12 novembro 2006
11 novembro 2006
Nem tenho tempo para Diversão
Tom
"se um relógio por dar horas tira a pica
digital ou analógica envolvente
porque não pôr-lhe um de sala aonde fica
então aquele badalo triste assim pendente?
cada hora nos daria amolecido
e marcaria - tal metrónomo - ao segundo
oscilando lateral e aborrecido
o pulsar que ainda assim anima o mundo
mas descansem que mal lhe chegasse a hora
ele havia de trocar-se de tal sorte
que em vez de horas saltaria cá p'ra fora
indicando - como bússola - o pólo norte.
OrCa"
Ainda os três...
... anos d'A Funda, em que não me vim aqui como desejaria - nem sempre a carne acompanha a mente, nem sempre a mente acompanha o dia... -, mas porque me revejo nas distintíssimas palavras dessa moçoila da província que é a São, lançadas à data do evento, e também me congratulo, gratificado, por partilhar este espaço, quando para aí me estejam voltados os humores, sem peias nem espartilhos, permitam-me a minha homenagem tardia:
TRÊS
- ao terceiro aniversário d’A Funda São
três anos são quase nada neste concerto do mundo
três colcheias tão difusas
três dós de peito profundo
três tirados da gaveta de solteirona forreta
- ao terceiro aniversário d’A Funda São
três anos são quase nada neste concerto do mundo
três colcheias tão difusas
três dós de peito profundo
três tirados da gaveta de solteirona forreta
três guardados à socapa de algum triste de alta treta
três vezes tentada a trepa
três vezes arrenegada
três mil vezes constrangida outras mais amargurada
três vezes arrependida
três outras sacrificada
três vidas tantos dariam por três dias de prazer
três vezes amor fariam
três outras por assim querer
três dias se passariam
três a três e outra vez
três pecados
três orgulhos
três vaidades
três engulhos
três e três e três e três
três trazidos
três levados
três perdidos
três achados
três dos melhores partilhados
três por um e um por três
três sorrisos enlevados
três risos desconchavados
três soluços
três arquejos
três desejos feitos beijos
três pulsares descontrolados
três anos são quase nada neste concerto do mundo
três há porém que são tantos
três há que valem um mundo.
três vezes tentada a trepa
três vezes arrenegada
três mil vezes constrangida outras mais amargurada
três vezes arrependida
três outras sacrificada
três vidas tantos dariam por três dias de prazer
três vezes amor fariam
três outras por assim querer
três dias se passariam
três a três e outra vez
três pecados
três orgulhos
três vaidades
três engulhos
três e três e três e três
três trazidos
três levados
três perdidos
três achados
três dos melhores partilhados
três por um e um por três
três sorrisos enlevados
três risos desconchavados
três soluços
três arquejos
três desejos feitos beijos
três pulsares descontrolados
três anos são quase nada neste concerto do mundo
três há porém que são tantos
três há que valem um mundo.
Erecção é, de facto, estar em pé!
A Jacky, condoída com todos os utentes machos que possam andar de Metro com uma erecção (nomeadamente urinária) enviou-nos esta imagem de um 
aviso no Metro do Porto

aviso no Metro do Porto
Playboy's (in)digest
Galeria de fotos da Playboy brasileira
de 1999 até agora
(enviado por Lamatadora pelo grupo de mensagens da funda São)
A propósito desta capa de Setembro de 2006... o Tiko Woods, com muita pena nossa, ainda não é desta que vai ao 6º Encontra-a-Funda (informação do amigo Bica Bornato). Mais alguém quer divertir-se e conviver? Já somos 33 e ainda há lugar para mais. É só escreverem-me. O Dom OrCa ode qualquer número. Neste caso, os 33 inscritos até agora:
trinta e quatro que virão
trinta e cinco é mais que visto
que trinta e seis lá estarão
trinta e sete que seremos
trinta e oito por bis-coito
trinta e nove comeremos
um quarenta mais afoito
depois de quarenta cem
depois dos cem um milhão
alguém já atentou bem
quantos vão à Funda São?"
Tres ánús - por Nelo
Ainda sobre o 3º aniversário da funda São, o Nelo quis as 3 velas (grandes e gordas e acesas como círios) só para ele:
"Çe teim anus de vida
Tão falando de mim,
Éu çôu o Nelo queridos
Tenho o anus: (--- açim---)
Mas nam cuideim que anal
ei coiza çó de bishas
Çei de uma lady.... Qual?
Vôu deichar-les umas pistas
Tem de rosto um palminho
E de peito praí uns dois
Anda devagarinho
Juro-lhes per queim sois.
Mas tambeim queim nam iria
Andar tão suavemente
Çe tiveçe a bizarria
de ter tante intrumento
E falo do que éu çei
com uma só peida inshada
Calculeim o que çeria
Çe a tiveçe triplicada.
