01 outubro 2016

Acontece...


«A força do amor» - por Rui Felício

«O fauno e a flora»
Laurent, tinta da china sobre papel, 2010
Colecção de arte erótica «a funda São»



Mil vezes a olhei, indiferente
Muitas outras a pisei, inconsciente.
Aquela lisa laje de granito
Estática, fria, estéril
Transformou-se em fecundo útero.
Rachou, alargou e permitiu
Que brotasse das entranhas
A bela, frágil e perfumada flor
Germinada pela inusitada força
Das suaves gotas do amor.

Rui Felício
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido

É no que dá viver num apartamento


A pinada que dei ontem à noite foi tão intensa e selvagem que até os vizinhos fumaram um cigarro no fim.

Patife
@FF_Patife no Twitter

30 setembro 2016

Toques (nada) sutis

Há pouco dias,  um homem me pediu para eu tirar a roupa. Pensei:  para o que será?
Sem pedir licença, apenas disse que precisaria  pegar meus seios com força. 
Sequer impus alguma resistência! 
Estava mesmo a fim que alguém os pegasse, assim iria ficar surpreso dos bicos enrijecidos.
Perguntou se eu namorava; como estava a libido.
Caramba! Ele queria saber do meu tesão? 
E se eu lhe dissesse, que somente em ouvir o silvo do vento, já começo a sentir  prazer?
Mas fui entrando na onda.Quem sabe após a conversa, naquele nível, eu já não teria garantido o engate?
Respondi-lhe que a libido estava em alta!
Eu, de calcinha, diante daquele homem!
E ele querendo saber da minha libido!
(Bem, se ele quisesse alguma prova, eu provaria, sem nenhum constrangimento)
Mandou que eu fechasse os olhos. Iria tocar em meus  joelhos, só para ver  a minha reação.
Uiii!  Fechei-os, para "ver" o que iria acontecer.
Àquela altura eu já estava feito carro furado em enchente: deixando-me levar (mais tarde eu veria os estragos!)
Pediu-me  para deitar na cama, esticada, e disse detalhadamente o que iria fazer.
Primeiro, colocou as  mãos  em mim. 
Deixei que ele fizesse o que quisesse. 
Analisou minuciosamente minhas coxas, flexionando-as. 
Permaneceu ali , como se quisesse até saber dos meus ossos. 
Depois, não satisfeito, fixou seu olhar em mim, quase impondo que eu também o fixasse. 
Quando pediu para eu abrir a boca, fechei  meus olhos.
Vai que saísse um beijo, eu prefiro beijar de olhos fechados, porque a entrega  -  às cegas – é melhor.
Finalmente, deu-me o número do seu celular e, caso precisasse, ligasse para ele a qualquer hora.
Poderia ter vindo para casa subindo pelas paredes, mas o homem era o... Geriatra! 
Minha primeira consulta nesse especialista e ainda nem me convenci de que preciso de um.
Dizem, porém, que Geriatra nós devemos procurar a  partir dos 30 anos.
(Bem, aos 30 anos estava indo muito em Ginecologista e Obstetra!).

Eu


«Pelos» - Rubros Versos


Tiago Silva

«Gajos enfiados... num carro» - Ruim




Um gajo não se pode enfiar com 4 gajos num carro e dizer que vai para Santarém, que é logo "vão às p#tas?". Vocês sabem que há mais coisas em Santarém, não sabem? Mas é preferível passar por p#tanheiro, do que dizer que "vou fazer canoagem com amigos!". Vais, vais. Isto é código para "vamos todos comer-nos no meio do mato!".
P#tas, canoas, rotice entre amigos. O que mais posso pedir da vida?

Ruim
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«O verdadeiro eu» - Shut up, Cláudia!



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29 setembro 2016

Postalinho gastronómico





O melhor ficou para mim:




«Ah, que bom seria um mundo com pessoas leves e psiquicamente seguras!» - Cláudia de Marchi

Ah, como seria bom um mundo com pessoas com mais dúvidas do que certezas!
Com mais liberdade de pensamento do que preconceitos e suas tradicionais e medíocres amarras!
Como seria bom um mundo com pessoas de fé e de consciência que fossem humildes e soubessem que aquilo em que acreditam e como pensam é algo demasiado grande, porém unicamente para elas!
Como seria bom um mundo cheio de pessoas de coração e almas grandiosas que não se prendessem a religiões, mas ao amor e respeito ao próximo!
Como seria bom um mundo em que imperasse a empatia, a cordialidade e o "viver e deixar viver", o saber gozar, se divertir, gargalhar e viver sem pudores, sem medos e sem conceitos hipócritas e tolos!
Arre, como eu gosto de pessoas leves, independentes de religião, filosofias, doutrinas ou estigmas!
Ah, como eu amo quem sabe ser sério quando deve, e solto quando pode!
Ah, como este mundo, cheio de pessoas "de fé", "de convicções", "de personalidade forte" e "de princípios" fosse, apenas, cheio de pessoas felizes, bem resolvidas consigo mesmas, livres, alegres e em paz!
Ah, que bom seria!
Que bom seria!

