11 junho 2017

«Ela vinha com cara de poema» - Antonino Silva

Ela vinha com cara de poema, mas ele não estava nada lírico. O seu estado era mais narrativo, virado para a ação e a caraterização física da personagem.
Não, os géneros não coincidiam, mas não era preciso fazer um drama; apenas um pouco de teatro.
Ela insistiu e propôs-lhe um soneto a dois. Tinham bastante tempo para a métrica e alguns decassílabos sáficos, pois os críticos literários tinham ido com o drama romântico ao psicólogo, já que não sabia se era tragédia ou comédia e o seu humor variável estava a tornar-se impossível de analisar.
Ele acedeu, desde que ela fosse bem expansiva nas quadras. E ela foi. Ele pôde juntar-lhe o primeiro terceto e, no momento que ele se preparava para associar o segundo, ela ajudou-o e terminaram ambos com chave-de-ouro.

Antonino Silva

Postalinho da música calorífera


Bicha babona?!


Calma, não sou nenhum bicho-papão. Mas tenho uma picha-papona.

Patife
@FF_Patife no Twitter

10 junho 2017

«Vaginas em exercício» - Mixórdia de Temáticas

Charles Pfahl - «Afternoon»


Via mon ami Bernard Perroud

Mulher com segredo

Pequena taça em bronze com mulher. Rodando a taça 90 graus e tapando a cara da mulher, descobre-se que a taça não é tão inocente como parece.
Um dos muitos segredos da minha colecção.






A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 1.900 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
> 4.000 objectos diversos (quadros a óleo e acrílico, desenhos originais, gravuras, jogos, mecanismos e segredos, brinquedos, publicidade, artesanato, peças de design, selos, moedas, postais, calendários, antiguidades, estatuetas em diversos materiais e de diversas proveniências, etc.);
> muitas ideias para actividades complementares, loja e merchandising...

... procura parceiro [M/F]

Quem quiser investir neste projecto, pode contactar-me.

Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)

Apetece ir-lhe atrás... no tempo...

Crica para veres toda a história
Antigos conhecidos


1 página

09 junho 2017

Alguém precisa de uma sugestão de um sítio original para uma tatuagem?

Vamos rezar juntos?




Vamos rezar juntos?


 Que sacrilégio!
[ Fotografia.e.Algo.Mais ]

Luís Gaspar lê «Amor como em casa» de Manuel António Pina

Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraidíssimo percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde no café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.

Manuel António Pina
Manuel António Pina (Sabugal, 18 de Novembro de 1943 – Porto, 19 de Outubro de 2012) foi um jornalista e escritor português, galardoado em 2011 com o Prémio Camões.
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa

#nãotenhohashtagparaisto - Ruim




Dizerem ao vosso namorado que a pila dele tem "o tamanho certo" é como ele olhar para a vossa xerifa e dizer "ya... serve!"
Nao é bonito, pois não?

Ruim
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