05 abril 2015
Luís Gaspar lê «Litania» de Eugénio de Andrade
O teu rosto inclinado pelo vento;
a feroz brancura dos teus dentes;
as mãos, de certo modo, irresponsáveis,
e contudo sombrias, e contudo transparentes;
o triunfo cruel das tuas pernas,
colunas em repouso se anoitece;
o peito raso, claro, feito de água;
a boca sossegada onde apetece
navegar ou cantar, ou simplesmente ser
a cor de um fruto, o peso de uma flor;
as palavras mordendo a solidão,
atravessadas de alegria e de terror,
são a grande razão, a única razão.
Eugénio de Andrade
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
04 abril 2015
«Ilusão» - por Rui Felício
Dei por mim a mirar a Lua Cheia, pastoreando um rebanho de estrelas, nesta noite fria.
A mais luminosa, a mais bela, apartou-se, tresmalhada, cintilante.
Beijou-me como uma amante.
Não sei se o calor que sinto é da lareira acesa, se do beijo.
Rui Felicio
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido
Garrafa de Cerveja «L´Alsacienne»
Oferta feita à minha colecção... mas não me recordo por quem...
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
03 abril 2015
«Se puderes» - João
"Numa tirada rápida, com uma inflexão de discurso sem preparo, eis que ele lhe diz que, se pudesse, a fodia. “Como?”, isso mesmo. “Se pudesse, fodia-te”, e depois de uma pausa ligeira, que serve para centrar bem os olhares, insistiu, “e bem. Ias gostar”. Era isso que lhe queria dizer, que se pudesse a fodia bem. Mais do que muito, bem. Era preciso. Para reavivar os corpos da dormência, para reanimar os desejos profanos. Era urgente fazer algo a esse propósito.
“Sabes”, prosseguiu, “se te fodesse ia deitar-me atrás de ti. Ias sentir-te dominada. Segurava-te pelos pulsos atrás das costas e encostava-me a ti quase ao ponto de te penetrar”. Por aquela altura, lambiam-se os lábios. Admitia que a adrenalina lhe tivesse deixado a pele mais seca e a garganta mais necessitada de água, porque palavras, nenhumas, e o modo como procurava humedecer os lábios diziam-lhe que estava a crescer nela a excitação causada por um filme cujo final ela desejava muito. Mas reagiu então perguntando-lhe “e mais?”. E mais? Brincaria com ela por algum tempo. Tocando a pele arrepiada sem pressas, absorvendo esses odores que dão cor à química, que unem ou afastam pessoas sem lógica aparente, humedecendo os dedos nos seus espaços mais quentes, preparando caminho. “E?”, e depois, triunfando, derrubando todas as barreiras, se ainda as houvesse, entraria nela. Se eu pudesse, dizia ele, eras fodida nesse momento. Quando já estivesses a desesperar. A pingar.
“Apetece-me muito”, disse ela. Virou-se de costas para ele, despiu célere a fina blusa e a saia que, descobriu ele então, eram a única roupa que lhe cobria o corpo. Afastando um pouco as pernas, e mais ainda os braços, encostou-se à parede mais próxima insinuando as suas belíssimas nádegas, e olhando discretamente sobre o ombro disse-lhe de novo, “apetece-me muito, se puderes”."
João
Geografia das Curvas
“Sabes”, prosseguiu, “se te fodesse ia deitar-me atrás de ti. Ias sentir-te dominada. Segurava-te pelos pulsos atrás das costas e encostava-me a ti quase ao ponto de te penetrar”. Por aquela altura, lambiam-se os lábios. Admitia que a adrenalina lhe tivesse deixado a pele mais seca e a garganta mais necessitada de água, porque palavras, nenhumas, e o modo como procurava humedecer os lábios diziam-lhe que estava a crescer nela a excitação causada por um filme cujo final ela desejava muito. Mas reagiu então perguntando-lhe “e mais?”. E mais? Brincaria com ela por algum tempo. Tocando a pele arrepiada sem pressas, absorvendo esses odores que dão cor à química, que unem ou afastam pessoas sem lógica aparente, humedecendo os dedos nos seus espaços mais quentes, preparando caminho. “E?”, e depois, triunfando, derrubando todas as barreiras, se ainda as houvesse, entraria nela. Se eu pudesse, dizia ele, eras fodida nesse momento. Quando já estivesses a desesperar. A pingar.
“Apetece-me muito”, disse ela. Virou-se de costas para ele, despiu célere a fina blusa e a saia que, descobriu ele então, eram a única roupa que lhe cobria o corpo. Afastando um pouco as pernas, e mais ainda os braços, encostou-se à parede mais próxima insinuando as suas belíssimas nádegas, e olhando discretamente sobre o ombro disse-lhe de novo, “apetece-me muito, se puderes”."
João
Geografia das Curvas
02 abril 2015
Água Vitasnella - «a mulher perfeita»
"Tutti sembrano voler dire alle donne come dovrebbero essere. Ma cosa succederebbe se le donne li ascoltassero davvero? Guarda l’esperimento di live mapping 3D realizzato da Acqua Vitasnella per celebrare la bellezza delle donne"
Parece que todos querem dizer às mulheres como elas devem ser. Mas o que aconteceria se as mulheres realmente os ouvissem? Assista à experiência de mapeamento 3D ao vivo criado pela água Vitasnella para celebrar a beleza das mulheres.
Parece que todos querem dizer às mulheres como elas devem ser. Mas o que aconteceria se as mulheres realmente os ouvissem? Assista à experiência de mapeamento 3D ao vivo criado pela água Vitasnella para celebrar a beleza das mulheres.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



