18 abril 2012

«The Nu Project» - um projecto a aplaudir


Já conheces o «The Nu Project»?
É um projecto artístico do fotógrafo Matt Blum, cujo objectivo é fotografar pessoas comuns e assim lutar contra a visão estereotipada e falsa do corpo feminino.
Já fotografou mulheres na América do Norte e América do Sul.
Só um detalhe: não inclui o nu masculino... e, no entanto, os homens também sofrem com o diktat do corpo e da beleza...
Deixo-vos aqui alguns exemplos das fotos disponíveis nas galerias desta página:




«conversa 1884» - bagaço amarelo

Ela - Tenho uma teoria que acaba com a tua ideia de Amor duma vez por todas.
Eu - Qual é?
Ela - Acho que o Amor é essencialmente egoísta.
Eu - Porquê?
Ela - Quando tu te apaixonas queres conquistar essa mulher por quem estás apaixonado porque precisas, não para que ela beneficie alguma coisa com isso. Queres conquistá-la porque te sentes mal por não a ter. É ou não é?
Eu - Até é, mais ou menos, mas isso não faz do Amor um acto egoísta.
Ela - Faz, faz.
Eu - Eu acho que não. Até pode fazer da sedução um acto egoísta, mas do Amor não.
Ela - Porquê?
Eu - Quando te apaixonas e o teu Amor é correspondido, passas a pôr a pessoa que Amas em primeiro lugar em tudo. Preocupas-te mais com ela do que contigo.
Ela - Achas?
Eu - Acho.
Ela - Isso nunca me aconteceu, caraças.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Fim e começo



Terceiro milénio




Alexandre Affonso - nadaver.com

17 abril 2012

Olhares Prateados


mordisco as maçãs do teu rosto

o teu cabelo prateado toca(-me) os lábios de cereja
pele de pêssego
mãos que me desenham poemas nas costas
l e t r a - a - l e t r a
a palavra
inventada a cada instante
quando entras no meu segredo
mistério alagado de desejo
sorris
o meu corpo é argila
molde no teu
lama
alma em nevoeiro
pó de deserto
gelo então.
Mão descoberta
saudade liberta
viagem musica ensaio.

C
a
i
o

partida
orgasmo bebida.

Eva portuguesa - «Espero-te!...»

É Inverno.
Lá fora o frio passeia-se pelas ruas desertas.
Oiço o vento, na esperança de que ele te traga para mim...
A chuva começa a cair. Primeiro devagar, depois mais forte, em bátegas grossas.
Espero que alguma gota me traga um sinal teu... Mas o barulho que ouço é apenas o temporal...
E eu espero-te!
Chegou a Primavera e, com ela, a esperança renovada de que venhas ao meu encontro.
Oiço os pardais; estarão a anunciar a tua chegada?... Não, apenas namoram entre si, ignorando a minha dor e ansiedade... Queria que fôssemos os dois pardais para, também juntos, dançarmos a dança da sedução e do acasalamento...
Cheiro as flores que se abrem, como virgens na sua noite de núpcias... trarão com elas o teu perfume?... Não... mas eu consigo senti-lo, qual fantasma adormecido e mil vezes despertado numa casa desabitada... E é isso que eu sou sem ti: uma casa desabitada, despida, triste, só, abandonada... preciso que me dês vida, morando em mim; que me completes com a tua existência; que me preenchas com a tua presença... a tua presença em mim, para mim...
Como abelha que se alimenta na flor, também eu preciso de me alimentar em ti... alimentar de ti...
E por isso... espero-te!...
Virás?...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

«Kul-Kul» - estatueta da zona rural do Bali (Indonésia)

Estatueta em madeira (com o "cabelo" em fibra vegetal) de 50 cm de altura, de um demónio com o falo destacável para bater no tronco (com sulco vaginal), servindo de instrumento para envio de sinais.
Aqui, um texto sobre os «sinos» Kulkul (em madeira ou bambu). E aqui, a experiência de um turista no Bali com um kul-kul certamente idêntico ao da minha colecção, que encontrou pendurado à porta do seu bungalow, para chamar o «room service».


Rapidinha

Maldito Flash! Mal posso ver seus movimentos!




Meninas WTF

Que bem se venham, Meninas WTF, a partir de hoje, à equipa d'a fundiSão!

