07 janeiro 2009
06 janeiro 2009
Dia de Reis em Nossa Senhora do Vale da Penha Maior de Cima.
Por Manuel Falcão
Ena cum milhão e meio de caralhos! Faço um brinde aqui no meu sofá, cum caneco deste verdasco de lavrador quinté estala!Cumo ides, murcões e murconas? Desde o ano passado, cum filhas da puta, que num lhes punha as calças em cima, que é cumo quem diz, num os via, caralho! Já vos estavas a rir, seus trambalazanas, danados que sois prá cambolhota. Ehehehehe.
Inté já os estou a ver cumo intraste o Ano; capão ou peru, ou papar enchidos, bacalhau e arroz de polvo intornados em verdasco e pingos do alambique.
Aposto que intalastes morcelas e salpicões, cum caralho! E a broa? A bela broa molhada no azeite e o caralho quinté escorrega? E o mulherio mais os bolos...
Bem, foda-se que para entrada do ano já tem que chegue, só que ide-vos foder que as festas inda num acabaram e ainda falta os Reis.
Num sei cumo foi a vossa noite de consoada, mas a minha foi do caralho.
Podeis imaginar: O prior da Freguesia, esse caralho com quem ando há que tempos de candeias às avessas, veio aqui há atrasado, cum isso de fazer um presépio ao vivo para Natal e os Reis. Vai daí foi toda a canalha da freguesia a querer entrar. Ena cum caralho, quande soou que haveria daí a dias esta fantochada, inté andaram à lambada porque queriam todos ser São José, e num havia quem quisesse fazer de camelo ou de burro. Foda-se que chegou a hora e chegaram a olhar para minhe, mas eu sem dizer água vai, mandei-os foder, mais o caralho e vim-me de fininho Igreja fora.
Benhe! Adiante!
Estava eu no meu barraco a intornar um verdasco a fazer tempo que acabasse a missa para irmos à consoada junto ao madeiro em brasa no largo da Igreja, quande a filha do Toino a quem ando a comer o pito, me veio porta adentro, toda vermelha e mal conseguindo respirar, dizer: - Ai senhor Manuel... Senhor Manuel... -Bem! Vinha já vestida cum a roupita de Virgem Maria. A cachopa tem uma tojeira farfalhuda cumo um Homem do Norte gosta, e mandei-a logo sentar-se-me ao melhor colinho do Norte: - Diz lá o que te aflige, minha Santa... - disse-lhe eu enquanto lhe metia a mão entre as pernas.
- Ai... agora nãoe, senhor Manuel, agora nãoe... Sabe? Venho agora da Igreja e intão num é que o senhor prior disse a toda a gente da freguesia que lá estava na missa que o senhor Manuel não se deveria ter vindo embora porque é quem vai fazer de burro? Eu faço de Virgem Maria, o meu conversado faz de São José, o ti Balbino da Horta dos Tomazes faz de... -
Foda-se que interrompi-a com um estrondo do caralho! : - O quê? Esse filha da puta quer que eu faça de burro? Burro será ele mais a mãe que o há-de parir, cum filha da puta! Eu sou o Manuel Falcão, rei das bouças! -
Ena que fiquei fodido pra caralho, cum mais essa tirada do Padre, foda-se!
Mas depois... sabeis cumo é... Um home perante um pito, cumo a filha do Toino, assim rosadinha de ter vindo a fugir para me contar a novidade.
Já estais a ver.
Num pude ver a cachopa assim meio triste por num ter essa figura no presépio onde ela ia fazer um papel principal. Acabei no sofá no pinanço cum ela a dizer-lhe que sim e dizer cá pra minhe:
- Isso Manuel, que de burro, cum esse pau que Deus te deu, num estás mal. O Padre, já vou ter cum ele pra dizer-lhe que eu faço de burro e que ele pode ir pra camelo e pró caralho.-
E lá fomos de volta, estava tudo ensaiado, já havia dias, só faltava o burro que num precisava de ensaios.Agora vai repetir-se tudo cum a chegada dos Reis, e já ando cum um filha da puta dum tesão do caralho, que num vejo a filha do Toino desde essa noite, primeiro no sofá do barraco, e depois na missa, olhando cumo burro pra ela e vendo cumo ela era boa, raio da cachopa, foda-se que me deu ali mesmo novamente vontade de pinar!
