04 fevereiro 2013

tomada de posse...

tem como "convidado" Picanto Sobrinho... pastor evangélico que...

Luís Gaspar lê «Nádega» de David Mourão-Ferreira

"Entre as duas nádegas

o pávido sulco
tem aroma de áfricas 

e de uvas de outubro

Dirias que fora

um silvo de morte 

a penetrar toda
a nocturna flora
até hoje intacta
que ainda aí tinhas


Respira Não fales

Murmura Não grites

Que travo
de amoras

Que túnel escuro
Que paz no que sofres

por mais uns minutos

o pescoço vergas 

submissa e frágil

tal o de uma
égua 
que vai beber
água
mas encontra a
lua 


E junto da cama
a rosa viúva
com lágrimas brancas
já pede os meus dedos

sacudido apoio
para a viuvez
em que a deixo hoje

Muito mais a
norte 
os queixumes
calas
E nem gemes Gozas

enquanto te invade
o suco da vara 

vertido no sulco

Vê como foi fácil

Respira mais
fundo"
David Mourão-Ferreira

Ouçam este poema na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa

«conversa 1944» - bagaço amarelo

(ao telefone)

Ela - Logo posso passar em tua casa?
Eu - Podes. Devo estar lá a partir das nove da noite...
Ela - Tenho uns pénis para te dar.
Eu - Uns pénis?! Eh lá! Já não sei se podes.
Ela - Sim, fui a Londres no último fim de semana e sobraram-me umas moedinhas. São para a tua colecção.
Eu - Ah! Por um momento assustaste-me.
Ela - É a tua cabecinha que não pára para pensar.
Eu - Bem, entre pénis e cabecinhas, tu também não és capaz de ter uma conversa sem conotações sexuais, pois não?
Ela - Tu é que não és capaz de entender as coisas tal como elas são.
Eu - Desisto. Traz-me lá os pénis, então. Até logo.
Ela - Até logo. Levo um broche.
Eu - Ahn?!
Ela - Agora estava brincar. Era só para te testar.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Lei anti propaganda gay aprovada na Rússia


Matéria reproduzida da Euronews

A Duma aprovou em primeira leitura a lei anti propaganda gay.

Em nome da tradição e da defesa dos jovens russos foi a igreja ortodoxa russa que propôs o texto  para repressão da homossexualidade em todo o país.
A legislação visa impedir qualquer informação que possa ser definida como propaganda,  inclui a proibição de eventos públicos que promovam os direitos dos homossexuais. São Petersburgo e uma série de outras cidades russas já têm leis semelhantes. 
O Ministério da Defesa russo recomenda ao  Exército de examinarem as tatuagens de novos recrutas para verificarem “vestígios de homossexualidade“ e determinar a sua saúde mental.  
O investigador independente Denis Volkov, sociólogo do Centro Levada, considrera que o projeto de lei se encaixa na lógica do governo de limitar diferentes direitos civis e humanos.
“Ao aceitar essas leis e outras semelhantes, as leis restritivas e proibitivas, o estado tem como alvo limitar a maioria das leis progressistas da sociedade”.
Pela oposição a legislação anti-homossexual, faz parte de uma ofensiva do Kremlin contra as minorias de qualquer espécie – política, religiosa e sexual – e projetado para desviar a atenção pública do crescente descontentamento com o governo de Putin.


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Myrian Rios parece que não está sozinha no mundo!

Obscenatório

A melhor sentinela

Todos temos pontos fracos.



Se fosse um dragão eles dariam um jeito.

Capinaremos.com

03 fevereiro 2013

Oh, balancé, balancé...


Caroline Aquino Pt. 1 from Dave Naz on Vimeo.

Poema Estanque


Sim, 
inundas-me as horas, 
mas as horas são estanques
e não transbordam dias,
e não transbordam semanas, 
e não transbordam meses, 
nem anos, 
nem vida.
Sim,
somos humanos
e eu poderia estar rendida
mas nunca por afectos mudos,
porque momentos vagabundos,
vez após vez, são vezes demais,
e vezes demais, apenas absurdos,
e nós absurdamente normais...



E vai tudo!


Brasil, o país do leilão de virgindade!



É assim que o Brasil vai passar a ser conhecido daqui a algum tempo: o país do leilão das virgindades.

Primeiro foi Catarina Migliorini, a jovem catarinense de 18 anos que leiloou sua virgindade por 1,5 milhões, e que pensa em desistir de ter a relação sexual com o japonês que ganhou a proposta. Catarina, que fez um ensaio para a Playboy, diz que tem recebido propostas mais altas, e que por isso talvez nem chegue a transar com o japa.

