10 outubro 2006

Elogios

- "Fodes como uma puta!" - disseram-lhe uma noite depois de uma apaixonada e quente sessão de prazer. Desde então já lhe elogiaram os dotes de amante mas nunca se sentiu tão elogiada como dessa vez.


E tu?!
Qual foi o melhor elogio que já te deram?!

Eis as respostas:
Bartolomeu: "O melhor elogio que já me fizeram, após uma apaixonada e quente sessão de prazer, foi «fodes como um puto». Depois de acabar o cigarro da praxe, em pezinhos de lã, quis aprofundar o significado da frase. Elucidou-me ela, num tom entre carinhoso e clemente, servindo-se de uma figura de estilo:
- Lembro-me de, em certa altura, ter oferecido a uma criança pobre um brinquedo a que o meu filho nunca tinha ligado e com o qual pouco brincou, pelo que o mesmo se encontrava quase sem uso. Mal recebeu o brinquedo em suas mãos, os olhos do puto brilharam intensamente de alegria, os seus dedos percorreram avidamente os contornos do brinquedo, detendo-se por vezes nos pontos onde ele sentiu que o brinquedo lhe correspondia ao toque, emitindo subtis vibrações. Penso que, para aquele puto a quem entreguei o brinquedo, o tempo parou ou deixou mesmo de existir, a partir do momento em que se entregou a inventar divertidas e prolongadas brincadeiras com o brinquedo. Lembro-me que, depois de ter passado um dia inteiro a brincar com o brinquedo, sempre com o entusiasmo do início, ainda dormiu com o brinquedo muito aconchegadinho nos seus braços e a primeira coisa que fez ao acordar, depois de beijar ternurenta e demoradamente o brinquedo, foi voltar a brincar com ele, novamente sem se aperceber do passar do tempo.
Desde então, não me voltaram a elogiar os dotes de amante, fiquei preso à imagem do puto brincalhão."
matahary: "«Fodes como duas putas»?!"
mad: "MataHary, não há duas sem três"
São Rosas: "Eu acho é que não há duas com os três!"
matahary: "Sãozinha, olha bem e conta melhor ainda"
A Tua Amiga: "Ui, foram tantos..."
Bruno: "Foi «Bruno, esta foda constituiu uma profunda alteração na minha actividade mental. A tua submissão à emoção tornou-se extraordinariamente intensificada, enquanto que a minha capacidade intelectual ficou acentuadamente reduzida, com a magnitude do momento». Foi a minha professora de filosofia..."
Nelo: "A minha melhor foi uma que não foi em que me masturbei toda a noite"
Baldé: "A minha melhór fói quándo ela me disse, «Depóis de você só me fárta fazér um bróche a um caválo»..."
Zezinho: "A minha melhor foi quando olhei para a minha mão e disse que nunca tinha fodido uma mão tão gostosa"
Pardal: "A que me lembro assim de repente foi quando acabei o pinanço e aos meus ouvidos soou: «Fodes como um Piriquito»..."
MN: "Presumo que «Oh... está estragado?!» logo a seguir não seja um elogio?"
Charlie: "O melhor que me fizeram foi: «Anda viver comigo. Quero-te para toda a vida»..."
Avis(o): "Pois a mim o elogio veio em forma de pergunta: «E no sábado podes vir à mesma hora?»"
Moica: "Não ouvi. Quando o fizeram estavam 2 a dar-me cabo dos tímpanos"
seven: "Cambada de mentirosos! Tende vergonha!"
Joca: "«Aaaaah!...» - suspirou com grande gozo - «então isto é que é foder! Que bom!». Foi só assim! E eu sou um grande mentiroso."
Sodoku: "Foi quando lhe tirei a botija e ela me disse: «Já me fodeste»..."
1313: "Ofegante, ela olhou para mim e disse simplesmente: «devias ser primeiro ministro»."
Mano 69: "A melhor foi quando ela disse «mas o que é que está aqui a fazer o busto de Napoleão?»"
seven: "Olha um busto do Napoleão! Não foi com um destes que começaste a tua colecção, Sãozita?"
Muff - "«Choro de gozo... depois desta dou-te tudo o que quiseres... anda cá meu caralhinho anda, anda que só estou bem contigo enfiado...»"

A verdade vem-se sempre ao de cima!

