Oh Manela, as salas de chat são lugares de engate onde se aplica a clássica técnica do 1-2-3: um, chat; dois, café; três, cama. Às vezes, há uma passagem pelo MSN, tipo alínea um ponto um, para averiguar as medidas e tamanhos envolvidos na questão, através do texto e da imagem.
E contudo o que nele me atraiu Manela, foi exactamente a subversão desses valores instituídos. Mesmo naquele chat tacanho, ele argumentava e ainda por cima, com sentido de humor. A cumplicidade começou quando combinámos na janelinha privada continuar a moer o juízo a uma figurinha conservadora que por lá tinha aportado. Fazes frito, eu faço cozido e vamos a ela!...
Ele deu-me o número de telemóvel com a indicação «Para usar em caso de necessidade» e eu respondi em formato sms que estava a precisar de serviço de reanimação desde que dispusessem de equipamento para o efeito. Depois, Manela, ele ligou-me logo no dia seguinte, para me dar os cabeçalhos do jornal diário e disparar «Sabes que vamos acabar na cama, não sabes?...». Obviamente, era a única resposta possível, Manela!...
Da primeira vez que nos encontrámos reconhecemo-nos pela sua matrícula TX, de Tarado Xequechual e foi um prazer ver uns cabelos compridos atados num nagalho, acompanhados de umas jeans que lhe adubavam o rabo e a protuberância junto do fecho éclair. Mergulhámos um no outro como se a manette das mudanças não existisse entre os dois assentos.
Fomos aprofundando os conhecimentos das nossas assimetrias e eu deixava sempre escorregar os meu dedos da base dos seus testículos para trás e voltava pelo mesmo caminho, continuamente, até ouvir o seu suspiro. Até ao dia Manela em que o meu indicador decidiu perfurar por ali adiante, gerando-lhe sons guturais que lhe gazeavam a face. Depois Manela, enquanto nos calçávamos, ele decretou que nada daquilo tinha acontecido e o meu espanto fodido proclamou, em edital, boa noite e um queijo!
26 março 2005
ovo de chocolate
fiquei a pensar que te faria eu
se, por acaso, fosses
um ovo de chocolate
estarias embrulhado
num papel acetinado
de cores sedutoras
espreitaria, provocadora
para dentro destas cores
que logo rasgaria
gulosa, observaria
por que lado começar
com a ponta da língua
saborearia o primeiro pedaço
com os lábios roçaria
o teu corpo de chocolate
traçando caminhos
não resistiria
a uma suave mordidela
a provar um pedaço de ti
terias recheio de leite
doce e cremoso
que na minha boca
se derreteria
pedaço após pedaço
de prazer me encherias...
fiquei a pensar que a ideia nem era má
mas no fim, com nada ficaria
bem melhor será cobrir-te de chocolate!
Páscoa Feliz a todos
25 março 2005
Carta do Jorge Costa à Matilde Doroteia
"Há muito que não te ponho o olho em cima. Nem o olho... nem mais nada.
Lembras-te daquelas reuniões que tínhamos no gabinete do chefe, em que trocávamos memorandos, deitados no sofá do canto?
Não sei que raio de jeito demos... que o raio do sofá partiu. É uma verdade que naquela época... escrevíamos muito. Ó, se escrevíamos!
Ainda te lembras como eu fiquei enrascado, sem saber o que posteriormente dizer ao director,
quando ele chegasse e visse o sofá no chão? O que valeu foi o meu jeito p'rá bricolage.
Estava agora p'raqui a tecer estas linhas e uma coisa puxa a outra e lá lembrei (como também te lembrarás) daquela vez que fomos para casa de campo do J. e naquela noite de calor, após meia dúzia de saltos na cama, a porra da travessa lascou! Foi outra enrascadela. Lembras-te? Tive de lá voltar de martelo e parafusos para arranjar o catano da cama.
