Meninas WTF
27 julho 2012
26 julho 2012
Nunca tinha visto andarem à solta!
Urechis unicinctus é uma espécie de verme marinho comummente conhecido como «peixe pénis». Vá-se lá saber porquê...
«Diário do Patife - Perdido por cem» - Patife

11 de abril
Acabei de dar entrada num hotel. Palpita-me que não será a única coisa em que vou dar entrada hoje.
Confirmou-se. O Pacheco acabou de dar entrada em pachacha croata. Apesar de ser possuidora de um menear de ancas digno de registo não se livrou de uma carga de bombada de três horas com ritmo frenético. É um facto que tenho uma picha duplamente dura: É dura e dura.
Acabo de registar o feito na minha caderneta sexual e reparo que foi a 500ª senisga a ser papada pelo Pacheco. Recordo o que pensei no dia em que comi a centésima pachacha: “Perdido por cem, perdido por mil”.
Como estava com a caderneta sexual na mão acabei por ficar a recordar quecas antigas. Fiquei a saber que para o mês que vem comemora-se o dia em que fiz pela primeira sexo anal: o meu analversário. Serão quinze anos desde que aviei a primeira bilha e desde aí que tem sido um corrupio de pandeiretas a passar-me pelo pincel.
Estava quase a adormecer quando sou assaltado por uma ideia que tenho de escrever para não me esquecer. Para o ano vou mascarar a minha picha de Pénis Presley.
Patife
Blog «fode, fode, patife»
25 julho 2012
que se lixe...
acho que so uma destas afirmações foi na realidade proferida durante... os passos do coelho
Talvez
Talvez no silêncio da nudez
os sussurros soltem a promessa
e a palavra se dispa de rubor
e se pinte no vermelho dos meus lábios
picantes, mordazes,
que t’atormentam a pele doce
roçada suavemente,
beijada em fúria,
mordida em sofreguidão…
E nesse estado febril
em que te deixo,
ser-te alívio da erecção
plena e extensa
em virginal deleite
em estado de meretriz.
Talvez me tenhas no segundo
eterno do tempo,
onde os relógios são apenas
olhares esquivos e sedutores,
e m’entregues tudo o que tens
nas minhas cavernas
lascivas e travessas.
Talvez no silêncio das palavras
os corpos gritem (o meu, o
teu)
que se amam!
«conversa 1902» - bagaço amarelo

Eu - O quê?
Ela - Um homem a dizer que se tinha esquecido de dizer regularmente à mulher o quanto gostava dela. Habituou-se tanto à presença dela que deixou de lhe dar importância, e só quando ela morreu é que ele percebeu a falta que ela lhe fazia...
Eu - É forte!
Ela - É assustador, não é?
Eu - É, mas se tens consciência disso, podes ir já dizer ao teu marido que o Amas.
Ela - Bem... o que me assustou é que é ele que nunca mo diz a mim.
Eu - E tu dizes-lhe a ele?
Ela - Não, mas peço-lhe para ele mo dizer a mim, o que vai dar ao mesmo. Não achas?
Eu - Pedes-lhe para ele te dizer que te Ama e ele nunca to diz?
Ela - Sim.
Eu - Pois... assim a pedido eu também não dizia. A palavra "amo-te" tem que sair sem ser a pedido.
Ela - Então agora não lhe vou pedir mais.
Eu - Se calhar devias dizer-lho tu primeiro.
Ela - Isso não. Tem que ser o homem primeiro.
Eu - Porquê?
Ela - Se uma mulher diz a um homem que o Ama, ele pensa logo que ela quer pinar.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
24 julho 2012
Hospedeiras de serviço púbico
... ou, como diz o Sérgio, "isto é que é a verdadeira «companhia» aérea!"
Eva portuguesa - «Traída»
Sinto-me traída! Por mim, pelos homens que conheci e que me prometeram tanto sem nada dar, pela vida que ajuda os que enganam e mentem e se esquece dos que lutam.
Traída pelo destino que não me permite sair desta vida, depois de me fazer sentir destinada a outra...
Traída pela morte, que nos rouba os que amamos, os que nos amam, os que nos poderiam vir a amar...
Traída por me ter permitido acreditar e sonhar numa vida bem melhor... traída pela minha confiança, esperança, ingenuidade e também egoísmo e ambição...
Traída por valores de que não me consigo libertar e que me impedem de ir mais longe...
Traída pela esperança, que deu lugar ao desespero... pela alegria, que deu ligar à tristeza... pela dúvida, que deu lugar a uma certeza nua, crua e fria...
Traída pelo meu optimismo, que me abandona tantas vezes e me deixa perdida no meio das lágrimas...
