[blog Libélula Purpurina]
30 Maio 2012
Desenho para Marisa
Vou iniciar a minha colaboração com este blog com um dos meus esboços mais improváveis para a maioria das pessoas que já espreitou http://aminhagaleriavirtual.blogspot.pt/. Mas este "esboço" tem uma história para contar, foi feito como se fosse um retrato psicológico de uma amiga minha que em conversa me pediu um desenho pois gostava dos outros que tinha visto. Resumindo, o nome dela é Marisa de La Fuente (a fonte no desenho é óbvia), tem uma filha muito parecida com ela com a qual mantém uma relação muito próxima mas por vezes complicada (a segunda figura em escala reduzida, "florindo" e com os respectivos "espinhos"). A Marisa é do signo escorpião e e descendência espanhola (daí a junção do toiro com rabo de escorpião, explicando um pouco do seu carácter peculiar, muita força, determinação e assertiva qb sem olhar a "meças" nem a perigos), daí também a junção da espada pelo seu senso de justiça, assim como da balança, onde mede sempre os prós e os contras. Por fim dizer que ela é uma mulher muito bonita com um olhar marcante e muito boa observadora. Um "cadito" de nada "muito senhora do seu nariz", daí o ar empinado. Sendo obsessiva com horas e compromissos marcados (o relógio) e finalizando que na altura tinha um namorado que era piloto (coração com asas e espinhos - como são todos os amores) e que tinha tatuado o nome dele em código de barras num pulso assumindo assim o compromisso (o pulso passou a pulseira e o código de barras está lá...). Ela adorou o original que lhe ofereci e mais ainda quando o expliquei como agora o fiz.
Por vezes a minha arte explica-se... lol.
Espero que gostem e regularmente irei adicionando outros trabalhos e outras considerações.
«coisas que fascinam (141)» - bagaço amarelo

Nunca tentei, neste blogue, encontrar uma definição da palavra Amor. Nem vou tentar. Por um lado porque tenho consciência que os seus campos semânticos são um pântano sem saída, por outro porque me daria medo conseguir fazê-lo. Sei, no entanto, que já Amei só para não chorar. Sei também que prefiro Amar por fascinação.
Descobri esta música da Elis Regina tardiamente, que é como quem diz, no último fim de semana. Já a tinha ouvido imensas vezes mas, não sei porquê, nunca lhe tinha percebido o sentido. Todos Amamos, pelo menos uma vez na vida, só para não chorar, e só nos damos conta disso quando por fim nos deixamos fascinar. Acho eu que é isso.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Ai!
Como o Jorge Perestrelo gritei Minha Nossa Senhora e deixei-me cair literalmente para trás, abandonando as minhas coxas à função de peso morto sobre as dele. Tenho a vaga sensação que ele ostentava um sorriso de orelha a orelha, orgulhoso da sua prestação mas, em boa verdade, sentia-me completamente atordoada com uma dor lacinante na nuca. Ele devia estar à espera de uma palavrinha de elogio e aplauso pela sua competência para me fazer rebentar as comportas, porém as pálpebras pesavam toneladas e articular qualquer som pela boca parecia um esforço inglório. Aliás, como seria plausível confessar que no preciso momento do orgasmo tinha ficado com uma dor de cabeça de caixão à cova e, azar dos azares, logo depois de ter tido tanto trabalhinho para levar aquele gajo para a cama?...
Ele lá se desencaixou de mim e veio espreitar-me a cara, a baloiçar na incerteza da sua classificação e intrigado com tão estranho procedimento, muito pouco curial para uma primeira vez. Talvez o divertisse a novidade de saber que as mulheres, afinal, podem ter dores de cabeça não só antes mas também no depois, com a grafia de enxaqueca.
Ele lá se desencaixou de mim e veio espreitar-me a cara, a baloiçar na incerteza da sua classificação e intrigado com tão estranho procedimento, muito pouco curial para uma primeira vez. Talvez o divertisse a novidade de saber que as mulheres, afinal, podem ter dores de cabeça não só antes mas também no depois, com a grafia de enxaqueca.