16 abril 2012

Axe e quatro diferentes tipos de mulher







«pensamentos catatónicos (270)» - bagaço amarelo

sei lá eu o que vem a seguir...

Costuma-se dizer que a beleza é um conceito relativo. Eu concordo sempre, menos quando estou apaixonado. Vou olhando para tudo e para todos para chegar sempre à mesma conclusão. Não há nada neste mundo tão belo quanto a Raquel.
Costuma-se dizer que a beleza não é tudo, que as pessoas não valem apenas pela sua aparência mas também pelo que são. Eu concordo sempre, menos quando estou apaixonado. Vou conhecendo tudo e todos para chegar sempre à mesma conclusão. Não há ninguém que eu admire tanto quanto a Raquel.
Por um momento parece-me que Amar é isso: sentir paixão e admiração ao mesmo tempo. É o que eu sinto por ela enquanto caminhamos de mão dada numa rua qualquer de Cabo Verde. Ela repara em tudo por onde vamos passando. Um muro em que as janelas são apenas tinta, uma estátua pensativa do Camões, um homem que seca peixe ao Sol ou uma criança que corre na nossa direcção. Eu reparo nela, na Raquel.
Entramos numa feira de artesanato, bem no centro da cidade, e ela afasta-se de mim para fotografar uns quadros de palha. As nossas mãos apartam-se e eu sinto-a ir como se estivesse a partir para sempre. O meu coração parece uma folha de papel amarrotada pelas saudades desse tempo imenso que passa sem ela, até a ver voltar com um sorriso nos lábios e um beijo de recordação desses tempos de solidão. Chegou a estar a mais de três metros de distância de mim, e talvez ninguém no mundo seja capaz de entender a violência que isso foi.
O Amor a sério é assim: um calafrio contínuo entre um abraço quente e uma solidão deserta. Quente, frio, quente, frio, quente, frio. Sinto-me um Rei para logo a seguir me sentir um mendigo de mão estendida a uma esperança calada. É ela, que se afastou alguns metros e já aí vem. Ainda bem. Sei lá eu o que vem a seguir...


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Divinal Senhora, vinde-vos em nós



Está tudo rachado!




Via Special Nudes

15 abril 2012

O orgasmo masculino explicado pela sexóloga Jayia (em inglês)

De fazer chorar as pedras da calçada


Vou contar-vos uma história de fazer chorar as pedras da calçada, uma antiga tradição alfacinha pós-campanhas eleitorais por mor das recargas betuminosas nas ruas taparem os sumidouros e as primeiras chuvas fazerem lagos sobre as pedrinhas calcárias.

Ela nem nascera feia de cara e quando começou a botar corpo entesoava qualquer homem tanto que o seu pai à força de gritos e estalos na sua mãe proibiu que ela circulasse em cuecas e sutiã pelo lar de família. Foi desde o dia em que por trás a agarrou pela cintura, encostou-se tanto às suas nádegas que ela bem lhe sentiu o abono de família avolumado e a largou com um estridente estalo na cara a mandá-la vestir que o respeito é uma coisa muito bonita.

Quando abalou daquela casa pensou que faria da sua vida o que quisesse mas o seu marido era devoto da congregação dos chefes de família e rapidamente lhe mostrou que ela estava ali para lhe servir os apetites na mesa e na cama que só podia cozinhar os pratos favoritos dele e o facto de ela nunca ter orgasmos era coisa de somenos desde que os espermatozóides nossos de cada dia se escoassem, usando os punhos como o seu melhor argumento.

A vizinha do lado é que não acreditou que as nódoas negras eram resultado fortuito de batidelas nas esquinas do mobiliário e começou a oferecer-lhe as orelhas para descarregar as lágrimas e nessa barrela até lhe massajou as carnes pisadas com um creme reconstitutivo da pele. Consolada pela vizinha foi num imenso gáudio que descobriu que o clítoris correctamente sorvido é um eficiente short cut para chegar ao orgasmo.


[Foto © bernardo coelho, 2008, Fetiche for Charity #2]

Quem não sabe fazer bolas de sabão?




Via All My Swallows

Parabéns, Valdir!



Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

14 abril 2012

Homens, aprendam a passar uma camisa a ferro

«Não pratico habilidades» - B Fachada




Podes fazer o que quiseres
Eu deixo... gozar comigo por não ser cantor
Podes até ser má que eu não me queixo
Estás sempre pronta para o amor

Eu não pratico habilidades
Tu sabes bem como eu sofro com o calor
Viver é só facilidades
Estás sempre pronta para o amor

Tiro a barba para te animar
Canto a minha pirosada
Para te chegar ao calcanhar
Preguiçoso e mau de piça
Sou um bruto a melhorar
Enquanto não te fizer justiça
Não me sento a descansar

Tu desconfias do Diabo
Mas o Diabo é meu professor
Eu aguento, eu nunca acabo
Tu estás sempre pronta para o amor
Se eu me livrar dos disparates
Podes ralhar por passar melhor
Eu nos meus 26 quilates
Dou-te a resposta para o amor

Tiro a barba para te animar
Canto a minha pirosada
Para te chegar ao calcanhar
Preguiçoso e mau de piça
Sou um bruto a melhorar

Enquanto não te fizer justiça
Não me sento a descansar

Mostras-me a barriga para sentir-me um vencedor
Mas duvidas que eu consiga dar vazão ao teu amor

Boneca de chumbo...

... com caixa para espreitar... na minha colecção.

Um sábado qualquer... - «Buteco dos deuses 22»




Um sábado qualquer...

13 abril 2012

Falsa partida

O meu olhar insiste em fugir para partes tuas que anseio ver tão nuas como a alma que (afinal não) expões.

Intimidade sexual

A intimidade sexual é uma espécie de escada de muitos degraus que só se pode subir a dois, de preferência de mãos dadas. Isto porque é impossível subir mais que dois ou três degraus sem que o outro suba também, o que faz com que a distância máxima possível entre ambos nunca vá longe do comprimento possível dos braços. Suponho que não haja regra para a escalada. Não tem que ser devagar se ambos tiverem fôlego para o fazer em corrida, e também pode suceder que uma vida inteira seja insuficiente para vencer sequer o primeiro patamar. O que me parece imprescindível é a confiança. A intimidade é mesmo isto: o exercício da confiança. O que não significa que a confiança tenha obrigatoriamente que ser fundamentada, isto é, que se tenha que “conhecer muito bem” a pessoa e há muito tempo, etc., nem significa que deva ser absoluta, como em tudo o mais, há casos em que se tem confiança numa pessoa para umas coisas e não se tem para outras… No sexo, confiança é, de parte a parte: liberdade física e psíquica para se dar e receber o que se quiser, ou então, liberdade física e psíquica para fruir do corpo do outro como se fosse nosso, ou ainda, liberdade para se fazer tudo quanto der na telha no intuito de se dar ou de se receber prazer. E aqui chegamos ao ponto G da coisa: os limites. Sem que haja sintonia na definição do que sejam os limites possíveis para o “tudo” não pode haver confiança nem intimidade. E o ideal é que esta sintonia seja natural, porque se for regulada por opção… lá se vai a plenitude da liberdade… Há pessoas, por exemplo, que se excitam com a dor, para estas os limites possíveis são uns…para as que perdem o tesão com a dor, como é evidente, são outros… E também há aspectos psíquicos sensíveis… o caso das massagens à próstata, por exemplo, para muitos homens é um autêntico “nó mental”, qualquer coisa de muito esquisito entre o prazer físico e a repulsa psíquica. E pronto. Era mais ou menos aqui que eu queria chegar… Sempre que existe sintonia dos limites naturais possíveis, isto é, quando, de parte a parte, os limites do outro permitirem o “tudo” sem ultrapassar os nossos próprios limites… a intimidade é apenas uma questão de prática… de onde a tal escadaria de muitos degraus ao longo da qual se vão aferindo os limites possíveis. Quer demore dias, quer demore anos, enquanto nenhum se deparar com uma parede… ou algum se recusar a dar sequer mais um passo … é sempre a subir…

