13 junho 2005

Diário do Garfanho - 59

Hoje, às 17,30 horas

- Radar sexual?! - O Oliveira andava desde o Natal a matutar no mesmo, o que definitivamente lhe afectava os graciosos movimentos predatórios de avistamento de fêmeas da sua espécie. - Porquê?
- Ó Oliveira... - a Patricia fez-se dificil. - Não é evidente?
- O quê?
- A sua constante ganância em olhar para as mulheres - a Patricia endureceu a voz. - Todas as mulheres!
- Aonde é que você viu isso?
- Onde? Em todo o lado - a desfaçatez do Oliveira divertiu-a. - Ó Oliveira, você, esteja onde estiver parece o radar do aeroporto, sempre a andar à roda. À procura, à procura. - Cavou a voz :- Mulheres. Mulheres. Mulheres.
- Pode acontecer - justificou-se o Oliveira. - Quero dizer,... às vezes... Um homem não é de pau...
- Mas você é demais, Oliveira. Parece um maluquinho. É os olhos, o pescoço, as caretas...
- Caretas?!
- Você sinaliza-as, Oliveira. - Ela riu-se. - Você avista-as, aprecia-as e com o olhar ou com a tromba, sinaliza-as e classifica-as (aí ultrapassa o mero radar, reconheço).
- 'Tá a brincar.
- A brincar?! - Ela ia acabar a conversa. - E sabe outra coisa que tem igual a um radar?
- O quê?
- Já viu algum radar comer alguma mulher?

Garfanho in Garfiar, só me apetece

Novo logotipo da Honda?!


Conduzido por Mano

12 junho 2005

Dick Hard e o bispo atesoado

"O xadrez tem o tempo do Mundo", disse Faye Dunaway, enquanto simulava coçar o seio direito, mordendo de seguida o polegar esquerdo e disparando um olhar maroto na direcção da íris do olho direito de Dick Hard.
Dick Hard pensou, assim de repente: "Esta gaja está a tentar desconcentrar-me. Mas eu já vi o ‘Thomas Crown Affair’". E o Little Dick ajudou à festa, gritando a plenos pulmões para o seu dono: "O que ela quer sei eu".
As coisas não estavam brilhantes. Dick Hard não pagava há dois meses a renda da torre A8, já para não dizer que a torre de H8 estava a precisar de obras há mais que testículos.
A Associação de Proprietários das Torres dos Jogos de Xadrez (APTJX) tinha concordado em fazer obras de remodelação desde que as torres ganhassem algo com isso: ou seja, passassem a deslocar-se em diagonal (comos os bispos e as rainhas, por exemplo) e em L3, como os cavalos.
O problema foi que os cavalos protestaram de imediato, pelo relincho de Jolly Rocinante:
- Mas o que é isto? A malta anda aqui alimentada a ração barata, sempre aos saltos para trás e para a frente e agora as torres têm os mesmos direitos? Isso é que era aveia! Já para não falar na questão das horas extraordinárias. Mal o jogo começa vai logo cavalo!
- A puta da tua égua! - disse logo um peão mais atrevido, da Associação dos Peões Auto-Sacrificados (APAS).
- Cala-te, idiota! Não tenho culpa que o teu pai te tenha inscrito na infantaria.
O presidente da APAS não teve tempo para dar a réplica, porque Faye Dunaway aproveitou um momento em que Dick Hard fechou os olhos para se concentrar e 'gamou' o peão preto, viciado em movimentos F7/F6. O seu maior sonho era um dia chegar a F5, mas se isso acontecesse quem lhe garantia que não era imediatamente integrado na Força Aérea Portuguesa (FAP)?
Quando Dick Hard abriu os olhos, deu logo por falta do seu peão.
- Atão?! Onde é que está o meu peão preto?
- O peão preto?! Qual deles? No princípio do jogo até tinhas oito.
- Pois tinha. Mas agora só tenho quatro. E tu também já perdeste esses três.
- Há imenso tempo. Foi em «Bonnie and Clyde», com o Warren Beatty.
Ora bem, Dick Hard não tinha nascido ontem. Amandou-se à marada para cima da boca de Faye Dunaway e enquanto lhe metia a língua com toda a força nos gasganetes (até deu para praticar um bocadinho de punching-ball com as amígdalas) aproveitou para introduzir dois dedos na gruta sensual da actriz.
Bingo!
Segundos depois, o peão preto saía da escuridão feminina para readquirir um lugar digno no tabuleiro de xadrez boavisteiro arlequinado.

