03 julho 2009

É hoje!

Visita a página do «DiciOrdinário»

Quem quer um exemplar do «DiciOrdinário» com uma dedicatória minha no dia do lançamento nas livrarias? É histórico (não tanto como os cornos do Manuel Pinho, mas faz-se o que se pode)!

Eleições na Freguesia, parte I

por Manuel Falcão

Ó cum filhas da puta.
Cumo ides? Benhe, agora que estou a sós cunvosco vou dizer-lhes o que me vai nei alma.
Aqui na minha parvalheira ande tudo fodido, mais o caralho.
E perguntais vós: Falcão? Porque anda tudo fodido na tua Freguesia?
Vá que já lhes respondo, cum milhão de caralhos que me refodam, que cum a puta da cunversa cum vós, dei agora um raspão cum a navalha num dedo quande estava a cortar um bocado de enchido pra mandar abaixo com o belo verdasco, mas num é por isso que ande tudo fodido aqui na Freguesia. Esperai! Ora foda-se que já fiz sangue mais a puta que me há-de parir e à puta da navalha mais o caralho! Cumo ia dizendo... Foda-se que isto dói!...
Mas cumo ia dizendo. Nãoe! Num é por isso... Cumo sabeis, sou o Presidente aqui da Junta de Freguesia da Santa Inácia do Vale da Penha Maior de Cima desde há atrasado. Fui sempre reeleito pelo porque sou um home cum a rijeza dum homem no Norte, e o povo sabe que ninguenhe me faz a ninho atrás da orelha, nem o caralho!
Mas agora veio um murcão, cum filha da puta que nunca soube desse caralho nem mais gordo nem mais magro, cum uma cunversa do caralho a fazer cismar o povo. Que num sei o quê nem mais quantos, que num tem arruamentos feitos, que a igreja num está arranjada, que ia fazer um palco fixo para os arraiais e festas do povo, e um jardim e internet sem fios grátis para a freguesia mais isto e mais num sei quantos.
Ora num é isto do caralho? Num é dum home ficar fodido?
Quer-se dizer: arruamentos estão feitos há muito e só se forem as traseiras das casas onde a canalha tem os barracos e que dão para o pinhal. O palco quande faz falta vêm os homes montar e desmontar para num ocupar o adro, e quanto à igreja que a pinte o Padre, esse filha da puta do caralho que me ande a foder cum as cunversas que ele me chega em privado por causa de eu andar a comer o pito à filha do Toino.
Mas o que me deixa mais fodido é a cunversa desse murcão quande diz num sei o quê do jardim. Ora foda-se que a Freguesia fica dentro da mata e é jardim por todo o lado, com grande filha da puta. E para que quer o Tio Balbino da Horta dos Tomazes a internet se o caralho nem computador tem e nem ler sabe? E os outros? Se num fosse eu ter na Junta um computador aqui para o serviço, nunca eles teriam visto nem ouvisto falar disto.
E o povo, que vai cum duas letras ande todo a falar baixinho e calam-se quande lhes passo à porta. Ora cum grandes filhas da puta! Mas esperai que já os vou quilhar, mas ao caralho desse murcão.
Esperai, cum catano! A mim nenhum filho da puta me faz o ninho atrás da orelha. Manuel Falcão o rei das Bouças num me chame. Cum milhão de caralhos que...
Cumo? Ah cachopa... meu tesouro... meu ainjo!
Ora murcões... ehe... benhe... Esperai que já volto que a filha do Toino está ali no sofá e cumo sabeis, quando há pito é para ser comido, e um home que perde o tempo cum o dito escrito, é certo e sabido que ao final sai fodido.
Ora tomai...

Manuel Falcão, o Rei das Bouças

As pequenas aventuras do Pénis e da Vagina



Às vezes um vídeo vale mais que mil palavras...

O lado negro do humor



Capinaremos.com

02 julho 2009

Momento


par22


Ela sempre apreciara todo o processo de despir e ser despida. Aliás, discordava até da distinção habitualmente feita entre preliminares e finalmentes. Tudo era sexo... para quê hierarquizar? Mas havia um detalhe, em particular, que lhe merecia uma especial atenção. O desapertar do cinto... Tudo o resto podia estar à mercê da insanidade do momento, mas quando chegava aquela altura... algo nela voltava a si. Como uma última vinda à tona para respirar, antes do mergulho mais profundo. Era sempre deliberado e planeado. Podia ser feito de forma suave ou agressiva. Podia ser a meio de um beijo ou podia olhá-lo nos olhos. Podia ser quase imperceptível ou podia fazê-lo estremecer com um movimento vigoroso. Mas era sempre um momento dela. Partilhado, oferecido, esperado.

