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25 fevereiro 2007
24 fevereiro 2007
As noites claras - parte 1
por Charlie

Tinha chegado ao fim do percurso que diariamente as suas pernas faziam sem que ela lhes indicasse o caminho.
Andavam por si mesmas; meros pontos de contacto entre o chão e o mundo turbulento que lhe preenchia o interior, perdido para lá do olhar que se esvaía entre as últimas estrelas e a vermelhidão da vigília com que os seus olhos se fundiam na madrugada a findar.
Lentamente e sem ouvir os passos que calcavam a calçada dobrou a esquina e começou a descer a rua que de repente lhe escondia o céu, reinventando a noite na estreiteza apertada e a escuridão alta das casas.
Dentro da sua cabeça batia-lhe o zunir da últimadiscoteca, abafando qualquer som de passos que as paredes pudessem devolver.
Passou por debaixo do arco e avançou dois ou três metros, de forma mecânica, rodando para a direita enquanto baixava a cabeça mexendo na roupa.
Sem que desse por si, de forma automática, tirou a chave do bolso e abriu a porta.
Poisou a mala, despiu o casaco curto deixando-o cair sobre uma cadeira e avançou.
Um cheiro familiar fê-la tentar um ligeiro inspirar. Tossiu umas duas ou três vezes arrastando uma rouquidão persistente enquanto praguejava. Tirou um cigarro, acendeu-o e aspirou profundamente.
- Já chegaste? – chegou a ela meio abafado vindo do quarto de porta entre aberta.
Não respondeu e aspirou de novo. Desta vez de forma nervosa e entrecortada.
- Que pergunta... – Respondeu finalmente. – Quem querias que fosse? -
Dirigiu-se à casa de banho enquanto se ia aliviando da roupa, que tresandava de cheiro a tabaco e à vitória do general suor.
Tirou a lingerie, detendo-se por um instante nas cuecas húmidas e mirou o seu corpo nu ao espelho.
-... As rugas, meu Deus... Ando com umas olheiras...-
A água começou a correr quente sobre a pele. Uma massagem deliciosa, quente e doce.
Mãos e espuma numa orgia silenciosa e envolvente.
Passou com o sabonete pelo sexo e fechou os olhos. Noites a fio homens tinham instantes seus a troco de notas, indo-se embora com os pedaços de si que lhe tinham comprado.
Saiu enrolada na toalha. Na sala estava ele. Despenteado e de barba por desfazer a escurecer o rosto. Mexia na mala e em cima da mesa, espalhadas, várias notas de diferentes valores reinventavam o caos por entre envelopes e papéis.
- Só isto?! -... Olhou para ela.
Não respondeu. Ao invés, mexeu num dos envelopes e tirou um papel que consultou num relance.
- Vais mais logo pagar a luz... Passa pela lavandaria a ver se já tem o outro casaco limpo.
Vou deitar-me...
Acorda-me antes da uma...-
Charlie............. Foto daqui