E ao cunversado deste pito, que fode cuma puta que a pariu, num lhe disse nada, mas enquanto eu fazia o papel de burro e olhava benhe pra ele ali ao lado da virgem achei que estando bem cumo S. José, teria ficado muito melhor no papel de Boi.
Ai isso é que ficava.
E quanto ao Padre, esperem que eu já o fodo, mais o caralho!
Ahhhhhh... belo verdasco, caralho!... À nossa...
Manuel Falcão.
CISTERNA da Gotinha
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05 janeiro 2009
O xarope para a tosse é vasodilatador!
Ele sente o pingo cair sobre o lençol. Passa a mão pela testa e fica com a mão encharcada. Sente o cabelo a escorrer. Desvia a cabeça para o lado, coloca as mãos abertas na cama e, sem parar, queixa-se:
– Não sei de onde é que isto vem.
– O quê? – pergunta ela.
– Este suor, este suor todo.
– Está calor – sugere ela, despreocupada.
– Sim, mas isto é não é normal.
– Eu também estou a suar.
– Estás? – Ele vê-lhe o cabelo desgrenhado, a testa ligeiramente brilhante e a face afogueada, sente o excesso de calor de ambos os corpos e imagina que há uma poça de água na barriga dela sob a barriga dele. Afasta a imagem nada erótica e fixa-se no brilho dos olhos dela e na fina película de suor que lhe plastifica o rosto. – Mas eu estou a destilar – protesta.
– Estás a fazer mais esforço – propõe ela com um sorriso.
– Esforço? – Ele finge-se ressentido mas sorri. – Não estou a fazer esforço nenhum.
– Não é isso... – refila ela, satisfeita. – Estás a mexer-te mais do que eu.
– Não consigo parar.
– Estou a ver... e a gostar.
– Parece que tenho um elástico nas ancas.
– Um elástico?
– Que me mantém neste movimento pendular.
– Como o alfa?
– Qual alfa? – pergunta ele, espantado mas sem parar. – O dos lobos?
– Quais lobos?
– Queres que pare?
– Não – responde ela, pronta e convictamente. – Sabe-me bem… Sabes-me bem.
– Eu não consigo…
– E os lobos? – questiona ela, entre meios suspiros de prazer. – Estavas a falar de que lobos?
– Lobos? – estranha ele, limpando o suor que continua a aparecer na testa. – Tu é que falaste no macho alfa, que é o macho dominante na alcateia.
– Eu? – suspira ela. – Eu quero lá saber dos lobos… Ah!...
Ele continua os movimentos rítmicos, entre suor, sorrisos, palavras, suspiros, suor...
– Eu estava a falar do alfa pendular – esclarece ela, sumidamente.
– Do comboio?
– Sim… – ela crava-lhe ligeiramente as unhas nas nádegas, passa-lhe as mãos pelas costas, sorri e dá-lhe uma palmada na nádega esquerda e depois na direita. – Não te vens?
– Mais?
– Já te vieste?
– Já.
– Então?
– Então, o quê?
– Não paras?
– Queres que pare?
– Não!
– Estou a sentir-me bem…
– Ninguém diria… A suares dessa maneira…
– Acho que é do xarope… – Ela dá-lhe uma palmada forte na nádega esquerda, ele finge que se queixa. – Foda-se!
– Caralho!
– Gosto de te foder!
– Eu gosto que me fodas, que me continues a foder, que tenhas um elástico nas ancas… Fode-me, caralho, fode-me!
– E de dizeres asneiras?
– Também, foda-se! E tu?
– Nem por isso.
