05 março 2005

DICK HARD NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA - 1

Um frio de rachar. O céu azul.
Um copo de Super Bock Stout.
Podia estar-se pior. Mas o tédio invadia de comichões existenciais o detective mais ordinário a oeste de Paços. No guardanapo de papel, Dick acabava de escrever mais um dos seus poemas:
"Se vou às putas
nunca me venho
não se deve gozar
com quem trabalha"
Dobrou A BOLA sem saber porquê (deixou o exemplar em cima da mesa do snack-bar) e pôs-se a passear sem rumo e a dizer piropos fora de moda às miúdas que saíam da escola secundária com o cio juvenil a tiracolo:
- Não sabia que as flores andavam.
- Vai prò caralho que te carregue, ó velhadas!
Primeiro, Dick estranhou um insulto tão hard da parte da miúda. Já não se podia ser galante. Depois pensou que a juventude não estava tão mal como isso. A miúda tinha revelado um trocadilho inteligente, misturando a frase “Vai para o Diabo que te carregue” com “Vai prò caralho”. A nível subsconciente talvez Dick tenha pensado: “Ó Diabo, estão a mandar-me prò caralho”.
Por norma, quando o mandavam para o caralho, Dick não ia. A menos que fosse muito bem pago, que houvesse bom uísque e o caminho fosse de primeira e não tivesse muitas portagens.
Fosse como fosse, estava na hora de ir tomar um copo às Docas. Meteu os pés a caminho e desceu do Largo do Rato. À porta da Assembleia da República deparou-se com uma manifestação de lésbicas.
- Ó amiga, desculpe lá a pergunta. Esta manif é contra quê?
- Contra o custo de vida.
- Isto realmente está pela hora da morte.
- Pois é, já não se pode comprar um strap-on sem andar na esquina a render.
- Um quê? Um pónei?
- Cavalo é você! Um strap-on, um dildo de cintura, um caralho para te meter na peida, já estás a perceber agora, ó panasca?

(... com ti nua na próxima legislatura)

Porta aberta

foto:Pascal Tarraire

Quem tiver coragem que me refreie
Que me ponha um freio
Uma mordaça
E cale a voz que tenho em mim.
Tenho tempestades para dar
Se alguém se atrever a entrar
Nas portas que abro aqui.
Quem quiser calmaria
É melhor nem espreitar
Que oásis, santuário de paz
Nada disso sou, ou encontram em mim.
Mas quem quiser ser vento comigo
Atravessar tempestades
Subverter as possibilidades
Mergulhar sem saber a profundidade
A porta está aberta
Pode entrar!

04 março 2005

Cisterna da Gotinha

Mulheres de acção: e de armas.

Porquinho inocente: mas só à primeira vista...

Inner Sanctum: fazer umas comprinhas de Latex

The Sex Melon: tudo é possível...

Quem quer comprar Cuecas??!?:.. ahhh.. esqueci-me de dizer que são cuecas usadas!!!

De ir ao céu

«Môor…hummmmm! Hoje quero que faças de mim o que quiseres», diz-me ela.
«Ui…que bom! Vou fazer com que te sintas no céu, doce», digo eu.
«Sim, faz-me isso», responde-me.
Pego nela, ponho-me em pé, com ela agarrada ao meu pescoço e bem encaixados um no outro. No calor da luta piso um sapato que estava no chão. Caímos os dois e ela dá com a cabeça na beira da cama e diz: «Fhhhh! Ai, porra môr, até vi estrelas». Os dois a rir que nem perdidos, no chão, e eu a dizer «vês, vês, eu não te tinha dito».

De boas erecções está o inferno cheio!

Não, não é mais um provérbio POPular da nossa lista. Mas podia ser. É o título de um livro de poesia satírica de Dick Hard (Luís Graça). Poesia dura e grossa, que a diáCona (onde pára ela?) não desdenharia atirar para a fogueira da inquisição. E que melhor elogio poderia ter um livro?
Fiquem-se só com um exemplo que faria o Einstein babar-se:


E=mc2

Uma erecção
a preceito
não passa duma relação
cona/efeito

Eu até já tinha outro livro deste autor na mesma editora (Polvo): "O homem que casou com uma estrela porno"... hmmm...
E se vos disser que o Luís Graça se alistou na FundiSão?

