07 setembro 2012

O sistema de comentários do blog está funcional


Desde 2ª feira que o sistema de comentários não funcionava.
Da empresa onde tenho o sistema, diziam-me que só podia ser do Blogger. Do Blogger, não me diziam nada...
Só o Ling Fude, espiçalista nestas coisas, conseguiu detectar o erro: uma plica (') que estava fora do sítio numa das tabelas da base de dados.
Uma pintelhice...
Que bem vos venhais todos de novo aos comentários.

Como ode o OrCa,
"em boa hora essa plica
voltou ao seio da placa...
sem comentar não dá pica
malvada plica de caca!"

«Os homens perfeitos» - João

"Mulheres, lamento que nos possam considerar básicos (como muitas de vós consideram), mas na origem disso está o facto de o nosso negócio primordial ser fácil de entender: caçar ou ser comido. Tornámo-nos pragmáticos – que é aquilo a que vocês preferem, carinhosamente, chamar básicos – quando tínhamos de correr envoltos em peles, segurando lanças, para caçar animais, sobreviver e procriar. Esse pragmatismo acompanhou-nos com as ampulhetas e clepsidras, e mantém-se, ainda hoje. E permanece útil, na medida em que as bestas, peles e lanças apenas mudaram de configuração, mas o desafio permanece razoavelmente inalterado.
Esse pragmatismo que me lança no texto, e que pretende enquadrar o vosso pensamento para aquilo que se segue, também está presente naquilo que esperamos de uma mulher. Se vos falo disto é porque vos quero bem, porque lamento não ter tempo para a todas conhecer em sentido bíblico – e é uma irreparável dívida, essa, que assumo – e porque já o tendo dito inúmeras vezes, creio, ainda, não ter sido suficientemente levado a sério. Mas devia.
Um homem procura, no essencial, três coisas numa mulher com quem pretenda fazer uma vida: uma amiga, que convém inteligente, para conversar connosco, para ir connosco ao cinema, para nos ouvir os desabafos, para nos dizer que temos razão e que somos os maiores; uma mãe, não apenas para cuidar dos filhos que queremos ter com ela, mas também para cuidar de nós quando estamos doentes, sendo ponto assente que uma qualquer constipação nos leva à beira da morte e uma mãe é sempre importante, e, finalmente; uma puta, não para nos fornicar o juízo, mas para nos fornicar o corpo, muitas vezes, muito bem, repetidamente (à falta de algo mais complexo, um fellatio regular, feito com determinação, é bom paliativo).
Podem existir outros valores, outros ingredientes, mas o essencial são estes três, e se tiverdes este nosso pragmatismo em conta, sereis felizes. Entender-nos é mais fácil do que entender-vos. Seria de esperar que tirassem daí uma vantagem. Nem sempre o observo. Admito que para vós se afigure injusto obrigar-vos a ser três mulheres em uma. Não pensem assim. Só vos exigimos aquilo de que sabemos serem perfeitamente capazes. O que a nós pedem é bem mais difícil. Ser o homem perfeito ou príncipe encantado é francamente mais difícil do que ser apenas amiga, mãe e puta. E a sorte está do vosso lado, porque à medida que os anos passam, das três, relativiza-se a puta e podem ficar apenas amigas e mães. Já nós estamos obrigados a ser, para sempre, homens perfeitos."

João
Geografia das Curvas

A posta no Layoff e na deslocalização dos meios produtivos

Fez-lhe dez filhos ao longo de duas décadas e agora deixou-a, trocando-a por uma brasileira que entretanto conheceu.

O fim de uma história linda




Meninas WTF

06 setembro 2012

Sobre mim cavalgas

Sobre mim cavalgas
cingindo-me os flancos 

Colhes à passagem
a luz do instante

De dentes cerrados
ondulas, avanças, 

retesas os braços,
comprimes as ancas.

Depois para a
frente 

inclinas-te olhando
o que entre dois ventres
ocorre entretanto,
e o próprio galope
em que vais lançada
Que lua te empolga
Que sol te embriaga

Lua e sol tu és 

enquanto cavalgas 

amazona e égua 

de espora cravada
no centro do corpo

Centauresa alada 

com os seios soltos
como feitos de água.

Queria bebê-los 

quando mais te dobras
Os cabelos esses 

sorvê-los agora

Mas de cada vez
que o rosto aproximas 

já é outra a sede
que me queima a língua:
A de nos teus olhos 

tão perto dos meus
descobrir o modo 

de beber o céu.

David Mourão-Ferreira

Pierre Jousson, Erotiques, 1968


blog A Pérola

«Bocalexandre O´Neill» - Patife

Este fim-de-semana trombei a pachachinha mais gostosa dos últimos tempos. Aquela coninha tinha uns lábios tão torneados e tão bem ensinados na hora da trombada que mais parecia que eu é que estava a ser beijado. Por isso, hoje acordei a pensar que se o Bocage e o Alexandre O´Neill fossem um só, haviam de ter criado maravilhas ordinário-surrealistas passíveis de elevar o Surrealismo nacional a Património Mundial da Poesia. E se o Bocage e o Alexandre O´Neill fossem um só, teriam certamente criado coisinhas poéticas lindas assim:

Há Pachachas que Nos Beijam

Há pachachas que nos beijam
Como se tivessem boca.
Pachachas de calor, de esperança,
De imenso ardor, de esperança louca.

Pachachas nuas que beijam
Quando a noite perde o rosto;
Pachachas que ficam húmidas
para serem lambidas a gosto.

De repente esbaforidas
Entre trombadas sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou a dor.

Já o nome de quem se mama
Letra a letra revelado
Na memória esquecido
Na cama abandonado.

Pachachas que nos lambuzam
deixam-nos à sua sorte
Mas no final, para rematar
Dá-se uma pinada forte.