Tinha chegado ao fim do percurso que diariamente as suas pernas faziam sem que ela lhes indicasse o caminho.
Andavam por si mesmas; meros pontos de contacto entre o chão e o mundo turbulento que lhe preenchia o interior, perdido para lá do olhar que se esvaía entre as últimas estrelas e a vermelhidão da vigília com que os seus olhos se fundiam na madrugada a findar.
Lentamente e sem ouvir os passos que calcavam a calçada dobrou a esquina e começou a descer a rua que de repente lhe escondia o céu, reinventando a noite na estreiteza apertada e a escuridão alta das casas.
Dentro da sua cabeça batia-lhe o zunir da última
Passou por debaixo do arco e avançou dois ou três metros, de forma mecânica, rodando para a direita enquanto baixava a cabeça mexendo na roupa.
Sem que desse por si, de forma automática, tirou a chave do bolso e abriu a porta.
Poisou a mala, despiu o casaco curto deixando-o cair sobre uma cadeira e avançou.
Um cheiro familiar fê-la tentar um ligeiro inspirar. Tossiu umas duas ou três vezes arrastando uma rouquidão persistente enquanto praguejava. Tirou um cigarro, acendeu-o e aspirou profundamente.
- Já chegaste? – chegou a ela meio abafado vindo do quarto de porta entre aberta.
Não respondeu e aspirou de novo. Desta vez de forma nervosa e entrecortada.
- Que pergunta... – Respondeu finalmente. – Quem querias que fosse? -
Dirigiu-se à casa de banho enquanto se ia aliviando da roupa, que tresandava de cheiro a tabaco e à vitória do general suor.
Tirou a lingerie, detendo-se por um instante nas cuecas húmidas e mirou o seu corpo nu ao espelho.
-... As rugas, meu Deus... Ando com umas olheiras...-
A água começou a correr quente sobre a pele. Uma massagem deliciosa, quente e doce.
Mãos e espuma numa orgia silenciosa e envolvente.
Passou com o sabonete pelo sexo e fechou os olhos. Noites a fio homens tinham instantes seus a troco de notas, indo-se embora com os pedaços de si que lhe tinham comprado.
Saiu enrolada na toalha. Na sala estava ele. Despenteado e de barba por desfazer a escurecer o rosto. Mexia na mala e em cima da mesa, espalhadas, várias notas de diferentes valores reinventavam o caos por entre envelopes e papéis.
- Só isto?! -... Olhou para ela.
Não respondeu. Ao invés, mexeu num dos envelopes e tirou um papel que consultou num relance.
- Vais mais logo pagar a luz... Passa pela lavandaria a ver se já tem o outro casaco limpo.
Vou deitar-me...
Acorda-me antes da uma...-
Charlie.............
A teologia das virgens - Bitaites
"RESUMO PARA QUEM GOSTA SÓ DE LER OS TÍTULOS E VER OS BONECOS:
Este post é uma suave especulação de natureza teológica sobre as escolhas dos bombistas suicidas entre mandar uma queca enquanto estão inteiros ou 70 depois de se desfazerem em pedaços.

Que sentido há em fazer-se explodir e matar dezenas de pessoas com a promessa de ser-se recompensado com 70 virgens no Paraíso? Quando a motivação para assassinar seres humanos inocentes tem por base razões políticas ou religiosas, até podemos compreender: a história da nossa Europa civilizada também pode contar muitos crimes cometidos com motivações semelhantes.
Agora fazer-se explodir para ter 70 virgens no paraíso? Isso não me entra na cabeça. A não ser que os bombistas suicidas sejam o tipo de gajos que eu já suspeitava: uma cambada de maricas cheios de medo das mulheres.
Porque não prometer-lhes: Irmão, se te fizeres explodir hoje, partilharás amanhã o teu leito de amor com 70 mulheres experientes e inteligentes, sem mamas de silicone, muito boas na cama e prontas a satisfazer-te todos os desejos. Porque será que não lhes prometem esse tipo de coisas? Esperem, já sei – é porque mulheres experientes e inteligentes pensam pela sua própria cabeça e nunca iriam aceitar ser escravas sexuais. Talvez até provocassem uma revolução no Paraíso. Foi o que aconteceu com a nossa Eva: os padres querem fazer-nos acreditar que pecou, mas para mim ela foi uma revolucionária.
A promessa de 70 virgens é, ao mesmo tempo, enganadora. Pensem lá bem: imaginem que o gajo explode, vai para o Paraíso e tem realmente 70 boazonas todas virgens à espera dele. Partindo do princípio de que o bombista ainda tem arcaboiço para mandar uma queca por dia, ao fim de pouco mais de três meses o seu stock de virgens está esgotado.
Que fará então o tipo? Explodirá outra vez, matando as mulheres usadas de forma a poder mandar vir mais um carregamento de virgens?"
Marco Santos no blog Bitaites
(e vale a pena ir lá ler os comentários, que isto deu polémica da grande)
Recomendado pelo Nikonman
Este post é uma suave especulação de natureza teológica sobre as escolhas dos bombistas suicidas entre mandar uma queca enquanto estão inteiros ou 70 depois de se desfazerem em pedaços.
Agora fazer-se explodir para ter 70 virgens no paraíso? Isso não me entra na cabeça. A não ser que os bombistas suicidas sejam o tipo de gajos que eu já suspeitava: uma cambada de maricas cheios de medo das mulheres.
Porque não prometer-lhes: Irmão, se te fizeres explodir hoje, partilharás amanhã o teu leito de amor com 70 mulheres experientes e inteligentes, sem mamas de silicone, muito boas na cama e prontas a satisfazer-te todos os desejos. Porque será que não lhes prometem esse tipo de coisas? Esperem, já sei – é porque mulheres experientes e inteligentes pensam pela sua própria cabeça e nunca iriam aceitar ser escravas sexuais. Talvez até provocassem uma revolução no Paraíso. Foi o que aconteceu com a nossa Eva: os padres querem fazer-nos acreditar que pecou, mas para mim ela foi uma revolucionária.
A promessa de 70 virgens é, ao mesmo tempo, enganadora. Pensem lá bem: imaginem que o gajo explode, vai para o Paraíso e tem realmente 70 boazonas todas virgens à espera dele. Partindo do princípio de que o bombista ainda tem arcaboiço para mandar uma queca por dia, ao fim de pouco mais de três meses o seu stock de virgens está esgotado.
Que fará então o tipo? Explodirá outra vez, matando as mulheres usadas de forma a poder mandar vir mais um carregamento de virgens?"
Marco Santos no blog Bitaites
(e vale a pena ir lá ler os comentários, que isto deu polémica da grande)
Recomendado pelo Nikonman
Imagina...
Sashka Zhadan on pn.
100.000 anos de sexo
A exposição decorre em Mettmann (Alemanha) e termina no dia 20 de Maio. Mais informações aquiOutras Coisas
23 fevereiro 2007
CISTERNA da Gotinha
Sabrina Ferilli é uma italiana com pinta de fogosa.
Fotografia: Shiva Sharifi - stealing time studios
Boa publicidade: Já viu carros promovidos por modelos em bikini. Mas caixões?
E por falar em bikinis...
Lembro-me de ti ainda adolescente - por Zé