(Crimes Perfeitos)

O «DiciOrdinário» citado no jornal Made in Viseu

O «DiciOrdinário» só estará nas livrarias amanhã e já foi citado num jornal: «Made in Viseu» (tiragem de 15.000 exemplares), pelo nosso membro Herculano, que adora membranas, "principalmente se não usarem cuecas".


Recorte do início do artigo

Diz o sô Director Herculanito no 4º parágrafo:
"Podem os meus atentos Leitores pensar que isto é um sacrilégio da minha parte mas, como diz o novo livro de ‘a funda São’ (vai sair a 3 de Julho), “Sacrilégio é um pecado cometido pelo sacristão de um colégio”."
Quem quer comprar o livro com uma dedicatória personalizada, basta encomendá-lo aqui.


"Os espíritos das árvores fazem-no deeeeevaaaaagaaaariiiiiinhoooo..."

30 junho 2009

«DiciOrdinário» - amostra gratuita


Piçóquio - espécie de Pinóquio mas com nariz ao meio.

Este é uma amostra grátis do livro «DiciOrdinário IlusTarado», à venda a partir de 3 de Julho numa livraria perto de ti mas que já está à venda nesta página. E podes pedir uma dedicatória da São Rosas, sem pagares mais por isso.
Ser ordinário não significa ser inculto!

Mais porno na padaria

A Didas aprendeu a arte de dar um aspecto diferente às imagens pornográficas e agora não pára:

Lição de música


Regando as flores

Não ao strip de animais vivos

Campanha da agência Revolver Media contra a retirada de órgãos internos de animais ainda vivos, com a modelo Ancilla Tilia.

29 junho 2009

O Arraial Pride 2009 só por imagens



















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CISTERNA da Gotinha




Alfabeto PinUps de Malika Favre pelo estúdio Airside para a revista Wallpaper.

Vodka de Leite - alguém é servido?


FuckKnows - uma Sexo-Enciclopédia.


Tart Cards



Os chamados "tart cards" (cartões de prostitutas), podem ser encontrados em Londres facilmente nas cabines de telefones, as mesmas onde todos gostamos de tirar fotografias! Já alguém reparou neles?
Apesar da polícia tentar controlar a situação, parece que a publicidade está para durar, e mesmo com a Internet e telemóveis, os "tart card" não saíram de moda e são objecto de desejo dos coleccionadores que procuram os mais originais e atrevidos.
A Wallpaper, em conjunto com a St. Bride Library e a Type, convocaram designers, estudantes como também as estrelas profissionais, para criarem novos cartões baseadas na concepção "tart cards", contudo, sem favorecer a prostituição, muito pelo contrário.
Outra ideia desse projecto, além de procurar novos talentos, foi destacar para a realidade das milhares de mulheres traficadas por tudo o mundo para alimentarem a indústria do sexo. Uma das potencialidades da arte, além de estimular a criatividade é, exactamente, consciencializar, ilustrar e fomentar o debate sobre as mais diversas temáticas.
Todos os 450 cartões desenvolvidos por esses designers a convite da Wallpaper estão no site da revista.
E de 22 a 29 de Junho vai ter início uma exposição física dos Tart Cards no KK Outlet.
Texto com base no original publicado aqui.

David Rita - "Os tomates do Padre Inácio"

Uma descoberta da Maria Árvore no seu novo jardim.

28 junho 2009

Visão [a Maria Árvore de regresso]








Ai amiga que as coisas vão de vento em popa e ainda nem tinha dado tempo de te dar as novidades que gasto muito tempo com ele. Nem só por isso que esse teu sorriso malandreco aí espetado na cara adivinha mas porque conversamos muito sem o constrangimento de quem se conhece há pouco e não sabe o que há-de dizer, nem com os silêncios de quem se conhece há tanto que embalamos na preguiça de nada de novo haver para falar.

O melhor da festa é que ele nem vê jogos de futebol e assim sendo nem actualiza o humor de acordo com os resultados da jornada e se bem que se dedica aos emails com longas piadas picantes não é menino para se perder pelas imagens de gajas nuas e mepegues de truca-truca. Até já fixou que a minha cor favorita é o roxo e preparou-me o copinho de leite gelado do pequeno-almoço. E no resto é tudo muito táctil como se cada poro fosse importante para a leitura do desejo e eu um cd que ele guarda todo na memória antes de reproduzir. Aliás, costumamos circular atrelados pela casa e quando os meus faróis ou a sua sineta dão sinal fazemos uma paragem para descarga dos soldadinhos.

Acredita que quando ouço o som de dobrar da sua bengala à saída do elevador antes de meter a chave à porta sinto por mim acima aquele formigueiro do desejo preste a saciar-se mas ao mesmo tempo tão confortável por ser o efeito secundário de alguém que me vê como eu sou.