Traída por sentir dolorosamente a perda de alguém que nunca chegou a ser meu... traída pelos sonhos que não realizei mas que tanto desejei...
Traída por ser um joguete nas mãos de desconhecidos poderosos e endinheirados...
Traída por ter entrado num mundo do qual desconheço todo o tipo de regras e manhas...
"Os meus amores morrem mesmo antes de nascerem". Podia aplicar esta frase de uma personagem de um livro de Paulo Coelho a tantas coisas da minha vida... a algumas que literalmente aconteceram assim e outras de forma figurada...
Vejo constantemente a vida fugir-me por entre os dedos, sem eu ter forças ou meios para agarrá-la... vejo as promessas chegarem e partirem sem se concretizarem... vejo a esperança dos sonhos querer instalar-se mas eu não o permitir...
Sinto o amor bater à minha porta de uma forma tímida e apagada, e eu nem o ouvir...
Acredito que a nossa vida está nas nossas mãos. Acredito, por isso, que somos responsáveis por ela. E, assim sendo, em primeiro e último lugar, eu sou a minha principal traidora. Amo quando e quem não devo, acredito no irreal, espero o inalcançável. Fujo da responsabilidade de ser feliz; deixo que outros comandem os meus passos e os meus sentimentos; acredito nos mentirosos; desconfio dos honestos; duvido de mim; sonho com o impossível; não aceito o momento; espero que me salvem, esquecendo que a única pessoa que me pode salvar sou eu própria...
Vejo luz no meio da escuridão; não encontro a saída quando ela está mesmo à minha frente...
Traio-me constantemente, a cada passo, cada hora, cada minuto.
Traio-me, quanto mais não seja, quando permito que outros o façam...
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
Traída pelo destino que não me permite sair desta vida, depois de me fazer sentir destinada a outra...
Traída pela morte, que nos rouba os que amamos, os que nos amam, os que nos poderiam vir a amar...
Traída por me ter permitido acreditar e sonhar numa vida bem melhor... traída pela minha confiança, esperança, ingenuidade e também egoísmo e ambição...
Traída por valores de que não me consigo libertar e que me impedem de ir mais longe...
Traída pela esperança, que deu lugar ao desespero... pela alegria, que deu ligar à tristeza... pela dúvida, que deu lugar a uma certeza nua, crua e fria...
Traída pelo meu optimismo, que me abandona tantas vezes e me deixa perdida no meio das lágrimas...
Traída por sentir dolorosamente a perda de alguém que nunca chegou a ser meu... traída pelos sonhos que não realizei mas que tanto desejei...
Traída por ser um joguete nas mãos de desconhecidos poderosos e endinheirados...
Traída por ter entrado num mundo do qual desconheço todo o tipo de regras e manhas...
"Os meus amores morrem mesmo antes de nascerem". Podia aplicar esta frase de uma personagem de um livro de Paulo Coelho a tantas coisas da minha vida... a algumas que literalmente aconteceram assim e outras de forma figurada...
Vejo constantemente a vida fugir-me por entre os dedos, sem eu ter forças ou meios para agarrá-la... vejo as promessas chegarem e partirem sem se concretizarem... vejo a esperança dos sonhos querer instalar-se mas eu não o permitir...
Sinto o amor bater à minha porta de uma forma tímida e apagada, e eu nem o ouvir...
Acredito que a nossa vida está nas nossas mãos. Acredito, por isso, que somos responsáveis por ela. E, assim sendo, em primeiro e último lugar, eu sou a minha principal traidora. Amo quando e quem não devo, acredito no irreal, espero o inalcançável. Fujo da responsabilidade de ser feliz; deixo que outros comandem os meus passos e os meus sentimentos; acredito nos mentirosos; desconfio dos honestos; duvido de mim; sonho com o impossível; não aceito o momento; espero que me salvem, esquecendo que a única pessoa que me pode salvar sou eu própria...
Vejo luz no meio da escuridão; não encontro a saída quando ela está mesmo à minha frente...
Traio-me constantemente, a cada passo, cada hora, cada minuto.
Traio-me, quanto mais não seja, quando permito que outros o façam...
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
Postalinho da horta da Suzana
"Olá, São Rosas,
Ora toma... tomates da minha horta.
Suzana R."
São Rosas - "São tomates com tomates"
Rafaelito - "São tomates directamente ligados à bexiga!" ou "É um balão do Benfica com duas bochechas..."
Gotinha - "A mim parece-me o Mickey em versão Benfica."
Ora toma... tomates da minha horta.
Suzana R."
São Rosas - "São tomates com tomates"
Rafaelito - "São tomates directamente ligados à bexiga!" ou "É um balão do Benfica com duas bochechas..."