(…) em amena cavaqueira do lado de lá…
shark
Perante a agonia de um não vejo como pode acontecer o prazer de outro. Na minha versão fundamentalista tem mesmo que ser a desbunda de todas as partes envolvidas (refiro-me aos todos e não às partes propriamente ditas...) :)
Libélula Purpurina
Ainda bem que não vês... Porque isto não são coisas bonitas de se ver... :) Mas que as há por aí, há. É o que acontece, por exemplo, em casos em que a tara do outro implica algo que para nós seja repulsivo. Não é o meu caso (só para que ninguém fique para aí com ideias) mas imagina que encontras uma mulher que se excita com pancada. Se a ti te agradar bater-lhe, maravilha! Mas imagina que ao bater-lhe com força perdes o tesão... é uma chatice... Lá está: o prazer dela seria a tua agonia. Estou a lembrar-me de casos variados... mas não me vou esticar... podemos é um dia falar sobre isto à hora do chá... :) O caso das cedências: (dou agora um exemplo pessoal) eu que sou fêmea, gosto genericamente de ser dominada, mas também tenho os meus momentos de dominação, e esses são muito importantes para a relação que estabeleço com o outro. Um homem que não aceite ser dominado, para mim não serve. Não é só uma questão de vontade. Rapidamente, ao fazer-me perder a liberdade, me faria perder o tesão em todos os momentos… Bom... etc... É que nestas coisas não se trata apenas de "decidir" com a vontade... porque, embora desse muito jeito, o corpo muitas vezes não obedece...
São Rosas
Bem... desculpem intro... meter-me (na conversa! Na conversa!), ainda para mais quando o título do post é "intimidade sexual", mas este último comentário da Libelita mereceria passar para o post. Libelita, tu explicas estas coisas da sexualidade de uma forma que até parece fácil.
Libélula Purpurina
Olha que giro! Isto é um pleonasmo, não é? "intro... meter"! Tu intromete-te à vontade que a gente gosta... mesmo em situações destas em que andamos aqui metidos na "intimidade sexual"... És uma querida! Mas se calhar se parece fácil é porque é mesmo fácil... ainda que muitas vezes possa não ser tão fácil como parece... :) No comentário dou uns toques, mas julgo que já se começa a sair um pouco do tema da "intimidade" propriamente... pode é valer a pena escrever um post sobre isto das "cedências", dos "limites" e das "limitações", e tal... Mesmo assim, se achares que vale a pena, "caça-o" e encaixa-o lá como achares que pode ser encaixado...
São Rosas
Libelita, isto tem que ficar com a tua autoria. Põe no nosso blog tudo o que quiseres, como achares melhor.
Libélula Purpurina
... não te estiques... que me excitas!! Sabes como fico maluca quando me dizem que posso fazer "tudo"... :) Nesse caso, como eu também não percebo muito bem como poderia encaixar a coisa, lá mais para a frente escreverei um post dedicado só a este assunto... Parece-te bem?
São Rosas
Tudo :O) parece bem.
Libélula Purpurina
... ok. Sabes que não gosto que te falte nada... :O)


«respostas a perguntas inexistentes (196)» - bagaço amarelo

Adoro chegar a casa depois de um dia de trabalho e ter a cozinha por arrumar, as camas por fazer e alguns casacos espalhados pelas cadeiras e sofás da sala. Não é que goste de muito de tarefas domésticas, claro. O que eu gosto mesmo é de ter a opção de não fazer aquilo que é suposto, pelo menos uma vez por outra. Além disso há a alargada questão da felicidade e, consequentemente, do Amor.
Nunca acreditei que me fosse possível Amar uma mulher excêntrica no que se refere à arrumação. Lembro-me, por exemplo, da Maria Augusta, com quem marquei um blind date depois de uma breve troca de emails pela internet. A primeira impressão que tive quando a vi foi que tinha alinhado todos os seus longos e milhares de cabelos um a um. Era tão bonita e simpática que, quando uns dias depois me convidou para ir a casa dela, desejei em segredo encontrar um lar que não correspondesse a essa imagem. Enganei-me, correspondeu sim. Servi-me de um uísque por sugestão dela, no mini-bar da sala, e quando pousei a garrafa no mesmo sítio de onde a tinha tirado ela foi lá realinhá-la ao milímetro com o restante vasilhame. Percebi nesse preciso momento que o melhor era não me apaixonar por ela, caso contrário ia passar o resto da minha vida a sentir a minha descontracção desarrumada reprimida.
Acho que é assim em tudo. Preciso da higiene mas desprezo a arrumação excessiva. Por exemplo nas cidades, gosto delas limpas mas desarrumadas, com esplanadas vivas e mexidas, com gente a mudar imprevisivelmente de direcção, alguns automóveis mal estacionados e transeuntes a atravessar a passadeira no vermelho. São cidades com mais Amor e mais felizes, apesar do caos. As cidades demasiado arrumadas são cidades tristes, mesmo que ordenadas.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Homens, aprendam que não (está) duro sempre!