Consegues completar o desenho?


Crica na imagem para veres a solução
Existem duas maneiras de enlouquecer uma mulher na cama:
Uma é fazendo sexo.
E a outra é não fazendo.


(feito e não feito por Jotakapa)

03 março 2005

Video didáctico

Meninas, o Bichana Gato (desaparecido em combate)
quer que sejam auto-suficientes.
Aprendam a ver
utilidade numa porta!

Diário do Garfanho - 9

55

Diálogo com o Chefe da Repartição, esse cromo dificil:

– Ó Pereira, então a merda da certidão que eu lhe pedi ontem de manhã?
– Senhor chefe Almeida – logo aqui já o desarmei, – a certidão... Qual certidão, senhor chefe Almeida?
– A que eu dei ontem, homem – os modos já são muito melhores, compreensivos: tipo "desculpe lá estar a incomodá-lo, mas eu sou o chefe do serviço e tenho de o incomodar com estas minudências".
– O senhor chefe Almeida vai me desculpar, mas esqueceu-se do "lhe" e disse uma grande mentira.

Amanhã tenho de fazer a certidão, que eu bem vi o parvo do Chefe a tentar perceber o que eu lhe disse e a contá-lo à brochista da Patrícia que, hoje ou amanhã, entre duas mamadas, lhe vai explicar a consequência da falta do "lhe" e a consequente injúria à virilidade do homem.

Garfanho

Instante

Oh Manela, eu quero lá saber do tempo. Quero lá saber se é uma hora, um minuto ou um segundo porque... há instantes melhores que a vida toda.

Recordo-me sempre daquele moreno de olhos profundos e risonhos com quem passei uma horas da madrugada a conversar sobre este mundo e o outro, a rir e a beber café de termos, enquanto esperávamos sentadinhos no passeio a abertura das portas para entregarmos a candidatura à universidade. De manhã, após depositarmos as ditas nas maõs das funcionárias responsáveis, saímos rapidamente para a rua e ala que se faz tarde que esta já passou. Parei e comecei a agradecer-lhe as horas divertidas, com um sorriso estampado de orelha a orelha. Ele encostou-me o indicador esquerdo a ambos os lábios, impedindo-os de mexer e retirou-o para o colar nos seus. Beijou a polpa do dedo e sem despegar os seus olhos dos meus recolocou-o na minha boca. Com ambas as mãos, puxou-me pela nuca contra si e eu ergui o queixo entreabrindo os lábios para absorver a sua língua e levantei os braços, para lhe remexer nos cabelinhos. A sua lânguida língua parecia chegar-me ao esófago e todos os pelinhos do meu corpinho se eriçaram. Ele descolou e, outra vez com o indicador, percorreu-me da base do pescoço até ao queixo. Mergulhou novamente na minha boca e os nossos ossos e músculos pareciam um imã na porta de um frigorífico. Depois, dissémos adeus com as palmas das mãos muito abertas como as dos desenhos que se mandam para o espaço em sinal de paz.

E Manela, eu nem sequer sei quantos minutos durou, tanto mais que como sabes, nem uso relógio no pulso, por causa da minha alergia a metais não preciosos.

02 março 2005

Em segredo

Foto:Elena Getzieh

Entro no teu sono
Trago-te para o meu sonho
E muito levemente
Beijo-te escondida.
Paro
Quando agitado o teu sono muda
A tua pele reage
E o teu corpo acorda.
Entro então nas tuas coxas
E moves-te dormindo
Sentindo como num sonho
O prazer que se adivinha.
E quando de manhã acordas
E sentes o corpo molhado
Dizes tocando-te surpreso:
Hoje sonhei contigo.


O OnanistÉlico declara (e degema) que lhe abriu o apetite:

No sonhovo eras a gema e a clara que depositei em ti é agora uma estrela.
Ao tocar-te no céu húmido com o brilho da estrela... ládentro, cádentro... cadente em ti, sedento do teu sonho.
Hojovo contigo

Gotinha's Ass

HASH(0x8948390)
Watch out honey!
Your ass can make money.
If you want to score a couple bills,
Offer it up and take some pain pills.

What Ass Do You Have?
brought to you by
Quizilla
(sugestão da Xilla)
(Estou especialmente curiosa quanto ao resultado da Sãozinha...)