Pois é iço meuzamigos
Que çe paça pois então
Tem tres buracos fudidos
A nóça dona Ção!
Nelo... bisha melhéres... au dispõr..."
Segundo (e minuto... e hora...) o Bartolomeu, "afinal, o que ocasiona os frequentes atrasos na chegada aos empregos, não é o trânsito caótico, mas sim a existência de relógios deficientes... ó práquilo, só um ponteiro e ainda por cima meio torto... há quem consiga chegar a horas com um «artefacto» daqueles?!O tempo foge, foge o tempo
e nós com ele, numa corrida
foge rápido, ou foge lento
foge durante uma vida
Demora o tempo uma roda
marcada por traços á volta
enquanto lhe damos a corda
anda o mundo em revolta
mas como o tempo não pára
não pára tambem esta ilusão
por isso mantemos a máscara
e fingimos manter o tesão
Foge o tempo, o tempo foge
e nós fugimos com ele
imaginando que hoje
é o tempo que nos impele"
Tão falando de mim,
Éu çôu o Nelo queridos
Tenho o anus: (--- açim---)
Mas nam cuideim que anal
ei coiza çó de bishas
Çei de uma lady.... Qual?
Vôu deichar-les umas pistas
Tem de rosto um palminho
E de peito praí uns dois
Anda devagarinho
Juro-lhes per queim sois.
Mas tambeim queim nam iria
Andar tão suavemente
Çe tiveçe a bizarria
de ter tante intrumento
E falo do que éu çei
com uma só peida inshada
Calculeim o que çeria
Çe a tiveçe triplicada.
Pois é iço meuzamigos
Que çe paça pois então
Tem tres buracos fudidos
A nóça dona Ção!
Nelo... bisha melhéres... au dispõr..."
Segundo (e minuto... e hora...) o Bartolomeu, "afinal, o que ocasiona os frequentes atrasos na chegada aos empregos, não é o trânsito caótico, mas sim a existência de relógios deficientes... ó práquilo, só um ponteiro e ainda por cima meio torto... há quem consiga chegar a horas com um «artefacto» daqueles?!
e nós com ele, numa corrida
foge rápido, ou foge lento
foge durante uma vida
Demora o tempo uma roda
marcada por traços á volta
enquanto lhe damos a corda
anda o mundo em revolta
mas como o tempo não pára
não pára tambem esta ilusão
por isso mantemos a máscara
e fingimos manter o tesão
Foge o tempo, o tempo foge
e nós fugimos com ele
imaginando que hoje
é o tempo que nos impele"
10 novembro 2006
Palavras Mutantes - da Encandescente
A Polvo lançou o terceiro livro de poesias da Encandescente... a nossa Centinha, que adora gatôs, òrdôvres e outras delicàtessen.
«Palavras Mutantes» inclui vários poemas que já tínhamos apreciado aqui, como este, que vale sempre a pena reler (sem interrupções) e agora com «tesão» já no género adequado
:
Coitus Interruptus
Já li poemas eróticos com palavras tão complicadas
Que entre o decifrar da cópula e a busca do dicionário
Perdi o tesão de ler!
Já li poemas, que supunha de amor
Em que no fim fiquei a pensar:
Afinal... Ele disse: Eu amo-te...?
Ou o gajo odiava a gaja?
Posso ser simplista
Conhecer poucas palavras
Ser até considerada inculta.
Mas quando a palavra é
Tão intelectualizada
Complicada e racionalizada
Que precisa ser decifrada
Fecho o livro
Digo merda
Mando quem escreveu
Para o raio que o parta
Precisava complicar tanto
Que perdi o tesão de ler?
E o arrepio na espinha quando leio este poema, que não conhecia ainda?
Sabes
Sabes a leveza da brisa quando toca nas flores?
O sabor morno do suor num dia quente de Agosto?
O trovejar abafado da tempestade que longe
Quase foi?
Quase era?
Sabes da vontade que cresce no ventre?
Se torna arrepio e se torna corrente
Que sobe no peito que fica nas coxas?
Esperando...
Os teus dedos brisa num dia de Agosto,
O ar morno que exalas bebendo o meu gosto
E o trovejar abafado entre as minhas
E as tuas pernas.
Para comemorar os 3 anos da funda São e os 3 livros da Encandescente, podes comprar o conjunto «Encandescente», «Erotismo na Cidade» e este «Palavras Mutantes» com um desconto de 10% sobre o preço de capa (€ 21,33 + portes de envio). Escreve-me para encomendares.

«Palavras Mutantes» inclui vários poemas que já tínhamos apreciado aqui, como este, que vale sempre a pena reler (sem interrupções) e agora com «tesão» já no género adequado
Já li poemas eróticos com palavras tão complicadas
Que entre o decifrar da cópula e a busca do dicionário
Perdi o tesão de ler!
