Ela - Todos os dias tenho pelo menos uma discussão com o meu namorado. É espectacular!
Eu - Espectacular?!
Ela - Sim, acho que nunca gostei tanto de ninguém como dele. Quando passo dias a fim sem discutir com uma pessoa é porque ela, simplesmente, não me interessa.
Cooomo sabemos que a maioria nesse novo espaço não conhece nossas tão amadas Meninas WTF, resolvemos criar uma pequena e singela apresentaçãozinha pra vocês. Dá pra ter uma noção do nosso elenco composto pelos rostinhos donos dos melhores cachês das tirinhas desse BRASYU-ZIL! Com vocês, as digníssimas Meninas WTF:
No outro dia saí todo contente à rua assim que ouvi no rádio a previsão de períodos de chuva com algumas abertas. Onde há umas abertas o Patife marca logo presença e sou muito picuinhas nestas coisas. Lá saí de casa de guarda-chuva na mão, à espera que aparecessem as abertas anunciadas. Apesar de não ter parado de chover apanhei uma aberta logo ao virar da esquina e trouxe-a para casa. Ou pelo menos eu esforcei-me por imaginá-la toda aberta. Já a conhecia ali das esplanadas do Chiado e normalmente trocávamos uns acenos ou uns bons dias. Estava toda encharcada e eu disse que tratava dela. O que foi bem verdade. Assim que estou a começar o tratamento deparo-me com a coninha mais bem-feita da história das coninhas. Um paraíso chonal. Um oásis do pachachal. Uma autêntica ode ao grelo. De formas convexas sem ponta de escancaramento exagerado, claramente de uso selecionado. Como diria o célebre Pipi, “até cheirava a novo”. Como os travões da língua estão gastos, assim que avanço para lambuzar aquela pachachona, e como sou um moço educado e de elogio pronto, saiu-me um naturalíssimo: Mas que bela cona, sim senhora. Até as bordas da pachacha se franziram: Ai Patife, cona não. Cona é que não! Lembrei-me do Miguel Esteves Cardoso, uma referência nos relatos da fodenguice, e apeteceu-me igualmente perguntar-lhe “Há alguma lista que eu possa consultar?”. É que eu perco o tesão com o clínico vagina, desato a rir se me dizem para lhes ir ao pipi, temo que o meu cérebro comece a bolsar se ouço a palavra pombinha, fico com a picha marreca se me imagino a pinar uma parreca, sinto-me um actor porno de classe Z se digo que lhe vou lamber a boceta, receio passar por campónio se disser que lhes vou ao pito e tenho a certeza que qualquer gaja iria buscar um insecticida ou desataria a fugir se eu manifestasse o meu encanto por uma linda rata. Além de que o Pacheco não é vegetariano para andar a papar grelos. Por isso deixei-me de merdas, disse de forma decidida Cona é que sim!, que até é um dos meus lemas de vida, e chafurdei aquilo tudo. Não que me importe muito, pois ninguém me mete freios na língua, mas agora pergunto-me, do alto da pertinência científica, qual será a fórmula léxico-pachachal mais consensual de se ouvir na hora de pinar?
Já conheces o «The Nu Project»?
É um projecto artístico do fotógrafo Matt Blum, cujo objectivo é fotografar pessoas comuns e assim lutar contra a visão estereotipada e falsa do corpo feminino.
Já fotografou mulheres na América do Norte e América do Sul.
Só um detalhe: não inclui o nu masculino... e, no entanto, os homens também sofrem com o diktat do corpo e da beleza...
Deixo-vos aqui alguns exemplos das fotos disponíveis nas galerias desta página:
Ela - Tenho uma teoria que acaba com a tua ideia de Amor duma vez por todas.
Eu - Qual é?
Ela - Acho que o Amor é essencialmente egoísta.
Eu - Porquê?
Ela - Quando tu te apaixonas queres conquistar essa mulher por quem estás apaixonado porque precisas, não para que ela beneficie alguma coisa com isso. Queres conquistá-la porque te sentes mal por não a ter. É ou não é?
Eu - Até é, mais ou menos, mas isso não faz do Amor um acto egoísta.