Isto para não falar daquela vez que quiseste à viva força - sim, que tu, Matilde Doroteia, és mulher de força - escrever uma carta no armazém das máquinas. Mas que raio! Logo havias de querer escrever deitada! E, não contente com isso, logo havias de, no fim da escrita, dar um pontapé na máquina da frente e fazer desmoronar tudo. Aquilo nao foi um pontapé... foi mais um esticão que te deu pela espinha e te provocou aquele espasmo! Mas que raio de espasmos que te davam!...
Aqui bem se lixaram. Eu arranjo muita coisa, mas amolgadelas... não. Olha, ainda me lembro de se ter reclamado p'rá fábrica que tinha vindo uma máquina amolgada.
Eras do piorio. Sim, que eu era até muito sossegado.
Só de lembrar que na mesa do refeitório, onde o maralhal comia a sopa e as migas que trazia de casa, tu mandaste tudo p'ra canto, só p'rá gente ter espaço para escrever dois memorandos seguidos... E sempre deitada. Muito gostavas tu de escrever deitada! Muito gostavas tu dos meus ditados!
Eras de força, Matilde Doroteia! Naquela altura, lembro que a marmita do J.A. ficou com a sopa misturada com as batatitas que o desgraçado trazia p'ra morfar ao almoço. Olha que ainda lembro os berros:
- CARALHO... quem foi que me virou o caralho da marmita?!
Coitado. Eu é que, coitadito de mim, ficava ali p'ra um cantito, com olhinhos de carneiro mal morto, sem saber o que dizer. Eu sabia o que fazer, mas tinha «horinhas»... que não sabia mesmo o que dizer. Mas que raio! Passavas a vida a escrever. E eu sempre com o tinteiro atrás... Pois é, Matilde Doroteia, lembrei-me de te dedicar estas letras em virtude de ter uma nova secretária. Esta, parte menos a mobília. Sempre me dá menos trabalho no fim de cada carta.
Se bem que tem a mania de rasgar lençóis...
Olha... seja tudo por môr'da escrita!
Jorge Costa"
Original gamado aos Pés Quentinhos
Lembras-te daquelas reuniões que tínhamos no gabinete do chefe, em que trocávamos memorandos, deitados no sofá do canto?
Não sei que raio de jeito demos... que o raio do sofá partiu. É uma verdade que naquela época... escrevíamos muito. Ó, se escrevíamos!
Ainda te lembras como eu fiquei enrascado, sem saber o que posteriormente dizer ao director,
quando ele chegasse e visse o sofá no chão? O que valeu foi o meu jeito p'rá bricolage.
Estava agora p'raqui a tecer estas linhas e uma coisa puxa a outra e lá lembrei (como também te lembrarás) daquela vez que fomos para casa de campo do J. e naquela noite de calor, após meia dúzia de saltos na cama, a porra da travessa lascou! Foi outra enrascadela. Lembras-te? Tive de lá voltar de martelo e parafusos para arranjar o catano da cama.
Isto para não falar daquela vez que quiseste à viva força - sim, que tu, Matilde Doroteia, és mulher de força - escrever uma carta no armazém das máquinas. Mas que raio! Logo havias de querer escrever deitada! E, não contente com isso, logo havias de, no fim da escrita, dar um pontapé na máquina da frente e fazer desmoronar tudo. Aquilo nao foi um pontapé... foi mais um esticão que te deu pela espinha e te provocou aquele espasmo! Mas que raio de espasmos que te davam!...
Aqui bem se lixaram. Eu arranjo muita coisa, mas amolgadelas... não. Olha, ainda me lembro de se ter reclamado p'rá fábrica que tinha vindo uma máquina amolgada.
Eras do piorio. Sim, que eu era até muito sossegado.
Só de lembrar que na mesa do refeitório, onde o maralhal comia a sopa e as migas que trazia de casa, tu mandaste tudo p'ra canto, só p'rá gente ter espaço para escrever dois memorandos seguidos... E sempre deitada. Muito gostavas tu de escrever deitada! Muito gostavas tu dos meus ditados!
