30 outubro 2012

cenouras...

escolha uma e... já sabe
Raim on Facebook

«entretece-me as malhas das veias» - Susana Duarte


.entretece-me as malhas das veias na urdidura de um tear antigo.

.na claridade entrevista nos poros, escrevi a sangue a tua presença.

.destinei-me às linhas das tuas mãos, como as cerejas são da primavera.


.agora, na noite que me espera, compro linhas onde fio mantas de retalho,

inscrevendo nelas as estórias vividas e aquelas que, em fio invisível,

aguardam ainda o novelo que lhes desenhará o futuro.

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto

Eva portuguesa - «Realidade»

É impressionante o quanto as coisas mudaram desde que comecei a fazer isto, há dois anos atrás!...
E mudaram para pior... pelo menos para mim...
Há 2 anos tínhamos percepção de quais seriam os meses melhores e os piores; e quais as semanas melhores e as piores.
 2 anos tínhamos clientes fiéis semanais e mensais. 2 anos conseguíamos ganhar o suficiente para ter uma boa vida e ainda poupar. 2 anos, um dia bom era fazer pelo menos 5 clientes, e 1 dia mau nunca era menos que 2. 2 anos, chegávamos a ter 15 chamadas numa hora.
Mas agora... agora a realidade é totalmente distinta....
Agora nunca sabemos que mês é melhor ou pior... qual a semana em que se trabalha mais e a mais fraca...
Agora os clientes semanais passaram a mensais, os mensais passaram a trimestrais e outros desapareceram....
Actualmente, já é uma sorte conseguir o suficiente para pagar contas e tratar do nosso aspecto físico, que é o nosso instrumento de trabalho...
Actualmente, um dia bom é o que antigamente era um dia mau...
E muitos são os dias em que nada se faz....
O telefone agora pouco toca, mesmo para pedir informações...
E chamadas falsas... marcações falsas... são o que mais acontece diariamente.
Deixem-me contar-vos melhor...
Ontem estive "a trabalhar" das 11h à meia noite. Treze horas fechada neste apartamento.Treze horas de esperança, ilusão e desilusão.
O telefone tocou no total umas 8 vezes.
Dessas, 3 foram marcações.
Perto da hora, retoco a maquilhagem, dou um jeito ao cabelo, acendo as velas no quarto, calço os saltos altos. E espero....
Das três vezes aconteceu o mesmo: ninguém apareceu ou deu qualquer justificação!
Sinto primeiro a raiva invadir-me! Se apanhasse estes cabr*es que fazem isto!... Aí iam sentir o que é a vingança do escorpião...
Depois vem a mágoa e a desilusão... porquê? Porque é que as pessoas fazem isto? Porque é que estas marcações não eram reais e, assim, salvavam-me o dia? Porquê tanta maldade? E para quê? O que ganham com isto?...
Mas mesmo assim não foi suficiente... recebo uma marcação para hoje às 11h. Às 10.55h estou pronta, linda e cheirosa à espera... até agora. Mais uma... e logo para começar o dia....
Mas continuou sem bastar. Ao meio dia o telefone toca pela segunda vez hoje e é uma marcação para as13h.
Eram 13h em ponto quando toca o telefone e a pessoa diz que acabou de estacionar... mas eu tive um feeling que algo não estava bem... não sei explicar, mas acho que nesta profissão desenvolvi o meu instinto de sobrevivência...
Indico-lhe então o número da porta mas, felizmente, dei o número do andar errado. Ponho-me a olhar pelo olho mágico e não aparece ninguém... estive pelo menos cinco minutos ali à espera de ver alguém... que nunca apareceu.
E o telefone calou-se... nem mais uma chamada...
Como devem imaginar, tudo isto me deixou como o tempo: cinzenta, fria, triste, desanimada...
E assim têm sido os meus dias: com uma realidade enublada, que não sei quando irá melhorar...
Uma realidade merdosa....


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Relevância


Preservativos da «Pensão Amor»

Embalagens de preservativos oferecidas para a minha colecção pela malta da Pensão Amor, "uma antiga pensão da Rua do Alecrim que reabriu em Novembro de 2011, reconvertida para novos e múltiplos usos. O seu nome homenageia a história do edifício e o antigo quotidiano do Cais do Sodré, zona portuária frequentada por prostitutas e marinheiros: bem-vindos à Pensão Amor! Com entrada pelo nº 19 da Rua do Alecrim, o antigo e degradado edifício renasceu para a cidade, para os seus habitantes e visitantes, como lugar de novos encontros, trocas e partilhas. O imaginativo projecto de recuperação (a cargo da mesma equipa que reabilitou a Lx Factory) integrou e valorizou as memórias, as histórias e as vivências do bairro. Pelos vários andares distribuem-se ateliês de trabalho, um restaurante/cabaret, um cabeleireiro, uma loja de lingerie, uma livraria erótica (Ler Devagar com Amor) e até uma sala do varão para eventos e espectáculos. Aqui recria-se o universo do burlesco e o ambiente de cabaret, num palco disponível para todo o tipo de eventos: concertos, poesia, teatro, lançamentos, conversas." (fonte: Lifecooler)


