07 novembro 2006

Tempo para me Coçar


Ando tão ocupada que nem tempo tenho para me coçar....


Mimi Nikolova
Por vezes acontece que, de tanto tempo sem nos chamarem pelo nome, acabamos por esquecer que nome temos.
Assim como se tivermos fome durante muito tempo; chega um momento em que já só pensamos na fome que temos, mas já não nos lembramos do que gostaríamos de comer.
Assim como se estivermos sozinhos durante muito tempo, desaprendemos como é outro viver.
Ou então não é nada assim e eu simplesmente me esqueci do nome que tenho, que não é meu, obviamente, não temos nada; nem o nome escolhido.
Esqueci-me do meu nome por durante tanto tempo ninguém mo dizer.
Depois um dia, na rua, alguém chamou um nome de mulher. Ou de flor, mas as pessoas não andam pela rua a gritar nomes de flores. Só de mulheres. E eu ouvi o meu nome.
Só ao terceiro apelo atentei na voz. Não porque me lembrasse que era o meu nome, mas porque a repetição se torna irritante, e a irritação, esta da alma, consegue a reacção que tantos outros estímulos, ainda que com essa intenção, não conseguem.
Ouvi o meu nome e à terceira vez, olhei.

Havia muito que não me lembrava de ti. Habituei-me à tua ausência como nos habituamos a toda a simplicidade. Habituei-me ao espaço na cama como nos habituamos a tomar conta de nós mesmos. Habituei-me a caminhar a direito como se estivesse inteira.
Dantes, quando chamavas o meu nome, sussurravas. De duas maneiras, com ternura ou com urgência, mas era sempre sussurrado.
Nesse dia gritaste jovialmente o meu nome na rua. Agora Rosa já não é a flor feita espinho que trazias cravado na pele e nas mãos, nem púrpura será a cor de desejo algum.
Agora gritas Rosa na rua e eu não me lembro que sou eu.
Agora acenamo-nos de longe, como num filme francês, eu sorrio-te enquanto seguro o chapéu que teima em voar e depois do sorriso, do aceno, do nome de flor gritado na rua, cada um continua o seu bailado caminhar e como nos filmes, terei os outros homens, aqueles que não sabem o meu nome, aqueles que não sabem dos meus espinhos, aqueles que na cama não terão nome para me chamar, a ensaiar sorrisos e charmes que se perdem à flor da pele.

TIR - Termo de identidade


Nunca quis engravidar para aplicar o termo de identidade e residência a um gajo, tanto mais que, como dizia a minha avozinha, para quem não quer tenho eu muito e, a porta da rua é serventia da casa.

Eu estava ligada àquele gajo por cada poro da pele, reforçada pela cola dos estímulos neuronais que as nossas conversas despoletavam. O adesivo era tal que deteriorou a minha visão a ponto de os outros gajos serem apenas discos de vinil: bonitos e ultrapassados.

De modo que com a frágil criança aninhada nos meus braços, apenas contemplei um estranho, não obstante ter a cara chapada do pai em ponto pequenino. Sempre que lhe dava de mamar admirava-me de não sentir nenhuma humidade a percorrer-me, nem o aumento da circulação sanguínea, mas antes uma sensação mansa de ser uma vaca pachorrenta a olhar o pasto verde enquanto a ordenhavam. Nem todos os beijinhos e sorrisos vincados, nem as caretas com ruídos incompreensíveis ou as canções de embalar com que impregnava o bébé no banho, ao mudar-lhe a fralda ou quando o deitava no berço me faziam despir a sensação de que não conhecia de lado nenhum aquela pessoa de quem cuidava.

Em estilo pimba, ter um filho dele foi somente assumir-me como camionista do amor.

Despacha-te! Por favor... é urgente...


DESPACHA-TE

Exausto
espero que acabe a tua espera
e que no tempo que não espera
exista um futuro que me espere
e que termine por fim
esta espera que me desespera
e que me faz ficar aqui
preso ao chão
com os pés enfiados na água.
Despacha-te!
Ainda apanho uma pneumonia...

foto e texto de CATEDRAL

06 novembro 2006

teste cool(tural)


CISTERNA da Gotinha


Alguém me pode dizer que horas são?!

The Penis: tem tudo!

Fora de época mas dentro do tema: sex toy com abóbora .

Na esplanada, a palavra de ordem é descontracção!

Vídeo da sexy Jessica Alba

Luciana Salazar: será uma descendente argentina do nosso Salazar?!

a ponte é uma passagem...


Prazer

teu corpo
é ponte
que me separa
que me liga
entre momentos
de prazer sublime
fluente
puro