Ela - Faz, faz.
Eu - Eu acho que não. Até pode fazer da sedução um acto egoísta, mas do Amor não.
Ela - Porquê?
Eu - Quando te apaixonas e o teu Amor é correspondido, passas a pôr a pessoa que Amas em primeiro lugar em tudo. Preocupas-te mais com ela do que contigo.
Ela - Achas?
Eu - Acho.
Ela - Isso nunca me aconteceu, caraças.
É Inverno.
Lá fora o frio passeia-se pelas ruas desertas.
Oiço o vento, na esperança de que ele te traga para mim...
A chuva começa a cair. Primeiro devagar, depois mais forte, em bátegas grossas.
Espero que alguma gota me traga um sinal teu... Mas o barulho que ouço é apenas o temporal...
E eu espero-te!
Chegou a Primavera e, com ela, a esperança renovada de que venhas ao meu encontro.
Oiço os pardais; estarão a anunciar a tua chegada?... Não, apenas namoram entre si, ignorando a minha dor e ansiedade... Queria que fôssemos os dois pardais para, também juntos, dançarmos a dança da sedução e do acasalamento...
Cheiro as flores que se abrem, como virgens na sua noite de núpcias... trarão com elas o teu perfume?... Não... mas eu consigo senti-lo, qual fantasma adormecido e mil vezes despertado numa casa desabitada... E é isso que eu sou sem ti: uma casa desabitada, despida, triste, só, abandonada... preciso que me dês vida, morando em mim; que me completes com a tua existência; que me preenchas com a tua presença... a tua presença em mim, para mim...
Como abelha que se alimenta na flor, também eu preciso de me alimentar em ti... alimentar de ti...
E por isso... espero-te!...
Virás?...
Estatueta em madeira (com o "cabelo" em fibra vegetal) de 50 cm de altura, de um demónio com o falo destacável para bater no tronco (com sulco vaginal), servindo de instrumento para envio de sinais. Aqui, um texto sobre os «sinos» Kulkul (em madeira ou bambu). E aqui, a experiência de um turista no Bali com um kul-kul certamente idêntico ao da minha colecção, que encontrou pendurado à porta do seu bungalow, para chamar o «room service».
Costuma-se dizer que a beleza é um conceito relativo. Eu concordo sempre, menos quando estou apaixonado. Vou olhando para tudo e para todos para chegar sempre à mesma conclusão. Não há nada neste mundo tão belo quanto a Raquel.
Costuma-se dizer que a beleza não é tudo, que as pessoas não valem apenas pela sua aparência mas também pelo que são. Eu concordo sempre, menos quando estou apaixonado. Vou conhecendo tudo e todos para chegar sempre à mesma conclusão. Não há ninguém que eu admire tanto quanto a Raquel.
Por um momento parece-me que Amar é isso: sentir paixão e admiração ao mesmo tempo. É o que eu sinto por ela enquanto caminhamos de mão dada numa rua qualquer de Cabo Verde. Ela repara em tudo por onde vamos passando. Um muro em que as janelas são apenas tinta, uma estátua pensativa do Camões, um homem que seca peixe ao Sol ou uma criança que corre na nossa direcção. Eu reparo nela, na Raquel.
Entramos numa feira de artesanato, bem no centro da cidade, e ela afasta-se de mim para fotografar uns quadros de palha. As nossas mãos apartam-se e eu sinto-a ir como se estivesse a partir para sempre. O meu coração parece uma folha de papel amarrotada pelas saudades desse tempo imenso que passa sem ela, até a ver voltar com um sorriso nos lábios e um beijo de recordação desses tempos de solidão. Chegou a estar a mais de três metros de distância de mim, e talvez ninguém no mundo seja capaz de entender a violência que isso foi.
O Amor a sério é assim: um calafrio contínuo entre um abraço quente e uma solidão deserta. Quente, frio, quente, frio, quente, frio. Sinto-me um Rei para logo a seguir me sentir um mendigo de mão estendida a uma esperança calada. É ela, que se afastou alguns metros e já aí vem. Ainda bem. Sei lá eu o que vem a seguir...