Simone Steffani - acompanhante de alto luxo!

O pescador e a sereia

Pequena taça em porcelana Rosenthal da série "amorosos" de Peynet, dos anos 60.
Mais uma peça a juntar a outras desta série, na minha colecção.










A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 1.900 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
> 4.000 objectos diversos (quadros a óleo e acrílico, desenhos originais, gravuras, jogos, mecanismos e segredos, brinquedos, publicidade, artesanato, peças de design, selos, moedas, postais, calendários, antiguidades, estatuetas em diversos materiais e de diversas proveniências, etc.);
> muitas ideias para actividades complementares, loja e merchandising...

... procura parceiro [M/F]

Quem quiser investir neste projecto, pode contactar-me.

Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)

«Viagra e Botox» - Adão Iturrusgarai


28 setembro 2016

«Forehead Tittaes» (mamas na testa) - com Marion Cotillard

«conversa 2170» - bagaço amarelo




Ela - Não te posso telefonar mais este mês. Já gastei os minutos todos que tenho para falar...
Eu - Tens que ir para o meu tarifário. Tenho dois mil minutos por mês...
Ela - É como eu, então.
Eu - Gastaste dois mil minutos em menos de um mês?!
Ela - Sim, mas foi quase tudo com a mesma pessoa...
Eu - Dois mil minutos são mais de trinta horas ao telefone...
Ela - Sim, é pouco...


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Pessoas por favor

Só este blog pode partilhar
Um dia não me impedem de ser um só com quem quer que seja. Sonho muitas vezes alto, e não faço o que é preciso para esses sonhos se tornarem realidade... Contento-me com pouco? ou aceito o que tenho? respiro não ando a pé até ver ter 2 braços e 2 pernas Não são sonhos, o que vai na minha cabeça, são utopias, daquelas que qualquer ignorante do senso comum, se ria. Enquanto esses se riem, eu sonho com os campos de algodão, onde nasceu o jazz para que os escravos distraírem
... Pessoas! Levem os seres humanos a sério... Porque nascemos sem nada, morremos sem nada e eu não quero passar por este mundo despercebida!

Do meu mundo 

ou
Das minhas frases

Preliminares rapidinhos


27 setembro 2016

Jorkes - «Thank you»


JORKES - THANK YOU [UNCENSORED] from Simon Reichel on Vimeo.

XXXL procura-se




"Estação de serviço oferece combustível a quem aparecer em biquíni"

A ver se arranjo um que me sirva...



Sharkinho
@sharkinho no Twitter

«Projeto Mulheres» - Carol Rossetti - 57

O livro «Mulheres - retratos de respeito, amor-próprio, direitos e dignidade», de Carol Rossetti, está em venda em Portugal, editado pela Saída de Emergência.







Página pessoal
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«Le Rendez-Vous» (o encontro)

Grande placa metálica dourada (27x35cm), assinada por Beaudoin Pinyit (1771), com a imagem em relevo de uma mulher madura a abraçar e a apalpar um seio de uma mulher mais jovem.
Uma peça deliciosa, a juntar-se a tantas outras da minha colecção.




















A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 1.900 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
> 4.000 objectos diversos (quadros a óleo e acrílico, desenhos originais, gravuras, jogos, mecanismos e segredos, brinquedos, publicidade, artesanato, peças de design, selos, moedas, postais, calendários, antiguidades, estatuetas em diversos materiais e de diversas proveniências, etc.);
> muitas ideias para actividades complementares, loja e merchandising...

... procura parceiro [M/F]

Quem quiser investir neste projecto, pode contactar-me.

Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)

26 setembro 2016

Está lá quase...



Postalinho de Budapeste (2 de 4)

"Quem vai do castelo de Buda para o templo de Matias, pela Rua Tárnok, passa por um pequeno largo com uma fonte..."


"... com uma senhora a segurar numa bandeja de onde cai água, por cima da sua cabeça..."


"... mas, com tanta gente a passar por ali, não há ninguém que lhe recoloque o pano à cintura ou, pelo menos, alerte a coitada da senhora?!"
Paulo M.


