Ora então posts acerca de deboche, não é? Deixem-me cá ver se tenho para aqui alguma coisa...
18 setembro 2006
Pó ano há mais.
Estou acabadinho de chegar das férias. Deixem-me só arrumar aqui as minhas diversões, até ao próximo verão, e já dou a atenção devida a este espaço de partilha...

Ora então posts acerca de deboche, não é? Deixem-me cá ver se tenho para aqui alguma coisa...
Ora então posts acerca de deboche, não é? Deixem-me cá ver se tenho para aqui alguma coisa...
As cunhadas.
- É bem feita! Já há muito tempo que eu andava desconfiada dela...
Ai mas isto foi uma coisa...!
- Tens razão, muito embora não tivesse muita ligação com ela, até porque fui sempre de manter a distância, achava que havia ali algo que mordiscava a minha sensibilidade. –
Mantiveram uns momentos de silêncio e deram mais uns passos.
- Sabes? Querida cunhada, é tudo uma questão de educação, de berço. Nós somos de outras famílias, de outros círculos. Enfim! Não nos fica mal dizê-lo porque estamos só aqui as duas, e ninguém nos ouve, mas sabes?...
- Nós somos a nata da sociedade, e ela... –
E rindo ligeiramente, sentindo a partilha e a cumplicidade consoladora a coroar o sentimento de distinção por pertencerem à mesma elite, levantaram ambas quase em simultâneo a chávena de chá de louça ultra fina em porcelana Japonesa.
Deram um sorvo delicado, olharam em redor ao longo do manto verde pintalgado de coloridos e continuaram em silêncio, caminhando devagar até ao balcão que separava o pátio do palacete do imenso jardim, enquanto afagavam com uma mão o calor na base do pires e com a outra a asa da chávena. Estávamos num dos últimos dias em que o fresco do ar anuncia a mudança de estação e em que o sol acaricia ainda com prazer as poucas horas claras do dia. Quase em simultâneo levantaram as chávenas, bebendo praticamente de seguida o resto do chá agora já menos quente a fazer sobressair o gosto a doce do açúcar que resta num fino manto, quase lençol de seda, revelado aos sentidos no salivar do último sorvo.
Detiveram-se nos desenhos de corpos em lascívias, emergentes através dos fundos translúcidos postos a nu pela luz que as atravessava e expunha corpos de amantes em entregas e volúpias de sonho. Estilizados e a seguir a configuração circular do fundo do recipiente, sugeriam muito levemente as posturas fetais. Felatios e cunilungus em imagens feitas de traços finos revelavam, após segundas ou terceiras leituras, novas imagens. Genitais envolvidos em línguas e peitos, em grande plano, que se viam durante uns instantes e perdiam-se novamente na leitura dos corpos inicialmente expostos ao primeiro contacto com os olhos e que se recuperavam outra vez, fazendo o olhar coincidir com as linhas mestras quase escondidas dessas outras e mais intensas intenções.
Pousaram as chávenas.
Olharam uma para a outra. De pensamentos gémeos, sem querer transparecer o que os seus olhares traíam irremediavelmente.
Em silêncio desviaram a atenção para o relvado e para mais além onde as imagens das recordações foram tomando o lugar da aguarela de tons e luz, de verde e sombras, pintalgados aqui e ali pelos pontos de cor a anunciar a despedida, o fim duma época.
Sim. O Pedro tinha andado em segredo com as duas. Nunca saberiam uma pela boca da outra dos encontros secretos na casa das arrumações, ao fundo do jardim, quase escondida pela vegetação, e onde ele dormia no meio dos apetrechos de jardinagem. Das cenas que agora uma e outra saboreavam intimamente em gostos de amargura ao sabê-lo agora com ela; a outra, cunhada por casamento em segundas núpcias do irmão bastante mais velho, entretanto falecido, e mulher sem qualquer traço de nobreza, ascendência familiar ou fortuna.
Como era possível o Pedro ter feito aquilo.?
E logo com ela!
Ainda há poucos dias havia estado com uma delas, tinha ele acabado de dar banho, hábito provençal e desusado, após ter terminado os trabalhos de jardim. Ainda nu, de toalha ao redor do tronco e cabelo molhado, desgrenhado.