Patife
Blog «fode, fode, patife»

Postalinho de um moliceiro da ria de Aveiro - «Quem me dera ser cão!...»


Conto de fod... de fadas



Marco Oliveira - via Testosterona

05 setembro 2012

Forma rápida de ficar bronzeada... até porque o Verão está a acabar

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a mensagem.

«conversa 1910» - bagaço amarelo

Ela - Estou quase a fazer quarenta anos.
Eu - Nada que eu já não tenha feito.
Ela - Mas eu sou mulher...
Eu - E depois?
Ela - E depois?! Sabes muito bem...
Eu - Não sei nada...
Ela - A partir dos quarenta as mulheres começam a perder valor de mercado. Os homens começam a ganhar...
Eu - Isso não é bem assim, e acho que não te deves preocupar. Estás uma mulher bonita. Eu acho que estás no auge.
Ela - Pois... estou no auge. A partir daqui é sempre a descer.
Eu - Estás a sofrer de ansiedade.
Ela - Não estou nada. Estou é a ser realista.
Eu - Tem calma e vai mas é gozando a vida o mais que puderes.
Ela - Esse é o problema. Sinto que ainda não gozei nadinha. Preciso de muitas noites de copos, muito sexo, muitas festas...
Eu - Estás a sofrer de ansiedade.
Ela - Se calhar estou só um bocadinho.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

coisas que andam por aí...

Cuidei que, nas feiras da nossa terra, para além de trapos, alguns enchidos, queijinhos duvidosos e cartazes para o próximo espectáculo da família Carreira, todos devidamente povoados pelas moscas da circunstância, pouco mais haveria a ver... Pois foi engano meu, que sempre há mundos a descobrir em qualquer recanto da terra. Até nas feiras. Veja-se este conspícuo trono que encheu a minha alma de espanto e graça perante tal majestade:  


em tanta incerta certeza
qual bateria de lítio
ouço desta realeza
o que tanta vez foi dito
o pito come-se à mesa
ou em qualquer outro sítio 


e entre tanta estultícia
tanta bulha e desperdício
fique-nos cá a malícia
de haver pito alimentício...

mas por ser o pito rei
dá-se o dito por não dito
e surge dos pitos rei
seja na grelha ou bem frito.


E não se pode exterminá-las!

Crica para veres toda a história
Vírus das putas


1 página

oglaf.com

04 setembro 2012

Num gemido



Aqui, no centro do meu corpo
que se abre em chamas


qual vulcão incendiário

escorrendo magma

em que penetras e t'afundas

enlouquecendo-me os sentidos...
espero-te!


Sei que virás possuído

pelo desejo que t'engrossa

e t'acrescenta

e me tomarás todas as fendas
cravando tuas mãos
nos fartos seios
entrando e saindo de mim.


Afogar-te-ás nas minhas ardências

que cederão aos teus gestos

e entre beijos carnais

e palavras de amor
seremos um só
num gemido.


Vera Sousa Silva
Palavras Soltas

Eva portuguesa - «Segredos»

Segredos... todos os temos... uns mais, outros menos; uns mais cabeludos, outros mais inocentes....
O segredo é tão inerente à condição humana como a fome ou o sexo.
Consciente ou inconscientemente, todos nós guardamos fragmentos do nosso ser só para nós, episódios das nossas vidas que não partilhamos com ninguém, sentimentos que até de nós mantemos secretos....
Normalmente associamos a palavra segredo a algo negativo... mas não é bem assim.
Muitas vezes os segredos que temos e protegemos são o que de melhor também temos. E por ser o melhor, tem que ser protegido e daí ter que ser mantido em segredo...
Claro que, na minha condição de prostituta de luxo, mantenho diariamente uma vida dupla, o que me leva a ter mais segredos do que a maioria das pessoas.
Mantenho em segredo de quem me conhece aquilo que faço, a existência da Eva.
E guardo dos meus clientes segredo daquilo que é a minha "vida real".
São dois mundos paralelos que, apesar de aparentemente opostos, não se chocam nem colidem.Mas um é segredo do outro e ambos escondem bastantes segredos...
A Eva esconde em grande parte os segredos da ... .
A ... mantém em segredo a existência da Eva.
E mesmo àquelas raras pessoas que conhecem as duas, nem tudo é contado. Há segredos que são mantidos...
Mas não é preciso ter-se uma vida dupla para se ter segredos.
Quantos de nós se dão a conhecer a 100%?
Ninguém... e muito menos aqueles que afirmam que a sua vida é um livro aberto.
E que piada teria conhecer tudo de outra pessoa?...
Há coisas que devem ser guardadas para nós, que apenas a nós nos pertencem.
Acredito que sem os nossos pequenos segredos perderíamos a nossa identidade individual.
Seríamos todos uma grande massa, sem mistério e/ou interesse.
Além do mais, quando partilhamos muito exclusivamente um segredo, percebemos, pela capacidade dessa pessoa o manter ou não, se vale a pena mantê-la na nossa vida, no nosso círculo mais íntimo.
O segredo é, pois,uma forma de privacidade, de protecção e de confiança.
E qual o ser humano que, mesmo não querendo admitir, não precisa destas coisas na sua vida?....
Nenhum!...
Assim, em última análise, o segredo é algo positivo...
Protejam e mantenham os vossos.
E partilhem-nos apenas com quem realmente o merece.


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Literatura histérica

Qual é o resultado se uma mulher ler um livro, em voz alta, com um vibrador introduzido na vulva e ligado?

Experiência 1
A actriz porno Stoya lê «Necrophilia Variations» de Supervert.
Dirigido por Clayton Cubitt



Experiência 2
Alicia lê ««Leaves of Grass» de Walt Whitman.
Dirigido por Clayton Cubitt



Experiência 3
Agora em português do Brasil, por Lu Riva, ou Lu Pompoar, personal sexy trainer e blogueira brasileira.