O 69 MirandêsFoi preciso irmos a Miranda do Douro para que se esclareça a humanidade sobre o que é realmente a figura em pedra - uma gárgula - numa parede de um edifício na rua Abade de Baçal (na parte antiga da cidade, pertinho do largo D. João III e da catedral), em Miranda do Douro, onde funciona actualmente a reitoria da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
O que nos contaram sempre foi que aquilo é um rabo (vulgo cu) virado de forma ostensiva e provocatória para Espanha, como que para compensar com gases aromáticos os maus ventos que de lá vinham.
Que é um rabo, não há qualquer dúvida. Mas basta colocarmo-nos por baixo dessa figura para nos apercebermos que no meio das pernas está uma cara de alguém em afazeres lúdicos:
Para pessoas com mais dificuldade de percepção da figura (nada triste, diga-se), rodemos a imagem e demos destaque aos bonecos:
Para a malta que mesmo assim ainda lá não chegou, aquilo é, sem qualquer margem para dúvida (nem espaço para maus pensamentos) um belo de um 69! Aliás, para vesgos e cépticos, aqui vai mais uma imagem, maior e tirada mesmo por baixo.
O nosso agradecimento ao senhor da loja ao lado nessa rua, que prestou este esclarecimento «mesmo estando ali senhoras». E que nos sossegou:
- Podem pôr-se em baixo, que aquilo já não pinga!
Viva Miranda do Douro! Viva!
Viva a cultura mirandesa! Viva!
Viva o 69 mirandês! Viva! Viva! Viva!...

Fodografias: Car(l)os Car(v)alho e Ti'Ago

O DTEfS (Departamento Teórico Erótico da funda São) tem sempre a penúltima palavra nestes assuntos:
Charlie: "A iconografia medieval está recheada de exemplos desse teor. Por um lado, passa-nos a imagem do obscurantismo dominador e omnipresente, castrador e limitador.
Por outro, os testemunhos expressos em pedra põem-nos interrogações sobre a coexistência cíclica de valores chamados pagãos a ombrear com o sagrado.
Qual o significado destas pequenas esculturas em pedra talhada, que estão por toda a parte, mormente em edificios religiosos?"

Bartolomeu (teoria I): "O significado da predominância destas esculturas em pedra tem origem, não em imagens pagãs, mas sim na prática que hoje definimos como posts. É verdade: há vários séculos, os nossos antepassados já tinham criado o conceito de blog. Limitados pela inexistência de redes informáticas, postavam nas fachadas dos edifícios, em muros, fontes, pelourinhos, entradas de pontes, etc. O que naturalmente originava os comentários dos «vizinhos». Tal como hoje, certos posts originam acesas e polémicas discussões. Outros, enigmáticos, são tema de reflexão. Outros, por serem de caracter hilariante, provocam a risota e a frase jocosa. Outros ainda, são a representação de temas sociais... e por aí fora."
Bartolomeu (teoria II): "Não pretendo de forma nenhuma retirar o mérito às constatações do Charlie. Porém, no caso vertente da interpretação da carranca em que figura um par de nalgas sobreposto a um rosto, é pertinente que se clarifique. Aquela figura representa um acto que na idade média se destinava a «castigar» severamente, numa óptica de justiça popular, as atitudes de alguém e designava-se por merdimbuco. Consistia em assentar uma valente carga de porrada ao prevaricador e, depois de o deixar inconsciente, ou quase, os executantes da carga de porrada, cagavam-lhe na boca. Pode imaginar-se que a vítima, na maior parte dos casos, não resistiria ao ultrajante castigo. Para sua sorte, pois quando resistia, nem 20 bisnagas de Pepsodent e 30 frascos de Tantum Verde chegavam para eliminar o sabor. Até parece que estou a ver as vossas carinhas de enjoados a ler isto. O facto de a carranca estar orientada para Espanha, nem é necessário esclarecer, né?"
ognid: "Ora porra! E eu que tirei as fotos de lado e não reparei nesse «pormenor»! Sendo assim é tipo 2 em 1 - lança bufas (fêmeas do bufo que ali a-bunda) para Espanha e mostra-nos esse lado lúdico que aqui explicas"
OrCa [a partir deste evento também passível de ser chamado Santo Inocêncio]: "E então que digo eu, uma meninice inteirinha a ouvir falar do cu virado para Espanha, sem que ninguém me alertasse para a cara encaixada por baixo? Foi preciso vir de lá a mineTuna para que a verdade viesse à tona... Gárgulas ou mísulas, sempre vos digo que há mais mistérios nestas coisas do que aqueles com que à primeira tropeçamos. Por exemplo, alguém reparou, num dos retábulos da Sé, naqueles querubins, de cabelinho perniciosamente penteadinho, a que se dedicavam vários deles? Pois, a torcer o papo aos passaritos que iam às uvas. Isto para já nem falar na língua obscena que um deles - o mais escondido - mostra sem pudor a quem passa... Sim, que isto das "ancestrais virtudes" muitas vezes não passa de historinhas mal contadas."
A cultura é uma coisa muito linda... também em Mirandês...