Ela tinha entrado suavemente, vestida em trajes leves, verificando se não estava ninguém a ver, detendo-se no corpo musculado e nu do seu serviçal. Nem esperou mais. Atirou-se a ele de lábios e corpo em ebulição rebolando sobre o sofá vermelho que ele tinha quase como único adereço. Meu Deus. como aquele homem a preenchia...
Ai...! Como ele e só ele a sabia levar às nuvens! E em quinze anos a viver naquele palácio com um marido quase sempre ausente em Paris nos meandros da corte, tirando os banquetes mensais e as breves aventuras vividas com o jardineiro, toda a vida se resumia à rotina da criadagem e aos chás servidos às rodas de visitas em eternas maledicências. Na forma dissimulada como criavam e desfaziam as tricas entre si, cunhadas condenadas a viver juntas, pesasse embora a grandeza daquele espaço. Odiavam-se profundamente, embora partilhassem sem que uma da outra soubesse, as delícias daquele corpo agora ausente para sempre.
Voltaram para dentro.
- Temos de falar aos nossos maridos, para arranjarem um novo jardineiro, agora que o Pedro se foi. –
- Pois...- Respondeu a cunhada. Esperou um pouco e inspirou fundo.
- Os jardins estavam sempre tão bem cuidados... -
- Ele era ainda novo, mas tinha bom gosto e era cumpridor... -
E voltou a face para esconder o rubor enquanto se afastava rapidamente para os seus aposentos, deixando a cunhada só e a olhar para o fundo do jardim através da porta ainda meio aberta.
Ai mas isto foi uma coisa...!
- Tens razão, muito embora não tivesse muita ligação com ela, até porque fui sempre de manter a distância, achava que havia ali algo que mordiscava a minha sensibilidade. –
Mantiveram uns momentos de silêncio e deram mais uns passos.
- Sabes? Querida cunhada, é tudo uma questão de educação, de berço. Nós somos de outras famílias, de outros círculos. Enfim! Não nos fica mal dizê-lo porque estamos só aqui as duas, e ninguém nos ouve, mas sabes?...
- Nós somos a nata da sociedade, e ela... –
E rindo ligeiramente, sentindo a partilha e a cumplicidade consoladora a coroar o sentimento de distinção por pertencerem à mesma elite, levantaram ambas quase em simultâneo a chávena de chá de louça ultra fina em porcelana Japonesa.
Deram um sorvo delicado, olharam em redor ao longo do manto verde pintalgado de coloridos e continuaram em silêncio, caminhando devagar até ao balcão que separava o pátio do palacete do imenso jardim, enquanto afagavam com uma mão o calor na base do pires e com a outra a asa da chávena. Estávamos num dos últimos dias em que o fresco do ar anuncia a mudança de estação e em que o sol acaricia ainda com prazer as poucas horas claras do dia. Quase em simultâneo levantaram as chávenas, bebendo praticamente de seguida o resto do chá agora já menos quente a fazer sobressair o gosto a doce do açúcar que resta num fino manto, quase lençol de seda, revelado aos sentidos no salivar do último sorvo.
Detiveram-se nos desenhos de corpos em lascívias, emergentes através dos fundos translúcidos postos a nu pela luz que as atravessava e expunha corpos de amantes em entregas e volúpias de sonho. Estilizados e a seguir a configuração circular do fundo do recipiente, sugeriam muito levemente as posturas fetais. Felatios e cunilungus em imagens feitas de traços finos revelavam, após segundas ou terceiras leituras, novas imagens. Genitais envolvidos em línguas e peitos, em grande plano, que se viam durante uns instantes e perdiam-se novamente na leitura dos corpos inicialmente expostos ao primeiro contacto com os olhos e que se recuperavam outra vez, fazendo o olhar coincidir com as linhas mestras quase escondidas dessas outras e mais intensas intenções.
Pousaram as chávenas.
Olharam uma para a outra. De pensamentos gémeos, sem querer transparecer o que os seus olhares traíam irremediavelmente.
Em silêncio desviaram a atenção para o relvado e para mais além onde as imagens das recordações foram tomando o lugar da aguarela de tons e luz, de verde e sombras, pintalgados aqui e ali pelos pontos de cor a anunciar a despedida, o fim duma época.