– És um “granda” menino, foda-se!... Força! Força! Fode-me, fode-me com força, caralho!... Deixa-me virar! Levanta-te!
Ele levanta-se, põe-se de pé. Ela põe os pés na cama e deita o corpo sobre o colchão. Ele continua a suar. Cospe na palma da mão, que passa no caralho, lubrificando-o. Penetra-a. Ela põe o indicador e o dedo médio da mão direita na boca, chupa-os, molha-os e masturba-se enquanto ele ganha alento, força e velocidade, seguindo os gemidos dela, o ritmo que ambos seguem.
– Dá-me palmadas, caralho – pede ela, quase sem descerrar os dentes.
A cama move-se com as estocadas dele, ela não pára. Ele também não. Seguem a cama.
Ele sua. Ela vêm-se. Ele vêm-se. Ela não pára.
– Bendito xarope! – grita ela.
Ele faz um esgar de esforço em vez de um sorriso. A cama foge.
– Fode-me! Fode-me!
– Foda-se! – Ele ouve a sua própria voz, os seus gemidos, o som das palmadas nas nádegas, que vê irem e virem, chocarem contra si, chocar contra elas. – Foda-se!
Ele deixa correr um fio de saliva que se aloja entre as nádegas dela. A mão dela não pára. O suor continua a cair. As costas dela brilham. As nádegas brancas estremecem. Ele sai e entra. Entra e sai. Gosta de o ver, ainda duro, ainda pronto. Vazio mas sem vontade de parar, sem conseguir parar.
“Bendito xarope para a tosse!”
Ela abre um pouco mais as pernas, baixando-se, oferecendo-se… Ele gosta, cospe na mão, molha o sexo. A mão direita dela não pára. A esquerda aperta as mamas. Suam. Gemem. Há sons primordiais. Não reconhecem as próprias vozes. Ele penetra-a…
– Devagar… – sussurra ela. – Fode-me o cu devagar.
Ele tenta conter-se. Entra e sai mas não todo. Ainda lhe dá palmadas nas nádegas, de baixo para cima, de lado. Nem sempre saem bem, nem sempre sabem bem. Ela geme, ele geme…
– Foda-se! – Solta ele como se estivesse aflito. – Foda-se!
Há cheiros, há sensações primitivas, há um frenesim de ancas, de nádegas. Ela de joelhos fincados na cama, de mão estendidas agarrando os lençóis. Os movimentos aceleram. As estocadas são mais fortes. Ele cruza os braços, a mão esquerda na anca direita, a direita na anca esquerda, puxando-a mais para si. Ela acompanha, fortalece o ritmo, os movimentos, o choque…
E há um momento final.
– Foda-se – diz ela, estendida na cama, sentindo-o cair ao seu lado –, mas que espécie de xarope é que tomaste? Tens a certeza que era para a tosse?!
– Não sei de onde é que isto vem.
– O quê? – pergunta ela.
– Este suor, este suor todo.
– Está calor – sugere ela, despreocupada.
– Sim, mas isto é não é normal.
– Eu também estou a suar.
– Estás? – Ele vê-lhe o cabelo desgrenhado, a testa ligeiramente brilhante e a face afogueada, sente o excesso de calor de ambos os corpos e imagina que há uma poça de água na barriga dela sob a barriga dele. Afasta a imagem nada erótica e fixa-se no brilho dos olhos dela e na fina película de suor que lhe plastifica o rosto. – Mas eu estou a destilar – protesta.
– Estás a fazer mais esforço – propõe ela com um sorriso.
– Esforço? – Ele finge-se ressentido mas sorri. – Não estou a fazer esforço nenhum.
– Não é isso... – refila ela, satisfeita. – Estás a mexer-te mais do que eu.
– Não consigo parar.
– Estou a ver... e a gostar.
– Parece que tenho um elástico nas ancas.
– Um elástico?
– Que me mantém neste movimento pendular.
– Como o alfa?