12 abril 2012

As minhas sardinhas favoritas das Festas de Lisboa 2012

O Green Frog enviou-me hoje um postalinho com uma das sardinhas a concurso na iniciativa das Festas de Lisboa 2012. Além dessa sardinha freira (de Tiago Moura), encontrei também uma sardinha dominadora (não sei quem é o autor).
A organização já escolheu as três sardinhas vencedoras. Mas estas são «a funda Selecção»:


Pornografia é a única maneira de as mulheres ganharem mais do que os homens?

Sasha Grey reformou-se aos 23 anos de idade, depois de uma bela carreira na indústria porno. Recentemente, Sasha fez um vídeo a explicar a sua decisão de entrar na indústria pornográfica.

«Passar da teta torta» - Patife

Não percebo muito bem a maneira de dividir as pessoas entre as que gostam de gatos e as que gostam de cães. Na verdade não aprecio muito nem cães nem gatos. Mas aprecio mulheres felinas em posições caninas. E foi com esta disposição que acordei no fim-de-semana passado. Saí decidido à rua pronto a encontrar uma mulher que preenchesse estes requisitos. Passeei pelo Chiado e desci ao Cais do Sodré atento às unhas das moças que passavam. As unhas mais felinas, sem serem de gel, seriam as escolhidas para me arranharem as costas. É um critério um pouco largo, bem sei. Mas o Pacheco também é e elas não se queixam, por isso achei um bom critério de engate. Continuando, encontrei uma vadia com umas unhas de pantera mas tinha a teta torta. Como defini como critério as unhas não podia armar-me em esquisito. Além disso já passei da cepa torta por isso não me importei de passar com o nabo pela teta torta. Mal sabia eu que no final da noite o Pacheco iria passar por uma greta torta. É que a minha consciência é tramada e tenho de me manter fiel aos critérios que escolho antes de sair de casa para não ter de lhe prestar contas. Até porque sou mais versado em prestar conas. Por isso avancei para a gaja felina numa discoteca do Cais do Sodré, das que estão abertas a noite toda. Tal como estiveram as pernas dela.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Nem à chapada!


Eixo



11 abril 2012

Mulheres desfilam em lingerie pelas ruas de Londres...

... para promover a abertura de uma loja da Ann Summers na Oxford Street...

«uma mentira de Amor vale mais que uma noite só» - bagaço amarelo

A Cláudia acusava-me de só estar interessado nela por causa do sexo. Acho que só me queres porque gostas de mim na cama, dizia ela. E eu sorria. Durante meses entendi isso sempre como um elogio, até à noite em que ela me fechou a porta na cara e eu voltei para casa a carregar o peso excessivo do seu olhar triste. O sexo é a segunda melhor coisa do mundo, pensava eu sem perceber a sua recusa instantânea às noites em que desafiávamos com o corpo a falta de Amor entre nós.
Pelo caminho entrei num bar tão abandonado quanto eu. Um homem gordo de bigode que nem olhou para mim apoiava o queixo na palma da mão enquanto via o resumo dos jogos de futebol desse fim de semana. Não percebi se estava bêbado ou se a vida deixara de passar por ele há já muito tempo, mas acabei por concluir que eram as duas coisas. Atrás do balcão onde me sentei, uma mulher que fumava um cigarro cansado apressou-se a dar-me uma carta enegrecida com todas as bebidas disponíveis. Nem olhei para ela. Um Bushmills sem gelo, pedi. Algumas lâmpadas fundidas davam ao sítio um ambiente pós-holocausto, o que me fazia sentir em causa. E de resto, o vazio.
Acho que foi essa a primeira noite, depois do meu divórcio, em que chorei para uma audiência digna das minhas lágrimas. Falhara-me o Amor e agora falhava-me o sexo. Já só me restavam uns euros para beber uísque e a voz duma mulher esquelética a pedir-me que o pagasse. Bebi o primeiro num só gole e pedi outro. Parei de chorar e fiquei a observar a quietude do homem que via futebol na televisão, com a perfeita noção de que a mulher do balcão me observava a mim. Era uma espécie de cadeia alimentar da solidão, ali, com a dona de um bar no topo, a observar um homem inesperadamente só que, por sua vez, observava outro que já nem só se sentia. Não me parecia que sentisse fosse o que fosse, aliás. E por um momento desejei ser como ele.
A Cláudia telefonou-me para que eu lhe explicasse como é que eu gostava dela. Percebi que as mulheres não entendem normalmente o sexo. Não percebem o melhor que ele tem, que é a enorme capacidade de transformar por momentos uma vida de merda numa vida boa. Só querem sexo com uma declaração de Amor, ou seja, quando ele é uma consequência e não uma causa dessa vida boa. Afoguei esta certeza no que restava do meu segundo uísque e bebi-a diluída nele. Amo-te muito, disse-lhe. Podes voltar, respondeu-me ela. Uma mentira de Amor vale mais que uma noite só.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Tentem fazer isto em casa e depois digam-me