Acabei por soltar um ai seguido do nome dele, para o sossegar de que não o estava a confundir, que mais não conseguia de tão aterrorizada que estava com a perspectiva de estar a ser alvo de um castigo pavloviano para me impedir de dar quecas.
29 Maio 2012
Agent Provocateur - «Love Me Tender»
Eva portuguesa - «Pena...»
Conheci-te hoje.
Numa marcação prévia mais ou menos dentro do normal e após muita conversa pelo msn.
Senti que te conhecia antes...
A química foi brutal e imediata!
Já éramos quase amigos de todas as confidências que fizemos um ao outro em forma de letras num écrã de computador... tu deste-te a conhecer sem preâmbulos, medos ou hesitações...
Contaste-me a tua história e a história dentro da história...
E eu dei-te a conhecer não só a Eva, mas também a...
Na tua inteligência e humildade de pecador, não as separaste, bem pelo contrário, descobriste a mulher que é a soma das duas, aceitaste-a e por ela te encantas-te... não só pela Eva, nem só pela..., mas pelas duas juntas.
Começaste por me contactar porque querias alguém na tua vida que preenchesse a tua solidão, acalmasse os teus desejos, saciasse os teus instintos... tudo isto sem pressões, nem controlo, nem compromisso.
Ainda mal curado de um recente desgosto de amor, não querias correr esse risco novamente...
Sentiste-te usado nessa relação que te roubou a paz de espírito e noites de sono.
E assim, sentiste-te protegido ao procurar uma relação mais ou menos fixa com uma Prostituta de luxo (desculpa, sei que não gostas que fale assim de mim!), onde poderias ser tu a usar, ser servido e não sofrer... não o disseste bem assim, mas li-o nas entrelinhas.
Mas a conversa franca e liberta que podíamos ter um com o outro nas pontas dos nossos dedos, e depois este nosso encontro em que desejaste ter-me beijado e eu desejei que o tivesses feito; toda a tua teoria caiu por terra, arrastando-me nessa lama de confusão, desejo e algo mais...
Perguntas-me se podes ser meu amigo... respondo-te que sim, quando queria era perguntar se era só isso que querias...
Quando chegaste ao pé de mim estavas nervoso, tímido e não te senti relaxar naquela hora que estivémos juntos... percebi que o que te dava protecção não era a roupa, nem o dinheiro, nem o emprego bem sucedido... era o anonimato de um teclado, o estar perto sem estar junto, o desconhecido e a ausência física...
Parece-me que te queres dar, sem no entanto teres bem a certeza se o queres realmente, ou se o consegues... macaquinhos no sótão, foi como lhe chamaste. E sim, meu querido, também eu tenho os meus....
Abalaste as minhas prioridades e os alicerces da Eva...
Fizeste-me desejar ter uma vida "normal",em que poderia arriscar numa relação sem os medos do que isso possa fazer à minha profissão, ao meu sustento...
Mas não tenho...
E hoje fizeste-me ter pena de não o ter...
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
Numa marcação prévia mais ou menos dentro do normal e após muita conversa pelo msn.
Senti que te conhecia antes...
A química foi brutal e imediata!
Já éramos quase amigos de todas as confidências que fizemos um ao outro em forma de letras num écrã de computador... tu deste-te a conhecer sem preâmbulos, medos ou hesitações...
Contaste-me a tua história e a história dentro da história...
E eu dei-te a conhecer não só a Eva, mas também a...
Na tua inteligência e humildade de pecador, não as separaste, bem pelo contrário, descobriste a mulher que é a soma das duas, aceitaste-a e por ela te encantas-te... não só pela Eva, nem só pela..., mas pelas duas juntas.