Visto em Sweetlicious.
Mais informações sobre este tema aqui.

Mulher esculpida num ramo de madeira de Madagáscar

Ramo de Fanazava (madeira branca, muito dura e preciosa, considerada árvore sagrada) da ilha de Madagáscar (país africano ao largo da costa de Moçambique), com 19,5cm de altura, esculpido à mão, proveniente de Ambositra (cidade no centro da ilha).
Depois de uma grande viagem, esta mulher está na minha colecção, continuando a esconder os seios com as suas mãos e a desafiar-nos com o seu olhar.

03 setembro 2012

As gordinhas também são sexy

     Há ainda muito preconceito com os e as gordinhas.
     E basta uma aparecer como uma camgirl (uma menina que se mostra numa webcam) para que o pessoal não perdoe. Foi o que aconteceu com Nina, uma gordinha que tentou se exibir ao vivo na internet, mas foi ridicularizada pelos webpunheteiros.
     Xingamentos sobre o seu peso, seus enormes peitos e tudo o que é mais possível de se imaginar. Depois de ouvir todas as ofensas, Nina não aguentou e chorou. Disse até que iria se matar.
     Mas o vídeo virou um sucesso de audiência, muitos devem ter se masturbado tendo fantasias com ela, porque as gordinhas também são sexy. Hoje Nina ri de tudo isso.



E aí, é obsceno pra você?

Obscenatório

«por acidente» - bagaço amarelo

Houve uma determinada altura na minha vida em que me tornei amigo de várias mulheres por razões muito concretas, isto é, dava-me bem a conversar com elas sobre temas muito específicos, sendo que a cada uma delas correspondia um único tema. Por exemplo, sempre que saía com a Sónia acabava a falar de música, sempre que saía com a Cristina acabava a falar de política, sempre que saía com a Susana acabava a falar do trabalho dela e do meu. Nunca aconteceu apaixonar-me por nenhuma destas mulheres, mas sei que tive com elas uma forte relação de amizade. Com algumas, aliás, ainda tenho.
Isto aconteceu-me de forma tão intensa (num ano devo ter feito cerca de vinte amigas assim), que cheguei a confessar a um amigo meu que se calhar nunca mais ia conseguir apaixonar-me na vida. Cada vez que conhecia uma mulher, estabelecia-se automaticamente entre nós este tipo de relação monotemática. Às vezes em casa, outras vezes num bar qualquer, ficávamos horas a falar e nunca sobrava espaço nem vontade para um mínimo de sedução que fosse. Com esse amigo meu, por engraçado que possa parecer, assim como com todos os meus amigos homens, isso nunca aconteceu. As conversas sempre variaram de assunto com a mesma velocidade com que se abre uma cerveja ou se enche um copo de vinho.
Um dia distraí-me ao volante e bati na parte de trás doutro carro. Foi num semáforo, em que eu era o segundo da fila. Quando mudou para verde, não reparei que o condutor à minha frente continuava parado e avancei. Não foi nada de grave, apenas uns riscos no pára-choques, mas o condutor da minha frente era uma mulher que se mostrou bastante nervosa. Gritou e empurrou-me várias vezes enquanto eu lhe dizia para ter calma, que aquilo não tinha sido nada e que eu assumiria sem problema nenhum os poucos danos do acidente. Por fim, quando se acalmou, explicou-me que o marido dela adorava o automóvel e se ia zangar. Acabou mesmo por me confessar em jeito de desabafo que ele, para além do necessário para a gestão da vida a dois, só falava de automóveis. E foi assim que conheci a Tatiana.
Inventámos uma desculpa qualquer para não ir trabalhar, eu e ela, e começámos a procurar uma oficina que arranjasse o carro no próprio dia. O objectivo era o marido dela nem sequer chegar a saber do acidente. Encontrámos uma, mas que ia precisar do dia quase todo para o fazer, por isso convidei-a para almoçar e acabámos por passar bastante tempo juntos.
Podem não acreditar, mas foi dos melhores dias que tive naquela fase da minha vida. Almoçámos num pequeno restaurante da zona histórica de Aveiro, depois fomos passear para a praia, onde tirámos os sapatos e deixámos quilómetros de pegadas na areia, sempre a conversar sobre todos os temas possíveis e imaginários. Praticamente não houve silêncios entre nós, com excepção dum momento ao fim da tarde em que o Sol se começou a pôr e nos calámos ao mesmo tempo. Foi mesmo antes de voltarmos para ir buscar o carro dela e, nessa altura, já eu me sentia completamente apaixonado por ela.
Passei os dias seguintes a pensar praticamente só nela. Nela e no vento que tinha feito da nossa prolongada conversa um segredo daquela praia. O mesmo vento que tinha feito dançar os seus longos cabelos castanhos e desenhado perfeitamente o perfil dos seus seios na camisola verde escura. Pensei na forma como os seus profundos olhos negros me tinham trespassado o corpo, fazendo-me sentir transparente. Pensei em tudo, até em telefonar-lhe para tornarmos a sair.
Nunca o fiz. Despedi-me dela à porta da oficina com um estranho abraço quente e frio ao mesmo tempo. Quente por gostar dela, frio por saber que era o primeiro e o último. A Tatiana nunca o soube, mas foi ela que me fez acreditar que em mim ainda podia haver paixão e Amor, foi ela que que me fez perceber que as minhas conversas monotemáticas com tantas mulheres não eram senão um produto de mim mesmo. Não das minhas amigas. Era como se o meu coração tivesse sido um campo estéril durante muito tempo, até esse dia.
Passado pouco tempo apaixonei-me outra vez, por acidente. Até hoje.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

100 maneiras de dizer «vai-te foder»

Tomem lá serviço púbico!