Usar preservativo faz uma grande diferença

israel_condom.jpg
«Nem imaginas a diferença que faz»

09 outubro 2006

Lá vai raio...

interpretação livre da notícia avançada pela Gotinha

raim's blog

CISTERNA da Gotinha

Daniel J. Skramesto: um artista português que trabalha o corpo masculino em pornografia.

Site de
nudistas.


Faltava inventar este acessório para o iPod.

Ora bem... o que temos nós
aqui?! Meninas com meninas.

O Lápis : um jogo para melhorar o sexo no Mundo. Demo (enviado pela Fresquinha)


Mulher atravessada por um raio quando estava a lavar os dentes durante uma trovoada. Agora adivinhem lá por onde é que o raio entrou e por onde é que ele saiu?!

A porta deste Blog está sempre aberta para vós!

Segunda-feira, finalmente!

Crica para descobrires uma hipótese de explicação do método usado por Moisés para separar as águas do Mar Vermelho
Porque é à Segunda-feira
que tudo começa. Ou não!


foto: reinhard otto

Elogio da masturbação

"Confesso aqui publicamente e como um acto expiatório: «Sim, já me masturbei... e várias vezes!».
Esta confissão de um crime abjecto reforçado pela reincidência ter-me-ia custado a vida em Espanha no tempo da Inquisição, ter-me-ia valido a prisão no século XVIII, umas bastonadas e sevícias corporais no século XIX e o desprezo e uma dura reprovação ainda há bem pouco tempo. (...)
Com a publicação em 1758 do seu tratado De l'onanisme ou Des maladies produites par la masturbation, Tissot inaugura duzentos anos de obscurantismo ao declarar a repressão sexual, a repressão de pulsões que mal começavam a manifestar-se, a culpabilização do sexo no que ele tem de mais «inventivo», de mais natural, de mais necessário: a masturbação. Com o correr do tempo, o seu discurso passou para os hábitos e ainda hoje impregna a linguagem e a consciência populares. Continuando vivo no cerne das nossas dúvidas, ele alimenta a culpabilidade do homem, da mulher ou dos casais, que acreditam sinceramente, no seu foro íntimo, que o que é bom faz mal.
Mesmo sendo o acto mais frequente da nossa sexualidade, a masturbação continua a ser o tabu mais íntimo da moral sexual do ocidente. Mudaram os costumes, exibe-se o sexo na televisão, pode falar-se de violação, de incesto, de transsexualidade, pois isso não nos diz directamente respeito: eu nunca violei, nunca serei incestuoso, enquanto que... (...)"
É assim que inicia o livro de cabeceira ideal para quem não se quer sentir sozinho no mundo: «Elogio da masturbação» de Philippe Brenot (publicado em Portugal pela Campo das Letras).

Pulsão


Às quatro e meia da tarde posicionava-me virada para janela, refastelada, para dar de beber aos olhos. Era quando quatro moçoilos bem apessoados desciam presos numas cordas que lhes realçavam os apetrechos nos calçonitos. Todos tinham cabelos a dourarem-lhes as pernas, à excepção de um que em vez de ucraniano talvez fosse romeno.

E naquele dia pensei que não era tarde nem cedo para um encontro de culturas e precipitei-me para fora do prédio, a aguardá-los na sua chegada ao solo. Naquelas camisolas de cavas qualquer um deles exibia músculos sem as deformações do culturismo e, assim à vista desarmada, nenhum tinha tatuagens de amor de mãe nem sequer daquelas coloridas mais recentes.

Aprovados que estavam, acendi um cigarro e encarei-os num sorriso que se abatia por eles como as suas esponjas pelas vidraças. Cochicharam entre eles e lá houve um que se decidiu a caminhar até mim, pedindo um cigarro com uma pronúncia que não escamoteava as origens. Retirei o maço da mala e estendi-lho de forma a roçar-lhe os dedos, aguardando o contacto directo dos seus olhos para pestanejar rapidamente e debicar o lábio com a ponta dos dedos. O gajo podia não falar a língua de Camões nem tampouco a de Lobo Antunes mas também a única gramática que pretendia da sua língua e das suas fibras compreendia regras bastantes simiescas para dispensar qualquer outra coerência.

crica para visitares a página John & John de d!o

08 outubro 2006

Bom final de fim de semana!