Sim. O Pedro tinha andado em segredo com as duas. Nunca saberiam uma pela boca da outra dos encontros secretos na casa das arrumações, ao fundo do jardim, quase escondida pela vegetação, e onde ele dormia no meio dos apetrechos de jardinagem. Das cenas que agora uma e outra saboreavam intimamente em gostos de amargura ao sabê-lo agora com ela; a outra, cunhada por casamento em segundas núpcias do irmão bastante mais velho, entretanto falecido, e mulher sem qualquer traço de nobreza, ascendência familiar ou fortuna.
Como era possível o Pedro ter feito aquilo.?
E logo com ela!
Ainda há poucos dias havia estado com uma delas, tinha ele acabado de dar banho, hábito provençal e desusado, após ter terminado os trabalhos de jardim. Ainda nu, de toalha ao redor do tronco e cabelo molhado, desgrenhado.
Ai...! Como ele e só ele a sabia levar às nuvens! E em quinze anos a viver naquele palácio com um marido quase sempre ausente em Paris nos meandros da corte, tirando os banquetes mensais e as breves aventuras vividas com o jardineiro, toda a vida se resumia à rotina da criadagem e aos chás servidos às rodas de visitas em eternas maledicências. Na forma dissimulada como criavam e desfaziam as tricas entre si, cunhadas condenadas a viver juntas, pesasse embora a grandeza daquele espaço. Odiavam-se profundamente, embora partilhassem sem que uma da outra soubesse, as delícias daquele corpo agora ausente para sempre.
Voltaram para dentro.
- Temos de falar aos nossos maridos, para arranjarem um novo jardineiro, agora que o Pedro se foi. –
- Pois...- Respondeu a cunhada. Esperou um pouco e inspirou fundo.
- Os jardins estavam sempre tão bem cuidados... -
- Ele era ainda novo, mas tinha bom gosto e era cumpridor... -
E voltou a face para esconder o rubor enquanto se afastava rapidamente para os seus aposentos, deixando a cunhada só e a olhar para o fundo do jardim através da porta ainda meio aberta.
CISTERNA da Gotinha
Já conhecem a Eva Padberg ?!
Scarlett Johansson está cada vez mais requisitada.
Culinária: receitas com Viagra. (cozinhado pela Fresquinha)
O Cone sexual está a vir-se!!
Aquário é um bom signo, não concordam meninas??!
Eroticismo pela Wikipedia.
Boas vibrações

Desde pequenina que vou ao dentista e talvez daí advenha a minha satisfação por essas salas de prazer, tanto mais que as suas caminhas articuladas melhoraram substancialmente nas últimas décadas.
Tudo ali é filiforme: a broca vibratória, o tubinho de água para nos humedecer a boca, o aspirador de saliva, a torneirinha do spray da pré-anestesia, a seringa que usualmente tem um diâmetro considerável.
O meu primeiro dentista era um velhote simpático que na época tinha a enormidade de quarenta e muitos anos. Mas progressivamente foram-se tornando cada vez mais jovens e apetecíveis. O último era um moreno alto, gaiato no sorriso, no cabelo espetado e no capacete arrumado a um canto do consultório, mas com uma impressionante traseira nas calças que de maneira nenhuma se devia à marca das mesmas. O toque meigo dos seus dedos no meu pescoço sempre que me colocava o babete injectava-me logo um torpor coluna vertebral abaixo. Depois, deitava-me suavemente para a minha boca ficar à mercê de todos os utensílios que lá queria colocar, entreabrindo-me os lábios com os seus dedos. A distância do seu tronco ao meu era mínima enquanto os seus braços desenhavam arabescos na execução do seu trabalho no que me parecia mais a recriação de uma dança do ventre.
E já que era o homem que me deixava horas de boca aberta, apardalada a olhar para ele, no último tratamento, à despedida, já com a assistente do lado de fora do consultório, fixando-lhe alternadamente os olhos e o ponto onde se nota que as pernas arqueiam, referi que há muito não dava uma voltinha de mota e indaguei se podia experimentar a dele. E como numa velhinha canção do Fausto, ele disse que sim.
Tudo ali é filiforme: a broca vibratória, o tubinho de água para nos humedecer a boca, o aspirador de saliva, a torneirinha do spray da pré-anestesia, a seringa que usualmente tem um diâmetro considerável.