Começaste por me contactar porque querias alguém na tua vida que preenchesse a tua solidão, acalmasse os teus desejos, saciasse os teus instintos... tudo isto sem pressões, nem controlo, nem compromisso.
Ainda mal curado de um recente desgosto de amor, não querias correr esse risco novamente...
Sentiste-te usado nessa relação que te roubou a paz de espírito e noites de sono.
E assim, sentiste-te protegido ao procurar uma relação mais ou menos fixa com uma Prostituta de luxo (desculpa, sei que não gostas que fale assim de mim!), onde poderias ser tu a usar, ser servido e não sofrer... não o disseste bem assim, mas li-o nas entrelinhas.
Mas a conversa franca e liberta que podíamos ter um com o outro nas pontas dos nossos dedos, e depois este nosso encontro em que desejaste ter-me beijado e eu desejei que o tivesses feito; toda a tua teoria caiu por terra, arrastando-me nessa lama de confusão, desejo e algo mais...
Perguntas-me se podes ser meu amigo... respondo-te que sim, quando queria era perguntar se era só isso que querias...
Quando chegaste ao pé de mim estavas nervoso, tímido e não te senti relaxar naquela hora que estivémos juntos... percebi que o que te dava protecção não era a roupa, nem o dinheiro, nem o emprego bem sucedido... era o anonimato de um teclado, o estar perto sem estar junto, o desconhecido e a ausência física...
Parece-me que te queres dar, sem no entanto teres bem a certeza se o queres realmente, ou se o consegues... macaquinhos no sótão, foi como lhe chamaste. E sim, meu querido, também eu tenho os meus....
Abalaste as minhas prioridades e os alicerces da Eva...
Fizeste-me desejar ter uma vida "normal",em que poderia arriscar numa relação sem os medos do que isso possa fazer à minha profissão, ao meu sustento...
Mas não tenho...
E hoje fizeste-me ter pena de não o ter...
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
Finalmente, tenho uma réplica da estatueta do Deus Mercúrio itifálico do Museu de Nápoles!
Desde há muitos anos que eu sabia da existência de um Tintinnabulum (objecto usado na Roma antiga, com um conjunto de sinos ou «espanta-espíritos», muitas vezes com a forma de uma figura fálica ou fascinum, para afastar o mau olhado e trazer boa sorte e prosperidade) no Gabinetto Segredo do Museo Archeologico Nazionale di Napoli (Itália), com a representação, em bronze, de um Deus Mercúrio Itifálico (ou seja, com falos erectos, tal como eram apresentados nos cortejos báquicos).
Tentei, ao longo dos anos, contactar esse Museu para saber se tinham réplicas dessa estatueta. Como nunca tive qualquer resposta, tenho tentado encontrar alguma réplica ou figura idêntica. Em vão.
Quem me poderia ajudar? A Milena e o Fernando Miguel, do Atelier S. Miguel, das Caldas da Rainha.
Telefonei à Milena há cerca de um mês e ela aceitou o desafio: com base em fotografias da estatueta, que lhe enviei pelo correio, ela iria fazer essa peça em barro, de forma a poder entregar-ma na Feira de Artesanato em Coimbra, que começou no dia 25 de Maio. O resultado é de mestres (o trabalho foi feito pela Milena e pelo Fernando, a quatro mãos) e chamaram-lhe «o Pichotas»:
Aqui vos deixo imagens em vários ângulos d'«o Pichotas»:
Esta peça está agora ao pé de todas as outras que a Milena fez para a minha colecção, até agora.
Tentei, ao longo dos anos, contactar esse Museu para saber se tinham réplicas dessa estatueta. Como nunca tive qualquer resposta, tenho tentado encontrar alguma réplica ou figura idêntica. Em vão.
Quem me poderia ajudar? A Milena e o Fernando Miguel, do Atelier S. Miguel, das Caldas da Rainha.
