23 março 2005

Descobre as diferenças...

... entre o anúncio original da Yves Saint Laurent... e um arranjinho feito pela malta do b3ta:


Mais uma achega do Tiko Woods sobre punhetas

"Prova de que nem tudo o que nos fode é erótico.
Há muitos, muitos anos, num colégio religioso, numa aula de Ciências Naturais, enquanto o prof. palrava íamos regalando a vista numa 'revista de tetas & cus'
bem escondida dentro do manual e tínhamos o espírito a muitas léguas dali.
Eis senão quando o prof. se lembra de me dirigir a palavra e pergunta:
- Qual a razão por que o sapo se enfia no lodo?
- Para endireitar a piça - ouvi-me responder sem a mínima ideia de onde estava ou o que se passava.
Bem, fui contemplado com oito dias de suspensão e um convite - que foi de imediato aceite - para ir procurar instrução para outro lado.

*** Como contributo para a vossa cultura geral, o que o prof. queria era que lhe respondesse que o sapo se enfia no lodo para manter a pele húmida e poder assim respirar melhor."

Tiko Woods

22 março 2005

Maria Madalena arrependida

Foto: Joris Van Daele

Maria Madalena esperou arrependida
Do gesto que não fez
Da palavra que não proferiu
Do impulso que reprimiu
Para não ser tentação.
E ficou sozinha Maria Madalena
Gesto esboçado fechado na mão
Palavra presa debaixo da língua
Impulso, soluço, não tentação.
Ah pobre e injustiçada Maria Madalena
Que lembram arrependida da vida de devassidão
E que eu lembro chorando triste e sozinha
Arrependendo-se
Não da profissão que exerceu
Mas sim
De não ter cedido à tentação.

Encandescente

O OrCa tinha que oder a Madalena:

Madalena arrependida
Ou da vida desvalida
Coitada
Desperdiçada
Dessa vida mal vivida...
Mas Madalena provou
O pão que o diabo amassou
E diz quem por lá andou
Que o próprio Cristo até disse
Que não provar tal delícia
Seria uma idiotice
E segundo alguns anais
Aqueles dois tais e quais
Provaram do doce cálice...
picTMc5pl.jpg



Um orgasmo assim. Inesperado. Saído do mais profundo do meu corpo. Em segundos. Por cima da roupa. A porta aberta. O escritório cheio de gente. A minha mão pressionando a costura das calças. Movendo-a. O corpo em resposta imediata. Um orgasmo em segundos. Sozinha. E no entanto arrancando as contracções à minha cona, ao meu cu com tal violência que o resto do meu corpo deixou de existir. A saliva grossa. Em segundos. Sem ser esperado. Sem estímulos. Acontecido apenas.

Rosa Púrpura

O OnanistÉlico estava lá e viu tudo:

E eu espreitando por interposta planta que sacudida por mimética mão desprendia-se em folhas lavadas por brancas gotas que beijavam o chão. E do seu tronco guardo o prazer de te rever.

Video Kung-Fudido


Super Fuckers

(com som tem mais "alma")

Manobras Militares

Oh Manela, tu bem sabes que não nutro essa tua atracção às fardas e que cada vez que vejo uma, ponho-lhe logo um xis na testa. Nem percebo se são altos, baixos, magros ou gordos, apetecíveis ou repulsivos. Apesar de saber que foram os militares que fizeram o 25 de Abril e nesses dias em que eles encheram as ruas ter caminhado de caderninho de mão a coleccionar os seus autógrafos. Se calhar Manela, tenho um trauma com as fardas enquanto símbolo de autoridade, não achas?...

Mas no caso dele, despertou-me a atenção ter religiosamente, todas as sextas-feiras, o «Inimigo Público» debaixo do braço. Um dia, fingi não ter isqueiro e pedi-lhe lume ali no balcão do café. Abriu a pasta atafulhada de livros e de fato de treino, à procura do dito, para acabar por o encontrar no bolsinho pequeno das calças. Conversa puxa conversa, ele gostava de ler Lobo Antunes, José Luís Peixoto e até Al Berto. E Manela, tinha os músculos todos no sítio, sem serem espampanantes. As calças de ganga, Manela, são as nossas melhores amigas para nos mostrarem os contornos dos volumes e as formas dos rabos dos gajos, não é?...