O meu primeiro dentista era um velhote simpático que na época tinha a enormidade de quarenta e muitos anos. Mas progressivamente foram-se tornando cada vez mais jovens e apetecíveis. O último era um moreno alto, gaiato no sorriso, no cabelo espetado e no capacete arrumado a um canto do consultório, mas com uma impressionante traseira nas calças que de maneira nenhuma se devia à marca das mesmas. O toque meigo dos seus dedos no meu pescoço sempre que me colocava o babete injectava-me logo um torpor coluna vertebral abaixo. Depois, deitava-me suavemente para a minha boca ficar à mercê de todos os utensílios que lá queria colocar, entreabrindo-me os lábios com os seus dedos. A distância do seu tronco ao meu era mínima enquanto os seus braços desenhavam arabescos na execução do seu trabalho no que me parecia mais a recriação de uma dança do ventre.
E já que era o homem que me deixava horas de boca aberta, apardalada a olhar para ele, no último tratamento, à despedida, já com a assistente do lado de fora do consultório, fixando-lhe alternadamente os olhos e o ponto onde se nota que as pernas arqueiam, referi que há muito não dava uma voltinha de mota e indaguei se podia experimentar a dele. E como numa velhinha canção do Fausto, ele disse que sim.
SirHaiva, voltaste de férias, agora regressa ao trabalho!

Filmes indianos com legendas à SirHaiva
descobertos pela Matahary
17 setembro 2006
A nossa Maravilha...

Encontra-se em fase de acabamento, por parte de uma reconhecida empresa das Caldas da Rainha, o monumento com o qual esta FundaSão irá concorrer ao desafio “As novas 7 Maravilhas do Mundo”
raim's blog
de martelo gentil e agudo escopro
se dirige o artista ao alabastro
e num tempo que durou um leve sopro
empinou ao céu azul tremendo mastro
ninguém soube donde veio a sugestão
e o aplauso ressoou em tal arena
mas p´ra mim ali faltou inspiração
p´ra esculpir húmida cona nessa cena
pois que mastro sem continente estiola
e o alabastro fica mal se encolhido
mas se à mão tiver aquilo que o consola
para os céus permanecerá erguido."
E a Espectacológica vai-lhe logo atrás:
mas não deve passar duma redoma
preparada assim para o momento
e para que ninguém entre em coma
e quando chega à praça a bela cona
todos deixam de olhar para aquilo
ela veio-se para tirar a lona
e saudá-la em grande estilo
assim o monumento se mostrou
com essa tal redoma do caralho
todos a rir e assim se brindou
enquanto não se ia mascar alho."
ela: não.
ele: não, o quê?
ela: não, nada.
ele: não nada, o quê?
ela: nunca percebes nada...
ele: não percebo o quê?
ela: não.
ele (encolhendo os ombros): está bem.
Garfanho
[zb] ele: Ah, não te importas. Ok.
[espectacologica] ela (encolhendo os ombros): Nunca irias entender...
ele: não, o quê?
ela: não, nada.
ele: não nada, o quê?
ela: nunca percebes nada...
ele: não percebo o quê?
ela: nada.
ele: não?ela: não.
ele (encolhendo os ombros): está bem.
Garfanho
[zb] ele: Ah, não te importas. Ok.
[espectacologica] ela (encolhendo os ombros): Nunca irias entender...
Sátiros, Freiras e Gaiteiros
Alguma outra mistura poderá ser mais erótica?

Os Gaiteiros de Lisboa publicaram o CD «Sátiro», que inclui um tema popular delicioso, a que Carlos Guerreiro deu uns toques e fez um arranjo à Gaiteiros - «as Freiras de Santa Clara»:
As freiras de Santa Clara
Quando vão rezar ao coro
Dizem umas para as outras
Quem me dera um namoro
Cebolório
Bacalhau cozido
Bacalhau assado
Muito bem cozido com dentinho de alho
Resina para tirar calos
Ora pro nobis
As freiras de Santa Clara
Quando vão rezar matinas
Dizem umas para as outras
Quem nos dera amar meninas
As freiras de Santa Clara
Às quatro da madrugada
Dizem umas para as outras
Quem nos dera uma gaitada.