Gotinha - "A mim parece-me o Mickey em versão Benfica."
Postais eróticos espanhóis com imagens diferentes conforme o ângulo de visão
São três postais diferentes. Vistos de frente, parecem postais inocentes, um deles com um desenho de um nu.
Inclinando os postais, as mulheres aparecem nuas.
Mais três delícias para a minha colecção.
Inclinando os postais, as mulheres aparecem nuas.
Mais três delícias para a minha colecção.
23 julho 2012
«orangotangos» - bagaço amarelo

Voltemos ao metro do Porto hoje de manhã. Entro na estação das Sete Bicas em direcção a Campanhã, uma estação depois entra uma das mulheres mais bonitas que já vi na minha vida. Sem exageros. Olho para ela e agradeço-lhe, em pensamento, o facto de ter tornado esta ordinária viagem de metro numa coisa extraordinária. Os olhos dela cruzam-se com os meus e eu desvio-me. Atrás de mim ouço um grupo de rapazes em risadas histéricas que são, obviamente, por causa dela. É uma atitude animalesca, de quem se manifesta fisicamente por ser incapaz de qualquer reacção intelectual à presença duma mulher bonita. Quando ela se levanta para sair, na Trindade, eles grunhem uma última vez. Depois calam-se. Um homem mais velho, embalado por aquela performance dantesca, grita-lhe qualquer coisa como: "Gandas marmelos!". É a primeira vez que tenho vergonha do meu género neste dia. Não será a última.
Chego ao meu local de trabalho e abro o meu email. Um amigo enviou-me um link para uma reportagem sobre abusos sexuais a orangotangos fêmeas na Indonésia. Os animais, uns, são capturados, acorrentados a camas e preparados para a prostituição. Outros, sempre homens, pagam esse abuso sexual. Por um momento faz-se luz. Há qualquer coisa comum nesta notícia e naquilo a que assisti no metro. É a ausência total de emoção e de razão. E isto, meus amigos, só acontece em homens.
No género masculino, há um número significativo de indivíduos cuja vida é totalmente aniquilada por uma hormona. Quando digo vida, digo também capacidade de Amar. É por isso que são sempre homens, os autores das notícias mais escabrosas sobre abusos sexuais. Ponto. As mulheres são diferentes. São melhores, e estranhamente mantêm a capacidade e paciência para viver no meio dos homens. Não as compreendo. Admiro-as.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
22 julho 2012
Chula fílmica
Quando terminamos e ele se deita de costas, a fumar um cigarro, sou capaz de ficar horas ali, de barriga para baixo, apoiada nos cotovelos, a brincar com os pelinhos grisalhos do seu peito, roçando os mamilos na sua barriga, a ouvir as histórias dos seus vinte anos. De como o «Último Tango em Paris» fez filas intermináveis às portas dos cinemas, com homens e mulheres de todas as idades, dias e dias a fio. De como corriam pelo país as campanhas de alfabetização, os grupos de teatro e de música e até amplas simultâneas de xadrez, acompanhadas de recolhas de fundos em autocolantes para isto tudo e até para a construção de creches e infantários. De como o tempo e o FMI , impuseram o aperto do cinto, o cancelamento do 13º mês e a tristeza solitária passou a encher as sessões contínuas do Odéon e no dia de finados de 1975 foi encontrado Pasolini assassinado numa praia.
Numa traquinice, enfio-lhe rapidamente a minha língua no umbigo e abraço-lhe as ancas escondendo a cara no seu baixo ventre, para levantar a cara de repente e lhe sorrir. Não lhe ofereço chocolates belgas em forma de búzio mas com as mãos em concha vou-lhe teclando as bolsinhas esponjosas e polindo o monumento digno de Cutileiro como se fosse um gelado a derreter no pino do verão, no vão desejo que esses breves instantes iludam a faixa cinzenta de Bruxelas que sustenta verbalmente o crescente preço da gasolina e da electricidade com tudo o resto a seguir o mesmo caminho em bichinha de pirilau, tal qual a falta de aumento de salário que ele ali à minha frente aguenta desde há uns anos com a perspectiva de ter ainda a reforma adiada para uma idade cada vez mais tardia.
Rogê, o Semmelier
Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)
21 julho 2012
A Confraria do Príapo avança com diversas iniciativas

A Confraria do Príapo, de que faço parte com muito prazer, tem mostrado um forte dinamismo na promoção da tradição da louça erótica das Caldas da Rainha.
Na semana passada, houve um jantar da Confraria e a inauguração da exposição «Símbolos Fálicos do Mundo», com fotos de Zica Capristano, antropólogo falecido poucos dias antes. Esta exposição está a decorrer até 31 de Julho no Centro Cultural das Caldas.