Via Old Erotic Art

Expectativas não correspondem a realidade

A verdade do mundo é triste, amigos.



Temos que aprender a viver com o que temos.

Capinaremos.com

02 setembro 2012

"Ó lobo, já vens?"

Recordo-me, em miúda, de jogar à apanhada, e cantarolar com os outros: "Caminhando pela floresta, enquanto o lobo não vem. Ó lobo já vens?"
Naquela altura, desconhecia o valor polissémico do verbo vir...



blog A Pérola

O fabuloso destino de Amélia


Lisboa dos anos vinte era o refúgio para a pobreza e a má língua da província e ela com dezasseis anos feitos e o peito empinado para cá abalou com um homem de posição, daqueles que cobram pelos conselhos que dão e que estrategicamente lhe deu guarida numa casinha para os lados da Bica e afastada da sua morada de família de Campo de Ourique que ele já tinha idade para ter juízo e as aparências são uma lei mais velha que a Sé de Braga.

A ela não lhe pareceu bem a bigamia que para além das voltas na cama em que até já se despia todinha outras eram as expectativas que trazia e quando o disse claramente ele deu às de vila-diogo como quem vai tirar o pai da forca. O remédio foi ir à cata de trabalho e vá de servir de dia numa farmácia e à noite nas mesas do Olímpia Club. Um cliente habitual engraçou com o seu jeito desembaraçado em cinturinha de vespa a remexer o traseiro redondinho e a espevitar as imaginação masculina descobrindo até que um bocadinho abaixo dos largos caracóis acobreados que lhe pendiam no pescoço limpinho havia um mimoso par de rolinhas onde lhe apetecia aninhar a cara, o nariz e o mais que pudesse. E um dia convidou-a para o seu escritório e pediu-lhe para cantar.

O simpático e afável careca era empresário de artistas e rendeu-se à sua voz maviosa e ala moça a levá-la para actuar em retiros fora de portas, pelas bandas de Benfica e Carnide e até em esperas de toiros. Ensinou-a a respirar para modular a voz, escolheu-lhe o repertório e a roupa, até ao detalhe do chapéu, e ainda o nome artístico mesmo que não lhe confessasse que também a sua legítima esposa se chamava Amélia. Como contrapartida deixava-a escolher a roupa interior com que o surpreendia com risos gaiatos e a energia e viço dos gestos com que o trotava alheada da proeminente barriga dele como se fosse apenas a imprescindível sela num passeio por esses campos fora.

E mesmo quando o senhor, como Amélia sempre o tratou, sentado na sua poltrona se virou para ela com um ó filha que doravante cantas só para mim, que estava divorciado de fresco, ela aproximou os lábios da calva branquinha para um sonoro beijinho sentindo as mãos dele a amarinhar-lhe por dentro da saia para rubricar a sua aceitação de apenas chilrear dentro de portas e galopar no leito conjugal o selim do senhor empresário.

«Cheguei tarde» - por Rui Felício


Há anos que sou cliente daquela loja de pronto a vestir para homem, na Av. do Uruguai.
Não é que seja barata, mas os fatos são de boa qualidade, a confecção é perfeita e consigo sem dificuldade encontrar o tamanho adequado sem necessidade de serem feitos arranjos, nem nas calças, nem nas mangas.
Já lá conheci várias empregadas. Tanto as que saem como as que as vêm substituir, são sempre de uma extrema simpatia, cordiais, solícitas, eficazes, competentes e, normalmente, muito bonitas. Com corpos esculturais, mulheres jovens mas já maduras e de grande beleza, não se lhes consegue ficar indiferente...
Mesmo que não tencione comprar nada, às vezes passo por lá só para ver se há novas colecções. Porém, de há um mês para cá, tenho-a visitado com maior frequência do que o habitual.
Bem...porquê escondê-lo? Confesso que tenho ido à loja só por causa dela. Está na loja há pouco tempo, é nova, trigueira, salpicada por umas quase imperceptíveis manchas acastanhadas, que fazem lembrar pequenas sardas, e que lhe dão um atractivo especial, inexplicável, de sonho.
É a sensação de uma maciez aveludada, aquilo que sinto, quando, casualmente, os meus dedos lhe tocam, provocando-me um arrepio incontrolável no corpo. Suspiro baixinho, disfarço, as ideias atropelam-se-me em turbilhão e tento controlar o desejo louco de a ter. Evito que se perceba. Se calhar, sem sucesso...

Mas...
Um choque, um aperto no coração, foi o que senti no outro dia.
À porta, ainda não tinha entrado, vejo-a pendurar-se no pescoço de um homem jovem, bem constituído, que lhe sorria, que a afagava. Pelo vidro translúcido da porta, espreitava-os e adivinhava-lhes, com inveja, um ar de grande felicidade!
Nem cheguei a entrar. Dei meia volta e regressei a casa roído de ciúmes, recriminando-me pelo meu feitio inseguro e indeciso.
Pelo caminho tentei desvalorizar o inesperado episódio. Nos tempos modernos essas atitudes são triviais, as mudanças são comuns, as aparências nem sempre traduzem a realidade e, portanto, não devia preocupar-me demasiado.
Ontem decidi-me! Venci aquela estúpida indecisão, aquele marasmo, e resolvi passar pela loja ao fim do dia. Ganharia coragem e diria a verdade! Revelaria aquilo que me trazia o coração apertado. Não perdia nada com isso, monologava eu comigo mesmo... Assim acabaria com o sofrimento que me atormentava e que não tinha razão de ser!
Cheguei lá, procurei-a avidamente com os olhos. Mas não a vi!