E os Gaiteiros dão-lhes mesmo a gaitada que estão a pedir. Como eles próprios dizem, "Porquê «Gaiteiros de Lisboa»? Talvez porque em Lisboa não há gaiteiros ... E daí, talvez responder afirmativamente. Gaiteiros, porque em bom português «gaita» tem um bom punhado de significados diferentes (sim também esse)". Eles sabem que gaja que é gaja gosta de gaita que é gaita.
E se a música é o espanto de sempre, as ilustrações da capa e do próprio CD - de João Lemos - deixam-me toda molhadinha... hmmm...
Quem me dera ter um desenho destes na minha colecção de arte erótica (não sei se já vos tinha dito que tenho uma colecção de arte erótica)...


Quando vão rezar ao coro
Dizem umas para as outras
Quem me dera um namoro
Cebolório
Bacalhau cozido
Bacalhau assado
Muito bem cozido
Resina para tirar calos
Ora pro nobis
As freiras de Santa Clara
Quando vão rezar matinas
Dizem umas para as outras
Quem nos dera amar meninas
As freiras de Santa Clara
Às quatro da madrugada
Dizem umas para as outras
Quem nos dera uma gaitada.
E os Gaiteiros dão-lhes mesmo a gaitada que estão a pedir. Como eles próprios dizem, "Porquê «Gaiteiros de Lisboa»? Talvez porque em Lisboa não há gaiteiros ... E daí, talvez responder afirmativamente. Gaiteiros, porque em bom português «gaita» tem um bom punhado de significados diferentes (sim também esse)". Eles sabem que gaja que é gaja gosta de gaita que é gaita.
E se a música é o espanto de sempre, as ilustrações da capa e do próprio CD - de João Lemos - deixam-me toda molhadinha... hmmm...
Quem me dera ter um desenho destes na minha colecção de arte erótica (não sei se já vos tinha dito que tenho uma colecção de arte erótica)...

16 setembro 2006
duCO
(ao Nelo - reflexão para um fim de semana sem preoCUpações)
rotundidades duas
outras belezas
que se criam em cada criatura
e se delas o que sai é merda pura
são portal de prazer com mais certezas
pois verdade sem pudor que aqui avanço
é que ter prazer de cu é um descanso.
A Espectacológica faz uma vénia (frontal... nunca fiando): "D. Orca, salvé!
e duas rotundidades
apenas
partes de qualquer cardápio
tão valiosas para muito larápio
esquecem-se da merda das pequenas
a máquina de fazer cócó vira brincadeira
verdade verdadinha verdadeira."
O Bartolomeu intromete-o:
"Também queria ao Nelo
um versinho aqui deixar
Que rimasse com martelo
ou então com enrabar
Mas sinceramente não sei
como fazer tal rimar
Porque ao Nelo nunca dei
uma foda de encantar
Assim sendo, tristemente,
estas quadras vou trocar
Por um vibrador decente
para ao Nelo ofertar
E às meninas receosas
digo com toda a verdade
Não neguem entradas por trás
mesmo aquelas sardas ranhosas
que vos querem tirar a saudade"
Ao OrCa - já sabemos, ninguém ode que ele não oda também: "Cara Espectacológica, que tão bem me respondes...
De vénias não me aproveito
sem que a dona mo consinta
pois de Vénus o proveito
é maior se o par o sinta
o amor feito à traição
dá um gozo relativo
só um sente a fruição
fica o outro ressentido
e na matéria vertente
se é um cu que retalho
se o par está renitente
'Inda m'estraga o caralho..."
A Espectacológica conclui - digo eu, mas o fim de semana ainda vai a menos de meio - este dois em um (uma merda do caralho):
"Tenho prazer, caro Orca
com estas nossas conversas
gozo que nem uma porca
com tantas e vãs promessas
Uma vela se deve meter
em tamanho monumento
mas não se pode acender
ou a coisa fica um tormento
Um simples caralho no cu
e até dá para arrepiar
o cagalhão vem todo nu
e a isso chamamos cagar..."
Quem disse que acabava? O OrCa continua a regar de versos o rego:
"No refego
no sossego
pego não pego
e carrego
mas que doçura!
que apego!
um pouco mais quase a medo
onde mal cabia um dedo
cabe o ego
no olho cego
e assim me afundo qual prego
praga
prega
provo e rego
dentro do profundo rego...
que remanso!
que sossego!
que afago tão redondo!"