A Confraria está a preparar um livro de investigação sobre o falo das Caldas, que será editado até ao final deste ano. Esta é uma excelente notícia, pois o nosso Charlie também está a preparar um estudo sobre «a religião e o culto fálico na região Oeste» e serão, certamente, duas obras que se irão complementar.
A Confraria do Príapo tem vindo a apoiar iniciativas de várias entidades, estudiosos, designers e artesãos, relacionadas com o falo das Caldas.
Entretanto, na notícia da «Gazeta das Caldas» sobre este jantar, abordaram também um tema que me interessa especialmente:
"Decisão sobre Museu do Erotismo nas Caldas está para breve
O Museu do Erotismo das Caldas da Rainha ainda não está decidido pela autarquia. Continuam as negociações com o coleccionador de Coimbra, Paulo Moura, que gostaria de ceder a sua colecção à cidade (com opção de compra para a Câmara após um período de dez anos).“O problema é o custo da instalação do museu, pois é necessário um edifício de alguma dimensão, várias salas e vitrines e esses encargos, segundo o coleccionador, devem ser a cargo da Câmara”, disse Fernando Costa. As peças continuarão a pertencer ao coleccionador por 10 anos e há em seguida uma opção de compra para a Câmara, mas segundo o edil o valor pedido de 300 mil euros “é muito elevado”.De qualquer forma, Fernando Costa afirmou que “a Câmara municipal vai decidir a curto prazo se vai haver museu ou não”."
«conversa 1890» - bagaço amarelo

Eu - Eu gosto mais agora.
Ela - Agora, quando te pões com sentimentalismos, és um chato. Espero que a Raquel te deixe o mais depressa possível.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Talher erótico da Indonésia
Garfo e colher grandes da Indonésia, com um casal esculpido em madeira. Ele, com o pénis erecto e ela, grávida. ambos sentados em cima de falos enormes. Sempre juntinhos, na minha colecção.
20 julho 2012
19:30
Achas
que fiz mal, Antunes?
Porque
é que me chamas sempre Antunes?
O
quê?
Chamas-me
sempre Antunes…
Pensava
que gostasses de ser tratado assim.
Antunes?
Sim.
Eu
não me chamo Antunes, Dina.
Desculpa?!
Eu
não me chamo Antunes.
Foi
por isso é que não fomos tomar café?
Por
eu não me chamar Antunes?... Não. Quero dizer, acho que não. Foi porque quando
eu podia não podias tu e quando tu podias eu…
E
agora podes?
O
quê?
Tomar
café.
Agora?
Sim.
Agora. Daqui a uma hora. Hoje.
Posso.
Mas
tu não te chamas Antunes.
Não.
Sabes
onde é que é o Moustache?
Sei.
Lá,
daqui a uma hora?
Sim.
Pode ser.
Tu
sabes quem eu sou?
A
Dina?
Não
é isso. Tu conheces-me se me vires?
Acho
que sim.
É
que eu pensava que tu fosses outra pessoa…
Já
percebi.
Não
estás chateado?
Quando
falas comigo, quanto trocamos mails ou conversamos no chat…
Por
isso é que o teu facebook não tem Antunes!
Pois,
eu não…
Eu
estranhava isso mas pensei… Não interessa! Isso agora não interessa nada. Moustache, sete e meia?
Sim.
E
não estás chateado?
Por
não me chamar Antunes?
Não,
parvo!
Sete
e meia?
Sim.
Sete e meia. Até já.
O desporto pode dar mesmo muita saúde!
Apreciem o ar saudável da atleta australiana Michelle Jenneke, que tem 19 aninhos, nos exercícios de aquecimento antes de uma prova de 100 metros barreiras no Campeonato Mundial de Atletismo de Juvenis de 2012, que decorreu de 10 a 15 de Julho em Barcelona.
Saúde!
Saúde!
19 julho 2012
«Peeping Tom X» - Patife

Herdade das pachachas: Também conhecido por Pacheco. Mas não é bem uma casa de repouso.
Beco da pachacha: Isso é um mito. Já comprovei que tem saída pois uma vez, dado o tamanho do meu nabo, já entrou pela pachacha e saiu pela garganta.
Boazonas nuas a lember conas: A sério!? Lember novamente? Pensei que já tínhamos conversado sobre isto. Isto começa a tornar-se num problema sério.
Caniche a lamber cona: Não julgues cá que por saberes escrever “lamber” deixas de teres problemas mais sérios para resolver.
Como é que consigo dar duas quecas: Também não consigo. Menos de três nunca consigo pois aqui o zé nabo nunca amolece.
Conas e freiras: Te garanto que as freiras têm cona, não é nenhum mito religioso.