– Qual alfa? – pergunta ele, espantado mas sem parar. – O dos lobos?
– Quais lobos?
– Queres que pare?
– Não – responde ela, pronta e convictamente. – Sabe-me bem… Sabes-me bem.
– Eu não consigo…
– E os lobos? – questiona ela, entre meios suspiros de prazer. – Estavas a falar de que lobos?
– Lobos? – estranha ele, limpando o suor que continua a aparecer na testa. – Tu é que falaste no macho alfa, que é o macho dominante na alcateia.
– Eu? – suspira ela. – Eu quero lá saber dos lobos… Ah!...
Ele continua os movimentos rítmicos, entre suor, sorrisos, palavras, suspiros, suor...
– Eu estava a falar do alfa pendular – esclarece ela, sumidamente.
– Do comboio?
– Sim… – ela crava-lhe ligeiramente as unhas nas nádegas, passa-lhe as mãos pelas costas, sorri e dá-lhe uma palmada na nádega esquerda e depois na direita. – Não te vens?
– Mais?
– Já te vieste?
– Já.
– Então?
– Então, o quê?
– Não paras?
– Queres que pare?
– Não!
– Estou a sentir-me bem…
– Ninguém diria… A suares dessa maneira…
– Acho que é do xarope… – Ela dá-lhe uma palmada forte na nádega esquerda, ele finge que se queixa. – Foda-se!
– Caralho!
– Gosto de te foder!
– Eu gosto que me fodas, que me continues a foder, que tenhas um elástico nas ancas… Fode-me, caralho, fode-me!
– E de dizeres asneiras?
– Também, foda-se! E tu?
– Nem por isso.
– És um “granda” menino, foda-se!... Força! Força! Fode-me, fode-me com força, caralho!... Deixa-me virar! Levanta-te!
Ele levanta-se, põe-se de pé. Ela põe os pés na cama e deita o corpo sobre o colchão. Ele continua a suar. Cospe na palma da mão, que passa no caralho, lubrificando-o. Penetra-a. Ela põe o indicador e o dedo médio da mão direita na boca, chupa-os, molha-os e masturba-se enquanto ele ganha alento, força e velocidade, seguindo os gemidos dela, o ritmo que ambos seguem.
– Dá-me palmadas, caralho – pede ela, quase sem descerrar os dentes.
A cama move-se com as estocadas dele, ela não pára. Ele também não. Seguem a cama.
Ele sua. Ela vêm-se. Ele vêm-se. Ela não pára.
– Bendito xarope! – grita ela.
Ele faz um esgar de esforço em vez de um sorriso. A cama foge.
– Fode-me! Fode-me!
– Foda-se! – Ele ouve a sua própria voz, os seus gemidos, o som das palmadas nas nádegas, que vê irem e virem, chocarem contra si, chocar contra elas. – Foda-se!
Ele deixa correr um fio de saliva que se aloja entre as nádegas dela. A mão dela não pára. O suor continua a cair. As costas dela brilham. As nádegas brancas estremecem. Ele sai e entra. Entra e sai. Gosta de o ver, ainda duro, ainda pronto. Vazio mas sem vontade de parar, sem conseguir parar.
“Bendito xarope para a tosse!”
Ela abre um pouco mais as pernas, baixando-se, oferecendo-se… Ele gosta, cospe na mão, molha o sexo. A mão direita dela não pára. A esquerda aperta as mamas. Suam. Gemem. Há sons primordiais. Não reconhecem as próprias vozes. Ele penetra-a…
– Devagar… – sussurra ela. – Fode-me o cu devagar.
Ele tenta conter-se. Entra e sai mas não todo. Ainda lhe dá palmadas nas nádegas, de baixo para cima, de lado. Nem sempre saem bem, nem sempre sabem bem. Ela geme, ele geme…
– Foda-se! – Solta ele como se estivesse aflito. – Foda-se!