Será desta que o Dick Hard tem um final feliz? Ou irá assentar (e rebentar) o cu no xadrez?

O flagrante - por Charlie

Naquele dia as coisas tinham chegado ao ponto final.
Toda a sua relação tinha sido pautada pela desconfiança.
Algo de terrível que mata aos poucos o mundo dos afectos, secando e murchando até não restar mais que a casca vazia das aparências.
Turner - Nude in BedDuas vezes ela tinha-o apanhado em flagrante. Da primeira vez com a empregada. Agora, a segunda, com uma das suas melhores amigas.
Tinha sido atingido o ponto de ruptura, que só não fora chegado àquela marca à primeira vez por mérito da habilidade que ele tinha em conseguir dar a volta aos assuntos.
Vendedor em part time e trilhado em matéria de argumentos, frisara bem que ela, a desgraçada da empregada, o seduzira com uma conversa recheada de choros. Ele apenas fora apanhado num beijo fugaz.
- Ela aproveitou-se de mim, no momento em que eu apenas lhe queria dar um apoio no episódio dificil que ela dizia estar a passar - argumentou...
Mas agora, a sua melhor amiga deitada na cama com ele, sempre queria saber que desculpa é que ele iria arranjar.
Umas lágrimas de raiva bordejaram-lhe os olhos e cravou as unhas nas palmas das mãos. Estava possessa!
Pensou em entrar e derrubar tudo. Mas afinal isso seria mais uma peixeirada, seguida do divórcio, partilhas de bens, litigios... Enfim! O que se sabe!
Por isso voltou para trás, desceu as escadas sem ruído e saiu de casa.
Estava estranhamente calma.
Equacionou as coisas. Pensou em estratagemas mas naquele momento a sua mente era um mar de confusões e ciúmes.
Abriu a mala e retocou a maquilhagem.
Resolveu ir ao seu emprego!
Quando estava aborrecida gostava de trabalhar. Ficaria com o espírito ocupado e certamente uma solu São lhe haveria de surgir.
Andou mais um quarto de hora e chegou ao ponto da cidade que tão bem conhecia.
O seu telemóvel tocou.
Sem mais.
Sem esperar!
Era um cliente.
Conversaram uns breves instantes e ela desligou.
Esperou um pouco e um carro passou, parando uns metros à frente.
- Olá - disse - Falámos ao telefone há pouco...
- Sim - interrompeu ela - Hoje estou naqueles dias... - e riu-se para ele.
- Não faça caso. Qualquer dos modos as condições São estas: 100 €uros uma hora e você paga o quarto...

Charlie

Acorrentada pelo Jotakapa

10 junho 2005

Castos versos



Queria dizer-te em versos castos da ternura
Porque puro é o amor
E castos os versos com que te canto.
Queria dizer-te em versos voluptuosos do desejo
Porque puro é o deleite
E labaredas os versos com que te canto.
Canto-te então em versos castos e de prazer
Porque ardente é a ternura
E puro o tesão de te querer.

Foto:Joris Van Daele

III Encontra-a-Funda

Dia - 2 de Julho (sábado)
Local - algures em Lisboa (aceitam-se sugestões para o restaurante)
Programa - jantar e excurSão à ExpoFoda (não necessariamente por esta ordem)
Vamos com 15 inscri Sões (plural de São):
Isso Agora... (organizador)
São Rosas (oui... c'est moi)
Ana
Luís Graça
Jorge Costa (y sus chamuças)
Gotinha
Goto
Ognid (com acompanhante anónima)
Pandora
Wind
Sónia
Nikonman (muito provável)
Mad (muito provável)
Matahary (muito provável)

E tu, vens-te ou ficas-te?...
Afunda-me um e-mail.

Rachel Gets Fruity

Genial!
Apreciem este filminho da Rachel Stevens para a Everyman.
Admirem-se com o objectivo: alertar para o cancro dos testículos e da próstata.
Bónus da Gotinha para os visitos.

A sedução dos inocentes

A Madr sugere que visites uma página que também faz serviço púbico:

Superdickery.com
Folheia as páginas e vê como a banda desenhada para crianças e adolescentes tem mensagens subliminares que até dói.