Perguntei por ela, ansioso.
A empregada que me atendeu disse-me que aquela bela e cara gravata de seda italiana, de um padrão invulgar, era exemplar único e que a tinham vendido no dia anterior...

Rui Felício
Blog Encontro de Gerações

Jurandir



Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

01 setembro 2012

Homens, aprendam a mudar as cordas a uma viola

«respostas a perguntas inexistentes (210)» - bagaço amarelo

olha-me!

Às vezes, não sei bem porquê, há pequenas insignificâncias que se escrevem na minha memória de forma tão vincada que nunca mais me esqueço delas. Como se fossem um carimbo, surgem de vez em quando no meu raciocínio sem razão aparente. Normalmente são olhares. Chego a ficar anos sem me lembrar deles, mas num determinado momento relembro-os com tal frescura que parece que foi ontem que os vi.
Lembro-me, por exemplo, de ver dois homens a segurarem uma gaivota viva em Lagos, no Algarve, durante umas férias que fiz ali em criança. Eu tinha sete anos, portanto isto foi há trinta e três. Eu ia para a praia com o meu pai e a minha mãe, e vi-os pela janela de trás do carro. Lembro-me perfeitamente que um deles tinha uma camisa vermelha e o outro uma t-shirt branca e suja. A gaivota tentava soltar-se em vão e o homem da camisa vermelha, que lhe segurava o bico e uma das asas, fitou-me prolongadamente até o carro desaparecer numa curva. Era um olhar ameaçador, pelo menos na perspectiva duma criança, e assustou-me.
Outra memória é de há dezassete anos, numa esplanada em Praga, na República Checa, onde me sentei para beber uma cerveja com uma brasileira que tinha acabado de conhecer. Pois bem, nessa tarde em que nos sentámos na esplanada, numa outra mesa estava uma criança com uma máscara de caveira que nunca deixou de olhar para mim. Devo ter estado ali sentado quase uma hora com a máscara sempre a olhar na minha direcção. Fiquei de tal forma incomodado com aquilo que a certa altura me levantei e dirigi-me a ela. A criança fugiu, desaparecendo por entre a multidão de Národní Trída, e os adultos que estavam na mesma mesa nem sequer se mexeram. Só aí é que percebi que nem sequer eram parentes. Nunca mais a vi, mas também nunca mais me esqueci.
Já reconheci estes dois olhares várias vezes na minha vida noutras pessoas e situações. O olhar ameaçador do homem que prendia a gaivota e o olhar quieto, ameaçador e escondido da máscara daquela criança checa. Reconheci-os em entrevistas para empregos, nas alas de segurança de vários aeroportos ou em simples balcões de atendimento público. Reconheço-os por aí de vez em quando, e é quando os torno a lembrar como se fossem uma recordação de ontem.
Memorizo de tal forma alguns olhares que já pensei em catalogá-los por níveis de ameaça e de Amor. É só uma brincadeira, claro, mas ontem, enquanto tomava café, fiz uma tabela numa folha com vários olhares de que não me esqueço, incluindo os dois que já referi, e estabeleci para cada um deles uma intensidade emocional. Tenho lá olhares com apenas alguns meses e outros com muitos anos. O olhar da minha mãe quando me encontrou depois de eu ter fugido de casa em criança, que deve ter uns trinta e dois anos; o olhar da minha filha ao meu colo, em bebé, que tem onze anos; o olhar da Raquel quando me apaixonei por ela, que tem três anos e meio. Enfim, defini ao todo mais de quarenta olhares de que não me esqueço.
Acabei de beber o café e pedi uma cerveja. Estava só num bar em Aveiro e fui deixando o tempo passar enquanto olhava fixamente pela janela. Ainda tinha o meu moleskine aberto na tabela dos olhares quando, a duas mesas de mim, uma mulher e um homem começaram a discutir. Era nitidamente um discussão conjugal e, apesar de ela tentar falar baixo, ouvia-se nitidamente tudo o que dizia. Ele estava calado como uma criança envergonhada, de olhos postos no chão.
Acrescentei esse olhar à minha tabela. Era um olhar fugitivo, um olhar para o chão para não enfrentar a discussão. Um olhar de quem já Amou mas agora vê esse Amor como uma armadilha. Está preso, quer sair e não sabe como. Já se esqueceu do que é o Amor. E foi isso que escrevi.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Taça metálica com publicidade

Taça de publicidade aos «douches Queroy», que pode servir de cinzeiro ou de "vide-poche" (para guardar objectos da algibeira... e, a partir de agora, outros objectos da minha colecção).


Um sábado qualquer... - «7 Pecados»




Um sábado qualquer...