Há cheiros, há sensações primitivas, há um frenesim de ancas, de nádegas. Ela de joelhos fincados na cama, de mão estendidas agarrando os lençóis. Os movimentos aceleram. As estocadas são mais fortes. Ele cruza os braços, a mão esquerda na anca direita, a direita na anca esquerda, puxando-a mais para si. Ela acompanha, fortalece o ritmo, os movimentos, o choque…
E há um momento final.
– Foda-se – diz ela, estendida na cama, sentindo-o cair ao seu lado –, mas que espécie de xarope é que tomaste? Tens a certeza que era para a tosse?!
Sim, sim, fui lá jantar...
... e recomendo. É em Estremoz, dentro das muralhas, junto à Pousada. Se gostas de doces faz como eu e pede um bocadinho de tudo.




04 janeiro 2009
Me muero

Me muero en un lamento,
contagiada por el miedo
a no sentir asco,
aunque quiero.
Me abandono estremecida
a la incandescente mirada
que me abrasa,
en un suplicio de piropos
violentos.
Mi obscenidad es un grito
latiendo,
en un instante
eterno.
El artista desnudo
A rolar

Como a torneira de um pipo o meu mamilo direito escorria para a sua boca ao ritmo da ondulação dos pêlos das suas coxas nas minhas nádegas. Tal e qual eu fosse um alambique que quando dá o calor por baixo começa a pingar e friorenta como sou demorava-me naquele calor.
Ele era o que se chama uma jóia de rapaz e mesmo estiraçado nos lençóis fazia questão de me demonstrar que eu não estava ali apenas a encher pneus e com desvelo teclava-me costas abaixo e costas acima com insistência nas notas nadegais como se os seus dedos tivessem bichos carpinteiros e a sua boca impulsos incontroláveis e ávidos de me debicar os mamilos e até levantava o rabinho para uma estocadita. E arrulhava muito como se as palavras fossem nele água de nascente e dessa vez no meio da torrente apelidou-me de rola.
Num segundo desmontei e estiquei-me até à cómoda a pegar no telemóvel perante os seus olhos atónitos e as suas sobrancelhas arqueadas mais o seu patareco interrogativo sobranceiro à cena e nessa sensação de estar a ser observada sem deixar de escrever o lembrete lá me justifiquei que era só um segundinho que a rola me dera uma ideia para um post e não podia desperdiçá-la antes que saísse de mim destilada em água e sal.
Ele era o que se chama uma jóia de rapaz e mesmo estiraçado nos lençóis fazia questão de me demonstrar que eu não estava ali apenas a encher pneus e com desvelo teclava-me costas abaixo e costas acima com insistência nas notas nadegais como se os seus dedos tivessem bichos carpinteiros e a sua boca impulsos incontroláveis e ávidos de me debicar os mamilos e até levantava o rabinho para uma estocadita. E arrulhava muito como se as palavras fossem nele água de nascente e dessa vez no meio da torrente apelidou-me de rola.
Num segundo desmontei e estiquei-me até à cómoda a pegar no telemóvel perante os seus olhos atónitos e as suas sobrancelhas arqueadas mais o seu patareco interrogativo sobranceiro à cena e nessa sensação de estar a ser observada sem deixar de escrever o lembrete lá me justifiquei que era só um segundinho que a rola me dera uma ideia para um post e não podia desperdiçá-la antes que saísse de mim destilada em água e sal.
03 janeiro 2009
«Broche no jipe» - por Mergulhador
"Era uma vez um mergulhador numa auto-estrada de três faixas deserta e um jipe que se atravessa da faixa da direita para a da esquerda sem demorar pela do meio.
É ver o mergulhador aos S's e a estragar a pintura do primeiro carrinho.
Furioso, perseguiu o gajo e obrigou-o a parar.
Quando saíram do jipe, ela ainda estava a limpar a boca... e como o mergulhador sabia o que ia dar no seguro, pô-lo a ele a limpar a boca também.
Desde esse dia, broches na estrada só se for eu o condutor!