Agora é a vez de Rebecca Bernardo, bahiana de Sapeaçu, também de 18 anos. A jovem afirmou que que levantar uma grana para pagar o tratamento da mãe.

Confira o o vídeo da CNN sobre Rebecca (em inglês):



Obscenatório

02 fevereiro 2013

Bowling do Hotel Zuiderduin - grande noite para duas bolas...

«conversa 1946» - bagaço amarelo

Ela - Deve ter ido muito difícil para ti, a adolescência na década de oitenta.
Eu - Não foi nada difícil. Até sou um nostálgico dos anos oitenta.
Ela - As mulheres dessa geração são muito Marco Paulo...
Eu - São muito Marco Paulo?! Que é isso?
Ela - Pentelheira, homem. Pentelheira...
Eu - Ah! Não, não foi difícil. Não me importo nada com o Marco Paulo...
Ela - Hoje somos todas muito mais Pedro Abrunhosa. É ou não é melhor?
Eu - O melhor é Exploited.
Ela - Exploited?! E isso é o quê?
Eu - Era uma banda punk em que todos tinham uma crista no cabelo, ou seja, um fiozinho.
Ela - És um excêntrico.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Suportes para CDs com perfis de mulheres nuas

Uma das «sexões» da minha colecção é de peças diversas actuais com design erótico.
Estes dois suportes para CDs em plástico, um azul e outro cor de laranja, fazem parte dessa «sexão».

Um sábado qualquer... - «Sacanagem divina»



Um sábado qualquer...

01 fevereiro 2013

Homens...

... com mais tarefas domésticas têm menos relações sexuais
... é o que diz o estudo.
Raim on Facebook

O toque

A mão escorregou no lençol e ele tocou-lhe na perna. Por momentos, o silêncio que os abafava pareceu-lhes mais espesso. Quase irrespirável. Não se mexeram.
– Então? – perguntou ela, ao fim de um bocado que lhes pareceu uma legislatura com um governo de coligação.
Ele tirou a mão e perguntou, defensivo: – O quê?
– Podes tocar – disse ela, depois de pensar se ainda valia a pena dizê-lo. – Ou não foi por querer?
– Que te toquei?
– Sim.
Ele voltou a fazer a mão escorregar pelo lençol até lhe tocar na pele nua. – Foi de propósito – mentiu.
– Mas paraste… – “Tal como agora”, pensou ela mas não disse.
– Não sabia se querias – justificou ele, sem mexer a mão.
– Mas agora já sabes que quero – disse ela, evitando cuidadosamente o tom ácido que agora lhe saía sempre que falavam os dois.
– Sim, sei – confirmou ele e fez o indicador circular num limitado espaço da perna dela pois quase não mexeu a mão. Chateava-o que ela pudesse dizer que queria que ele lhe tocasse mas que nada fizesse para que isso acontecesse ou continuasse a acontecer. Ao fim de uns segundos, recolheu a mão.
– É isso tudo? – Se se juntasse água, muita água, e gelo, a voz dela fazia uma limonada perfeita.
– É mais do que tu fizeste. – Agora tinham que dividir a água, muita água, pelos dois, e as limonadas eram absolutamente intragáveis.
– Querias o quê?! – Ela respirou fundo. Ele não disse nada. Ela sentou-se na cama e continuou: – Que eu, derretida pela ponta do teu dedo a tocar-me em cinco centímetros da pele da perna, ficasse louca de paixão e te abocanhasse? Que, levada ao cúmulo, ao expoente da loucura, te fizesse vir na minha boca e depois saísse a correr e fosse escrever o teu nome em toda a parte…
– “Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura. Ora amarga, ora doce. Para nos lembrar que o amor é uma doença.”
– Dessa doença já estou eu curada. – Ela levantou-se da cama. – Tu curaste-me, João. Espero que não definitivamente mas curaste-me.
Ele sentou-se na cama a vê-la sair do quarto. Não se lembrava de nada para dizer.
Ela voltou atrás. Ele permaneceu sentado em silêncio, contrariado por não conseguir responder-lhe. Ela deu a volta à cama, agarrou na sua almofada, no telemóvel que estava em cima da mesa de cabeceira e avisou:
– Vou dormir para a sala. É melhor ligares o despertador que eu não te acordo!
– Definitivamente?
Ela parou na ombreira da porta: – Que não te acordo? – A pergunta dele pareceu-lhe despropositada.
– Não…
Como sempre ele não se mexia e parecia impávido e sereno e isso irritava-a mais do que tudo e não conseguiu esperar pela explicação: – Que vou dormir para a sala?
– Não, estava a pensar no teu “não definitivamente”; que eu te curei mas “não definitivamente”.
– Ah!... E?... Não percebeste, foi?
– É dúbio.
– Tu é que és dúbio! – Ela olhou para a almofada que tinha na mão direita e voltou a olhar para ele: – Eu espero voltar a amar ponto final – e virou costas ao quarto. Deu dois passos e pensou que ele era burro e que amanhã ia perguntar-lhe o mesmo e, então, sem parar de andar, disse mais alto: – Mas não a ti.
Ele encolheu os ombros, puxou a sua almofada para o meio da cama e deitou-se. “Tudo isto porque lhe toquei. Que pouca sorte…”