Fotografia: Bruno Funnybear

Contornos à Sombra



Oleg Uranov

Já fizeram
Cu-Cu?

Diário dum Padre. Parte IV

.....Senti com algum desagrado o frio da roupa interior húmida no instante em que o meu corpo retomou a erecção que interrompera por instantes......



Olhei para os passos curtos do Sacristão que se fundiam na luz que difusamente entrava pela porta principal da Igreja, desenhando reflexos aleatórios nos brilhos esparsos do chão em intervalos de sombras ambulantes até ao momento em que ele desapareceu na rua e uma suave torrente de luz branca tomou o lugar por onde ele saíra.
- Vamos então. - Disse-lhe pegando-lhe levemente no braço enquanto a dirigia para o confessionário.
Fiquei olhando maravilhado vendo como ela se instalava no lugar destinado aos fiéis, de joelhos sobre a pequena almofada, seguindo depois as mãos que subiam postas em oração de dedos unidos sobre a testa inclinada em sinal de recolhimento.
Entrei no espaço interior que é reservado ao sacerdote e tomei o meu lugar.
Arrumei uns quantos folhetos espalhados sobre os encostos de braços e o assento, metendo-os num dos bolsos da sotaina, olhei novamente para ela e encostei o ouvido ao rendilhado fino de madeira enquanto puxava a cortina de tecido em veludo vermelho destinado a imergir o confessor no ambiente escuro do seu cubículo.
Sem fazer o mínimo ruído deixei inclinar o corpo na sua direcção ao ponto de senti-la a meros centímetros de mim, e escutei a doçura da sua voz.
- Senhor Padre…eu…. Sabe, eu tenho algo a dizer-lhe em confissão… Algo muito importante...-
Olhei novamente para ela por entre as ripas do enxadrezado da grelha que separa os confessores dos confessados. Sabia que ela mal podia ver-me, entregue à escuridão do espaço minúsculo e fechado. Por outro lado, vinda de fora, a luz iluminava-lhe o rosto com a suavidade dos azulejos a reflectir as cores difusas dos vitrais matizados pela nesga distante de luz branca que entrava pela porta principal.
Oh como ela era linda! Senti com algum desagrado o frio da roupa interior húmida no instante em que o meu corpo retomou a erecção que interrompera por instantes quando preparara as coisas no confessionário. Desci a mão dentro de mim e afaguei o pénis.
Oh meu Deus, como me sabia bem, com ela mesmo ali ao lado. Deixei escapar um suspiro profundo e de repente inteirei-me do que estava ali a fazer.
- Continue por favor... - Disse-lhe eu dominando as inflexões da voz em manobra evasiva ao meu dislate.
- Senhor Padre….- Hesitou antes de continuar. - … Pequei!... Não em carne mas em pensamentos… Tenho sido fiel ao meu namorado que está longe como sabeis.
Mas desde há uns dias a esta parte, desde que chegou um homem novo a esta aldeia e que o vi, que senti toda a minha alma dirigida para ele. -
- As tentações da carne fazem-nos pecar em pensamentos. – Interrompi sabiamente, segurando com esforço o embargo da voz, enquanto mirava o bico do seu decote que sobressaía em sombras e reflexos fazendo crescer ainda mais a minha excitação.
- A fidelidade é muitas vezes uma prova difícil de ultrapassar. – Disse e esperei um pouco pensando no que iria dizer a seguir.
- Há as tentações. Mas com a oração e recolhimento, encontrareis o caminho da redenção e da castidade. Devereis manter-vos pura para que quando do seu regresso vos possais entregar de corpo e alma no momento de união consubstanciado através do sagrado sacramento do casamento cristão, em que vós assumireis o vosso compromisso perante Deus! –

Mas nada disse. Calei estas palavras que seriam as indicadas para momento. Calei-as desejando que ela dissesse mais e mais, fazendo aumentar a minha fogueira.
- Continue por favor. – Saiu-me num tom amorfo, onde o meu respirar entrecortado só com dificuldade disfarçava o meu estado de excitação.
Fechei os olhos. E esperei que ela continuasse. A mão afagando docemente o meu membro viril que estava num estado de absoluta rigidez e que fez estremecer todo o meu corpo ao sentir do toque.
Estranhei o silêncio e no instante em que ia repetir que ela podia continuar, o ruído da pequena cortina a desviar-se fez-me abrir os olhos.
Perante mim, toda rodeada da luz suave que enchia a igreja, estava ela….