«E assim se fez» - João

"A noite começara a cair. Já havia caído muitas vezes antes, e sabia-se que cairia muitas mais vezes depois. Mas a brisa era agradável, ondulando cabelos, a excitação era grande, arrepiando a pele aqui e ali, e com a queda da noite, cairam também as roupas, e depois sobre elas, num atabalhoamento cego, os corpos. Havia laços nas tuas meias, foram lidos pelas minhas mãos, como se elas fossem scanners que marcavam na memória todo e qualquer pedacinho do teu corpo. A noite estava toda espalhada pelo chão, pelo ar, o céu negro, e a pergunta de outrora pairava fresca, como tantas vezes antes, como tantas vezes depois. Como vamos fazer isto, perguntava. Como vamos fazer isto, perguntaste, malandra, quase ao meu ouvido, para me lembrar, para me dizer como era. Vamos fazer isto assim, pensarias tu talvez. E assim se fez.

Não sabia explicá-lo. Era sinistro e apaixonante, e a pergunta perdia valor a cada momento, deixava de ser importante saber-se como se ia fazer, conquanto se fizesse, e fazia-se, como nunca, como sempre, como nunca mais se encontraria."

João
Geografia das Curvas

Haja decoro!...

Crica para veres toda a história
Maçãs do rosto


2 páginas
(cricar em "next page")

25 setembro 2016

Luís Gaspar lê «Beijemo-nos, apenas» de António Botto

Não. Beijemo-nos, apenas,
Nesta agonia da tarde.

Guarda
Para um momento melhor
Teu viril corpo trigueiro.

O meu desejo não arde;
E a convivência contigo
Modificou-me – sou outro…

A névoa da noite cai.

Já mal distingo a cor fulva
Dosa teus cabelos – És lindo!

A morte,
devia ser
Uma vaga fantasia!

Dá-me o teu braço: – não ponhas
Esse desmaio na voz.

Sim, beijemo-nos apenas,
Que mais precisamos nós?

António Botto
António Tomás Botto (Concavada, Abrantes, 17 de Agosto de 1897 — Rio de Janeiro, 16 de Março de 1959) foi um poeta português. A sua obra mais conhecida, e também a mais polémica, é o livro de poesia "Canções" que, pelo seu carácter abertamente homossexual, causou grande agitação nos meios religiosamente conservadores da época.
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa

«coisas que fascinam (212)» - bagaço amarelo

agasalho

A temperatura média baixou. De vez em quando chove, ainda que raramente, e o vento passeia devagar pelas ruas da cidade. Não tem nome, porque não cabe em nenhuma outra, mas é esta a minha estação preferida. Uma mistura de Outono e de Primavera. É a minha preferida porque, apesar do Sol, as pessoas precisam de agasalho.
Um abraço também é isso: um agasalho. Se não o for, não chega a ser um abraço. E passeei-me com o vento que me parecia tão só. Fui para onde ele ia sem sequer lhe perguntar porquê. Desde o dia anterior que uma frase não me saía da cabeça. "Devias ter cuidado. Estás a ficar demasiado búlgaro!". Foi uma mulher que ma disse, já eu me tinha despedido. Tomámos café e eu informei-a que precisava ficar sozinho o resto do dia. Antes de me afastar, ela atirou-a como se fosse uma lança qualquer. Uma frase pode ser uma lança? Pode.
O recreio duma escola que eu me habituara a ver deserto estava agora cheio de vida. Algumas crianças corriam e gritavam numa brincadeira que me pareceu sem sentido, outras jogavam futebol com uma bola barata e duas raparigas analisavam as raízes duma árvore que deve estar ali há mais de cinquenta anos. Curvaram-se e depois gritaram. Era um bicho qualquer que as assustou. Vi-as abraçarem-se enquanto o grito se apagava lentamente. Agasalharam-se uma à outra, concluí.
Não sei quanto tempo fiquei ali, a olhar para o pátio da escola através das grades, prisioneiro das minhas memórias de há quarenta anos atrás noutra escola, mas com os mesmos gritos sem sentido e as mesmas bolas baratas. Sei que o vento ficou comigo e percebeu-me. Somos todos tão o mesmo.
Dentro de um carro vermelho escuro, um puto qualquer fitava-me curioso não sei há quanto tempo. Fechei a mão em punho e estiquei apenas o dedo polegar. Fixe! Ele respondeu-me com um gesto igual, riu-se e escondeu-se no banco de trás.
O Chucky's Coffee House é o melhor sítio da cidade para tomar café ou, no mínimo, aquele que é mais parecido com um café português. Descobri-o num abraço há uns meses atrás durante uma visita que tive. Foi lá que o vento me levou sem eu pedir. Costuma ser assim. Quando não tenho destino, agasalho-me na memória dum abraço.
A frase foi-se.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

PI 100% algodão

Maitena - Condição feminina 46