

«Faz sexo e salva uma vida*» - Hero Condoms

* ... por cada preservativo Hero comprado, um preservativo é doado num país subdesenvolvido para ajudar a reduzir o impacto do HIV.

«Sempre, mas hoje mais» - João

"Seja esta a mão que te percorre os cabelos e infunde paz, o ombro onde te apoias e o corpo onde te encostas. Bata o meu coração ao alcance do teu ouvido, e seja a minha respiração o único ruído suave que te embala. Sejam os meus braços aqueles que te recebem, as mãos abertas para amparar, um rosto novo de sorriso aceso para te suavizar a dor. Seja o meu silêncio preenchido de compreensão e amor, das coisas que não precisam dizer-se nem escrever-se, na tranquilidade de se saber que existe, que o pensamento está todo ali, e que mais nada, e mais ninguém, faz realmente diferença. Haja um beijo terno que viaje até ao longe que é esse perto, e recaia sobre ti como pena que o vento empurra até cair com um estrondo que ninguém sente, amparada pela Terra que se preparou para a acolher. Hajas tu, sempre. Haja eu, sempre. Haja o dia que sobrevém, com as pessoas que nos querem bem, e os rostos configurados de paz, com dedos que se entrecruzam e passos alinhados, num verde que se estenda entre o aqui e o sempre."
João
Geografia das Curvas

Pacotes de açúcar da colecção de arte erótica «a funda São»


Um sábado qualquer... - «Estratégias»



Um sábado qualquer...

31 janeiro 2014

«You Can Touch My Boobies» - Rachel Bloom

Postalinho «Quem é que vende o quê?!»

Eva portuguesa - «A puta e a amante»

Estava farto da monotonia sexual que o seu relacionamento de 15 anos impusera.
Não do casamento em si, note-se! Amava realmente a sua mulher, mãe das suas 3 filhas, companheira de uma vida, a sua melhor amiga. E também a desejava. De vez em quando... sobretudo quando sentia o seu cheiro, aquele mesmo que sempre conhecera. Mas ela estava sempre cansada... sempre sem vontade... não lhe conseguia acender o desejo, por pequeno que fosse, que em tempos viveram... 

Também ela tinha sido educada como uma senhora; havia coisas que jamais lhe faria ou pediria para ela fazer...
E foi assim que, ao fim de 3 anos de casamento, foi pela primeira vez às meninas. Levado por outro amigo, entrou num mundo que o fascinava, que lhe permitia realizar todos os seus desejos, todas as suas fantasias.
Andava saciado e feliz. E até começou a apreciar mais fazer amor com a sua mulher, sabendo que sempre que quisesse teria outra à sua disposição. Uma puta, é certo, mas não menos mulher a nível sexual...
Ao fim de uma dúzia de meses de ter começado a frequentar o mundo da prostituição, entra uma nova vendedora para a empresa da qual era director. Não sendo modelo, tinha um corpo bem torneado e um ar de menina/mulher safada que a tornavam extremamente sensual e desejável. Começou a imaginar que era com ela que estava sempre que fazia sexo com uma profissional; ou que fazia amor com a sua mulher. O desejo começou a tomar conta dos seus pensamentos. Até que um dia, numa convenção de vendas, se envolveram. Passaram a ser amantes. Os encontros eram escaldantes e mais baratos do que as tarifas cobradas pelas profissionais. Pelo menos de inicio...
Mas os meses foram passando e a amante começou a tornar-se pior que a mulher: fazia exigências, cobranças, cravava-o com perguntas e por fim começou a negar sexo ou fazia-o como que por obrigação. Para além dos gastos, que se tornaram excessivos: jantares nos melhores restaurantes, fins de semana em hotéis 5*, prendas caras, viagens ao estrangeiro, etc.
O fim foi quando a menina exigiu que ele deixasse a mulher, algo que nunca pretendera fazer, e ameaçou contar tudo. Entre sms duvidosos a altas horas da manhã, chamadas anónimas e fitas à porta de sua casa, a situação tornou-se descontrolável. Maldita a hora em que arranjara uma amante!
Com grande jogo de cintura e muito sangue frio, conseguiu resolver as coisas sem comprometer o seu casamento.
E voltou para uma zona de conforto: ir às meninas. Apesar de tudo saíam bem mais baratas, não chateavam, era tratado como um rei e não corria os riscos de pôr descaradamente em causa o seu casamento.
Conclusão: entre a puta e a amante, sem dúvida que a sua escolha era a puta. No final, a amante tornara-se a pior escolha...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

O sorriso anal da Erica Fontes

Coloquei aqui, há alguns dias, uma citação da Erica Fontes no seu livro «De corpo e alma»: "Há actores que dizem, por graça, que há mais respeito pelos outros na pornografia do que na religião".
O Triângulo Felpudo o_pinou que "há várias coisas impossíveis no universo. Uma delas é mostrar-se voluntariamente ao mundo levando no cu de múltiplos caralhos, em planos apertados da zona de impacto, e pretender-se respeitável."
Nos comentários desse post cruzámos argumentos.
Entretanto a Erica Fontes, no Twitter, limitou-se a sorrir: