Saíram do carro e subiram as escadas, enquanto gracejavam sobre o kitsch da decoração. Como era a primeira vez dela num sítio daqueles, quis vasculhar cada cantinho. As riscas da sua camisola brilhavam de forma estranha sob a negra luz que intoxicava o ambiente de tentação. Quando deu por terminada a busca deitou-se, esperando-o convidativamente. Brincaram e conversaram. Depois conversaram e brincaram mais ainda. A cama, aquele círculo com a medida perfeita do desejo, encheu-se de sons e de fluídos. As unhas dela cravaram-se nas costas dele. Os dentes dele marcaram-lhe o pescoço. Sem parar, o tecto espelhado replicava os dois corpos dançantes, mostrando uma imagem cruamente bela e perturbadora. Ela serviu-se de champagne no peito dele. Ele estremeceu os recantos dela com o gelo do frappé. Apeteceram-se, abusaram-se e cansaram-se. Tanto. Tudo. E no fim descansaram, ainda ligados um no outro.
11 agosto 2008
M.
Saíram do carro e subiram as escadas, enquanto gracejavam sobre o kitsch da decoração. Como era a primeira vez dela num sítio daqueles, quis vasculhar cada cantinho. As riscas da sua camisola brilhavam de forma estranha sob a negra luz que intoxicava o ambiente de tentação. Quando deu por terminada a busca deitou-se, esperando-o convidativamente. Brincaram e conversaram. Depois conversaram e brincaram mais ainda. A cama, aquele círculo com a medida perfeita do desejo, encheu-se de sons e de fluídos. As unhas dela cravaram-se nas costas dele. Os dentes dele marcaram-lhe o pescoço. Sem parar, o tecto espelhado replicava os dois corpos dançantes, mostrando uma imagem cruamente bela e perturbadora. Ela serviu-se de champagne no peito dele. Ele estremeceu os recantos dela com o gelo do frappé. Apeteceram-se, abusaram-se e cansaram-se. Tanto. Tudo. E no fim descansaram, ainda ligados um no outro.
10 agosto 2008
A paz e amor dos chimpanzés

Enquanto outros animais lutam por comida ou território, os chimpanzés fazem sexo para resolver as disputas ou simplesmente porque lhes apetece fazê-lo. As raparigas-chimpanzés friccionam os clítoris juntas e os rapazes seguem pelo mesmo caminho sendo o felattio ou a masturbação mútua praticada alegremente em qualquer lado.
E a par com os humanos são os únicos mamíferos a praticar sexo face a face, naquela posição que os missionários fizeram o favor de difundir por esse mundo fora. O chimpanzé-macho é neste contexto a verdadeira face de quem não é egoísta porque durante a cópula altera a velocidade e a intensidade das suas estocadas de acordo com a expressão facial e as vocalizações da fêmea.
E a par com os humanos são os únicos mamíferos a praticar sexo face a face, naquela posição que os missionários fizeram o favor de difundir por esse mundo fora. O chimpanzé-macho é neste contexto a verdadeira face de quem não é egoísta porque durante a cópula altera a velocidade e a intensidade das suas estocadas de acordo com a expressão facial e as vocalizações da fêmea.
O novo livro da minha colecção
«Contes Theologiques, Suivis des Litanies des Catholiques du Dix-Huitième Siècle et de Poésies Erotico-Philosophiques, de Recueil Presque Édifiant», Paris, 1783
Contos teológicos seguidos de litanias dos católicos do século XVIII e de poesias erotico-filosóficas de recolha quase edificante. Um mimo!
Contos teológicos seguidos de litanias dos católicos do século XVIII e de poesias erotico-filosóficas de recolha quase edificante. Um mimo!
09 agosto 2008
El general Edipo

Ya no mataré más,
ya no odiaré más,
ya no conquistaré más.
Quiero jugar con mi mamá,
quiero volver a casa,
por Navidad.
El artista desnudo
É do Caralho (literalmente)
Ora vamos lá ver uma coisa... eu não sou propriamente o gajo mais bonito do planeta. O mais palerma... talvez, mas nunca o mais bonito. Não é que eu seja feio, quer dizer, se calhar sou. Deixem-me ir ali ao espelho que vou tirar as dúvidas...
AAAAAAAAAAHHH! Confirma-se. Sou feio. Mas isso não tira o crédito merecido sobre aquilo que vou dizer de seguida...

É de mim... ou as portuguesas não são assim tão atrevidas? Quer dizer... era impossível isto acontecer no nosso país... certo? Ou estou completamente enganado e vocês, mulheres lusitanas, são umas gandas badalhocas? Eu por mim tudo bem, não me importo, o que eu gosto mesmo é duma lady na mesa e uma louca na cama (sábias palavras as do grande poeta Marco Paulo)... quer dizer, acho que já estou a meter água que chegue. Vá lá... insultem-me.
AAAAAAAAAAHHH! Confirma-se. Sou feio. Mas isso não tira o crédito merecido sobre aquilo que vou dizer de seguida...

É de mim... ou as portuguesas não são assim tão atrevidas? Quer dizer... era impossível isto acontecer no nosso país... certo? Ou estou completamente enganado e vocês, mulheres lusitanas, são umas gandas badalhocas? Eu por mim tudo bem, não me importo, o que eu gosto mesmo é duma lady na mesa e uma louca na cama (sábias palavras as do grande poeta Marco Paulo)... quer dizer, acho que já estou a meter água que chegue. Vá lá... insultem-me.08 agosto 2008
Sobre Abusos...
Abusa-me os sentidos.
Deixa-me rendida.
Procura-me, mas não me encontres logo. Descobre-me.
Bebe cada momento. Deixa que te entre cada nota pelo ouvido. Detém-te no sabor da boca, do corpo, do sonho. Prova a silhueta dos corpos, sente o gosto a cada linha, a cada declive, a cada forma. Controla-te.
Absorve cada partícula de um no outro. Permeia todas as emoções, deixa-te levar, entrega-te à imagem dos sorrisos, ao som do riso, ao risco.
Controla-te.
Procura em ti coisas novas, conhece-te, orgulha-te delas e mostra-mas, mas todas não. Guarda a surpresa de cada dia, esconde-a em sítios em que a esqueças, só para que seja mais inesperado descobri-la de novo.
Deixa-te seduzir. Admira cada segundo do tempo em que se trocam olhares, que se entrelaçam dedos, pernas e línguas.
Mede-me. Mas de várias maneiras, usa a imaginação que o desejo tantas vezes nos empresta. Cartografa-me o corpo em beijos, mapeia-me os gestos e os gostos e perde-te. Controla-te.
Cobre-me de palavras meigas, de defeitos, de virtudes, de personalidade, da tua. Cuida-me. Enche-me os ouvidos de baboseiras lamechas, de desafios e atrevimentos. Desafia-me. Atreve-te. Não te contentes, não te conformes, não desistas.
Mostra-me o infinito, as cores e os sabores das tuas fantasias. Deixa que se realizem em ti, em nós.
E então descontrola-te. Usa, abusa, lambuza. Dá-me prazer. Explode em ondas de calor e suor e êxtase.
Respira todos os estremecimentos do corpo violentado pela intensidade das emoções. Celebra a vida em ti.
Dá-me a tua mão. Deixa-me que te leve para onde eu bem entender, só para poder ser como quiser. Deixa-me guiar a tua palma pelas minhas fantasias. Como se a média luz nos cegasse e só fosse possível tactear. Mantém os olhos abertos para que me vejas explorar o teu corpo em carícias que só se adivinham.
Deixa-me sussurrar-te aos sentidos, despertar-te assim com um tom quente que não conheces.
Atenta os pormenores, demora-te neles, torna-os teus.
Adormece o corpo e prolonga o sonho. Aconchega-te nas memórias e nas ilusões. Permite-te a ser além do momento. Encontra a porta, conta as estrelas, contempla o brilho dum momento assim. Firma os pés no chão. Ainda é real?
Abusa-me os sentidos.
Deixa-me rendida.
Procura-me, mas não me encontres logo. Descobre-me.
Bebe cada momento. Deixa que te entre cada nota pelo ouvido. Detém-te no sabor da boca, do corpo, do sonho. Prova a silhueta dos corpos, sente o gosto a cada linha, a cada declive, a cada forma. Controla-te.
Absorve cada partícula de um no outro. Permeia todas as emoções, deixa-te levar, entrega-te à imagem dos sorrisos, ao som do riso, ao risco.
Controla-te.
Procura em ti coisas novas, conhece-te, orgulha-te delas e mostra-mas, mas todas não. Guarda a surpresa de cada dia, esconde-a em sítios em que a esqueças, só para que seja mais inesperado descobri-la de novo.
Deixa-te seduzir. Admira cada segundo do tempo em que se trocam olhares, que se entrelaçam dedos, pernas e línguas.
Cobre-me de palavras meigas, de defeitos, de virtudes, de personalidade, da tua. Cuida-me. Enche-me os ouvidos de baboseiras lamechas, de desafios e atrevimentos. Desafia-me. Atreve-te. Não te contentes, não te conformes, não desistas.
Mostra-me o infinito, as cores e os sabores das tuas fantasias. Deixa que se realizem em ti, em nós.
E então descontrola-te. Usa, abusa, lambuza. Dá-me prazer. Explode em ondas de calor e suor e êxtase.
Respira todos os estremecimentos do corpo violentado pela intensidade das emoções. Celebra a vida em ti.
Dá-me a tua mão. Deixa-me que te leve para onde eu bem entender, só para poder ser como quiser. Deixa-me guiar a tua palma pelas minhas fantasias. Como se a média luz nos cegasse e só fosse possível tactear. Mantém os olhos abertos para que me vejas explorar o teu corpo em carícias que só se adivinham.
Deixa-me sussurrar-te aos sentidos, despertar-te assim com um tom quente que não conheces.
Atenta os pormenores, demora-te neles, torna-os teus.
Adormece o corpo e prolonga o sonho. Aconchega-te nas memórias e nas ilusões. Permite-te a ser além do momento. Encontra a porta, conta as estrelas, contempla o brilho dum momento assim. Firma os pés no chão. Ainda é real?
Abusa-me os sentidos.
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