Telefonei à Milena há cerca de um mês e ela aceitou o desafio: com base em fotografias da estatueta, que lhe enviei pelo correio, ela iria fazer essa peça em barro, de forma a poder entregar-ma na Feira de Artesanato em Coimbra, que começou no dia 25 de Maio. O resultado é de mestres (o trabalho foi feito pela Milena e pelo Fernando, a quatro mãos) e chamaram-lhe «o Pichotas»:
Aqui vos deixo imagens em vários ângulos d'«o Pichotas»:
Esta peça está agora ao pé de todas as outras que a Milena fez para a minha colecção, até agora.
28 Maio 2012
Postalinho frutícola
"São Rosas,
Pêssego algo indefinido e misterioso."
Suzana R.
Pêssego algo indefinido e misterioso."
Suzana R.

«respostas a perguntas inexistentes (200)» - bagaço amarelo

Há bocado sentei-me na secretária e abri o pdf com o meu Curriculum Vitae, que não actualizo desde 2010, e a primeira coisa que pensei depois de o ler foi: "Que merda é esta?". O meu Curriculum Vitae é tudo menos eu, e recusei-me a acreditar que o mais importante de mim estava ali, naquele pdf simplório e triste.
Não gosto de escrever o meu Curriculum Vitae. Pior, não gosto de nenhum Curriculum Vitae por definição. Sei que já fiz o meu várias vezes, e foi sempre através dele que arranjei emprego, ou seja, despindo-me da pessoa que sou e a fingir-me outra. É isso que é escrever um Curriculum Vitae: enganar os outros enganando-nos a nós mesmos. Tristemente, ainda hoje uso o meu aqui e ali, na perspectiva de alterar a minha vida profissional.
Se eu escrevesse o meu Curriculum Vitae de forma honesta, diria que este é um bom momento para trabalhar em qualquer lugar porque cumpro com a condição essencial para estar feliz, que é estar totalmente apaixonado pela Raquel e acreditar que ela também o está por mim. Ao mesmo tempo, diria também que é precisamente por isso que não me apetece trabalhar demasiado tempo em lugar nenhum. Quero esse tempo para poder aproveitar esse Amor.
Explicaria que, como experiência, já declarei Amor a mulheres que se riram na minha cara e que chorei por isso; já fiz três mil quilómetros de comboio com um bilhete falso para poder jantar com o objecto da minha paixão, já adormeci de cansaço à espera dum encontro que nunca chegou a acontecer. Como prova de toda a minha vida, tenho alguns cabelos brancos, algumas rugas junto aos olhos e uns lábios que ainda sabem sorrir e chorar.
Foi com o Amor que primeiro aprendi a fingir que estava tudo bem na minha vida mesmo quando não estava, e depois, num exame final, aprendi ainda a nunca mais fazer isso. Aprendi a evitar silêncios, a deixar de jogar ao gato e ao rato, a deixar de mentir. Acima de tudo aprendi a expulsar do meu corpo a palavra "Amo-te" sempre que ela estiver presa lá dentro.
Agora olho para o meu Curriculum e só vejo que trabalhei nesta ou naquela empresa, neste ou naquele país, nesta ou naquela função. É muito pouco, mas se é assim que as coisas funcionam, tomem lá. Não merecem mais.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Afinal, há uma incrível semelhança entre homens e mulheres!
Analisando uma obra de arte
27 Maio 2012
«Trópico das Cabras» - Porta-Curtas
Director: Fernando Coimbra
Elenco: Larissa Salgado, Victor Hugo Carrizo
Duração: 23 min Ano: 2007
Sinopse: Roadmovie. Um casal em crise parte do litoral para o interior de São Paulo, num Chevette, para salvar ou perder de vez sua relação. Aos poucos, se entregam a um estranho jogo sexual.
Elenco: Larissa Salgado, Victor Hugo Carrizo
Duração: 23 min Ano: 2007
Sinopse: Roadmovie. Um casal em crise parte do litoral para o interior de São Paulo, num Chevette, para salvar ou perder de vez sua relação. Aos poucos, se entregam a um estranho jogo sexual.