Eras de força, Matilde Doroteia! Naquela altura, lembro que a marmita do J.A. ficou com a sopa misturada com as batatitas que o desgraçado trazia p'ra morfar ao almoço. Olha que ainda lembro os berros:
- CARALHO... quem foi que me virou o caralho da marmita?!
Coitado. Eu é que, coitadito de mim, ficava ali p'ra um cantito, com olhinhos de carneiro mal morto, sem saber o que dizer. Eu sabia o que fazer, mas tinha «horinhas»... que não sabia mesmo o que dizer. Mas que raio! Passavas a vida a escrever. E eu sempre com o tinteiro atrás... Pois é, Matilde Doroteia, lembrei-me de te dedicar estas letras em virtude de ter uma nova secretária. Esta, parte menos a mobília. Sempre me dá menos trabalho no fim de cada carta.
Se bem que tem a mania de rasgar lençóis...
Olha... seja tudo por môr'da escrita!
Jorge Costa"
Original gamado aos Pés Quentinhos
24 março 2005
"Early morning blogs 4"
Enquanto o computador liga
Bebo um café
Procuro o isqueiro perdido algures no meio da papelada
Acordei de mau humor e com pouca paciência
Para jogar de esconde-esconde com isqueiro e papéis.
Encontro o objecto fugidio
Acendo o cigarro e começo a passar páginas.
De repente deparo-me com uma das maiores pérolas
De estupidez, burrice e cretinice que já li
Na denominada blogoesfera:
“O maior problema dos ateus é não ter ninguém
A quem chamar durante o orgasmo.”
E pela primeira vez na vida dou graças a deus
Por ser ateia e nele não acreditar.
Sei que quem estivesse a meu lado no momento do orgasmo
Não gostaria de ouvir invocado um nome que não o dele.
E imagino quem escreveu esta pérola de sapiência
Depois do acto consumado
Ajoelhado na cama
As mãos juntas em oração:
“-Ah meu Deus, eu te agradeço
O corpo que puseste ao meu lado
E com quem tive um orgasmo mas que não lembro o nome.”
Diz o segundo mandamento:
“Não invocarás o nome de Deus em vão”
Eu diria mais ainda
Há alturas em que dois chegam e mais um é multidão.
Olho o cigarro e inalo o fumo profundamente:
Abano a cabeça e penso:
Definitivamente! Há piores formas de poluição.
Encandescente
Odes no Brejo - Se...
Alice
Alce esse cálice
Delicie-se
Ou cicie se apetece
Solte a alça
- Que chatice!...
Se-se-se-se-se-se-se...
Dê-se assim
Como quem fosse
Só Alice
Numa pressa
Deixe que o cio
Insinue
A sua sede de vício
No seu corpo
Que apetece.
Recomendação pascoal: Quem tiver ovos que se agarre a eles. Quem os não tiver, tente deitar a mão a alguns que estejam por perto, fazendo sempre o obséquio de ser felizes.
Alce esse cálice
Delicie-se
Ou cicie se apetece
Solte a alça
- Que chatice!...
Se-se-se-se-se-se-se...
Dê-se assim
Como quem fosse
Só Alice
Numa pressa
Deixe que o cio
Insinue
A sua sede de vício
No seu corpo
Que apetece.
Recomendação pascoal: Quem tiver ovos que se agarre a eles. Quem os não tiver, tente deitar a mão a alguns que estejam por perto, fazendo sempre o obséquio de ser felizes.
Sabores
Tá, Sãooo?... Desculpa estar a ligar-te a esta hora da madrugada e ainda por cima estou quase sem bateria no telemóvel, mas tenho de te perguntar uma coisa com urgência. Oh São, como é que se diz a um gajo... que ele sabe mal... mesmo muito mal... que até parece sopa azeda?... Isto de uma forma a que ele não fique magoado, claro está!...
É que tu não imaginas mas nunca tal me tinha acontecido!... Ele há uns doces, outros salgados, provavelmente de acordo com os temperos que gostam de usar na comida. Aliás São, recordo-me de um que até sal punha no pão com manteiga e efectivamente, sabia sempre a sal. Ou o caso do vegetariano que sabia sempre a dióspiro.
