21 dezembro 2014

Grande poeta é o povo!

Espaço para a poesia: Queria de ti um pipi de vontade e de bruma. Queria de ti um mamar até fazer espuma.

Patife
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20 dezembro 2014

«Palavrões» - Môce dum Cabréste

«Inatingível» - por Rui Felício


Ao alvorecer, no cimo daquele monte, o sol rompia. Mesmo por cima dos pinheiros. Cá em baixo, parecia-me ao alcance da mão. Se eu lá estivesse...
Ainda pensei em subir o monte para lhe tocar, para sentir o seu calor a aquecer-me a ponta dos dedos, mas percebi que não ia ter tempo porque quando atingisse o cume já a estrela solar iria alta.
Decidi que, na madrugada seguinte, estaria no alto daquele monte, oculto entre os pinheiros, esperando que ela aparecesse. Então sim, poderia tocá-la e sentir a carícia dos seus raios na minha pele, no meu corpo todo...
Levantei-me cedo, ainda de noite, subi o monte e esperei pela alvorada, no exacto local em que a tinha visto aparecer na manhã anterior. Arrepiei-me, ansioso, com a claridade da manhã que anunciava a sua vinda, imaginando e deleitando-me com a antecipação do nosso contacto.
Minutos volvidos vejo romper a fascinante bola dourada. Mas, nesse dia, apareceu na cumeeira do outro monte à minha frente.
Fixei o local e, na madrugada seguinte, lá estava eu, no cimo do outro monte, esperando aquela estrela, cuja luz e calor me fascinavam...
Repeti estas minhas alvoradas vezes em conta, procurando o calor da minha vida cada vez mais longe, cada vez mais inacessível.
Convenço-me que há sonhos inatingíveis...

Rui Felício
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido

Capirote - O Capuchón (Semana Santa de Zamora)

Visto de lado, o archote parece outra coisa.
Lá veio parar à «sexão» do que não era suposto ser erótico, da minha colecção.



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Um sábado qualquer... - «A infância de Jesus»



Um sábado qualquer...

19 dezembro 2014

«O tiro pela culatra» - António Zambujo

Cronometragens

A bateria do meu telemóvel aguenta apenas cerca de um minuto de conversação.
Os telemóveis não são o espelho dos donos.


Sharkinho
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«A menina dos remos e o faroleiro» - João

"A água ondula suavemente, por acção do vento, e com isso faz oscilar o barco a remos onde a menina está sentada, com as mãos repousando sobre as coxas, os remos seguros, inertes, e uma brisa no rosto. Está sozinha na água, em balanços, de sol na face, de lua nas costas, umas vezes de dia, outras no vazio da noite. O olhar está fixo no horizonte que se risca por um feixe de luz que o atravessa. Sabe o que é, ela conhece-o bem, sabe a origem, é um farol que faz as águas menos turvas, é a luz no topo de uma torre assente sobre rocha, uma luz de tons quentes que rasga o céu na escuridão com a sua trajectória circular, que sinaliza a terra firme. A menina continua sentada, de pés juntos, de mãos assentes nas coxas, de olhar fixo, com o farol ao longe, a luz a rodar ao longe, cada vez mais longe, de um barco a remos afastado pela corrente. E distante, em terra firme, a pé seco, o faroleiro está parado, em pé, com as mãos dentro dos bolsos do seu casaco, firme de pés imóveis no solo, e de olhar fixo num botão. Silencioso, sem nada à sua volta, só o ruído de coisa nenhuma, ele no seu farol, a luz lá em cima a fazer riscos no céu, e um botão em frente a ele. Tira a mão do bolso e repousa um dedo sobre o botão. Suspira. A pressão do dedo no botão aumenta, e ao mesmo tempo, a menina, lá fora na água, move as mãos e segura os remos sem nada saber, sente vontade de os mover contra a água, de vencer a corrente, e enquanto isso o faroleiro alivia a pressão sobre o botão, e a luz continua a rodar na escuridão, continua a ser vista, e ela ainda bate os remos na água algumas vezes, mas volta a colocar as mãos sobre as coxas, e volta a fixar o olhar no horizonte, e fica assim, e sem ninguém saber de ninguém, o faroleiro afasta-se do botão e vira costas, afasta-se até ao exterior onde observa a luz a rodar, meneia a cabeça em assentimento, suspira de novo, e caminha no escuro de mãos nos bolsos e semblante carregado, não sabendo das águas nem do barco a remos, nem a menina sabendo de faroleiros ou botões. A luz a riscar o céu, e a menina a navegar."
João
Geografia das Curvas

«Felicidade»- Shut up, Cláudia!




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18 dezembro 2014

«Kiss of a siren» (beijo de uma sereia)

Postalinho do Nepal (8)

"Leões gigantes, macho e fêmea, na Kumari Bahal - casa da Deusa Viva, em Kathmandu."
Daisy Moreirinhas

O Kumari Bahal é um edifício de três andares que alberga a Kumari, menina que é seleccionada para ser a deusa viva da cidade até atingir a puberdade e passar a ser uma normal mortal.


Uma genuína cara de caralho!

Caneca em faiança com cara de palhaço e nariz de pila.
Uma das muitas canecas - c'um caneco - da minha colecção.

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Incontinência

Uma militar bateu-me uma. Não sei se terá sido da larga experiência a bater continência, mas aquilo foi uma canhola de alta batente.

Patife
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