E finalmente o Nelo acusa-se:
"Tôu dum todo maravilhado
Pelas coizas que me glozam
Em bom olhal
as letras pouzam
Quandu neshte blog scarrapachado
Fazem do méu coizo portal
e motivu de poezia.
Afinal tudo o que éu cria
era ter um beim aviado
De cabessa eçcorregadia
E corpo de sã largura
Tudo feito em pessa dura
Entramdo dôce emcuanto fura
De bòlinhas pemduradas.
Abanamdo dezgarradas
enxendo-me corpo de fartura.
todo gozo e satisfassão.
Fassom disto mais poemas
Não tenhom de mim nunca pena
E nam lhes falte o tezão"
rotundidades duas
outras belezas
que se criam em cada criatura
e se delas o que sai é merda pura
são portal de prazer com mais certezas
pois verdade sem pudor que aqui avanço
é que ter prazer de cu é um descanso.
A Espectacológica faz uma vénia (frontal... nunca fiando): "D. Orca, salvé!
e duas rotundidades
apenas
partes de qualquer cardápio
tão valiosas para muito larápio
esquecem-se da merda das pequenas
a máquina de fazer cócó vira brincadeira
verdade verdadinha verdadeira."
O Bartolomeu intromete-o:
"Também queria ao Nelo
um versinho aqui deixar
Que rimasse com martelo
ou então com enrabar
Mas sinceramente não sei
como fazer tal rimar
Porque ao Nelo nunca dei
uma foda de encantar
Assim sendo, tristemente,
estas quadras vou trocar
Por um vibrador decente
para ao Nelo ofertar
E às meninas receosas
digo com toda a verdade
Não neguem entradas por trás
mesmo aquelas sardas ranhosas
que vos querem tirar a saudade"
Ao OrCa - já sabemos, ninguém ode que ele não oda também: "Cara Espectacológica, que tão bem me respondes...
De vénias não me aproveito
sem que a dona mo consinta
pois de Vénus o proveito
é maior se o par o sinta
o amor feito à traição
dá um gozo relativo
só um sente a fruição
fica o outro ressentido
e na matéria vertente
se é um cu que retalho
se o par está renitente
'Inda m'estraga o caralho..."
A Espectacológica conclui - digo eu, mas o fim de semana ainda vai a menos de meio - este dois em um (uma merda do caralho):
"Tenho prazer, caro Orca
com estas nossas conversas
gozo que nem uma porca
com tantas e vãs promessas
Uma vela se deve meter
em tamanho monumento
mas não se pode acender
ou a coisa fica um tormento
Um simples caralho no cu
e até dá para arrepiar
o cagalhão vem todo nu
e a isso chamamos cagar..."
Quem disse que acabava? O OrCa continua a regar de versos o rego:
"No refego
no sossego
pego não pego
e carrego
mas que doçura!
que apego!
um pouco mais quase a medo
onde mal cabia um dedo
cabe o ego
no olho cego
e assim me afundo qual prego
praga
prega
provo e rego
dentro do profundo rego...
que remanso!
que sossego!
que afago tão redondo!"
E finalmente o Nelo acusa-se:
"Tôu dum todo maravilhado
Pelas coizas que me glozam
Em bom olhal
as letras pouzam
Quandu neshte blog scarrapachado
Fazem do méu coizo portal
e motivu de poezia.
Afinal tudo o que éu cria
era ter um beim aviado
De cabessa eçcorregadia
E corpo de sã largura
Tudo feito em pessa dura
Entramdo dôce emcuanto fura
De bòlinhas pemduradas.
Abanamdo dezgarradas
enxendo-me corpo de fartura.
todo gozo e satisfassão.
Fassom disto mais poemas
Não tenhom de mim nunca pena
E nam lhes falte o tezão"
Saudade, essa coisinha terrível!...
Exausta, tardiamente, deixava-me cair de lado, na cama.
Os teus braços abriam-se sempre e encontravam-me. Com gesto calculado e mil vezes repetido, eu recuava e encaixava direitinha no teu corpo.
O côncavo e o convexo, encaixam sempre.
