27 outubro 2006

Há mulheres que amamos, nós mulheres também, sem necessariamente querermos mais do que amá-las.
Há mulheres que nos despertam o sorriso quando, casualmente, as encontramos, que nos fazem felizes por estarem a sorrir, que nos empurraram para a frente por vermos que não ficaram paradas.
Tu és uma dessas mulheres que nós, mulheres, podemos amar. Mesmo à distância. Mesmo às escuras.
Posso dizer que amar-te é como amar-me a mim mesma?
Que mais do que alimento para a vitalidade desta Rosa, és alento para a mulher que a segura junto ao peito?
Que bom é reencontrar-te sempre.
Que bom haver mulheres como tu que podemos amar, sem falsos pudores.

Bom fim de semana


Fotografia - Pascal Renoux

Qrònica do Nelo


Na prizão.

Ai melhéres o cuma melhér paça numa prizão.
Ai ai que mapalparom toda, toda toda.!
Prassia que tava metida numa aquairo sheia de polvos quera çó brassos e mãos, dedos e e açim.
Nam que foçe munto dezagradável mazuma melhér nam çabe pra que lado çe virar.
Perque ei mãu daqui, mãu dali, encosto por trásh, e eu a pinçar feita gueloza: -Ai Nelo melhér, à quante tempo nam apanhas tanto home!
Hihihii ai que çôu uma preverça.
Beim mazadiante.
Fui preza melhéres. Dizeim quera per caza dumas notas falças queu tinha dado ao Armando pei de Boga. Mazeu diçe logo que tinha çido o Lalito que mas tinha dado e contei-le a stória toda dele ter ide prás Caraíbas com o dinhêro da venda do mé carro, e asdepois tinha voltado sheio de notas e açim e que me pediu pra trocar no Banco por notas maiores.
Beim puzeram-me na rua com eça coiza de nam çei o queim de entidade e rezidensia, mas o milhor que acontesseu foi ter o Puto Rozadinho canda a studar ali na Univerçidade lá prós lado de cima da Avenida, esperando per mim há porta da squadra da pelicia.
Trasia um chiclate e stava sheio de pena de mim, melhéres.
Diçe açim: - Olá senhor Nelo, então o que lhe aconteceu? –
E eu diçe-le açim: - Ai filho, coiza linda, dá cá um beijo querido. Olha ishto nam foi nada açim de special mas vou dezer-te primêiro uma coiza que tens de çaber filho.
Nam fiquis com siumes amor.
Éu tinha uma peçoa antes de ti, quéra o sinhor Lalito, mas eçe sinhor éi um becado falça e paçôu-me umas notas tam falças como ele e asdipois a Pelicia prindeu-me. Mazagora já stou aqui fora, Puto Rosadinho melhér, e felish per tares aqui.-
Beim melhéres. Fomos lanshar a uma pastelaria, e asdepois fomos ó meu apartementu de çolteiro, e çó nam lhis conto agora cumo foi perque as piçôas deste broshe queicharóm-çe há Ção Rozas que o Nelo éi uma badalona enshe o broshe com teixtos das Qrònicas munto grandes e açim fica prá çemana pra les contari como correram as inrabadelas lá ao fundo da rua Castilho, na traveça onde tenho o meu shaleit de çolteiro..
Até la melhéres, bom fim de çemana e bons broshes.

Nem sei se acredito nisto...


... mas a acreditar na página Gawker.com, é verdade: um senhor sueco, que esteve no Irão recentemente, comprou num quiosque junto à Universidade de Teerão, alguns exemplares de revistas ocidentais como a National Geographic, a Economist e a Wallpaper.
Todas elas estavam censuradas manualmente, com marcador preto nas áreas mais «sensíveis». A trabalheira que os censores ali têm!...

Por curiosidade: algumas das páginas censuradas eram anúncios turísticos de Portugal.

26 outubro 2006

Ainda não compraste a Maxmen deste mês?

Então ainda não viste o elogio duplo (a este blog e às t-shirts, especialmente à «Faz-me um bico») que a malta porreirinha da Maxmen fez no número de Novembro da revista!
Vê lá se não é motivo para eu estar molhadinha até aos ovários:



(crica para veres este recorte no contexto da página)

"Embora o alfinete-de-ama seja um pouco suspeito"?! Esta malta da Maxmen é uma cambada de tarados, Eça é que é Eça.
Para os mais distraídos, a capa da revista é esta (e não, não sou eu a menina da capa... pelo menos enquanto não ganhar coragem para pôr silicone):

Apertadinho




Prikola

Benefícios do Amor, por mostrengo Adamastor

Eu bem me queria parecer que aquilo teria alguma utilidade.

O diabo da masturbação!

