25 setembro 2006

24 setembro 2006

Foi assim este fim-de-semana...


Lovers



Reno Ranger
Site oficial

A vida em tons de azul

– Bem, me dá um momento?
– Hã?! Agora?!
– Tenho de ir no banheiro, bem.
– E eu?
– Também quer ir?
– Não!... Deixas-me assim?
– Mas volto já, bem, e você sabe que vai continuar…
– Mas estou com uma tesão do caralho, pá…
– Mas vai continuar, bem, e eu tenho mesmo de ir no banheiro.
– Foda-se! Vai lá… passa aí o comando.
– O dvd?
– Qual dvd?
– O do comando, bem?
– Qual dvd do comando?!
– Com o schvarzeneguer
– Não, porra, o comando da televisão…
– Ah!
– E despacha-te, pá, daqui a bocado o comprimido perde o efeito.
– (Deus queira!)
– O quê?
– Nada, bem, nada. Pega o comando, pega.
– ‘Tá, Alice?
– Sim, és tu Adélia?
– Sou. Olha lá, ainda tens daqueles comprimidos…
– O quê?! Fala mais alto!
– Não posso.
– Estás a sussurrar porquê?!
– Estou com o Carvalho…
– Ele está aí?
– Não, disse-lhe que tinha de vir à casa de banho…
– Porquê?! Ele não te deixa falar comigo?
– Deixa, só que estávamos a foder, Alice. Agora não fazemos outra coisa, mulher. Estou toda assada…
– Ah! Ah! Andas a trabalhar no duro!
– Duríssimo, porra! Sempre duro, Alice, sempre duro! Já não aguento…
– É para veres o que as brasileiras passam.
– Sei lá se elas passam por isto, Alice. Achas que é por pensar que eu sou brasileira que o gajo fode como se o mundo acabasse amanhã?
– Não, isso é do viagra, mas provavelmente o gajo só os toma de empreitada porque julga que tu és brasileira…
– Ah! É capaz…
– Isso quer dizer que não foste à casa de banho!
– Fui… Estou.
– Não, foste ao banheiro.
– Ah! Pois foi… Mas ouve lá, tens os comprimidos ou não?
– Aqueles que imitam o viagra mas não fazem nada?
– Sim, esses. Tens? Ainda tens?
– Tenho, Adélia, mas se ele os toma, isso dá-lhe cabo da auto-estima…
– Que se foda a auto-estima do gajo, Alice, ‘tou toda assada, caralho! Ele que trate da auto-estima que eu trato da passarinha…
– Da quê?!
– Da cona, caralho!
– Darlene! Ó Darlene!
– Vou já, bem!
– Então!?
– Estou indo, bem, estou indo.
– Estou a arder, Darlene, estou a arder! Despacha-te! Anda apagar-me este fogo que arde sem se ver, Darlene…
– O homem está mesmo variado, Adélia, já diz poesia e tudo!
– Não me digas nada, Alice, o homem está doido. Completamente doido!
– Anda, Darlene! Anda acabar com o meu contentamento descontente! Anda aplacar esta dor que desatina sem doer… Darlene!!!!!
– Estou já aí, bem… Meu lindo zarolho!
– Zarolho?! Zarolho?! Qual zarolho?!
– Tenho de desligar… não te esqueças dos comprimidos, Alice! Não te esqueças dos comprimidos!
– O poeta Camões não era zarolho, bem?
– O Camões era, mas isto é do Fernando Pessoa ou lá o que é!
– Ah! Pensava que era de Camões, bem.
– Mas não é e isso agora não interessa nada! Anda, despacha-te!
– Que garanhão!
– Aposto que no Brasil não há disto!
– Nem em Portugal, bem. Não acredito que em Portugal haja mais alguém com sua braba tesão!
– Bota braba nisso, muié!
– Que sotaque delicioso…
– Estou a aprender contigo... Hei!!! Que cheiro é este?!
– Que cheiro, bem?
– Este… este… este cheiro da tua… da tua boceta.
– De minha quê? Boceta?!
– Não é assim que se diz em brasileiro?
– Ah! Boceta?! Sim, sim, boceta. É.
– E que cheiro é esse?
– Halibut.
– O que é isso?
– É para as assaduras. ‘Cê está acabando com minha boceta, Carvalho!
– Ah, Darlene! Você é um anjo, Darlene! Só tu para me dizeres uma coisa dessas!
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Este é o último post que o Garfanho teve a amabilidade de publicar aqui, no blog porcalhoto, mesmo depois de ter declarado o fim do seu próprio blog Garfiar, só me apetece.
Quem acha que ele deve continuar a escrever aqui (se e quando lhe apetecer, claro, que fretes não são nada eróticos) ponha o grelo ou o pirilau no ar.