Crítica à baba de caracol: Posso gabar-me de ter sido o primeiro neste país a criticar a baba de caracol. Aproveito para informar que aqui a minha baba de brenhol está disponível a custo zero.
Eu faço bons broches: Já muitas me disseram o mesmo e estavam enganadas. Mas tira senha que eu avalio. Sem problema.
Picha maior do mundo: Sois demasiado amável, mas acho que é a segunda. Dizem que o John Holmes tinha 33 centímetros de picha. Fico a três.
Gajas a foder que parece que nós estamos a foder com elas: Chama-se imaginação, filho. Larga as internétes.
Lindas que arregaçam o grelo da cona para foder: Aplaudo a inversão retórica. Começa com um "lindas", coisa pura onde não custa imaginar borboletas e andorinhas a esvoaçar, e depois, quando menos se espera, espeta-nos com um “arregaçam o grelo da cona”. É preciso amplitude mental, hein?
Patife
Blog «fode, fode, patife»
18 julho 2012
Saltos Altos
Ela chegou de vermelho.
Vermelho nos lábios,
vermelho na seda do vestido.
Ele beijou-a
e suavemente acariciou
o corpo macio.
Despiu-a
e era vermelho
o tom interior
daquela lingerie rendada.
Os sapatos,
de saltos altos,
vermelhos,
fizeram parte do momento
que cinicamente ele comprou.
Ela chegou de vermelho.
e saiu vermelha
de nojo e de raiva.
Vera Sousa Silva
«conversa 1899» - bagaço amarelo

Ela - Eu nunca mais falo com a Guida.
Eu - Estão zangadas?
Ela - Estamos. Ela disse-me uma coisa daquelas que ferem mesmo, só para me magoar.
Eu - A sério?! O que é que raio ela te pode ter dito assim tão grave?
Ela - Agora já não me lembro bem, mas sei que disse.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Emocional e gráfico: o sexo nos meus desenhos
… “explícito” … porque para mim o sexo é algo de belo, de essencial, de puro, como uma flor de estigma e estames de fora. E nem há mais nem menos “explícito”… é tão “explícito” quanto possa ser, passando por todos os estados físicos e emocionais possíveis, desde que positivos… assim eu seja capaz… amor, paixão, ternura, entrega animal ou sobre-humana… mas sobretudo… que sejam estados de “prazer”... Tudo!! Tudo quanto seja o prazer de dois seres inteiros, corpo e mente, ou se quisermos, espírito… sendo que um corpo, um agregado temporário de átomos na forma humana, é um “todo” em que se não pode separar a “parte material”da “parte imaterial”… se é que isto existe… Quando este agregado temporário de átomos se desfaz, o “ser” desaparece, extingue-se, desagrega-se, funde-se novamente nesta coisa mágica e imensa que é o Universo. Sexo “explícito”, pois. Sim, há. O que não há nos meus desenhos é “perversidade”. É uma espécie de regresso a um estado do “antes do pecado”. E por isso não há frinchas ou cobertores que tapem “aquilo que se não deve ver”, de onde, justamente, seja “explícito”. E o que não há também são “corpos objecto” adornados para servir ao prazer de “outro”. Isso também não há. São apenas “corpos”, são apenas “seres”… a tentar, e talvez, por vezes, a conseguir unir-se… deixarem de “ser cada um”, para, ao limite do êxtase, “serem juntos”. A entrega é de ambos. Sempre. O prazer é de ambos. Ainda que em determinado momento um possa apenas dar e outro apenas receber, ainda assim, a entrega terá que ser de ambos… e tem que ser completa. Porque o prazer, essa força que no fundo é a chama que nos mantém vivos, e que na sexualidade vem à tona na sua forma mais intensa, é algo de tão complexo que para ser inteiro tem que por força envolver a pessoa inteira. Só assim o posso conceber.
[blog Libélula Purpurina]
homem detentor do maior....
pénis do mundo foi questionado no aeroporto por transportar "encomenda suspeita"...
17 julho 2012
Eva portuguesa - «Trabalho»
Sempre me disseram para ter prazer no trabalho.
Ora bem, acho que encontrei o tipo de trabalho ideal para o fazer!... ;)
Sei que há quem não acredite, sei que muita gente tem curiosidade mas é verdade!... Sempre que posso e se proporciona, retiro prazer do meu trabalho, gozo o sexo como se de uma transacção comercial não se tratasse; tenho orgasmos e, por vezes, mais do que um...
Mediante isto há quem diga: se assim fosse, não cobravas. Errado!
Para já prazer e trabalho podem coexistir.
Depois, quando existe química para isso, até consigo esquecer que estou a prestar um serviço e, pura e simplesmente, deixo-me ir...
