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16 junho 2005
III Encontra-a-Funda
Dia - 2 de Julho (sábado)
Programa - excurSão à ExpoFoda durante a tarde e jantar com a apresenta São do Hino da funda São, feito pelo OrCa.
Local - depois da Expofoda iremos jantar ao Restaurante Estrela do Mar, na praia de Carcavelos
Vamos com 22 inscri Sões (plural de São):
Isso Agora... (organizador) mais uma pax (julia?!)
São Rosas (oui... c'est moi)
Ana
JF
Luís Graça
Jorge Costa (y sus chamuças)
Gotinha
Goto
Pandora
Wind
Sónia
OrCa (com duas acompanhantes, que o OrCa não ode por menos)
Librinha
Zecatelhado
Nikonman
Mad
Luz e Sombra
Matahary (muito provável)
E tu, vens-te ou ficas-te?...
Afunda-me um e-mail.
15 junho 2005
Ui, complicadinhos...
Porque ela não é assim tão bonita, percebes?, dizia-me ele.
Vira-a de costas para ti, dizia-lhe eu.
Nem tem mamas que se vejam, e mal se apalpam, continuava ele.
Bem, já a viraste de costas, que importa?, continuava eu.
Sim, mas tem as coxas assim meio gordas, queixava-se ele.
Opá, levanta-lhe o rabo que isso disfarça, impacientava-me eu.
Mas depois ela diz que quer que a beije, dizia ele ainda.
E qual é o problema? Tem mau hálito?, perguntava eu já a gozar a cena.
Não, isso não, a não ser nos dias em que fuma demais, mas depois fico com dores no pescoço para lhe chegar à boca, explicava ele.
E mesmo assim queres fodê-la?, perguntava eu enquanto pensava:
ainda dizem que as mulheres são complicadas.
Já houve inspiração para o Hino da funda São
A madr sugeriu que os nossos poetas e poetusa de serviço se inspirassem neste video (com som) para criarem o hino da Funda:

F-Word
Pois é com orgulho que comunico que o OrCa já fez o Hino da funda São. Será apresentado em primeira mão (isto é, mão que nunca tocou uma pívia) no III Encontra-a-Funda. A propósito, já te inscreveste?
Ah! E às tantas o jantar até vai ser em Carcavelos...
F-Word
Pois é com orgulho que comunico que o OrCa já fez o Hino da funda São. Será apresentado em primeira mão (isto é, mão que nunca tocou uma pívia) no III Encontra-a-Funda. A propósito, já te inscreveste?
Ah! E às tantas o jantar até vai ser em Carcavelos...
Diário do Garfanho - 60
7.
Na minha fase mais crítica (leiam o início deste diário):
- O senhor não se importa de olhar para outro lado?
- Incomodo-a?
- Claro! Tire os olhos das minhas mamas.
- Tire a senhora as mamas dos meus olhos.
Eu educadamente a tratá-la por senhora e a gaja a levantar-se espavorida para se queixar ao Chefe, sem bom dia, nem boa tarde.
Bardamerda.
Garfanho in garfiar, só me apetece
Na minha fase mais crítica (leiam o início deste diário):
- O senhor não se importa de olhar para outro lado?
- Incomodo-a?
- Claro! Tire os olhos das minhas mamas.
- Tire a senhora as mamas dos meus olhos.
Eu educadamente a tratá-la por senhora e a gaja a levantar-se espavorida para se queixar ao Chefe, sem bom dia, nem boa tarde.
Bardamerda.
Garfanho in garfiar, só me apetece
14 junho 2005
Ténis de salto alto

Enquanto esperava na plataforma da estação os meus olhos passeavam pelas figuras que circulavam ou estacavam junto à linha amarela.
Prenderam-me a atenção aqueles ténis de salto alto e a sombra, às camadas nas pálpebras, a contrariarem a t-shirt justinha e a saia de flores, nos três folhos sucessivos, que nitidamente a incomodava por não lhe tapar os joelhos apesar de descair na cintura.
O soquetinho branco de rede apregoava uma inocência armada de dedos cheios de anéis de prata, com umas pedrinhas cravadas, a ostentarem um telemóvel cinzento, com um pinchavelho nervoso ao dependuro.