O que é mais obsceno: sexo ou guerra?


Cena do filme O Povo Contra Larry Flynt (1996):

Obscenatório
http://obscenatorio.blogspot.com.br/

A Principezinha!


Teces uma malha cinzenta e opaca
sobre as lágrimas agora embalsamadas...
São duas lentes com que olho o mundo velado,
sem nuvens, sem azul, sem pulsação...
Hastes que me aprisionam o rosto tolhido em pó,
escondido nesta almofada invisível,
clausura de vidro... e uma folha branca.
Desenho um novo planeta pleno de sorrisos,
cardumes em rios critalinos,
florestas sem cinzas ou túmulos humanos.
E escondo-me nessa linha de grafite,
tão fina como a teia que se esconde nos meus cabelos...

Viúva negra caminhas sobre os meus braços,
deténs-te no pescoço delgado!
Vampira que me crava as mandíbulas...

Arqueio sobre a lama quente,
destilo-me sobre a terra embebida em sémen
e ressuscito noutro corpo.

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Lua Cósmica
http://luacosmica.blogspot.pt

Como se gastam dois desejos

Crica para veres toda a história
A extracção da deusa que há em cada mulher


1 página

oglaf.com

31 janeiro 2013

Fala

Heinz Brandenburg

falar do falo
é uma fácil falácia

do príapo é mais própria
a prosápia

quanto ao caralho
não é pau de carvalho

mas engrossa a piça
o chouriço enchoiriça
e a piça incha e estica

mas o tesão
não se compra nem se vende

a cona destes versos
é que o fode!

in Sim… Sim! Poemas Eróticos, de E.M. de Melo e Castro, Vega Editora, 2000

blog A Pérola

«Toucinho-do-céu» - Patife

Ontem tentei uma coisa diferente. O meu terapeuta tem andado a semana toda a chatear-me e a dizer que eu continuo a comportar-me como um puto reguila desmiolado que pensa que não existem consequências para os seus actos e que julga que vai encontrar alguma sabedoria depois de pinar o maior número de pachachas sem sentido. Tentei explicar-lhe que todas as pachachas que comi tiveram algum sentido para mim. Mais não fosse o sentido crescente do meu pincel. Por isso, ele desafiou-me a convidar uma mulher para jantar e depois para a levar a casa sem tentar nenhuma artimanha para a aviar. Gastar um jantar com conversa que depois não leva a lado nenhum pareceu-me parvo, mas aceitei o desafio. Ele dizia que podia levar a um outro lado qualquer, mas não percebi bem qual. E lá fui. Estava tudo a correr bem até à altura da sobremesa. É que ela pega no cardápio e pede de sobremesa um dos muitos cognomes do Pacheco: Toucinho-do-céu. E continuou, claramente a atiçar-me: Ai, está tanto a apetecer-me um toucinho-do-céu. Ai o toucinho-do-céu deixa-me de água na boca. Eu ia apertando a toalha da mesa para me conter mas entretanto chega o doce à mesa. Ela ia metendo o toucinho à boca enquanto soltava onomatopeias de prazer, numa clara provocação a que nenhum homem de sardão rijo conseguiria resistir. Podem dizer que isto é loucura mas um homem vê uma mulher a gemer com um toucinho-do-céu na boca e o seu primeiro instinto é o de a levar ao céu com o seu próprio toucinho. A natureza é mesmo assim. E não me critiquem. Não fui eu que criei as leis da natureza humana. Por isso não descansei enquanto não meti o toucinho-ao-léu. E logo de seguida foi o meu toucinho-no-céu. Da boca da piquena.

Patife
Blog «fode, fode, patife»