Meninos, roam-se de inveja!
(com o patrocínio do Bichana Gato)
21 fevereiro 2005
Diário do Garfanho - XII
Continuo enfiado na cave da repartição. O asqueroso do chefe, esse animal, diz que a minha facies não é propícia a balcões e que olhar esbugalhado para as contribuintas não é maneira de atender.
Foda-se, vou fazer o quê? As gajas aparecem, eu não as convido, chegam-se ao balcão, as manhosas, ainda por cima sorriem lubricamente, fazem boquinhas, semicerram os olhos, falam comigo, perguntam-me coisas, interessam-se, perguntam-me se me estou a sentir bem... O que é que havia de fazer? Um homem não é de pau e não faltei ao respeito a ninguém, as mamas são uma parte do corpo como outra qualquer. Não sei porque não pode uma pessoa falar com outra e ter de olhar para outros sítios que não só as mamas.
Bardamerda para as caducas convenções sociais.
Elementos
És vento que agita o meu corpo
Quando o fazes ondular
Me encrespas a pele
A marcas e te assinalas
Em rugas de prazer.
És fogo que progride
Quando me abraças e abrasas
Me incendeias
E me tornas labareda
Brasa incandescente, fogueira a arder.
És água quando o suor brota
E as gotas se tornam mar
E me molham e te molham
E nos colam um no outro
Água prazer que sai de dentro
Mas que não apaga o fogo
Que tu,
Labareda que se espalha com o vento
Acendeste na minha pele.
E eu sou terra
Que queimas e assolas
Que varres e devastas
E depois
Tu rio, nela desaguas
Semeias, fazes renascer.
20 fevereiro 2005
Pensamento fo... digo, do dia
"A vida é uma piça:
sempre dura
mas nunca longa o suficiente"
Victorini
Victorini
A Titas complementa:
a torneira dura é abaixo toda a maneira que a torneira dura é torneira dura asian é torneira dura nova está na demanda grande a torneira dura está pronta para você a torneira dura é torneira dura atrativa é torneira dura extraordinària branca é cranberry a torneira dura é torneira dura precisa é o mais melhor brinquedo do mundo a torneira dura é demasiado boa de passar acima da torneira dura é o alvo a torneira dura é torneira dura desperdiçada é completamente uma habilidade a torneira dura está sempre pronta para qualquer coisa
(já estou a ver as pesquisas de serralheiros que se vêm aqui... ter...)
À sombra daquele desejo
Que mora num corpo que enlaço
E num olhar que conheço
Há um mistério suspenso.
Eu sei.
Tu sabes, também.
E quando na madrugada
Ou em tarde ensolarada
Com a pele na pele encostada
Me dizes, meu doce, meu bem;
Quando te despes aguada
Me ofereces côncava a entrada
E ajustas em mim a espalda;
Quando me susténs erguido
E me abocanhas perdida
Nesse vaivém repetido;
Quando mergulho desabrido
No teu mar cálido e fluido
E te arranco um gemido;
Quando esfuziante me abarcas
Nesse oculto incandescente
E em ti estremeço delirante.
Ele surge silenciosamente
Mas atinge-me de rompante:
Porque que coisa tão sublime
Não pode ser permanente?
Já foste votar?
Eu sei, eu sei: a tua política é a política do car... trabalho.
Por isso toma lá um bonequito do Webcedário - especial EleiSão:
Cada vez sou mais ABCDE Fã!
Por isso toma lá um bonequito do Webcedário - especial EleiSão:
Cada vez sou mais ABCDE Fã!
19 fevereiro 2005
Secreto desejo
Prendi o desejo entre as coxas
Retive a vontade de te dar
De te mostrar
O segredo/desejo
Que entre as coxas guardei.
Esperei as tuas mãos
E deixei jorrar o desejo
E mostrei-te o segredo
Que entre as coxas guardava.
Agora são tuas as marcas,
No cheiro que nas tuas mãos ficou
No sabor que a tua boca guardou,
De um secreto desejo
Antes retido
Entre as minhas coxas fechadas.
O OnanistÉlico ode a nossa poetusa:
Eu
Não te sorvo,
Cheiro-te
Aguardando
No
Despido
Estreitar, o teu
Sexo,
Coberto com os
Enlaçares
Nascidos de mim
Teus, por
Entre as tuas coxas.
A Gotinha está de serviço...
"Vou ficar até mais tarde no consultório, amor...
Estou com um paciente que está com um problema
ENORME!"
Matemóptica (*)
Um homem?!
Aos 60 ainda 70; mas aos 70 só 60.
(enviado por Pimpão)
________________
(*) a óptica da matemática
Aos 60 ainda 70; mas aos 70 só 60.
(enviado por Pimpão)
________________
(*) a óptica da matemática
18 fevereiro 2005
Cantou um dia o Che numa esplanada
Cantou um dia o Che, nas palavras do poeta.
E numa esplanada, um café arrefeceu sobre a mesa
Enquanto cantava amor e revolução.
No olhar de quem a rodeava
Havia o pasmo, havia o espanto
De ouvir, numa esplanada, palavras nunca antes ditas,
E do amor que havia na voz de quem lia o canto
De quem assim fazia amor dando palavras
Lendo o poeta, o Che e a revolução.
E elevou a voz e disse das montanhas
E do desejo de liberdade que tinha dentro
E a revolução do Che e do poeta foi a sua
E anulou a distância, atravessou montanhas
E deu amor dando a palavra
Enquanto o café arrefecia na mesa
Ela cantava o poeta
E fazia amor e revolução.
Ilustração: Da São
Texto:
Seiren - Banda desenhada on-line
A Nynfa Nisa descobriu esta página que é o paraíso para o Bichana Gato, com mais de 20 histórias em banda desenhada, on-line e gratuitas: "Fucknstones",
"Relações Patronais" 1 e 2,
"Paupeye em o Professor de Balé",
"o Pau da Barraca"... ... São só alguns dos títulos disponíveis.
Meninos, cuidado com o monitor e o teclado (correm o risco de ficarem pegajosos)...

Histórias aos quadradinhos da Seiren (Brasil)
"Relações Patronais" 1 e 2,
"Paupeye em o Professor de Balé",
"o Pau da Barraca"...
Meninos, cuidado com o monitor e o teclado (correm o risco de ficarem pegajosos)...
Histórias aos quadradinhos da Seiren (Brasil)
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