O que não significa que, mesmo com estes clientes, estivesse com eles sem lhes cobrar.
Mas para mim uma coisa não limita a outra.
Sejamos práticos e directos: eu gosto de sexo! Eu preciso de ganhar dinheiro!
Ser Acompanhante permite-me, por vezes, juntar ambas as coisas.
Porque é que isto é errado?...
Acredito que até seja melhor para ambas as partes...primeiro, porque grande parte dos meus clientes não é egoísta e preocupa-se que a parceira (mesmo que seja uma prostituta) tenha prazer. Depois, porque é certo e sabido que, quando fazemos alguma coisa com gosto, fazêmo-la muito melhor.
Sei que há colegas minhas que não querem/ podem/ conseguem entregar-se e "curtir" o momento, por muito bom que ele se apresente.
Sei que há inclusivamente algumas que evitam a todo o custo ter prazer e não se permitem "deixar ir"...
Mas, para já, cada pessoa é diferente. E depois há motivos que podem implicar esse "travão" ao prazer.
Tenho colegas casadas, outras com namoros sérios, que não conseguem ter prazer com outra pessoa que não o parceiro, o que eu entendo perfeitamente. Também, pelo mesmo motivo, iriam considerar isso (o ter prazer neste trabalho) como uma traição.
Outras há que apenas vêm nisto um trabalho, querem ganhar o máximo possível fazendo o mínimo necessário, encaram o sexo com os clientes como um frete e apenas querem que termine o mais rápido possível... Mercenárias? Não sei, não me cabe a mim julgar ninguém.
Eu tenho a minha forma de estar nesta profissão: claro que também quero ganhar muito dinheiro, mas também me quero envolver, quero deixar-me ir, quero gozar, quero continuar a ter orgasmos...
Provavelmente até serei pior que as ditas "mercenárias"... afinal, "uso" o cliente não só para ganhar dinheiro, mas também para ter prazer...
Mas, salvo raras excepções, parece-me que os clientes não se importam nada de ser "usados" desta maneira!... ;)
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
Ora bem, acho que encontrei o tipo de trabalho ideal para o fazer!... ;)
Sei que há quem não acredite, sei que muita gente tem curiosidade mas é verdade!... Sempre que posso e se proporciona, retiro prazer do meu trabalho, gozo o sexo como se de uma transacção comercial não se tratasse; tenho orgasmos e, por vezes, mais do que um...
Mediante isto há quem diga: se assim fosse, não cobravas. Errado!
Para já prazer e trabalho podem coexistir.
Depois, quando existe química para isso, até consigo esquecer que estou a prestar um serviço e, pura e simplesmente, deixo-me ir...
O que não significa que, mesmo com estes clientes, estivesse com eles sem lhes cobrar.
Mas para mim uma coisa não limita a outra.
Sejamos práticos e directos: eu gosto de sexo! Eu preciso de ganhar dinheiro!
Ser Acompanhante permite-me, por vezes, juntar ambas as coisas.
Porque é que isto é errado?...
Acredito que até seja melhor para ambas as partes...primeiro, porque grande parte dos meus clientes não é egoísta e preocupa-se que a parceira (mesmo que seja uma prostituta) tenha prazer. Depois, porque é certo e sabido que, quando fazemos alguma coisa com gosto, fazêmo-la muito melhor.
Sei que há colegas minhas que não querem/ podem/ conseguem entregar-se e "curtir" o momento, por muito bom que ele se apresente.
Sei que há inclusivamente algumas que evitam a todo o custo ter prazer e não se permitem "deixar ir"...
Mas, para já, cada pessoa é diferente. E depois há motivos que podem implicar esse "travão" ao prazer.
Tenho colegas casadas, outras com namoros sérios, que não conseguem ter prazer com outra pessoa que não o parceiro, o que eu entendo perfeitamente. Também, pelo mesmo motivo, iriam considerar isso (o ter prazer neste trabalho) como uma traição.
Outras há que apenas vêm nisto um trabalho, querem ganhar o máximo possível fazendo o mínimo necessário, encaram o sexo com os clientes como um frete e apenas querem que termine o mais rápido possível... Mercenárias? Não sei, não me cabe a mim julgar ninguém.
Eu tenho a minha forma de estar nesta profissão: claro que também quero ganhar muito dinheiro, mas também me quero envolver, quero deixar-me ir, quero gozar, quero continuar a ter orgasmos...
Provavelmente até serei pior que as ditas "mercenárias"... afinal, "uso" o cliente não só para ganhar dinheiro, mas também para ter prazer...