Já li poemas, que supunha de amor
Em que no fim fiquei a pensar:
Afinal... Ele disse: Eu amo-te...?
Ou o gajo odiava a gaja?
Posso ser simplista
Conhecer poucas palavras
Ser até considerada inculta.
Mas quando a palavra é
Tão intelectualizada
Complicada e racionalizada
Que precisa ser decifrada
Fecho o livro
Digo merda
Mando quem escreveu
Para o raio que o parta
Precisava complicar tanto
Que perdi o tesão de ler?
E o arrepio na espinha quando leio este poema, que não conhecia ainda?
Sabes a leveza da brisa quando toca nas flores?
O sabor morno do suor num dia quente de Agosto?
O trovejar abafado da tempestade que longe
Quase foi?
Quase era?
Sabes da vontade que cresce no ventre?
Se torna arrepio e se torna corrente
Que sobe no peito que fica nas coxas?
Esperando...
Os teus dedos brisa num dia de Agosto,
O ar morno que exalas bebendo o meu gosto
E o trovejar abafado entre as minhas
E as tuas pernas.
Para comemorar os 3 anos da funda São e os 3 livros da Encandescente, podes comprar o conjunto «Encandescente», «Erotismo na Cidade» e este «Palavras Mutantes» com um desconto de 10% sobre o preço de capa (€ 21,33 + portes de envio). Escreve-me para encomendares.
A propósito, o 6º Encontra-a-Funda tem o apoio da malta fixe da
E tu, ainda estás a tempo de te alistares. "Terás vida pura e Sã [feminino de São] camaradagem", diziam...
Nostalgias
Por Charlie
Passei à tua rua onde te sabia escondida atrás dos
vidros da janela.
Nos reflexos via as marcas dos lábios que querias nos meus. Sempre que eu passava punhas-te por trás das cortinas pensando não seres vista mas o azul do céu transportava-te até aos meus olhos, até ao mais fundo de mim.
Quando regressava à tarde, via as marcas acrescentadas da tua boca a reflectir no espelhado ao pôr do sol.
Soube que não querias mais beijos contra as vidraças quando um dia te despiste e deixaste as cortinas meio abertas. Assim tal e qual como tu estavas.
Não olhei!...
Gosto de despir-te com os olhos quando passas à minha rua. Atrás da minha janela vou despojando-te dos trajes enquanto as minhas mãos fazem o teu corpo.
Fecho nos olhos a tua nudez e abro nos dedos o teu querer.
Ai azul do céu!
Ai comboios a apitar!
Quem me dera ter-te agora.
Aqui, onde nos meus gestos te invento...
Passei à tua rua onde te sabia escondida atrás dos
vidros da janela.
Nos reflexos via as marcas dos lábios que querias nos meus. Sempre que eu passava punhas-te por trás das cortinas pensando não seres vista mas o azul do céu transportava-te até aos meus olhos, até ao mais fundo de mim.
Quando regressava à tarde, via as marcas acrescentadas da tua boca a reflectir no espelhado ao pôr do sol.
Soube que não querias mais beijos contra as vidraças quando um dia te despiste e deixaste as cortinas meio abertas. Assim tal e qual como tu estavas.
Não olhei!...
Gosto de despir-te com os olhos quando passas à minha rua. Atrás da minha janela vou despojando-te dos trajes enquanto as minhas mãos fazem o teu corpo.
Fecho nos olhos a tua nudez e abro nos dedos o teu querer.
Ai azul do céu!
Ai comboios a apitar!
Quem me dera ter-te agora.
Aqui, onde nos meus gestos te invento...
09 novembro 2006
Parabéns, Zé!

visita nº 900.000
O Zé enviou-me a prova de ter feito ontem a visita nº 900.000 ao blog. Como forma de agradecer a trabalheira que teve a fodografar o momento e a enviar-mo, ofereço-lhe um desconto de 50% numa encomenda que queira fazer de t-shirts da funda São (até ao limite de 3 t-shirts, em cor branca). Ainda lhe ofereço os portes, que merece. Zé, crica na imagem e escolhe a(s) t-shirt(s) que queiras, que só pagas metade do seu valor, sem portes.
Oferta válida até 15 de Novembro de 2006, sujeita ao stock existente (sempre quis dizer isto).
ProteSÃO Civil - Acerca de Segurança...
Nós por cá não fazemos greves. Quando se trata da segurança dos nossos leitores não brincamos em serviço. Assim sendo, e à custa de horas a fio de pesquisas, aqui ficam as últimas recomendações... . Procedimentos de segurança para fazer sexo em aviões. . Diminuir os excessos de velocidade nas estradas. . Segurança e higiene em casa, na oficina das traseiras. E ainda dizem que a internet só tem pornografias... Bom, fiquem bem e sempre em segurança. |
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