29 outubro 2012

«A culpa de ser homossexual» - Psicoman2011

"Fim à homofobia!
Fiz este vídeo, uma pequena amostra da minha tese, que aborda a homossexualidade. É antes de tudo uma questão de identidade, para depois passar para a aceitação, ao conseguir-se superar o sentimento de culpa gerada a partir de se ter uma vida diferente. Então, a identidade passa a ser livremente homossexual."
Psicoman2011

«conversa 1922» - bagaço amarelo

Ela - Os homens não compreendem as suas próprias mulheres. Essa é que é essa...
Eu - Então?
Ela - Acabei de discutir com o meu namorado.
Eu - Porquê?
Ela - Ele não percebe que antes de ter o período, é perfeitamente normal uma mulher poder pensar que está grávida, e que essa sensação é boa e má ao mesmo tempo.
Eu - Ah! Discutiram porque tu lhe disseste que se calhar estás grávida?
Ela - Sim... mais ou menos. Ele respondeu que eu digo isso todos os meses e depois nunca estou, e que é melhor eu parar de o assustar.
Eu - Já algumas vez falaram abertamente sobre isso? Se querem ter filhos ou não...
Ela - Eu disse-lhe uma vez que talvez gostasse de engravidar sem querer.
Eu - Engravidar sem querer?! É natural que isso o assuste.
Ela - Ora! A partir do momento em que eu digo isso é porque é por querer, embora possa parecer que é sem querer. Ele devia perceber isso, não devia?
Eu - Não sei...
Ela - Também nunca sabes nada.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Também foi bom para ti?

Era tão intenso o seu prazer na relação com a escrita que terminava cada texto num descontrolado frenesim de pleonasmos múltiplos.

Não solte a franga (mais)

queixas bem justificadas.



Só Jesus tem compaixão.

Capinaremos.com

28 outubro 2012

Relvas...

fez três cadeiras que não existiam... só podem ser estas!
Raim on Facebook

Homens, aprendam a conseguir sexo com as vossas mulheres

Postalinho de Aveiro

"Olá, São
Mais um moliceiro para juntares aos outros."
Paulo M.


Paraíso das mamas


Quando era miúda as lojas mais populares incluíam no seu nome a palavra paraíso , como o paraíso do calçado ou o paraíso da moda apelando ao cliente mais afoito através do seu potencial de satisfação tal como as clínicas dermoestéticas de agora se estabelecem como paraíso das mamas, à escolha por catálogo e à medida.

E como quem não se sente não é filho de boa gente também eu não me cansava de lhe publicitar como seria um bom investimento para lhe encher as mãos. É que se ele nunca mostrara enfado pelas minhas 36 também é certo que nunca deixara de reparar nas mais avantajadas e de as elogiar. Mas o raio do gajo não se comovia argumentando com os tempos de crise e que as mamas estavam muito bem assim pois que as grandes são mais fetiche de garganta de gajo sem o qual até se passa bem e que era moda passageira. Lembrei-lhe que as clínicas especializadas provém de países desenvolvidos e que não podemos estar sempre na cepa torta. E acrescentei que a moda é de nível europeu ou até mundial e eu não era ninguém para a contrariar.

Ele levantou-me a camisola para prantar ambas as mãos nas minhas mamas, uma em cada uma, a sopesá-las como quem avalia laranjas, a mexê-las circularmente com as palmas, a fazer tesourinhas de dedos nos mamilos e acabar por me dizer que se eu não tinha poder de decisão sobre o meu paraíso de mamas fazia delas já ali uma república das bananas.


[Imagem: Playmate de Dezembro de 1990 e Playmate de 2003]

Pausa no trabalho da modelo e do pintor



Via Bernard Perroud

27 outubro 2012

Aspirador LG Kompressor Plus - truque publicitário

«pensamentos catatónicos (276)» - bagaço amarelo

feijoada de búzios

Ao vento, a toalha de papel mostra-se irrequieta como uma ave que bate as asas para levantar voo e não consegue. Naquele caso em particular, não consegue por causa dos dois pratos colocados frente a frente na mesa mais bem situada da esplanada, e também da panela de barro com duas doses fumegantes de feijoada de búzios. Ela levanta o testo e dá-lhe permissão, através dum simples abrir e fechar de olhos, para se servir primeiro, mas ele decide pegar antes no prato dela. É o primeiro motivo para a discussão que vem logo a seguir.