31 agosto 2012

«O nada, o infinito e o foda-se» - João

"Foi entre garfadas de arroz com maionese de wasabi que olhei para duas crianças que estavam sentadas não muito longe, acompanhadas pelos pais, levando-me a comentar o corte de cabelo delas – as crianças -, pente zero ou perto de zero de lado, e em cima cabelo comprido como que lambido por uma vaca. Comentei: já viste o cabelo daqueles rapazes? Aquilo está muito para lá de um corte de cabelo “à foda-se”.
Nessa altura desceu em mim uma revelação. Tive uma epifania. Estamos limitados pelo foda-se. Na verdade, o foda-se é como o limite do Universo. Para lá do foda-se só está o vazio, o nada, o “não ser”. Em suma, o foda-se marca o limite. Para lá dele, verbos como ser e estar não se aplicam. São as trevas.
A língua portuguesa é extremamente rica. Tanto, que é possível dar-lhe grandes pontapés e ainda assim parecer selecto na escrita, é possível usar as entrelinhas para lá esconder palavras preciosas que pouca gente consegue ler. Na língua portuguesa tudo se diz, tudo se faz, e com grande qualidade. Mas não se conhece palavra que substitua ou vá além de um foda-se quando toca a qualificar o limite de alguma coisa. Quando tudo está perdido, está tudo fodido. Mas, se nos precipitarmos e dissermos que está tudo fodido antes de a coisa piorar, como fazemos? Há mais alguma coisa para lá de fodido? Se vemos algo de inacreditável exclamamos um sonoro foda-se. Mas e se logo a seguir virmos algo ainda mais inacreditável? O foda-se está gasto. Há alguma coisa que possa dizer-se a seguir a um incrédulo foda-se que o ultrapasse? Que lhe adicione dimensão? Valor? Não. O foda-se é um limite intransponível. Não há como estar mais fodido do que fodido. Uma foda não é cumulativa. Nós não estamos pouco ou muito fodidos. Estamos fodidos e pronto! Ninguém diz “estou muito fodido”. Ninguém diz “foda-se esta foda”. Não. Há a normalidade, há o momento do foda-se, e há o silêncio.
O cabelo das pobres criancinhas, como que lambidas pela língua de uma vaca, não pode estar para lá de um cabelo “à foda-se”. Seja isso o que for – as explicações variam -, um cabelo “à foda-se” é o limite. Se o delas, ao meu olhar, me pareceu incrível, terá sido isso, ou até menos, mas nunca além de.
O ridículo não conhece limites. A estupidez não conhece limites. Há muitas coisas que, comprovadamente, não conhecem limites. A foda sim, a foda conhece limites. A foda é o limite."

João
Geografia das Curvas

A posta da cabeça aos pés


Ela: Porque insistes em mimar-me tanto com palavras?
Ele: Foi a única solução que os meus lábios encontraram para beijar uma parte dos teus encantos que lhes está inacessível.

Axe Hair - «Office Love»

Muito bom!

Amor com amor...




Meninas WTF

30 agosto 2012

Gata em telhado...


Gabriela, telenovela da Rede Globo, de 1975
(adaptação televisiva do romance Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado)

blog A Pérola

«A Giocona» - Patife

Sempre gostei muito de Paris. Muito provavelmente terei sido influenciado pela primeira visita à Cidade Luz. Estava eu a visitar o Louvre e fiquei estático a ver o sorriso enigmático da Gioconda, essa obra menor do Leonardo. Não por causa da tela, mas porque uma italiana estava completamente excitada por estar a um metro de distância do quadro renascentista. Conversa puxa conversa erudita sobre obras de arte e acabámos a ver o Louvre acompanhados. Ela era estudante de belas artes e eu já nessa altura era um franco apreciador quer de belas quer de artes. Íamos passando de ala em ala, de época em época, de autor em autor, e ela não parava de falar no raio da Gioconda. Não pude deixar de ficar intrigado com a sua obsessão pela dita. E como não sou de ficar intrigado decidi aprofundar a questão. Puxei dos galões e comecei a falar das obras com uma erudição forjada, mas com tal convicção que facilmente passaria por um crítico de arte. Há qualquer coisa que deixa as mulheres imediatamente molhadas perante um homem com interesses culturais. No final do dia disse-lhe que eu próprio era uma espécie de artista e que lhe queria mostrar a minha arte. Fomos para o quarto da albergaria antiga para eu lhe mostrar a minha veia artística na pinocada e para tentar descobrir a sua obsessão pela Mona. Qual não é o meu espanto quando, ao retirar as cuecas da lambisgoia, me deparo com uma pachachinha que parecia sorrir de forma tão ou mais enigmática que a Gioconda. Uma autêntica Giocona. Ainda assim pareceu-me uma obra inacabada, por isso, qual Da Vinci, saquei do meu pincel e dei-lhe uns retoques com uma habilidade capaz de criar um autêntico renascimento orgásmico.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Quatro bons motivos para não comprar um Smart... ou serão oito?!


... me dê toda a coragem que puder

... e não me falte forças pra lutar...



Quem nunca?

Capinaremos.com

29 agosto 2012

pétreo

(...) Tesões estalam. Minhas bocas abertas. Resplandecente. Gritando. Desenfeixam-se membros erectos nos bravos delírios de um ventre. Acendem-se camas embrionárias e tornam-se geometricamente vermelhas, nos bosques do erotismo, onde crescem jardins leves e ardentes, em buracos fortes, pulsantes ao som firme, nas frutas redondas que descem em bocas maduras. Numa elegância violenta. Magnífica. Expelida nos coitos e nos anais do mundo.(...)

Luisa Demétrio Raposo

«chuva» - bagaço amarelo

Encontrei este anúncio quando pesquisava, na internet, a história duma das marcas mais emblemáticas de sempre para quem gosta de equipamento de fotografia e cinema vintage: a Bell & Howell. Em 1959, ano da revolução cubana, a Sabrina apresentava assim o novo projector de slides desta marca americana. Sinceramente, a esta distância temporal, não estou a ver quem é a Sabrina, mas percebo imediatamente a sua escolha para esta publicidade muito pouco subtil. É que os projectores de diapositivos não devem apanhar chuva. Só pode ser por isso...


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

As coisas não são sempre o que parecem

Anúncio no Japão ao Toyota Auris (conhecido como Corolla, na Europa), com o/a modelo transsexual Stav Strashko, de 19 anos, da Ucrânia.
O slogan é «Não segue a tendência, não é informal, não é para todos»

É preciso não meter água!