Já por várias vezes nos referimos aqui à masturbação, sempre pela positiva, como forma saudável de vivermos o nosso corpo. Como se dizia no filme «Hair», "masturbação é a felicidade ao alcance da mão".
Ainda há pouco tempo divulguei o livro «Elogio da Masturbação», de Philippe Brenot.
Em Junho já o SirHaiva tinha escrito aqui um texto memorável sobre amor próprio.
Pois hoje, graças a um link enviado pela Fresquinha, dou a vez ao contraditório. Apreciem páginas da internet de quem acha que a masturbação é obra do demónio:
Passos para ultrapassar a masturbação
O vício de que ninguém se atreve a falar
O que é que a Bíblia diz acerca da masturbação?
Isso é mau?
O que há de mal na masturbação?
O que um rapaz deve saber
Forum sobre masturbação
A masturbação é algo errado?
Debate sobre masturbação
Ultrapassar as tentações
Masturbação e a Bíblia
Auto-polução
no-porn.com
Como e porquê eles deixam a pornografia
Pensamentos sobre sexo de Elder Mark E. Petersen
Testemunhos de cristãos que ultrapassaram o problema
O mundo fascinante da tara sexual
Problema pessoal com pornografia, masturbação e sexo antes do matrimónio

Uma coisa é certa: quem escreve todos estes textos não tira a masturbação da cabeça!

O caçador de leões!

Por Falcão

Falo do tempo em que os animais falavam.
Parece que era em todo o mundo. E um vizinho que poderia bem ser um dos vossos, cum catano, foi caçar leões. Pegou numa fisga e atirou-o sobre o primeiro leão que avistou. E o leão danado cum a fisgada olhou para o filha da puta e disse-lhe: - Ouve lá, meu caralho, tu és mau! Isso dói! -
Foi-se a ele, abaixou-lhe a cueca e aviou-lhe a pevide perante os gritos da vítima da enrabadela.
Depois, o vizinho com a lição aprendida foi buscar uma espingarda de pressão. Chegou-se ao leão, apontou e truz!
Enfiou-lhe um bago de chumbo no traseiro.
Resultado. O leão rugiu e foi-se a ele.
Eh que o gajo estava todo fodido. Abeirou-se do vizinho e disse-lhe: - Eh pá! Ouve lá! Tu és mesmo mau.
Agarrou nele e enfiou-lho todo no traseiro cuma genica que ele até vomitou estrelas.
Todo dorido pensou, pensou e pensou na etapa seguinte.
Por fim foi buscar uma espingarda de canos serrados. Com uma arma dessas não haveria hipótese.
Esperou que o leão estivesse dormindo, apontou com cuidado, puxou o gatilho devagar e.... falhou o tiro.
O leão levantou-se dum salto, meio ensonado e olhando de olhos vermelhos pró vizinho disse: - Foda-se, cum filha da puta! Ouve lá: falhaste por pouco! Oh meu caralho, cum filha da puta! Tu não és mau. Tu és é paneleiro...
Dedico esta história a esse paneleiro do Nelo, que anda sempre a queixar-se que num tem cavalo.
Ouve lá Nelo, que tal ires caçar leões cum uma varinha de marmeleiro?
Verias os teus esforços cumpensados em menos de nada, e terias um final feliz......
Hehehehe . Isto sim que é uma história.

jaj260


crica para visitares a página John & John de d!o

25 outubro 2006

CISTERNA da Gotinha


Há gente que é tão friorenta que recorre a estratégias de aquecimento muito invulgares. (fotógrafo: EUGENE VARDANYAN )
Por outro lado,
Esta ainda pensa que está em Agosto.

E agora um pouco de
literatura para manter o nível de qualidade desta cisterna sempre à tona!

A vida nem sempre é um mar de rosas, São Rosas, há quem carregue
cruzes bem pesadas...

Portfolio da Vogue Italiana: 15 imagens de moda que são um mimo.

O Eleito



Aquele caramelo fez-me crer que me amava, seja lá isso o que for, ou mais coisa menos coisa é aquela sensação de uma atenção especial a que nos sentimos votados e na qual também embarquei, para tudo somado me sentir refrão do tema dos Heróis do Mar, dos longíquos anos oitenta, que apregoava que "com o amor não me mataste o desejo".

Razão tem um amigo meu que defende que as relações deviam ter prazos definidos, tal qual como as limitações de mandatos para cargos políticos dependentes de eleições. É que isto está tudo ligado porque quando esta gaja, perante a campanha empenhada do candidato o elegeu como mais que tudo do seu coração, cabeça e membros, esperava que ele não se afastasse gradualmente desta sua eleitora, que não se esquecesse de regularmente confirmar a sua atenção com aquelas coisas insignificantes como o pequeno nada de um sorriso em cada manhã e quiçá, a articulação de uma palavrinha, ou até com as ofertas triviais de canetas, isqueiritos ou qualquer plasticozinho que reforçassem a manifestação de interesse pelo conteúdo desta que nele votou .

Bem pode aquele marmanjo discursar que está aqui, como na canção do Abrunhosa, porque não me aquece nem me arrefece que os móveis também estão aqui e não me passa pela cabeça que eles me amem. Bem pode depositar o seu voto na minha urna, regularmente à mesma hora e na mesma cama que, engolido assim à laia de prescrição médica, apenas me concede uma frigidez temporária.

É por isto que doravante vou passar a exigir um presta-contas semanal ou está impugnada a eleição e num estalar de dedos mudo o sentido de voto.


(Roquivários, Cristina In Pronto a Curtir,1982)

Não percas a cabeça! - campanha contra a SIDA











(crica em cada imagem para a aumentar)

Descoberto pela Gotinha em WebPark.ru