Mergulhador"
É ver o mergulhador aos S's e a estragar a pintura do primeiro carrinho.
Furioso, perseguiu o gajo e obrigou-o a parar.
Quando saíram do jipe, ela ainda estava a limpar a boca... e como o mergulhador sabia o que ia dar no seguro, pô-lo a ele a limpar a boca também.
Desde esse dia, broches na estrada só se for eu o condutor!
Mergulhador"
02 janeiro 2009
Post Exclusivo ...
... para leitores que já assistiram a filmes pornográficos! Caso nunca tenha assistido a nenhum, é favor não ler o texto subsequente…
Agora que já consegui a atenção do meu bom leitor, sendo certo que os meus leitores não assistem a este tipo de parafilia, porquanto quem lê este espaço é puro e casto, começo por definir o que é um filme pornográfico! Podia deixar aqui a foto de Sócrates em conversa com o Xico Santos, que só por si explicaria o que é pornografia, mas, deixo as imagens para mais tarde e explico que um filme pornográfico é a sequela de uma comédia romântica! Ou seja, quando no fim do filme os nossos heróis descobrem os braços um do outro, desligam-se as câmaras e dedicam-se à pornografia!
Mas, não era nada disto que eu queria escrever! Queria contar-vos a história de Vera, mulher linda e maravilhosa, que ainda por cima consegue ser simpática e inteligente, contrariando o mito! Pois bem, Vera consegue ser a mais sensual mulher, loba e carinhosa, audaz e melosa, uma cordeirinha sexy, que consegue partir-nos o coração ao mesmo tempo que nos levanta da cama do desgosto. Mas Vera tinha uma ligeira imperfeição! Algo que não a devemos culpar! Aliás, duas!
Uma delas é ser completamente louca por um trolha, um tipo todo parvo e aprumado, incapaz de compreender que ela era a vida dele, o seu presente, passado e futuro, perdendo-se em futilidades mesquinhas, incapaz de ousar lutar pelo que realmente importa! Até um dia, que por acaso até foi de noite!
Ofereceu a Vera um ramo das mais belas flores! Um divino ramo de orquídeas que a comoveu e entreabriu as pernas! Foram jantar fora! Sushi! Muito! Delicioso! O prato predilecto dela, que ele provou pela primeira vez! Acompanhado por vinho tinto! Alentejano! Muito! Caíram nos braços um do outro, ternos, apaixonados, disseram palavras bonitas, sussurraram a locução saudades, não do tempo que não passaram, mas de todo o tempo que iriam passar juntos! E entraram na primeira pensão, rasca e barata, porque a paixão era grande, mas o dinheiro pequeno!
E beijaram-se demoradamente com língua! Beijos quentes, apaixonados, intensos, como ela nunca tinha beijado, como ele não sabia que se beijavam! E caíram nos lençóis mal lavados, onde se amaram sofregamente, como se a noite de hoje fosse todo o amanhã! E ela ofereceu o melhor de si! E ele quis dar tudo o que tinha para dar! Não por luxúria, mas por amor! Estavam apaixonados sem saber e fizeram o coito com a chama intensa que apenas os enamorados conseguem acender!
Até que ele teve uma ideia! Fazer nela, o que no filme pornográfico o dotado actor fez à angelical actriz! Agarrou-a com a força que lhe restava, sorriu-lhe com ternura, olhou-a no fundo do olhar, com um sorriso no rosto, levantou-lhe as pernas, deixando-a na posição de frango assado no forno com limão no rabo! É bem verdade que ela não é um frango, mas também é certo que não foi um limão que ele lhe meteu no rabo! E levantou-lhe as pernas, contra o peito dele, que ofegante, exausto, encantado, entusiasmado as recebeu! E quando ela estava pousada sobre a cama, com as pernas no peito dele, os pés junto ao seu rosto, emergiu naquele quarto de uma rasca pensão, um tremendo cheiro a chulé, absolutamente irrespirável! E, nem a força da paixão, o êxtase da queca, conseguiu que ele continuasse, perdendo o vigor na verga, enjoado com o intragável odor!