Confessou que era sargento, habitualmente caladito na messe dos oficiais às segundas feiras, a não ser que o tema fosse gajas. E tinha umas mãos longas e o cabelo curtito e espetado como o pelo macio de um gato eriçado. E depois Manela, medi-lhe o polegar e deixei que me arrastasse para sua casa, para avaliar as munições e as armas da ocidental praia lusitana.

O Jorge Costa relembra a pívia em frente ao Palácio da Justiça

"Já aqui contei aquela pívia ao ar livre, no pátio do Palácio da Justiça, aqui no Porto, virado para as janelas das enfermeiras do Hospital de Santo António.
Tenho a vaga ideia que ainda me lembro dos risos das enfermeiras.
Claro que na época nao riam de tesão. Era de escárnio mesmo. Também, pudera... só tinha 12 anos. Que julgo ser a idade ideal para a prática continuada do exercício em questão.
Hoje em dia não me estou a ver a tocar a tal punheta no pátio e a olhar para as moçoilas!...
Mas estou a ver-me a ser batido por uma das substitutas das de então. Olaré se não estou..."


Jorge Costa

Ora ponha aqui, ora ponha aqui o seu pezinho...


(tacão gentilmente cedido por Sérgio Bina Lima)

21 março 2005

Demasiado Profano? - Parte 2










"USA O PRESERVATIVO - É DIVINO

Mais uma campanha polémica. Na vizinha Andaluzia.
O criador (da campanha) é Rafael Iglésias. Que usa a imagem do Sagrado Coração de Jesus para promover o uso do preservativo. Obviamente os sectores conservadores da sociedade espanhola estão contra... o preservativo!!!
Perdoai-lhes Senhor, que eles não sabem o que dizem..."

Odes no Brejo - O teu assento

O teu assento não é
Agudo
Grave
Ou esdrúxulo
O teu assento é tão só
O quente
E macio
Luxo
Onde aos poucos perco o pé
Caindo em teu precipício.

A dor do dedo, odedor do mundo

Neste dia enquanto não te entrevejo,
vejo-as abertas, entre as pernas e o que
beijo? As trevas. Escuro véu que a noite oculta...
e o dedo que te procura;
tacteia e nesta desaranhada viSão
o São dedo se afunda,
tecendo loas e uma ode ao mundo
sobre a dor só!
E o brilho que a mão segura?
São testemunho do dia que nasce,
luz que se-me-te apaga...
... lá no fundo.

Cântico lamento

foto: Yuri Bonder

- Que farás quando eu me for?
- Procurar-te-ei em todos os recantos
Percorrerei todas as ruas
Pisarei todas as calçadas
Refarei todos os teus passos
Gritarei nas ruas o teu nome
Acordarei a cidade
E até te reencontrar não dormirei.
- E se não me encontrares?
- Então... Ficarei preso no tempo
Em que estavas presente
Voltarei aos lugares
Onde juntos fomos um
Amaldiçoarei as estrelas
Por brilharem sem tu estares
Cantarei revolta à lua
Por sem ti não se extinguir
E direi baixinho o teu nome
Para que ouças o meu lamento
E viverei para o momento
Em que sejas de novo presente
E te direi:
- Meu amor quanta demora.

Encandescente

Poeta (uma vez)




Quero escrever a mel
A ideia de mim
Na tua pele
Quero dizer no teu corpo
Palavras que inventámos
Em versos que escrevemos juntos
Quero inscrever-te sílaba a sílaba
Contos de aventuras
Na cama, no chão, nas ruas da cidade
E no vento ao pé do mar
Acrescentar ponto por ponto
Em todos os teus recantos
Detalhes de escrivão
Hipérboles, elipses, metáforas
Deixar impressas imagens grandiosas
Gravar com o aparo do desejo
Os sabores de natas com bagas selvagens
Os aromas dos dias de verão
E as cores do vento da floresta
Por uma vez
Sentir que posso ser poeta

Ferralho

E nem todos se podem gabar de receber comentários como estes:

"E és poeta!"
Encandescente

"Centímetro a centímetro
penetras a tua poesia em mim
e inundas-me na metáfora de uma chuva poética."
Maria Árvore