- Já devias saber que não gosto que me sirvam.

Ele sorri para dentro, como se assim pudesse engolir o nervoso miudinho. Continua a encher o prato e depois troca-o pelo dele, de forma a que ela fique de novo com o vazio. Quantas coisas sobre aquela mulher é que ele deve, de facto, saber? Acima de tudo, que coisas sobre ela é que é suposto saber? Pica os primeiros feijões com o garfo enquanto, como um rádio mal sintonizado ao fundo, ela continua o seu protesto.
Não tem a certeza, mas talvez ele a tenha servido primeiro de propósito, precisamente para que ela pudesse soltar essa latente raiva que lhe vinha desenhando a face e moldando os gestos desde manhã. Da esplanada avistam-se as longas filas de macieiras alinhadas num dos montes, que mais parecem uma obra desenhada a régua e esquadro, cortadas por um tapete de alcatrão que serpenteia a paisagem até desaparecer no horizonte. Noutro monte, mais à esquerda, algumas e raras amoreiras povoam os terrenos riscados pelo arado dum tractor. Tudo está exactamente como há dez anos, quando eles se conheceram naquele mesmo local durante uma festa de amigos comuns e, adivinhando a paixão à primeira vista, acabaram por sair sorrateiramente para ficarem sozinhos. Tudo, até o céu de claras aguarelas azuis e brancas. Menos ela.
A deterioração daqueles almoços anuais, cada vez menos felizes e feitos mais por obrigação do que outra coisa qualquer, têm sido o barómetro que mede a relação dos dois. Ele acha que a culpa é do tempo, esses dez anos em que ele passou a ter que saber muitas coisas mesquinhas sobre ela. Aproveita o silêncio cansado dela e escreve na própria toalha de papel algumas dessas coisas.

1) Não misturar as embalagens de leite magro com as de leito meio gordo.
2) Não abrir a cama à noite, antes de se deitarem, apenas de um dos lados.
3) Ligar a máquina de café todas as manhã assim que entrar na cozinha.
4) Amarfanhar as garrafas de plástico antes de as colocar na reciclagem.
5) Não deixar os sapatos em cima da balança da casa de banho.
6) Não a abraçar por trás quando ela está a descascar fruta.
7) Não a beijar na testa quando ela está a ver televisão.
8) Não misturar os copos de champanhe com os copos de uísque.
9) Não entrar no carro sem puxar para trás o banco onde ela se vai sentar.
10) Não a servir quando estão a jantar juntos.

Rasga aquele pequeno pedaço de papel e põe-lho quase à frente dos olhos, mesmo ao lado do prato. Algumas gotas do molho da feijoada pontilham-no como se o quisessem ferir. Ela olha para ele enquanto mastiga um búzio mais difícil de roer do que os restantes.

- Estes foram os motivos pelos quais discutimos as últimas dez vezes. - diz, enquanto se levanta para se aproximar dum dos muros da esplanada. Dali, parece que quase pode tocar o céu com a ponta dos dedos. Ri-se de novo para dentro.

Ela ainda mastiga o mesmo búzio. É isto que ela quer que ele saiba sobre ela?


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Mulher na cama com um cãozinho

Placa metálica redonda com 10,5 cm de diâmetro e 308gr.
A partir de agora, o Luluzinho faz a vontade à dona... na minha colecção.


Um sábado qualquer... - «Um dia… 2»



Um sábado qualquer...

26 outubro 2012

«Sangue é Champanhe» - de Don L.com Flora Matos

Festa quente cor de rosa...



Festa de lançamento da Academia de Vénus

"Vem festejar connosco o nascimento da Academia de Vénus na Hot Pink Party.
Sensualidade, erotismo e glamour marcam uma noite sem tabus. Burlesco, surpresas e muita vibração estão à tua espera numa noite muito divertida.
Lisboa nunca viu nada assim!
A entrada é livre mas, se queres fazer parte da guest list (sem consumo obrigatório), confirma p.f. a tua presença através do e-mail info@academiadevenus.pt
Parceiros: Control, Boudoir Fotografia, InSin, Speedcom, Yxaiio, Grand' Ideia.
A Academia de Vénus é o primeiro projeto 100% português de reuniões domiciliárias, produtos eróticos e workshops sobre sexualidade e sensualidade femininas.
A Academia de Vénus promove a descoberta da sensualidade, sexualidade e bem-estar da mulher portuguesa.
Dia 31 de outubro no Clube Ferroviário
Rua de Santa Apolónia nº 59
1100 Lisboa"