
Diz quem sabe que atrás desta porta podemos encontrar argumentos suficientes para termos pena de deixar Tomar atrás.

"É assim que fazes, quando me envias aquelas sms's?" Perguntava ele, com dois dedos dentro dela. "Diz! É isto que fazes?" As forças para responder faltavam-lhe, à medida que a irrigação cerebral começava a ser pouca. Aquele toque hábil, naquele ponto no seu interior... Aquela sensação de choque eléctrico contínuo... Toda a semana anterior ficara marcada por uma prolongada e indecente troca de provocações escritas. Onde as coisas tinham sido chamadas pelos nomes e onde se tinham feito promessas de prazeres futuros. O cérebro era, sem dúvida, a zona mais erógena do corpo dela. E nenhum dos dois escondera o estado em que as palavras os tinham deixado. Mas agora já não era o toque do telefone que ela ouvia. Era finalmente a voz dele, que lhe ressoava ao ouvido.