Geralmente comentavas ralhando: “porque demoraste tanto??!!!” ou “que estiveste a fazer até agora?!” ou ainda: “ai, estás tão gelada!!!”
Muitas vezes não respondia. Outras, retribuindo a ironia, dizia:
- Bem sabes que estive a namorar o vizinho…
- Qual deles?!
- Bem sabes que estive a namorar o vizinho…
- Qual deles?!
- O... filho, claro!!
Sabias de sobra que apenas tinha olhos para ti, mas fingindo ciúmes infundados, cravavas as unhas na minha nádega nua, tipo punição com garra, até eu gritar um “aiiii, pááára!”. Na sequência, aconchegavas-te e enroscávamo-nos mais…
Raramente usávamos a parte de baixo dos pijamas. Então, por trás, encaixavas entre as minhas coxas, a perna esquerda dobrada, ficando o teu joelho a partilhar o calor e a humidade, exercendo ligeira mas agradável pressão, sobre o meu sexo.
A mão esquerda, primeiro arrumava o meu cabelo, afastando-o do teu nariz. Depois, em breve carícia deslizante sobre o meu tronco, geralmente repousava ao nível do baixo-ventre. O meu braço prendia o teu e as mãos entrelaçavam-se.
Sensação quente e doce, invadia-me rápida e completamente. Num ápice, os ritmos respiratórios sincronizavam-se.
Éramos um só corpo. Sentia paz e sem saber como… já dormia…
Agosto / 2006
15 setembro 2006
CISTERNA da Gotinha
Vídeos da sexy Petra Nemcova e da Vida Guerra em lingerie
A menina da PentHouse chama-se Kimberley
Homens musculados e com asas do fotógrafo americano Kelly Grider.
Carradas de fotografias para gáudio das papilas gustativas dos vossos olhinhos.
Sexo desprotegido pode acelerar cancro: Sémen contém substâncias que aceleram cancro cervical e do útero.
Qrònica do Nelo

Menaje há truá..
Pois melhéres! O que stão lendo é mejmo verdadi; menaje há truá!
Foi u que ouvi a Belinha tar a falari onte de manhã quande fui tomar a minha bicona matinal. Mal intrei vi logo a nova vezinha alimã, a mafrai Melga au balcãu a comer um pasmelhéres com um galãu.
Ai que fiquei logo toda sheia de inveja e despois de ter dado us bons dias e açim, pedi há Belinha de mamocas pruvocantes e espostas a faser limbrar as covas das gaijas:
- Belinha melhér fofa, nam éi por nada, mas oje antes da bicona queria um pasmelhéres e um galãu açim quente cumo aviou há noça vezinha a mafrai Melga.-
A Belinha, gaija boa, que çabe tar a um balcãu, rispondeu logo melhéres.
- Oh vizinho Nelo, há quanto tempo que você não pede um palmier. Tão bons que os nossos são. Tem sorte porque se há artigo de pastelaria que esgota logo é o nosso palmier, mas ainda lhe arranjo dois se quiser para levar para a sua Efigénia….-
Foi aí que a mafrai Melga interrompeu, ainda com um resto de pasmelhéres na boca impurrado por um golo do cafei com lête.
- Escuthi sinhórr Nelo. ( glup glup shmak shmak glup….. ingole) Minha nome se chama. Helga! Ich binn Helga, com um Agá. Entende? HHH ! Eu não chamas isso de Melga.-
-Tá beim abelha, ri-me eu baichinho çó pra mim,.hihihihi. Ai melhéres quéi uma melga éi, mas nam gosta que le shamem, mas per iço mejmo e pra nam faser má vezinhansa, diçe-le baichinho:
- Ah pois claro, mafrai…poish claro. Hihihihi….Melga com um Agá….poish…..Çabe o quei, melhér? Çôu éu que nam conçigo falar beim strangeiro. Cada um éi pró que naçe, não asha? Mafrai...pois iço… coizo…..Querçezer….. ahã… hum, Elga com o Agá…..- E pinçando no belo do broshe que le tinha feito au marido Alimão na nôte anterior, fui-me çentar na menza logu ao pé do balcãu, pra ficar açim a oviri a cunverça delas perque tinha ficadu cum a pulga atrás da vermelha, tescnofiada melhéres, que andavóm a falari em segredus duma guelezeima deças queu beim intendo.