Papoila_Rubra
07 / 09/ 2006

Diário dum Padre VIII

O flagrante

por charlie

Sem mais vencêramos num voo o lance de escada que ligava a sacristia com os meus aposentos e na ânsia de nos termos, nem a porta fechara.
- Meu Deus. - exclamara eu ainda no confessionário quando ela sentada no meu colo me beijara enquanto a sua mão procurara a essência da minha virilidade.
- Isto não pode ser pecado! Isto é tão bom, tão doce…! É o Paraíso que se me abre as portas de par em par! Isto, meu Deus, é o suprassumo da graça Divina. -
Como poderia a partir desse instante alguma vez olhar para uma mulher com outros olhos que não fossem os da cobiça, esse outro pecado que tanto mortifica a alma, como me fora ensinado anos a fio?
Tudo decorrera num relance, num quase nada de tanto que o desejo se me acumulara.
- Mais...mais - Gritava agora que eu atingira o orgasmo e ela ainda ascendia na rampa dos sentidos rumo ao pico que rompe a barreira do azul onde se inventa o céu com as outras cores que estão por detrás das fontes onde nascem os arco-íris.
Olhei bem para ela, para o seu rosto vermelho de olhos perdidos em brancura, os lábios cor de sangue a latejar nas têmperas e senti com um misto de dor e prazer indescritíveis, as unhas a rasgar-me a pele, cravando-se fundas nas minhas costas ao fechar-se lhe as mãos quase em êxtase.
Como era linda e agora toda minha! Mal notara a minha breve perda de erecção após o orgasmo, todo o meu corpo pedia mais e mais sexo. Tanto tempo recalcado e reprimido. Tantos anos a enganar-me, a inventar pecado na coisa mais sublime e maravilhosa que um ser humano pode experimentar. Penetrei-a uma e outra vez com suavidade e depois com mais e mais insistência, quase violência enquanto a sentia a apertar-se sobre mim e a tornar-se tensa.
A dado momento todo o seu corpo silenciou. Como nos instantes de acalmia estranha que precedem as tempestades. O seu gemer, a respiração ofegante, tudo ficou suspenso, como se o tempo tivesse parado. Entrevi o raio de sol por entre as folhagens de gotas pingentes numa pausa de segundos entre duas chuvadas.
Depois a explosão. O relâmpago! O grito intenso! O corpo em estremecimento e as mãos a fecharem-se sobre a minha pele dilacerada.
Senti dor e desconforto.
Gritei com ela o que lhe aprofundou ainda mais o prazer.
Depois o corpo afrouxou. Sem abrir os olhos abriu as mãos e afagou-me o rosto. Eu continuava em erecção. Sentia agora a acalmia doce, o remanso suave do porto de abrigo onde o meu navio de velas ainda enfunadas procurava irmanar o descanso.
Foi nesse momento que dei pela presença estranha.
Estava junto à porta do quarto e olhava-nos incrédula. Fiquei sem saber o que dizer e sem pensar saiu-me: - Eu já falo consigo Dona Genoveva...feche a porta por favor. -

Publicidade à MTV brasileira


Multiplicai-vos!

05 novembro 2006

Abraça-me




Sébastien Jauquet

A propósito de divórcios


JABlog

"Bem, lá vamos bater na minha teoria esfarrapada:
Se um gajo está no casamento só pela cona, não vale a pena porque são todas iguais. A diferença reside apenas na forma como são... «apresentadas». Esta afirmação é com conhecimento de causa.
Se está pela cona e pelos dotes domésticos, deve pensar bem antes de pedir o divórcio, porque nos tempos que correm, uma boa cozinheira ou uma boa engomadeira que apreciem foder, custam caríssimo.
(Porco! Machista! Chauvinista! Por haver gajos a pensar desse modo é que há mulheres adúlteras!)
eheheheheh

Bartolomeu"

Yahoo Silva!

O Silva era o melhor vendedor da loja. Ganhava todos os prémios de produtividade, "rapels" e era invariavelmente o primeiro no ranking nacional desde há vários anos. A sua fama não passou despercebida à Direcção que tratou de enviar sem demora o seu Administrador Delegado para conhecer o fenómeno.
No dia em que o Administrador chegou, a primeira coisa que fez foi pedir ao Director do Departamento de Vendas que o pusesse em contacto com o seu famoso empregado.
- Vem em boa altura - disse o Director - vai precisamente poder observar o sr. Silva em acção! E lá estava ele, mostrando uma cana de pesca a um cliente...
- Como pode ver - exclamava o Silva - este equipamento não fica completo sem este conjunto de acessórios, muito práticos... Não sei se já alguma vez pensou nisso mas, para ir à pesca, é preciso levantar-se bem cedo... Porque é que não vai de véspera? Podia montar a tenda no local e passar lá o fim de semana... Não tem tenda? Se quiser posso mostrar-he alguns modelos muito acessíveis, sem compromisso, é claro! Evidentemente que vai necessitar de transportar mais equipamento mas isso resolve-se... Só espero é que não sobrecarregue o porta bagagens do carro... É péssimo para os amortecedores! Pode alugar um pequeno reboque mas, se está a pensar ir à pesca muitas vezes é um mau investimento... Se optar por comprar um (temos ali um modelo novo que chegou ontem) amortiza-o com meia dúzia de viagens... Está de acordo? Óptimo! Negócio feito! A propósito: posso sugerir-lhe que faça o pagamento com o nosso cartão Gold... Para um volume de compras um pouco superior é-lhe dado um bónus que poderá converter vantajosamente num seguro de viagem... A nossa empresa tem como associada uma excelente seguradora...
- Ó Silva - interrompeu o Director - chegue aqui que eu quero apresentá-lo ao nosso Administrador Delegado...
- Muito prazer, sr. Silva - disse o Administrador - ouvimos falar muito de si lá em cima... Tenho estado a observá-lo e, deixe-me dizer-lhe, a sua técnica é deveras impressionante... Conseguiu transformar um amador da pesca num profissional!
- Na verdade, senhor Administrador - exclamou o Silva – eu apenas o vi a comprar pensos higiénicos extra absorventes e vai daí disse-lhe assim: "Ouça lá amigo, já que você tem o fim de semana estragado, porque é que não vai à pesca?"