Mitos brasileiros


Alexandre Affonso - nadaver.com

10 abril 2012

Liberdade nua

Ouço com prazer tudo o que ela me diz enquanto lembro o seu corpo desembestado como um povo libertado à solta pelas ruas de um mundo feliz.

Eva portuguesa - «Cliente/Amigo»

Fui confrontada por uma pergunta de um cliente especial, que me deixou momentaneamente sem resposta (e olhem que não é fácil!).
Mas antes, deixem-me criar o contexto e pôr-vos a par da minha reflexão.
Como já disse várias vezes, tenho tido a sorte de 99,9% dos meus clientes serem pessoas agradáveis, educadas e gentis. Destes, alguns ainda se destacam mais pela positiva, como também já referi, quer pela preocupação e generosidade que demonstram, quer pela sua presença mais regular e assídua.
Existem ainda aqueles clientes que, sem explicação aparente,conseguem cativar-me de imediato e criam uma enorme afinidade entre nós, muitas vezes ultrapassando a relação cliente/Acompanhante.
Não são necessariamente homens bonitos ou jovens (mas também podem ser); mas são homens que me fazem esquecer que estou com eles por dinheiro... Englobo nesta categoria os clientes da Eva que se tornaram amigos da..., estando presentes na vida de ambas (que no fundo são uma só), seja através de um carinho, uma palavra reconfortante, um voto de confiança, uma ajuda numa altura mais difícil, uma disponibilidade e generosidade constantes.
De entre estes destaco o tal cliente que, estando nós numa das nossas tardes de amor (este cliente nunca fica menos de 4h comigo de cada vez) e num intervalo e descanso bem merecidos do "combate" (eu já me tinha vindo umas 2 ou 3 vezes!), ele me pergunta, entre beijos, o que era ele para mim...
À partida parece uma pergunta fácil, mas não é bem assim...
Esse homem é um ser humano maravilhoso, educado, culto, inteligente, com sentido de humor, uma grande experiência de vida e de como agradar às mulheres...
É também um amigo, que já me ajudou várias vezes, quer através de conselhos, preocupação e interesse genuínos, como também economicamente.
Assim, é mais do que um cliente. Não é apenas um amigo mas também não existe um laço emocional mais forte entre nós que ultrapasse a amizade...
Respondi-lhe isto mesmo.
É um cliente e um amigo.
Poderia ser só um cliente? Não! Há muito que ultrapassámos essa barreira.
Poderia ser só um amigo? Não, porque priva comigo de forma íntima e recompensa-me por isso.
Poderia ser um amigo colorido? Não, porque então não deixaria uma lembrança de cada vez que "namoramos".
E de facto, não sendo um namorado, acabamos por namorar quando estamos juntos (temos tempo e à vontade para isso). Exponho-lhe as minhas dúvidas e problemas, aconselho-me com ele, ele conta-me episódios da vida dele, rimos juntos, partilhamos partes das nossas vidas um com o outro...
É uma pessoa que me transmite tranquilidade, cuja sabedoria e discernimento me ajudam nos meus dilemas, divertida e que me sabe dar prazer.
Por tudo isto e muito mais, é o meu cliente mais que cliente; e o meu amigo mas não só amigo...
Enfim, é o meu cliente/amigo muito, mas mesmo muito especial!...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

ah saloios!

A colecção de arte erótica numa grande reportagem do jornal de Coimbra «Folha de Santa Clara»