Ai que merda com efe, São!... E que achas se eu me calar e de mansinho, lhe atirar com a clássica «Não é nada contigo mas eu quero estar só e podemos sempre ficar amigos!»?... É que a verdade às vezes magoa muito!... Se ele fosse um tipo daqueles só para dar uma voltinha, tinha a vida muito mais facilitada. Tá feito, tá morto!... Só que o raio do homem até é interessante a nível físico, não um modelo de luxo mas digamos que é um familiar de linhas atraentes, sem arranques bruscos e até sabe falar.
Oh São valerá a pena convidá-lo para tomar uma sopa que lhe servirei azeda, para puxar a conversa?...
É que tu não imaginas mas nunca tal me tinha acontecido!... Ele há uns doces, outros salgados, provavelmente de acordo com os temperos que gostam de usar na comida. Aliás São, recordo-me de um que até sal punha no pão com manteiga e efectivamente, sabia sempre a sal. Ou o caso do vegetariano que sabia sempre a dióspiro.
Ai que merda com efe, São!... E que achas se eu me calar e de mansinho, lhe atirar com a clássica «Não é nada contigo mas eu quero estar só e podemos sempre ficar amigos!»?... É que a verdade às vezes magoa muito!... Se ele fosse um tipo daqueles só para dar uma voltinha, tinha a vida muito mais facilitada. Tá feito, tá morto!... Só que o raio do homem até é interessante a nível físico, não um modelo de luxo mas digamos que é um familiar de linhas atraentes, sem arranques bruscos e até sabe falar.
Oh São valerá a pena convidá-lo para tomar uma sopa que lhe servirei azeda, para puxar a conversa?...
Exageros
m português, um francês e um americano conversam entre eles.
Diz o americano:
- Na América temos um porta-aviões que transporta 1.000 aviões.
Diz o francês:
- Em França temos um hotel que acomoda 20.000 pessoas.
Diz o português:
- Eu tenho uma pila onde cabem 200 passarinhos empoleirados.
Passado um bocado, diz o americano:
- Eu exagerei... o porta-aviões só leva 150 aviões!
Diz o francês:
- Eu também exagerei. O hotel só dá para 1000 pessoas!
O português confessa:
- Também exagerei um bocadinho. O último pássaro já fica com uma patita de fora ...
(enviado por J. Longo)
23 março 2005
A Cisterna da Gotinha
Coelhinha: da Páscoa
Para quem gosta de gémeas!
Galeria de Fotografias a preto e branco: são de tirar o fôlego!
Um bibe para sexo oral bem asseado!
Creamy-Babes: muitas meninas para os meninos...
Odes no Brejo - Sede
Gosto tanto de ti
De tutear o teu corpo
Tentear a tua alma
De tentar o teu olhar
Gosto de ti
Se calhar
Muito para além do mar
Para além do meu destino
Mais além do horizonte
Gosto de ti
Afinal
Por seres alguém só de amar
Do teu alguém que imagino
Ao beber da tua fonte.
OrCa
E o AnjoÉlico pimba:
Sacio-me em ti, bebo-te-nos.
Cristalino amor que jorra da vasilha que amparo, canto, cântaro onde armazeno a saudade do teu prazer.
Sequioso amor afinal?
Sempre (e desde o início)...
De tutear o teu corpo
Tentear a tua alma
De tentar o teu olhar
Gosto de ti
Se calhar
Muito para além do mar
Para além do meu destino
Mais além do horizonte
Gosto de ti
Afinal
Por seres alguém só de amar
Do teu alguém que imagino
Ao beber da tua fonte.
OrCa
E o AnjoÉlico pimba:
Sacio-me em ti, bebo-te-nos.
Cristalino amor que jorra da vasilha que amparo, canto, cântaro onde armazeno a saudade do teu prazer.
Sequioso amor afinal?
Sempre (e desde o início)...
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