E nam foi precizo esperar munto. Pelo rabu do olho, ( ai a língua Pertugueza que ei mejmo trassoeira melhéres, hihihi ) repari como a mafrai Melga olhou pra mim e pinçando que nam stava óvindo e que nam avia porblema lá çe saiu com o reshto que andava a cunverçar rindo baichinho.
- Escuthi fraulein Isabel. É verdhade o que estou-li contando. Menage à trois é divertido….-
Foi nishto que introu o Lalito. Melhéres que veio mejmo a calhar pra intromper a cunverça. Mal o vi diçe-le: -Oh Lalito, inda bem cu veijo melhér.
Scute lá uma coiza; A Efigénia anda toda aburrecida conçigo!
Voçamessei quande foi eshti ano pró Algravi e iço, e me convençeu há menza da isplanada , fazer a Efigénia a mudar de siguro, dezendo que tinha um siguro pró carro quera munto melhor, contra todus os riscus e mais baratu e açim, e ela mudou o siguro pra çi, Lalito. Mas agora, melhér, à dois dias, a pulicia mandou parar e pediu us ducomentos ao Alfredo, o xofér, e levou uma multa perque o siguro nam ezishte, dish que é falço….-
Aí o Lalito interrompeu e diçe:- Ai Nelo, tens razão amor. Olha, tem sido uma trapalhada. Tens razão. Nem queiras saber os aborrecimentos que tenho tido com isto. Mas escuta, eu vinha até à tua procura por causa disso mesmo. Vi-te hoje no banco quando foste levantar a tua reforma lá da Caixa, e disse cá para mim “Tenho de ir falar com o Nelo por causa do seguro”. Sabes que eu não tenho culpa, é tudo culpa deles. Dessa companhia com que eu trabalhava e que me arranjou esse problema complicado. Enganaram-me.
Uns trapalhões e vigaristas!
Já os tenho em tribunal. Mas escuta, Nelo amor, tenho outra companhia que é séria e eu mudei para a minha carteira angariador de seguros para eles. Para provar o que digo toma lá. – E dezendo ishto tirou um livru de xheques e paçou-me um xheque de tresentos e cuarenta €urus , que foi o ca Efigénia le tinha dadu pró siguro novo do carro. E asdpois diçe: - Tás a ver Nelo como sou um homem sério? Toma o cheque. Mas agora, espera, porque o Alfredo não pode conduzir o carro sem seguro! – E dezendo ishto abriu uma pashta e fés logo um siguro novo.
- Pronto Nelo, aqui tens já um seguro novinho em folha, contra todos os riscos e muito mais barato. Fica-te agora só em duzentos e cinquenta €uros. Pagas já, tens ai dinheiro da reforma, e depois depositas o cheque na tua conta bancária e fazes ajuste de contas com a Efigénia da diferença. –
Éu, melhéres, abri a poxeti, paguei-le e fiquei descançada por ter o açunto resolvidu e poder entregar o siguro ao Alfredo e nam ter que óvir a Efigénia.
O Lalito, melhéres, foi-çe logu imbora, dezendo que tinha de ir ver ôtros clientes, que stava cum préça pra risolver os açuntos.
Ishto aconteceu tudo onte. Já çe paçou um dia.
Agora stou éu ôje çentado há menza do caféi da Belinha, a pinçar na cunverça de onte da mafrai Melga, no menaje há truá e em como uma melhér pode ser fodida pur dois homes, ou pur duas melhéres. Ou um home aviar duas, ou ainda ôtros arranjos çó de homes ou çó de gaijas.
Mas ai que angústia melhéres! Nesti mumento, fofas, tenhu pouca vontadi de rir. Tôu pinçando nas menajes à trua em que inrabam uma bisha três vezes seguidas e a deicham toda fodida, çem que ela tenha uma pinga de goso.

Primêiros:
Acabi de vir do Banco. O xheque do Lalito nam teim cubertura...
Sigundos:
O Alfredo ligôu-me pró telémovili a dezer que quer falar cumigo cum urgênsia...
Tersêiros:
Pela porta do caféi tôu vendo a Efigénia que vem chigando sheia de préça há minha procura...
Ai melhéres! Que sofuco que çinto...E que calor melhéres.....Ufffffffffff
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