"Lembro-me de ti ainda adolescente,
de faces pálidas e a pele em tom leitoso
a sugares-me o sumo, assim de repente
resplandecendo-te a face num imenso gozo!
E quando anuíste, pela vez primeira
A que te visse, trémula e desnudada...
Recordo perfeitamente que só à terceira
ficaste mais calma, mas quase esgotada!
Pouco tempo durou, que a tua boca impura
implorou de joelhos que te desse o falo
bem duro... querias tirar da boca a secura,
passando a tarde inteira, toda, a chupá-lo!
NR - Foi bom, Diácona?..."
Zé
A diáCona tem direito de resposta (de respescada):
Afirmar a heresia
Que nasci sem esse pito
Peça prenhe de aleivosia
Não entrou cá coisa alguma
Nem um só momento cedi
As pernas que junto numa
são tão puras como quando nasci
E por isso não me tocam
as palavras torpes e vis
Sou Diácona sem pecado
não me toca do que vos ris"
22 fevereiro 2007
Jogo de cintura

Não tive jogo de cintura. Sentei-me na sua frente, ajeitei a saia como se por artes mágicas o tecido fosse crescer naquele preciso momento e fiquei a ouvi-lo discorrer sobre as oportunidades que se abriam, o lugar vago, as regalias inerentes, enquanto os seus olhos faziam a carreira regular de elevador entre o traçar das minhas pernas e as minhas mamas e não tive dúvidas de que ele pintava o cabelo para o seu rosto mimoso não deixar transparecer o ano de nascimento impresso no bilhete de identidade.
De forma cavalheiresca estendeu-me a cigarreira e fez questão de me dar lume com o seu isqueiro Dupont prateado, enaltecendo o desafio desta oportunidade que até poderíamos discutir à mesa se isso me agradasse mais já que ele, graças ao facto da esposa ser médica tinha as análises sempre em dia e transportava-as consigo no bolso interior do casaco.
Verdade seja dita que uns amassos até fazem mais pela minha estética que várias sessões de ginásio e aquele exemplar até tinha um corpinho jeitoso para lhe fazer uma sauna mas esgravatava-me o orgulho aquela imposição de me fazer assalariada quando apenas sou promíscua com quem me dá na real gana pelo que na volta lhe retorqui que não trazia arco porque não era adepta da prática do hula-hula.
De forma cavalheiresca estendeu-me a cigarreira e fez questão de me dar lume com o seu isqueiro Dupont prateado, enaltecendo o desafio desta oportunidade que até poderíamos discutir à mesa se isso me agradasse mais já que ele, graças ao facto da esposa ser médica tinha as análises sempre em dia e transportava-as consigo no bolso interior do casaco.
Verdade seja dita que uns amassos até fazem mais pela minha estética que várias sessões de ginásio e aquele exemplar até tinha um corpinho jeitoso para lhe fazer uma sauna mas esgravatava-me o orgulho aquela imposição de me fazer assalariada quando apenas sou promíscua com quem me dá na real gana pelo que na volta lhe retorqui que não trazia arco porque não era adepta da prática do hula-hula.
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