Tambor
Foto © Jancry
Quando o vi assim esguio, roupinha apurada e esmerada educação, quase britânica, soldada nas quentes margens do Zambeze, percebi que não me podia chegar a ele frontalmente, encostar-me e entrelaçar a perna esquerda na sua anca, preenchendo o espaço entre as minhas coxas com a sua perna, num rito de fertilidade milenar e rematar-lhe nos amplos pavilhões auriculares, faz de mim a tua puta e fode-me toda.
Precisava de batidas de tambor como nos rituais de iniciação e convidei-o para tomar uma cervejinha que os diminuitivos dão sempre um ar inocente à coisa. Até lhe permiti que gentilmente me abrisse a porta para passar diante dos seus olhos de espanto juvenil a mini-saia que me arredondava o rabo e descobria a firmeza das pernas e do passo.
O lúpulo desentaramela facilmente a língua e confere um brilho nos olhos que me facilitou pedir-lhe histórias da sua África natal, dando ao seu ego a sua natural vocação, apenas entrecortada pelo desvio óbvio das suas vistas para a minha camisola justa como uma segunda pele que quando me aproximava mais, suspendia os seios sobre a mesa, como uma travessa de gambas a chegar. Já agora, digo-lhe Senhor Doutor, que sempre me arrepiaram os vocábulos mamas ou tetas, pelo lado alimentício e de ordenha que transportam em detrimento da carga sensual dos seios.
Mas, voltando à cervejaria, falando ele e eu à boa maneira latina, com as mãos, facilmente elas se encontraram nos volteios aéreos, a fazer cócegas na macieza das palmas e garanti-lhe que o seu polegar tinha a firmeza de um embondeiro pelo que só faltava optarmos se o admirávamos na tenda dele ou na minha.
Precisava de batidas de tambor como nos rituais de iniciação e convidei-o para tomar uma cervejinha que os diminuitivos dão sempre um ar inocente à coisa. Até lhe permiti que gentilmente me abrisse a porta para passar diante dos seus olhos de espanto juvenil a mini-saia que me arredondava o rabo e descobria a firmeza das pernas e do passo.
O lúpulo desentaramela facilmente a língua e confere um brilho nos olhos que me facilitou pedir-lhe histórias da sua África natal, dando ao seu ego a sua natural vocação, apenas entrecortada pelo desvio óbvio das suas vistas para a minha camisola justa como uma segunda pele que quando me aproximava mais, suspendia os seios sobre a mesa, como uma travessa de gambas a chegar. Já agora, digo-lhe Senhor Doutor, que sempre me arrepiaram os vocábulos mamas ou tetas, pelo lado alimentício e de ordenha que transportam em detrimento da carga sensual dos seios.
Mas, voltando à cervejaria, falando ele e eu à boa maneira latina, com as mãos, facilmente elas se encontraram nos volteios aéreos, a fazer cócegas na macieza das palmas e garanti-lhe que o seu polegar tinha a firmeza de um embondeiro pelo que só faltava optarmos se o admirávamos na tenda dele ou na minha.
Exercício de relaxamento

Visto em «Rubenesque is best»
Cleitinho
Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)
26 Maio 2012
Homens, aprendam a colocar as bolas no «snooker bola 9»
«conversa 1891» - bagaço amarelo

Eu - Não prestam?!
Ela - Não. Ou são uns atados que não desenvolvem, ou então são uns pimbalhaços que salivam quando vêem uma mulher.
Eu - O teu namorado pertence a qual das categorias?
Ela - O meu namorado é um grande homem, mas isso é porque tem por trás uma grande mulher. Todos os grandes homens têm por trás uma grande mulher.
Eu - És capaz de ter razão.
Ela - Pelo menos admites.