Vera perdeu-o para sempre! Mas naquela noite aprendeu algo que o tempo não a vai permitir esquecer! Se um seu pretendente gosta de ver filmes pornográficos, antes de sair de casa lava sempre os pés!
Mas, não era nada disto que eu queria escrever! Queria contar-vos a história de Vera, mulher linda e maravilhosa, que ainda por cima consegue ser simpática e inteligente, contrariando o mito! Pois bem, Vera consegue ser a mais sensual mulher, loba e carinhosa, audaz e melosa, uma cordeirinha sexy, que consegue partir-nos o coração ao mesmo tempo que nos levanta da cama do desgosto. Mas Vera tinha uma ligeira imperfeição! Algo que não a devemos culpar! Aliás, duas!
Uma delas é ser completamente louca por um trolha, um tipo todo parvo e aprumado, incapaz de compreender que ela era a vida dele, o seu presente, passado e futuro, perdendo-se em futilidades mesquinhas, incapaz de ousar lutar pelo que realmente importa! Até um dia, que por acaso até foi de noite!
Ofereceu a Vera um ramo das mais belas flores! Um divino ramo de orquídeas que a comoveu e entreabriu as pernas! Foram jantar fora! Sushi! Muito! Delicioso! O prato predilecto dela, que ele provou pela primeira vez! Acompanhado por vinho tinto! Alentejano! Muito! Caíram nos braços um do outro, ternos, apaixonados, disseram palavras bonitas, sussurraram a locução saudades, não do tempo que não passaram, mas de todo o tempo que iriam passar juntos! E entraram na primeira pensão, rasca e barata, porque a paixão era grande, mas o dinheiro pequeno!
E beijaram-se demoradamente com língua! Beijos quentes, apaixonados, intensos, como ela nunca tinha beijado, como ele não sabia que se beijavam! E caíram nos lençóis mal lavados, onde se amaram sofregamente, como se a noite de hoje fosse todo o amanhã! E ela ofereceu o melhor de si! E ele quis dar tudo o que tinha para dar! Não por luxúria, mas por amor! Estavam apaixonados sem saber e fizeram o coito com a chama intensa que apenas os enamorados conseguem acender!
Até que ele teve uma ideia! Fazer nela, o que no filme pornográfico o dotado actor fez à angelical actriz! Agarrou-a com a força que lhe restava, sorriu-lhe com ternura, olhou-a no fundo do olhar, com um sorriso no rosto, levantou-lhe as pernas, deixando-a na posição de frango assado no forno com limão no rabo! É bem verdade que ela não é um frango, mas também é certo que não foi um limão que ele lhe meteu no rabo! E levantou-lhe as pernas, contra o peito dele, que ofegante, exausto, encantado, entusiasmado as recebeu! E quando ela estava pousada sobre a cama, com as pernas no peito dele, os pés junto ao seu rosto, emergiu naquele quarto de uma rasca pensão, um tremendo cheiro a chulé, absolutamente irrespirável! E, nem a força da paixão, o êxtase da queca, conseguiu que ele continuasse, perdendo o vigor na verga, enjoado com o intragável odor!
Vera perdeu-o para sempre! Mas naquela noite aprendeu algo que o tempo não a vai permitir esquecer! Se um seu pretendente gosta de ver filmes pornográficos, antes de sair de casa lava sempre os pés!
CISTERNA da Gotinha

Quem é que não tem saudades do calor e da praia?!
Don't Stay a Virgin
Green Porno com Isabella Rosselini que é um animal sexual.
Naked chicks on post-it notes é uma abordagem em miniatura à arte.
01 janeiro 2009
«La Maison Tellier» de Guy de Maupassant - 1883
Neste livro, Guy de Maupassant escreve sobre a pensão Tellier, uma casa de meninas dirigida por uma viúva.
