24 dezembro 2014
23 dezembro 2014
Vindima
Morde-me os mamilos como quem toca dois bagos de uvas.
A minha vagina pode esperar velada por renda da cor de vindimas que tu a pises com a melodia das canções bêbedas de esperma.
«vives entre a alma e o que não sei» - Susana Duarte
vives entre a alma e o sol,
deitado entre ti e ti,
de ti perdido,
de ti ali,
onde
as nuvens soltas
navegam delírios vestidos
de noite. vives entre a alma e
o que não sei. vives, em mim, noite
tempestuosa de olhos desassossegados.
inertes.
vives entre a alma e os dedos,
florescendo mágoas
e solidões
por entre
medos.
de ti perdido,
imaginas encontros de mãos
e sussurrares de aves finalmente tocadas
pelas primaveras do tempo. vives entre a alma,
e o que não sei. vives nas ondas submarinas do ventre
sôfrego.
vives onde não sabes,
e não vives nada, perdido de ti,
entre ti e as névoas das tuas dúvidas.
vives na sombra
do limbo das folhas,
onde a seiva segrega
o amarelecer dos dias.
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto

A malta não pode ler odes que ode também:
Mamãe:
Esse "ti" precisa vir a mim...muito perdido ele está.
Bartolomeu:
Já tás a querer sacar o chavalo à Susy, Chaminha?
Eu não te chego, Índia?
Quando te ponho louca na minha caminha
E te sussurro ao ouvido, liiiindaaa.
Quando vou contigo ver as colmeias
E tu, encostada ao embondeiro
Começando a tirar as meias
Me suplicas: me come o pandeiro!
Não te chego Índia, Ímpia?
Quando o teu corpo ardente
Me pede que te toque a fimbria
Desse teu mundo ausente
E derrame entre os teus dedos
Este meu líquido precioso
Minha criança sem medos
Meu campo maravilhoso
Mamãe:
Não te convenci que não gosto de cona?
Prefiro leite derramando, como o óleo da mamona
Óleo vegetal naturalmente hidroxilado,
Gosto é de homem. Não, do outro lado.
Se podes comigo, não sei.
Ainda só fiquei na promessa.
Se comeres primeiro a São
Pergunto a ela se vales à beça.
Sou índia, que o cupido flechou,
Mas ímpia, de todo, não!
Tenho Fé que ainda sejas
Ferrado por um zangão.
Minhas fímbrias sexuais são tratadas
À base de mel em floral.
Se pensas nelas tocá-las...
Estás em perigo letal.
Assim estarás derrotado,
Feito toureiro chifrado na arena,
Mas já me disse o poeta:
Vale toda forma de amor,
Se a alma não for pequena.
Aproveito este ensejo
Para só o bem alcançares.
Deixa de comer as burras,
E com a bicicleta trepares.
Por aqui me despeço,
Lembrando que no Nepal
Tem caralho pra todo lado
Em cima, embaixo e o escambau.
Para ti, aqui em algum lugar,
Um beijo, em tua boca permear.
Com gosto de açaí e mel de abelha.
Mas com burras não
Bartolomeu:
Tem burra qu'é bem legau
E de pêlo bem macio
E este meu carapau
Come tudo o que tá co cio
Até come cu de onça
Ou um broche de leão
Come no meio de bagunça
Quando lhe chega o tesão
E a ti, minha Índia, tão fogosa
Tão ardente e destemida
Também te dou a ranhosa
da minha piça erguida
E fica assim bem alerta
Que vou atravessar o mar
Bota já a perna aberta
Está pronta p'a quando eu chegar
deitado entre ti e ti,
de ti perdido,
de ti ali,
onde
as nuvens soltas
navegam delírios vestidos
de noite. vives entre a alma e
o que não sei. vives, em mim, noite
tempestuosa de olhos desassossegados.
inertes.
vives entre a alma e os dedos,
florescendo mágoas
e solidões
por entre
medos.
de ti perdido,
imaginas encontros de mãos
e sussurrares de aves finalmente tocadas
pelas primaveras do tempo. vives entre a alma,
e o que não sei. vives nas ondas submarinas do ventre
sôfrego.
vives onde não sabes,
e não vives nada, perdido de ti,
entre ti e as névoas das tuas dúvidas.
vives na sombra
do limbo das folhas,
onde a seiva segrega
o amarelecer dos dias.
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
A malta não pode ler odes que ode também:
Mamãe:
Bartolomeu:
Eu não te chego, Índia?
Quando te ponho louca na minha caminha
E te sussurro ao ouvido, liiiindaaa.
Quando vou contigo ver as colmeias
E tu, encostada ao embondeiro
Começando a tirar as meias
Me suplicas: me come o pandeiro!
Não te chego Índia, Ímpia?
Quando o teu corpo ardente
Me pede que te toque a fimbria
Desse teu mundo ausente
E derrame entre os teus dedos
Este meu líquido precioso
Minha criança sem medos
Meu campo maravilhoso
Mamãe:
Prefiro leite derramando, como o óleo da mamona
Óleo vegetal naturalmente hidroxilado,
Gosto é de homem. Não, do outro lado.