Publicidade interessante com frase final miserável

israel_condom.jpg
«fashion that turns every head in the place
if you don't even make it to the place»

Receba as flores que lhe dou...


Alcaide:
Na vida devia haver
caralhos de ocasião
estes teriam que ser
dum colégio ou excursão!

Ou de um grupo de amigas
em conversa amena e franca
um jantar de raparigas
E os palitos eram "trancas"!

Ouvia D. Pedro, de Inês:
-Este "bouquet" dá trabalho
juntar as rosas que vês,
neste ramo do caralho!


Nelo:
Alcagoita, tu melhér,
corre-te a boca a pôr eim verço
O que me enshe o pinçamento
Neçe buqueit ca todo momento
Pede: - Nelo veim depréça!

E neça préça velósmente
abraçar u Univerço
Apanhar num çó mumento
Toda a pila eim abrasso quente
Nu mergulho queu meresso

Todo dentru deçe mar
Boca e mãos em feroz nado
Póço neim çaber nadar
neim tenho medu de me afogar
Ingulo tudo de bom grado

23 setembro 2006

O Meu Anjinho da Guarda




Carlos B.

Todo teu


É simplex, como passou a ser moda dizer-se. A solução que encontro para reduzir despesas, é despedi-lo. Aliás, vem em todas as cartilhas de gestão corrente que quando toca a cortar nas despesas o mais fácil é cortar no pessoal e digamos que este simpático nem no quadro está, por falta de contrato, o que agora até dá um jeitaço.

Avaliando o investimento, posso vir a ter saudades das suas massagens nos pés após um dia enformada em sapatos afunilados mas até já há uns massajadores de pés tão em conta que em pouco tempo estão amortizados. Depois, com ele gasto o dobro da água, do gel de banho, do champô e até do papel higiénico, para conseguir apenas alguma queima de calorias e menor consumo de chocolate.

Até já estou a imaginar a lamechice com que ele vai argumentar recordando os momentos em que me diz sou todo teu e o empenhamento que neles põe como um verdadeiro profissional da queca e da lúxuria pelo que já preparei a simulação gráfica demonstrativa de que o spread de uns quilos de ossos, carne, sangue e linfa com o meu saldo bancário, não me geram lucro.

(Street Kids, Propaganda)

crica para visitares a página John & John de d!o

22 setembro 2006

CISTERNA da Gotinha



Vídeo: Publicidade a um soutien japonês

Izabel Goulart: mais uma top-model brasileira.

Bolos malandrecos feitos pela Célia que é da zona de Almada. É a sugestão ideal para o próximo encontro da Funda, não achas, São?!

Colecção Outono-Inverno de
preservativos.

A menina chama-se
Kristiana Vieri e o Charlie vai de certeza gostar dela e das suas mamocas.

ProteSão Civil.

Bombeiros de prevenção
a fogos que incendeiam matagais.
Á custa de mil perigos vão,
e de mangueiras em riste, ("Mais, mais...")
penetrando no âmago do braseiro, ("... fundo, não...")
jorram alivio para a população. ("... pares!")


Bom fim de semana

clica na imagem para aumentar... a mão
(clica na imagem para aumentar... a mão)

Fotografia: Mircea BEZERGHEANU

Qrònica do Nelo


Iola melhéres!