Olhei em redor para confirmar que os engravatados do costume, atabafados na camisa e no casaco, entre o jornal e o telemóvel, percorriam as pernas rosadas e lisinhas de juventude até ao último folho da saia de flores para depois saltarem para os contornos de algodão da camisola.
E então Sãozinha, no calor daquela estação onde ondulava o instinto, veio-me à memória aquela anedota batida em que um fulano após múltiplos e diversificados testes às namoradas não tem dúvidas em escolher a que tem as mamas maiores.
13 junho 2005
Na cama com Eugénio de Andrade
Quando ela ainda acreditava que o amor era como nos livros; quando ainda se sentia feliz por ter guardado a sua preciosa virgindade para o primeiro amor e não para o primeiro que lha quis roubar; quando ela ficava deitada com esse homem que foi um estranho mas primeiro amor; quando as tardes passavam quentes na rua e eles ficavam suados na sua cama, abraçados, por momentos em paz;
ela gostava de tirar da estante um dos livros de poesia do Eugénio de Andrade. De lhe ler certas passagens, aquelas que ela ia sublinhando, descobrindo sempre mais uma imagem perfeita, sempre a frase certa, sempre o amor que queria que lhe dissessem (dessem?) um dia.
Com o passar do tempo, acabou por lhe ler todos os poemas. Aos retalhos. Esperando dele uma resposta à sensibilidade. Procurando nele o complemento para si mesma.
Durante uns tempos amou o homem que escrevia aquelas palavras. Repetia-lhe o nome, baixinho: Eugénio. Deixando a volúpia encher-lhe a boca quando chegava à letra G. Mais tarde o poeta fez-lhe companhia. Foi sempre fazendo alguma companhia. Por causa do fracasso com as primeiras leituras de cama, como se o sexo se compadecesse dessas coisas, ela insistiu na tentativa durante alguns amantes. Quando ainda acreditava que o sexo não existia por si só. Quando ainda acreditava que o amor era como nos livros.
Hoje morreu-lhe o poeta. E o amor está nos livros.
ela gostava de tirar da estante um dos livros de poesia do Eugénio de Andrade. De lhe ler certas passagens, aquelas que ela ia sublinhando, descobrindo sempre mais uma imagem perfeita, sempre a frase certa, sempre o amor que queria que lhe dissessem (dessem?) um dia.
Com o passar do tempo, acabou por lhe ler todos os poemas. Aos retalhos. Esperando dele uma resposta à sensibilidade. Procurando nele o complemento para si mesma.
Durante uns tempos amou o homem que escrevia aquelas palavras. Repetia-lhe o nome, baixinho: Eugénio. Deixando a volúpia encher-lhe a boca quando chegava à letra G. Mais tarde o poeta fez-lhe companhia. Foi sempre fazendo alguma companhia. Por causa do fracasso com as primeiras leituras de cama, como se o sexo se compadecesse dessas coisas, ela insistiu na tentativa durante alguns amantes. Quando ainda acreditava que o sexo não existia por si só. Quando ainda acreditava que o amor era como nos livros.
Hoje morreu-lhe o poeta. E o amor está nos livros.
Quadras dos santos populares - por Nikonman
Pegas no falo e no colhão
Não fosses tu aquele
A quem chamam São João.
Bates o pé e à punheta
És das putas o santo
Pois até com a piça
Levantas o manto.
Das tuas fodas reza a história
Do teu caralho a nobreza
Falou a madre superior
Que o mamou em cima da mesa.
Ó meu rico santo
Ó santíssimo fodilhão
Prepara-te agora
Para afundares na São
Nikonman
____________________________
(Como diria o Tino de Rans, que se foda a métrica...)
O Charlie também se acha no direito de oder o Santantoninho:
Todos querem uns Santinhos
que lhes subam a Te São
Pedem por todos os Anjinhos
Uma nega nunca! ...Não!