Se podes comigo, não sei.
Ainda só fiquei na promessa.
Se comeres primeiro a São
Pergunto a ela se vales à beça.
Sou índia, que o cupido flechou,
Mas ímpia, de todo, não!
Tenho Fé que ainda sejas
Ferrado por um zangão.
Minhas fímbrias sexuais são tratadas
À base de mel em floral.
Se pensas nelas tocá-las...
Estás em perigo letal.
Assim estarás derrotado,
Feito toureiro chifrado na arena,
Mas já me disse o poeta:
Vale toda forma de amor,
Se a alma não for pequena.
Aproveito este ensejo
Para só o bem alcançares.
Deixa de comer as burras,
E com a bicicleta trepares.
Por aqui me despeço,
Lembrando que no Nepal
Tem caralho pra todo lado
Em cima, embaixo e o escambau.
Para ti, aqui em algum lugar,
Um beijo, em tua boca permear.
Com gosto de açaí e mel de abelha.
Mas com burras não
Bartolomeu:
E de pêlo bem macio
E este meu carapau
Come tudo o que tá co cio
Até come cu de onça
Ou um broche de leão
Come no meio de bagunça
Quando lhe chega o tesão
E a ti, minha Índia, tão fogosa
Tão ardente e destemida
Também te dou a ranhosa
da minha piça erguida
E fica assim bem alerta
Que vou atravessar o mar
Bota já a perna aberta
Está pronta p'a quando eu chegar
Bengala em madeira com casal a copular na pega
Bengala africana em madeira trabalhada à mão em toda a sua extensão.
Junta-se às outras bengalas da minha colecção.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
Junta-se às outras bengalas da minha colecção.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
22 dezembro 2014
«Foder e rir» - João
"O sexo é uma coisa séria. Ou, preferiria dizer, uma coisa para levar a sério. Que exige empenho, saber-fazer, que exige atenção, cuidado, a entrega a uma forma de “nós”, a nossa entrega a alguém. Sem isso, o sexo é porventura uma banalidade mecânica, de despejar tomates e invadir o corpo com a electricidade de um orgasmo, um pouco como beber água quando há sede, sabendo nós que a água, ou o copo, se deixam para lá depois da sede resolvida. O sexo, o bom sexo, deve ser diferente disso, ao bom sexo sempre se regressa, nunca se viram as costas. O bom sexo é água que jorra de nascente fresca. Mas se isto é assim, há algo que o sexo não precisa e não deve nunca ser: demasiado sério. Que sério é este? O sério de seráfico. De tão exageradamente praticado como um desporto de alta competição que as pessoas se esqueçam de se olhar nos olhos, dizer coisas, e rir a bandeiras despregadas enquanto o fazem. Porque não? Porque não podemos salpicar o sexo com piadas que fazem dois amantes rir-se enquanto os caralhos se afeiçoam às conas? Porque terão as pessoas de estar sempre caladas, sérias, ou senão caladas, apenas a foder com o linguajar do Cais do Sodré? Notem que nada tenho contra isto. Calem-se quando for de calar, concentrem-se em silêncio quando assim tiver de ser, e digam todas as caralhadas e demais impropérios que sintam querer dizer quando vos apetecer, que um bom impropério no sexo sabe a rebuçado, mas não sintam ter de ser sempre sérios. Não sintam ter de evitar uma piada. Uma expressão engraçada que faça a outra pessoa rir. Sexo também é riso. Sexo também é divertimento. Sexo também é virmo-nos e rebentarmo-nos a rir na cara um do outro. Qualquer que seja a razão. Porque estamos rotos, porque nos aconteceu qualquer coisa que podemos julgar embaraçosa, porque a incredulidade pode dar para tudo e desse tudo o riso é o melhor. Foder e rir, malta. Foder e rir. Muito. Só assim vale mesmo a pena."
João
Geografia das Curvas
João
Geografia das Curvas
«conversa 2114» - bagaço amarelo

Eu - Estás em paz?
Ela - Sim, é isso. Estou em paz comigo mesma...
Eu - Fixe, então.
Ela - Na verdade...
Eu - Na verdade o quê?
Ela - Na verdade estar em paz é a única coisa que me chateia um bocado e que me pode vir a fazer envolver com alguém.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
21 dezembro 2014
Luís Gaspar lê «Os olhos rasos de água» de Eugénio de Andrade
Cansado de ser homem durante o dia inteiro
chego à noite com os olhos rasos de água.
Posso então deitar-me ao pé do teu retrato,
entrar dentro de ti como num bosque.
É a hora de fazer milagres: posso ressuscitar os
mortos e trazê-los a este quarto branco e
despovoado, onde entro sempre pela primeira
vez, para falarmos das grandes searas de trigo
afogadas na luz do amanhecer.
Posso prometer uma viagem ao paraíso a
quem se estender ao pé de mim, ou deixar
uma lágrima nos meus olhos ser toda a
nostalgia das areias.
É a hora de adormecer na tua boca,
como um marinheiro num barco naufragado,
o vento na margem das espigas.
[Póvoa de Atalaia, Fundão, 1923]
Eugénio de Andrade
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
Troca de pen
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