Crica para veres toda a história
Náiades


2 páginas (cricar em "next page")

oglaf.com

"Náiades são ninfas aquáticas com o dom da cura e da profecia e com certos controles sobre a água. Assemelhavam-se às sereias e, com a voz igualmente bela, elas viviam em fontes e nascentes ou até cachoeiras; deixavam beber dessa água, mas não se banhar delas, e puniam os infratores com amnésia, doenças e até com a morte." [Wikipédia]

28 agosto 2012

Poesia medieval dita por Luis Gaspar - «Luzia Sanchez» de João Soares Coelho

O nosso amigo da voz d'ouro, Luís Gaspar, do Estúdio Raposa, preparou uma prendinha para quem gosta de poesia: o iBook «Coletânea de Poesia Portuguesa - I Volume- Poesia Medieval, disponível no iTunes Store - Livros - Luis Gaspar por um preço que é praticamente à borla.
Deixo-vos aqui um aperitivo, «Luzia Sanchez», uma cantiga trovadoresca de escárnio e maldizer, da autoria de João Soares Coelho:


Poesia Medieval III - Luzia Sanchez from Luis Gaspar on Vimeo.

João Soares Coelho (1200-1278) foi um Rico-homem e cavaleiro
medieval do Reino de Portugal e do conselho real do rei D. Afonso III.


Luzia Sánchez, estais em grande falta
comigo, que nom fodo mais nada senão
uma vez; e, pois fodo, se Deus me valer
fique disso afrontado bem por três dias.
Por Deus, Luzia Sánchez, Dona Luzia,
se eu vos pudesse foder, foder-vos-ia.
Vejo-vos deitar comigo muito defraudada,
Luzia Sánchez, porque não fodo nada;
mas se eu com isso vos satisfizesse,
pois eu foder não posso, peidar-vos-ia.
Por Deus, Luzia Sánchez, Dona Luzia,
se eu vos pudesse foder, foder-vos-ia.
Deu-me o Demo esta pissuça cativa,
que já nem pode cuspir saíva
e, de certo, parece mais morta que viva,
e se lh’ardess’a casa, não s’ergueria.
Por Deus, Luzia Sánchez, Dona Luzia,
se eu vos pudesse foder, foder-vos-ia.
Deitaram-vos comigo para mal dos meus pecados
pensais de mi coisas tão desconcertadas,
cuidais dos colhões, que tragu’inchados,
porque o são com foder e é com doenças
Por Deus, Luzia Sánchez, Dona Luzia,
se eu vos pudesse foder, foder-vos-ia.

Antiguidade clássica 5

Eva portuguesa - «Cobardia»

Acho piada que aqueles que fazem comentários negativos, ofensivos, ordinários até no meu blog, nunca se identifiquem... 
Pura cobardia!
Para além da ignorância de quem não sabe do que fala, do preconceito que revela uma falsa moral, ainda são cobardes!
E criticam, ofendem, mas lêem...

Então, para vocês, é escusado responderem, pois os comentários estão sujeitos a moderação e esses são logo considerados spam.
Já uma vez, quando foi feita uma denúncia a um senhorio numa casa onde trabalhei, também foi anónimo!
Claro que, para além de toda a maldade que estas situações encerram, ao mesmo tempo esta cobardia revela alguma moralidade... duvidosa, é certo, mas no fundo as pessoas que e quando fazem o mal, não querem ser identificadas... ou por vergonha ou por terem noção que estão a proceder mal. Isto pode ser mau pois, apesar de terem consciência de que estão a praticar o mal, estas pessoas fazem-no na mesma.
Mas, ao mesmo tempo, revela que existe uma moralidade, contrapondo-se à vergonha de praticar o oposto.
E, por muito negativo que seja uma pessoa ser imoral, é preferível a ser amoral (pelo menos no meu entender).
A falta de moral revela uma incapacidade anormal e anti-social de distinguir o que está certo do que está errado... e isto sim, é assustador! Uma pessoa que não distingue o bem do mal facilmente se torna num sociopata, não controla os seus impulsos, comporta-se como um animal, é um pária e um perigo para a sociedade e todos os que a constituem.
Já uma pessoa que pratica o mal mas sabe que o está a fazer, normalmente é uma pessoa com valores (mais ou menos correctos), em que grande parte das vezes controla esse impulso animalesco de tentar ferir quem julga ser mais fraco. E, ao fazê-lo, revela a sua própria fraqueza, bem superior à da sua "vítima", visto que não consegue exercer a sua faceta maléfica contra alguém mais forte, nem sequer procura um confronto directo, limpo e honesto... Esconde-se atrás de um anonimato e de uma falsa moral que lhe dão uma sensação de segurança e superioridade (falsas, obviamente!).
Porquê o facto de grande parte das minhas colegas não atender números anónimos?... Porque é maioritariamente daí que vêm os insultos, as frases ordinárias e as falsas marcações... Mais uma vez, cobardes que se escondem atrás de um anonimato...
A cobardia tem cara, tem nomes, tem vozes... mas estes escondem-se atrás de um manto de pseudo invisibilidade...
Só há uma coisa que eu não entendo: o que ganham estes cobardes em agir assim?....


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Beija-me



Beija-me os lábios carnudos
e rasga-me a roupa
com a loucura do desejo
que te toma
e t’incendeia.

Percorre-me o corpo sedento
e toma-me como tua outra vez.
Abocanha-me os seios,
aperta-me, agarra-me,
como s’eu fosse fugir...

Entra em mim erecto
e crava-me fundo, profundo,
a tua força de macho amado.

Usa-me, abusa dos segredos
e profana-me corpo e alma,
por cima, por baixo,
à frente, atrás...

Faz-me tua puta-mulher
e não faças amor comigo hoje...

Fode-me!


Vera Sousa Silva

poema do meu novo livro "Bipolaridades"

Caça à raposa - copo de vidro com imagem escondida

Já tinha um copo idêntico (com uma bailarina) na minha colecção.
Este tem uma imagem de uma caçadora, com uma raposa. Olhando para a parte de trás da imagem, através do vidro do copo, vemos a mulher nua... e a raposa de olhos arregalados.