Excertos de uma crítica de Harold Bloom (pp. 32 e seguintes):
"Madame Tellier, respeitável camponesa normanda, administra sua casa como quem gere uma hospedaria ou um colégio interno. As suas seis operárias do sexo (como hoje seriam chamadas por alguns) são descritas por Maupassant com atenção e carinho, e o autor enfatiza a paz que predomina no estabelecimento em virtude da aptidão da Madame para a conciliação, além de seu constante bom humor.
Numa noite de Maio, os frequentadores habituais da casa decepcionam-se diante de uma placa: «FECHADO PARA PRIMEIRA COMUNHÃO». A Madame e as suas funcionárias haviam saído, para assistir à Primeira Comunhão de uma sobrinha, afilhada da Madame. A Primeira Comunhão torna-se um evento extraordinário, pois a emoção das prostitutas, ao relembrar a própria infância, é contagiante, e leva toda a congregação a debulhar-se em lágrimas. O padre proclama a descida do Santo Cristo e agradece, enfaticamente, a presença de Madame Tellier e a sua equipa. Após uma alegre viagem de volta ao bordel, mais dedicadas e animadas do que nunca, a Madame e as suas pupilas retomam as costumeiras actividades nocturnas. «Não é sempre que temos o que celebrar», afirma Madame Tellier, concluindo a história, e só mesmo um leitor muito desenxabido declinaria de com ela celebrar. Pelo menos dessa vez, o discípulo de Schopenhauer liberta-se da sombria reflexão sobre a relação entre sexo e morte. (...) Essa história normanda tem calor, riso, surpresa e até mesmo um certo quê de espiritualidade. O êxtase pentecostal que incendeia a congregação é tão autêntico quanto o pranto das prostitutas que o inflama. A ironia de Maupassant é sensivelmente menos mordaz (e menos subtil) do que a do mestre Flaubert. No espírito shakespeariano, o conto é picante, mas não obsceno; engrandece a vida, e não diminui ninguém.".


Excertos de uma crítica de Harold Bloom (pp. 32 e seguintes):
"Madame Tellier, respeitável camponesa normanda, administra sua casa como quem gere uma hospedaria ou um colégio interno. As suas seis operárias do sexo (como hoje seriam chamadas por alguns) são descritas por Maupassant com atenção e carinho, e o autor enfatiza a paz que predomina no estabelecimento em virtude da aptidão da Madame para a conciliação, além de seu constante bom humor.
Numa noite de Maio, os frequentadores habituais da casa decepcionam-se diante de uma placa: «FECHADO PARA PRIMEIRA COMUNHÃO». A Madame e as suas funcionárias haviam saído, para assistir à Primeira Comunhão de uma sobrinha, afilhada da Madame. A Primeira Comunhão torna-se um evento extraordinário, pois a emoção das prostitutas, ao relembrar a própria infância, é contagiante, e leva toda a congregação a debulhar-se em lágrimas. O padre proclama a descida do Santo Cristo e agradece, enfaticamente, a presença de Madame Tellier e a sua equipa. Após uma alegre viagem de volta ao bordel, mais dedicadas e animadas do que nunca, a Madame e as suas pupilas retomam as costumeiras actividades nocturnas. «Não é sempre que temos o que celebrar», afirma Madame Tellier, concluindo a história, e só mesmo um leitor muito desenxabido declinaria de com ela celebrar. Pelo menos dessa vez, o discípulo de Schopenhauer liberta-se da sombria reflexão sobre a relação entre sexo e morte. (...) Essa história normanda tem calor, riso, surpresa e até mesmo um certo quê de espiritualidade. O êxtase pentecostal que incendeia a congregação é tão autêntico quanto o pranto das prostitutas que o inflama. A ironia de Maupassant é sensivelmente menos mordaz (e menos subtil) do que a do mestre Flaubert. No espírito shakespeariano, o conto é picante, mas não obsceno; engrandece a vida, e não diminui ninguém.".


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