Ôije vou dar-lhis uma grande nuvidade fofos e fofas. Stôu ezultante de alegria, e cuaze qui nam caibu em mim!
Vô tirar a carta de condussão!
Nam éi fremidáveli?
Já dei a nuticia há Belinha e ela ficou munto contenti perque çe fartôu de rir, e inquanto tive no caféi, diçe a máis doizótres clientis que çe fartaróm de rir tamém .
Diçe açim: - Já sabem da novidade? Aqui o senhor Nelo vai tirar a carta de condução. Ha-hahahaha…! – Todos a rireim e a olhareim pra mim e iço…
E eu melhéres, fiquei toda çem çaber u que faser e açim, quaze invergenhada, com a fasse toda corada. Ai perque éu melhéres, çôu açim uma bisha que gosta de ver as piçôas devertidas e iço, mas quande estou num ambiente mais familiar veim-me au simo aquela timidesh que me éi imnata, querçezer: Que naçe cum uma melhér!
Çôu muinto bisha poish çôu, mas nu fundo de mim há uma melhér de recato e que goshta du çeu momento de sulidão e de intriospessão, a pinçar na grandes e nas piquenas coizas da vida, a fazer as introgassões filofosicas. Prontes! Querçezer, eças coizas que me andom nas ideias: uma broshada mais beim conseguida, uma boa inrabadela fêita a presseito, uns olinhus e boquinhas sexes, uma festinha na barguilha dum home açim há menza dum Bar, e pinçar eim cumo leva-lo dali pra um çitio mais recatado….
E tude comessou mejmo per aí.
À dias, melhéres, stava há porta dum Bar, inda um pouco longi da minha morada, sperandu um Taxe pra me levar pra caza e pinçei, a talho de foisse, cumo çeria bom çe de repenti tiveçe um automóvele, quando vi aprasser o Lalito. Olheim melhéres! Trasia um carrito lindo de murrer, e diçe logo prá minha poxete:
- Nelo melhér! Çe eçe Lalito teim um carro perque é que tu nam hades de ter um tamém? -
Ai maza resposta veio nu mejmo instante melhéres, quande ele parou o carro há porta do Bar e me convidou pra dari uma voltita. Entrei, pois entrei, melhéres, queu çôu açim uma bisha com golpe de vista e pedi-le boleia pra caza.
Fiquei çabendo paçádo um bucado, que o carru nam hera dele e que andava a mostrari au peçoal da nôte, pra vender. Diçe ele açim nu meio doutra cunverça: - Pois Nelo, esta máquina é para venda mas o Toni lá no stand não o dá vendido e eu na noite sempre pode ser que arranje um qualquer que fique com ele…. –
Ai melhéres que fiquei logo apaichonado pelo bisharoco, todo cor de roza e com quatro portas, umas quantas rodas no shão e um spelho la drentro prá genti poder ajeitar o pinteado e iço. Deu-me uma coiza, uma inspirassão, um baqui de corassão e diçe:
- Lalito, melhér. Nam presizas de andar a precurar mais. Eu compru esta jóia. –
No dia çeguinte fui ao Stander do Toni falari com eli, pra ver milhor e çaber qual hera o prêsso. Melhéres, uma peshinsha: çó oitosentos e sincuenta €ros.
Fui bescar um xheque ao Bancu e o Toni levou-o pra caza. Fiquei logo com o carrito parado na garage ao ladu do Bersedes Menz da Efigénia.
E çabeim que mais? Já andi a preguntari au Alfredo, o nóço xófer, pra que çerverm us pedais. Eli splicou-me que um éi pra andar, o ôtro pra parari e maizum prás mudansas.
Mas esse das mudansas inté nam me fash falta que quande precizo de mudansas a Efigénia contrata uma empreza que trás uns manfius, uns bonzões sheios de músculus e bons papos nas calsas, e eçes carregóm com tudo, e açim poupa-çe o carrito.
Mas per caso tou mejmo contenti melhéres com o veiculu. É lindu, fofos!
O sinhori lá do Stander, munto çimpatico, o Toni, inté mo veio traser aqui a caza e oferesseu uma caicha com areia pra por debaixo dele nu sítio do motor per causa da babuge e açim. Nam pressebi e diçe-lhe que a garage nam teim babuges e iço mas ele riu-se e foi bescar ainda maizuma coiza. Oferesseu um garafãu de oilo. A marca éi squezita, nam çei o queim de Castrolio, hihihihihih, a esta ora, o meu culega Carlus Castro tamém tem a çua bishiçe nos oilos…hihihihihi
Eu asseitei per vergonha, fartei de dezer-le que lá em caza é mais o azeite e açim, a Efigénia nam gosta de oilos. Mazele insistiu tantu, tantu e a falar nam çei quêi do nível e açim, queu acabi per traser o garrafão, e guardar onde o sinhori do Stander diçe: No porta bagajeins. Ei um home que gosta munto de oilo, diçe-me pra ver todos os dias com uma nam çei o queim duma vareta. Éi munto çimpático, mas asho que çe vai stragar lá, perque a Efigénia nam goshta de pinque ninques, e mejmo çe guestaçe, nam a veijo fritar batatas no campu e açim e per iço o garrafãu há-de apudresser nu porta bagajeins e inda me straga a alcatifa. Hadem ver daqui a algum tempu çe nam éi verdade…!
E por falari em alcatifas, tenhu de ir ao Líder, ou ao HiperMarshêr, ver iço dumas alcatifas pró meu carrito, questas estão sheias de manshas scuras açim redondas a fazer limbrar restos duns blo jobberes, mas já tou pressebendo que é mejmo desta mania de andareim com os oilos dentru do porta bagageins, prós pinque ninques e iço, que çó straga os stofes e alcatifas e açim.
Ts ts…ai os homes, e as ideias deles…ts ts..garrafões de oilo. Veijam çe uma melhér fash coizas deças….!?
Beim, mazagora que tenhu o meio de stamporte pra puder çair prás minhas voltitas na “naite”, çó me falta tirar a carta de condussão.
A lissão númeru um comessa pra çemana.
Depoish conto tudo melhéres, agora vôu ver uns brica-brakes pró meu popó….hihihi nam confundir com bóbó, quiço éi ôtra coiza mas que ei-de faser muntas veses dentro deli.
Inté prá çemana, melhéres, e deim tescanço aos homes.
O Nelo tamém preciza delis.