27 agosto 2012

«Ato Mundial contra Belomonte»

Ato Mundial - World act from brwax on Vimeo.


Este filme tem um ano mas vale sempre a pena ver uma causa bem defendida.

"A usina hidrelétrica Belomonte
a terceira maior usina hidroeléctrica do mundo, causará impacto ambiental
2X a cidade do Rio de Janeiro
80% das águas do rio Xingu serão desviadas
Mais de 20 etnias indígenas desabrigadas
Destruição do único meio de transporte para todas as comunidades
Famílias indígenas obrigadas a abandonar suas terras
«se o Xingu cair não há mas quem salve o Xingu»
Dia 20 de Agosto de 2011
Em defesa dos povos, da floresta e do rios da Amazônia
Ato Mundial Contra Belo Monte"

Moira Johnston, activista em topless

É uma boa pergunta: Por que razão uma mulher não pode mostrar o peito em locais públicos?
Moira Johnston é uma norte-americana de 29 anos que trabalha como dançarina de topless num bar na Filadélfia e que decidiu praticar topless durante todo o dia, numa campanha pessoal pelos direitos das mulheres.
[via Testosterona]

«os adeptos de futebol» - bagaço amarelo

Os adeptos de futebol são muito parecidos com as testemunhas de Jeová ou com os operadores de telemarketing, isto é, são uns chatos. Na verdade, eu até acho que são os mais chatos e palermas de todos. As testemunhas de Jeová chateiam-nos porque nos querem salvar a alma, os operadores de telemarketing querem vender-nos robôs de cozinha porque têm que ganhar a vida, os adeptos de futebol é porque gostam de um clube de futebol.
Não há nada mais egoísta do que passar a noite a buzinar um penduricalho qualquer só porque uma equipa qualquer ganhou um jogo. Pior, enchem as redes sociais na internet com fotografias e frases baratas, centram a discussão pública na porcaria dum fora-de-jogo que não foi e devia ter sido, alimentam uma indústria milionária que não produz nadinha.
A má notícia para os adeptos de futebol é que só é assim porque o futebol é fácil, e quem não consegue discutir mais nada porque não chega lá, acaba mesmo a pensar no que é mais fácil e não tem interesse nenhum: o futebol. Estava tudo bem, desde que não chateassem mais ninguém.
A Rita é uma amiga minha que, a mim não me engana ela, sabe tão pouco do que passa no futebol como eu. Provavelmente sabe os resultados dos jogos porque o marido dela lhos diz. Mais nada. Mesmo assim mandou-me uma dessas frases feitas, com uma imagem azul por trás, a dizer que Ama o Futebol Clube do Porto. Não faltava mais nada do que agora virem dizer que Amam um clube qualquer, que normalmente até já nem é um clube mas sim uma Sociedade Anónima Desportiva, da qual fazem parte vários accionistas que só pensam no valor das suas acções.
Mas percebi. Finalmente percebi. Quem acha que pode Amar um clubezeco qualquer é porque anda mesmo alheado da vida. Tão alheado que nunca se apercebeu do que quer dizer a palavra Amor. Por mim podem continuar assim mas, por favor, não me chateiem.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Estes japoneses criam cada coisa...

O filho do Freud

sofre…



Pior seria ser filho de Nietzsche.

Capinaremos.com

26 agosto 2012

E continuamos na saga "Porno para toda a família" - por Didas


Pornos na padaria anteriores.

Blog Farinha Amparo

The Lonely Island (feat. Akon) - «I Just Had Sex»

Treino de bancada




Oh mana,

este teu email à beira de um ataque de nervos, lembra-me que  o futebol não está erradicado das conversas nem os media que o difundam mas caramba, as manobras de diversão ainda existem.

Foi uma ideia peregrina comprares esse plasma de cento e tal centímetros, mesmo convidativo para ele se esparramar no sofá atafulhado em latas de cervejas e cascas de amendoins e pistácios. Ainda estás vestida a lamentar a tua sorte?... E se pegasses nos trajes menores e por tudo e por nada, passeasses
constantemente as tuas bolas saltitantes à frente do televisor? Faz de conta que apanhas algo do chão e sem flectir as pernas, nivela-me o rabo bem pelo meio do ecrã. Senta-te ao lado dele no sofá, de cerveja na mão, a beber directamente pelo gargalo e de língua espetada sorve todas as gotas de espuma que comecem a escorrer, com pronunciados sons guturais, que os gajos emprenham muito pelos ouvidos. E quando uma gota de água escorrer da cerveja geladinha mesmo para cima dos teus seios, ou tu forçares um bocadinho para que isso aconteça, chama-lhe desmesuradamente a atenção para a desgraça que te aconteceu e te está a gelar o corpinho.

Se nada disto lhe provocar a tumescência desejada, não há como sentares-te directamente no colo,agitares as nádegas como uma gelatina e garantires o domínio da bola.

Qualquer coisinha mais, é só ligares o chat do facebook ou pegares no head set para delinearmos a táctica nesse mesmo instante.


I want to ride my bicycle








blog A Pérola

Alceu



Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

25 agosto 2012

Homens, aprendam a mudar um pneu

«conversa 1907» - bagaço amarelo

Ela - Ontem tive, finalmente, sexo com aquele rapaz de quem te falei...
Eu - Aquele com quem andavas a sair há quase meio ano?
Ela - Sim. Até chorei.
Eu - Doeu-te?
Ela - Não estúpido. Fiquei emocionada.
Eu - Ah!
Ela - Ah?! É só isso que tens para me dizer?
Eu - Eu não estava lá. Queres que te diga o quê?
Ela - Como amigo, podias perguntar-me como é que me sinto.
Eu - Já sei que choraste porque te emocionaste. Como é que sentes, então?
Ela - Nem sei bem...


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»