Mas, salvo raras excepções, parece-me que os clientes não se importam nada de ser "usados" desta maneira!... ;)
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
Conjunto de 3 estatuetas em metal, de África
2 homens e 1 mulher em metal (técnica da cera perdida).
A encaixarem-se como lhes apetecer, na minha colecção.
A encaixarem-se como lhes apetecer, na minha colecção.
16 julho 2012
«manual de instruções para zangas banais» - bagaço amarelo

São dez da manhã dum dia qualquer e o dia está como eu: cinzento. Não está chuva nem Sol, não está frio nem calor. Caminho de meias pela minha própria casa, à deriva, sem saber muito bem em que divisão devo parar. Ela acabou de sair, há cerca de dez minutos atrás e, para além duma taça de cereais suja em cima da banca da cozinha, não deixou mais nada. Nem um sorriso, nem um beijo, nem sequer um "até logo". O último som que ouvi na minha vida foi o da porta a bater, e tenho a sensação que foi há mais tempo do que esses dez minutos. Depois fez-se silêncio.
É nesse silêncio que tento perceber que tipo de zanga é a nossa. Não consigo. Sei que ontem tentei fazer Amor com ela quando nos deitámos e ela, que já tinha vestido a camisa de dormir, apagou a luz do pequeno candeeiro da mesa de cabeceira e disse-me que estava cansada. Não liguei. Adormeci também. Hoje de manhã disse-me que, apesar dos nossos dez anos juntos, parece que ainda não a conheço. Depois saiu. Sento-me no sofá da sala e faço uma lista daquilo que sei dela e que, dentro do que é humanamente possível, tento cumprir.
Lista das coisas que sei sobre a Teresa:
- gosta que eu ponha os copos maiores na parte de trás do armários da cozinha e os mais pequenos à frente.
- gosta que eu veja os jogos de futebol na televisão com o som desligado.
- gosta de ser ela a temperar as saladas, mesmo que seja eu a fazê-las, e não podem ter milho.
- gosta que eu tire as palmilhas dos sapatos e deixe tudo, antes de me deitar, na janela da cozinha.
- gosta de beber um chá de hortelã à noite, enquanto eu bebo um café expresso sem açúcar.
- gosta que eu ponha os catálogos do IKEA e a Dica da Semana junto à sanita, para ela ler quando vai à casa de banho
- detesta que o saco de lixo orgânico comece a deitar cheiro.
- gosta de ser ela a escolher as peças de roupa que vão à máquina de lavar, por causa do tipo de tecido e das cores.
- gosta que as garrafas de vinho fiquem na despensa e que, caso alguma já esteja aberta, fique dentro dum armário.
São tudo coisas pelas quais já tivemos zangas banais. Uma vez, por exemplo, partiu um copo grande ao pegar num dos pequenos, que eu tinha guardado mais ao fundo, e ficou quase a noite toda sem me falar. Depois, antes de nos deitarmos, resmungou que a casa precisava de mais organização. Nessa noite também não fizemos Amor. Nunca fazemos quanto temos esse tipo de zangas. Tanto quanto me lembro adormeci já depois das quatro da manhã, a pensar se aquela palavra - organização - seria um pedido ou uma espécie de ordem nazi. Deviam ser umas três quando me levantei e fui um bocado até à sala, beber um copo de leite morno e deitar-me no sofá a ver as miúdas avantajadas dos programas nocturnos da televisão. Ela levantou-se e veio-me buscar assim que deu pela minha falta na cama. Ainda dá pela minha falta, pensei.
Devo ter adormecido neste mesmo sofá. Pelo menos é ela quem me acorda agora, depois de ter lido o papel com a lista que estava ligeiramente amarrotado entre os meus dedos. Nem sequer a ouvi entrar.
- Podes acrescentar aí uma coisa. - diz.
- Qual? - bocejo.
- Gosta que lhe perguntem como está, de vez em quando, principalmente nos dias em que anda doente.
- Como estás?
- Com vontade de te bater - beija-me.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
O dia em que o cachorro quente virou vegetariano
Eu nunca entendi quem pede cachorro quente sem salsicha, na boa.
Capinaremos.com
15 julho 2012
Maldita partícula!
Essas tuas pupilas a gotejarem sensualidade como se os espermatozóides te subissem dos capilares até à menina-do-olho feita glande deixam-me excitada logo pela manhã. O teu cabelo espetado de gatinho a aninhar-se entre as minhas coxas, mesmo à mercê das minhas mãos, como num close-up, para me mimosear com uma balada de sons guturais entre lambidelas percorre-me o corpo numa urgência de acção para te beijar na boca e rapidamente descer em linha recta para a guloseima e, num grande plano, agarrá-la com ambas as mãos na ânsia de a sugar toda enquanto os meus dedos pardalitam pelo meio das tuas pernas a tocar um quero, quero-te, quero-te todinho. As tuas mãos, em avaliações sucessivas da copa dos meus seios, puxam-me para te entronizares canoísta das minhas zonas húmidas, em tentativas sucessivas de canal abaixo canal acima como se fosses um gondoleiro a entoar vem, vem, vem comigo, até o meu indicador nos lábios entreabertos te dar a indicação para alapares as mãos nos meus quadris, com as nádegas como vista, e após a palpação prévia subires uns centímetros o barco para vogar no estreito e completar a trilogia clássica da boca, cona e cu.