Porque depois de enfiado
e o trabalho em fura São
uma nega é um pecado
O fim do mundo, a desilu São
Venham saltos de fogueiras
façam os pactos com Diabos
Nunca falte nas mangueiras
a pressão aos pobres coitados
E é isso que elas pedem
quando pulam desejosas
meu santinho dá-me esmola
um rapaz que tenha a tola
Bem rijinha e não esponjosa
entre as cuecas e as bolas
O OrCa ainda se veio a tempo para oder:
venho a tempo de cantar
ao santinho que nos valha?
e não há nada a pagar
à indómita maralha?
então, prontos, vai de abrir
c'os santos em procissão
de saco enchido a fingir
de coelhinho em coelhão
santinhos, dizei lá, ó ricos
porque fazeis tais negaças?
andais todos histericos (deve ler-se sem acento, olha a métrica e o ritmo...)
co'as socráticas desgraças?
ou será só pelo azar
de viverdes neste canto
onde até só p'ra cagar
paga tanto qualquer santo?
dir-me-eis que a vida é curta
e que quem não vê não sente
nesse paleio que encurta
a razão a tanta gente
mas não me franzam sobrolho
pelo escárnio e mal-dizer
que se vos forem ao olho
há-de doer... já sem ver!
Ao Luís Graça também lhe deu para oder o Santantoninho:
Se os santos são populares
em noite de manjerico
sabem que se copulares
acordas muito mais rico
E se na noite d'Alfama
com santo casamenteiro
não consegues ir prá cama
'inda assim és punheteiro
O Diciordinário está cada vez melhor
Com dezenas de novas entradas, algumas delas ilustradas. 
E agora com uma nova estrutura, que facilita a consulta e a torna mais rápida.
Visita o DiciOrdinário... e continua a enviar sugestões.
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Diário do Garfanho - 59
Hoje, às 17,30 horas
- Radar sexual?! - O Oliveira andava desde o Natal a matutar no mesmo, o que definitivamente lhe afectava os graciosos movimentos predatórios de avistamento de fêmeas da sua espécie. - Porquê?
- Ó Oliveira... - a Patricia fez-se dificil. - Não é evidente?
- O quê?
- A sua constante ganância em olhar para as mulheres - a Patricia endureceu a voz. - Todas as mulheres!
- Aonde é que você viu isso?
- Onde? Em todo o lado - a desfaçatez do Oliveira divertiu-a. - Ó Oliveira, você, esteja onde estiver parece o radar do aeroporto, sempre a andar à roda. À procura, à procura. - Cavou a voz :- Mulheres. Mulheres. Mulheres.
- Pode acontecer - justificou-se o Oliveira. - Quero dizer,... às vezes... Um homem não é de pau...
- Mas você é demais, Oliveira. Parece um maluquinho. É os olhos, o pescoço, as caretas...
- Caretas?!
- Você sinaliza-as, Oliveira. - Ela riu-se. - Você avista-as, aprecia-as e com o olhar ou com a tromba, sinaliza-as e classifica-as (aí ultrapassa o mero radar, reconheço).
- 'Tá a brincar.
- A brincar?! - Ela ia acabar a conversa. - E sabe outra coisa que tem igual a um radar?
- O quê?
- Já viu algum radar comer alguma mulher?
Garfanho in Garfiar, só me apetece
- Radar sexual?! - O Oliveira andava desde o Natal a matutar no mesmo, o que definitivamente lhe afectava os graciosos movimentos predatórios de avistamento de fêmeas da sua espécie. - Porquê?
- Ó Oliveira... - a Patricia fez-se dificil. - Não é evidente?
- O quê?
- A sua constante ganância em olhar para as mulheres - a Patricia endureceu a voz. - Todas as mulheres!
- Aonde é que você viu isso?
- Onde? Em todo o lado - a desfaçatez do Oliveira divertiu-a. - Ó Oliveira, você, esteja onde estiver parece o radar do aeroporto, sempre a andar à roda. À procura, à procura. - Cavou a voz :- Mulheres. Mulheres. Mulheres.
- Pode acontecer - justificou-se o Oliveira. - Quero dizer,... às vezes... Um homem não é de pau...
- Mas você é demais, Oliveira. Parece um maluquinho. É os olhos, o pescoço, as caretas...
- Caretas?!
- Você sinaliza-as, Oliveira. - Ela riu-se. - Você avista-as, aprecia-as e com o olhar ou com a tromba, sinaliza-as e classifica-as (aí ultrapassa o mero radar, reconheço).
- 'Tá a brincar.
- A brincar?! - Ela ia acabar a conversa. - E sabe outra coisa que tem igual a um radar?
- O quê?
- Já viu algum radar comer alguma mulher?
Garfanho in Garfiar, só me apetece
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