Eu - És capaz de ter razão porque, tanto quanto sei, desde que o conheço és a quarta namorada dele. Uma, pelo menos, deve ter sido uma grande mulher.
Ela - Ou mais do que uma.
Eu - Sim, talvez por trás dum grande homem haja sempre várias mulheres...
Ela - Vai-te foder!
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Um sábado qualquer... - «Manual do amor»
25 Maio 2012
Guerra dos sexos? Quero mesmo é que se foda!
Aqui há dias estive um bocado na
palheta com uma passarinha que por acaso estava num dia difícil e
por isso deixámo-nos entreter assim.
Percebi nesse diálogo que as
passarinhas também podem ser feministas, o que só lhes fica bem,
mas como sempre acontece nas convicções mais firmes por vezes
exagera-se na dose e a causa murcha.
Não terá sido o caso, pois a
passarinha em apreço não tolera a flacidez nas certezas.
Dizia ela que se sente muitas vezes
discriminada por tabela, por causa da coisa agarrada a ela que afirma
ser uma vítima de um sistema profundamente machista e que,
alegadamente, priva as fêmeas de direitos que nos são reconhecidos.
A nós pénis, bem entendido.
Confesso que nunca me apercebi desse
fenómeno, embora ela tenha chamado a minha atenção para uma outra
discriminação que até acontece entre as pilas (algumas ainda
trazem agarrados coisos sem alma de coisas), nomeadamente as pilas
pretas. Eu reagi de imediato, invocando a clara preferência de
milhões de passarinhas por uma pila escura, mas ela contrapôs com o
argumento de que residia aí o preconceito: pila preta tem que ser um
pilão. E isso deixa logo à partida as pilas pretas mais pequenas
num embaraço que nem consigo imaginar (fácil de perceberem
porquê...).
Num momento mais acalorado da nossa
troca de impressões ela até recorreu ao vernáculo de taberna para
chamar a minha atenção para o facto de as coisas e os coisos se
mandarem para o caralho, ponto, e em contrapartida mandarem-se sempre
para a cona de alguém, seja da prima, da tia ou da mãe, mas
invariavelmente para uma cona específica, apenas aquela, enquanto para o
caralho pode ser qualquer um a vestir a pele de destinatário daquela
encomenda.
Claro que eu tentei logo puxar a brasa
ao meu sardão e argumentei, nessa altura já completamente fora de
mim – estes desafios intelectuais arrebitam-me imenso, que isso só
provava o apreço dedicado às passarinhas ao ponto de as associar
sempre a uma cona da família, enquanto o caralho surge como um
estranho, uma incógnita sem qualquer particularidade que a defina.
Pode até ser para o caralho que te foda, um grau mais elevado do
insulto, que mantém-se na mesma a indefinição, a identidade e
paradeiro desconhecidos e por isso com boa hipótese de nunca se
encontrar esse caralho em concreto e extraviar-se uma retumbante
asneirada.
Mas a passarinha nem vacilou, apesar de
eu ter chamado a atenção dela até para o calibre dos piropos
dedicados às fêmeas da genitália, que lindo papo de cona, por
exemplo, enquanto a nós o melhor que se pode ouvir é que somos
grandes. Nem inteligentes nem bonitos, apenas grandes ou em
alternativa o drama de um silêncio ou a tragédia de uma gargalhada.
Nem assim ficou convencida, o que até
me serviu de pretexto para combinar na hora o segundo round daquele
estimulante combate de ideias.
Se possível para um dia mais propício
para aprofundá-las...
«Trocadalho do carrilho» - por Ferro
"Eu gosto de quem pode
De quem gosta de poder
De quem pode sempre que pode
E não se cansa de poder
Eu gosto muito de poder
Poder a todas as horas
De poder até querer
Sem entremeios nem demoras
Gostava de conhecer alguém
Que fosse assim como eu
E que só quisesse também
Poder até chegar ao céu"
Ferro
Blog «arte do Ferro»
[artista digital de arte erótica]
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