Mas saciados que estamos do fascínio mútuo do nosso argumento convirás que uma mulher não é de ferro e, em vez da dopamina do skype matinal faz-me falta noitadas ao vivo e a três dimensões.
«Fatias do tempo» - João
"O trapézio que se desenhava no chão era muito maior do que a janela por onde o sol entrava, atravessando aquele estúdio numa longa diagonal, testemunho de uma tarde que findava com tons laranja. Ao fundo, na parede mais distante, um longo rolo de papel negro desenrolava-se desde o tecto até ao chão, e depois por alguns metros mais, sob uma cama de alvos lençois e almofadas grandes. Tu estavas sentada, virada para o sol, coberta por um robe branco que havia escorregado pela coxa esquerda, deixando-a a aquecer ao sol. Olhavas-me sem impaciência, mas também sem calor.
Anos antes, mesmo ali naquele espaço, havia sido diferente. Recordo-me como também nessa altura tinhas um robe branco, fino, desapertado. Não tinha sido difícil despir-to, nem o tempo da nudez parecia suficiente, de tanta que era a vontade. Tinhas lançado as tuas mãos ao meu corpo, cruzado os teus pés atrás das minhas costas, estavamos colados na melhor negação do paradoxo de Zenão. Não havia pontos intermédios. Onde o meu corpo terminava, começava o teu. Entre lábios que se mordiam e mãos sem espaço todos os minutos pareceram tão poucos. Impaciência, muita. E um olhar quente. Mesmo sem falar dizias-me que me querias. E continuavas querendo enquanto o sol desaparecia lá longe por entre as árvores, e o espaço outrora luminoso dava lugar a uma penumbra de onde não nos apetecia sair.
Cruzei o meu olhar com o teu no momento em que um clique me dizia que a câmara estava encaixada no tripé. Depois liguei-a e espreitei naquele rectângulo pequeno onde o teu corpo surgia distante, acompanhado de números. Despiste sozinha o robe que ainda te cobria parte da pele e deitaste-te sobre a cama, olhando já não para mim mas para uma lente fria. A luz rápida de um flash, com um barulho agudo, fez-se sentir, e o instantâneo estava feito. Como fatias do tempo. Cada fotografia uma fatia de coisas que nunca voltariam a ser. Foi assim que te vi ir embora, em fatias do tempo, feitas atrás de uma máquina que me escondia e me deixava imagens de algo que eu sabia, já ali, que nunca voltaria a ter."
João
Geografia das Curvas
Anos antes, mesmo ali naquele espaço, havia sido diferente. Recordo-me como também nessa altura tinhas um robe branco, fino, desapertado. Não tinha sido difícil despir-to, nem o tempo da nudez parecia suficiente, de tanta que era a vontade. Tinhas lançado as tuas mãos ao meu corpo, cruzado os teus pés atrás das minhas costas, estavamos colados na melhor negação do paradoxo de Zenão. Não havia pontos intermédios. Onde o meu corpo terminava, começava o teu. Entre lábios que se mordiam e mãos sem espaço todos os minutos pareceram tão poucos. Impaciência, muita. E um olhar quente. Mesmo sem falar dizias-me que me querias. E continuavas querendo enquanto o sol desaparecia lá longe por entre as árvores, e o espaço outrora luminoso dava lugar a uma penumbra de onde não nos apetecia sair.
Cruzei o meu olhar com o teu no momento em que um clique me dizia que a câmara estava encaixada no tripé. Depois liguei-a e espreitei naquele rectângulo pequeno onde o teu corpo surgia distante, acompanhado de números. Despiste sozinha o robe que ainda te cobria parte da pele e deitaste-te sobre a cama, olhando já não para mim mas para uma lente fria. A luz rápida de um flash, com um barulho agudo, fez-se sentir, e o instantâneo estava feito. Como fatias do tempo. Cada fotografia uma fatia de coisas que nunca voltariam a ser. Foi assim que te vi ir embora, em fatias do tempo, feitas atrás de uma máquina que me escondia e me deixava imagens de algo que eu sabia, já ali, que nunca voltaria a ter."
João
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