10 janeiro 2011

As 10 melhores pilas do mundo

O tema é polémico. Logo à partida porque não há consenso possível pela divisão entre géneros e logo à chegada porque, lamentavelmente, não há maneira de toda a gente experimentar todas as pilas e por isso ficamos reféns das apreciações subjectivas.
Mas o que faz afinal uma boa pila?
Para a maioria salta à vista o tamanho, embora não falte (sobretudo quem a tem pequena) quem defenda a tese de que tamanho não é documento. Ainda assim, é mais ou menos consensual a ideia de que uma boa pila deve ser bem documentada e ter uma dimensão apreciável, capaz de preencher todas as lacunas do imaginário colectivo.
Contudo, há também quem advogue a prontidão como argumento. Ou seja, uma boa pila será a que reúne em simultâneo uma boa capacidade de resposta em termos de aceleração dos zero aos dezasseis centímetros(*) e uma durabilidade duracell, nomeadamente depois do prego a fundo.
Temos assim esboçado um perfil para a pila ideal? Talvez não.

Muitos pensadores deste tema fascinante e complexo tendem a associar a pila propriamente dita à destreza de quem a utiliza (o que interessa não é o que se faz com ela mas como), arrastando para a avaliação global do membro viril todo um conjunto de factores tão aleatórios como, por exemplo, a pontaria (não apenas relativamente à abertura de uma sanita) ou a sincronização no disparo (demasiado rápidas no gatilho não parecem ser do agrado geral).
No entanto, esta versão tem sido alvo de imenso cepticismo por parte de quem olha a coisa (o coiso?) sem uma perspectiva militar e tem em conta inclusivamente o comportamento de uma pila em modo stand by (murcha, sim, ou tenho que vos explicar tudo?), nomeadamente aquilo que permitem adivinhar da respectiva extensão depois de activadas. Por outro lado, o género masculino exibe a enorme incoerência de quem aparentemente faz o culto da pila quando afinal mal lhe ligam quando, por exemplo, a utilizam para a sua função secundária (a mijinha da ordem). Esta contradição acaba por constituir fundamento para que seja o género feminino (lésbicas como a São não contam para este item) o mais habilitado a fornecer a mais correcta aferição do instrumento, mesmo quando este não é apenas de sopro mas alarga o espectro musical a ritmos como o do batuque.
Muito haverá ainda para dizer acerca desta questão, mas isso dá imenso trabalho.
E eu, por inerência, até já preenchi sozinho dez por cento da tabela que dá título a este post...

(*) De acordo com rigorosos estudos científicos, o tamanho médio de uma pila portuga é de 16 centímetros, superior à média europeia e três centímetros acima das congéneres asiáticas.)

Com preservativo ou sem preservativo?

Videos em que tu é que decides a sequência a seguir. Este é o início:

09 janeiro 2011

Sobre_voar

Se eu não conseguir derrubar
todo este cansaço,
vou chamar-te
às raízes da árvore; sei que estou a voar,
de cada asa se desfaz cada laço
que me ate
ao céu, agora quero alcançar
a porta dos anjos, teu espaço;
vou contar-te
a história última de encantar,
aquela em que ando e cada passo
me promete
pernas novas feitas de penas, o breve pousar
no teu sono é regaço;
eu chamei-te,
doem-me as penas onde nasces, parto a sonhar.

«Timidez» por Rui Felício


Na Faculdade de Letras, o Chico era alcunhado pelos colegas de “bicho do mato”.
Educado, bem parecido, mas de uma atroz timidez, nas raras festas a que acedia comparecer, apenas por falta de pretexto para declinar o convite , refugiava-se num canto, de olhos baixos, pendurado num copo de whisky, tentando passar despercebido.
No meio da algaraviada dos dichotes e das estridentes gargalhadas dos colegas, das batidas rítmicas do “disco sound”, do tilintar dos copos, rezava intimamente para que não reparassem nele nem lhe dirigissem a palavra, contando os minutos para regressar a casa e encafuar-se na protectora solidão do seu quarto.
Andava loucamente apaixonado pela Carla, sua colega de turma, ao lado de quem se sentava durante as aulas, disfarçadamente, numa dissimulada casualidade. Inebriava-o a proximidade do seu corpo, do seu calor! Pelo canto do olho, admirava-lhe as curvas, a pele sedosa, os lábios carnudos, os longos cabelos negros. Um profundo arrepio percorria-lhe o corpo sempre que o braço roçava no dela. Mas era incapaz de lho confessar...
Aspirava, sôfrego, o cheiro perfumado que dela emanava, suspirava baixinho, mas desviava o olhar quando ela o fitava. Ciosamente, guardava o seu segredo, ocultava o intenso desejo de a abraçar, de a tocar. Fingia concentrar-se nos livros que tinha à frente, para esconder a sua perturbação. Chegava a ser carrancudo e ríspido com ela, para não denunciar o que sentia!
Por mero acaso, um dia descobriu na agenda que ela, casualmente, deixara aberta em cima da carteira, o endereço do “Messenger” da Carla.
Chegou a casa, ligou o computador, criou o seu próprio endereço, registou-se no “Messenger”, inventou um “nickname” e mandou-lhe uma mensagem pedindo-lhe que o aceitasse como amigo.
Desde então, todas as noites trocavam mensagens no “chat”, onde, sob o pseudónimo de “Solitário”, o tímido Chico se transformava num ser desinibido, viril, atiradiço até!
Falava-lhe nos íntimos desejos que ela lhe fazia experimentar e alvoroçava-se quando percebia que as palavras que digitava produziam na Carla, reciprocidade e igual reacção.
Numa dessas noites, descaiu-se e escreveu que as carícias e os beijos que ambos trocavam num descontrolado devaneio virtual, lhe faziam lembrar o aroma do perfume “Loewe” que ela usava, como se o estivesse a sentir no ambiente tépido do seu quarto, naquele mesmo momento.
No monitor do computador apareceu a inesperada e surpreendida pergunta da Carla:
- Como sabes? Que estranho! Não nos conhecemos pessoalmente e nem eu te disse nunca que uso “Loewe”!
O “Solitário” nunca mais a procurou no "Messenger"...

Rui Felício
Blog Encontro de Gerações

Música de filmes porno

Para quem não pode ver imagens, fique com estes excertos de bandas sonoras.

Os bons ares da Madeira



HenriCartoon

Melhor é experimentá-lo do que julgá-lo...

crica para visitares a página John & John de d!o

08 janeiro 2011

07 janeiro 2011

A posta que vês melhor


Olha em frente tudo aquilo que será, abre a tua mente ao que o destino te trará e desmantela essa muralha que te isola de tudo aquilo que és quando jogas à defesa porque não tens a certeza de que vale a pena arriscar.
Olha em frente para poderes enfrentar de forma diferente o mundo que sentes hostil, perdido por cem, perdido por mil, e molda a consciência por forma a encontrares a resistência dos fortes pois é desses o que prevalecerá ao longo das voltas que a vida dá enquanto passeia diante dos nossos olhos a felicidade que por vezes rejeitamos por simples desleixo ou estupidez.
Olha em frente outra vez e prepara o caminho que falta, repara na tua alma que salta irrequieta e que te deixa tão inquieta a prudência que abraças como companheira numa solidão que não mereces conhecer porque sabes existir em ti tudo aquilo que fará, abre a tua mente ao que o destino te trará, as delícias de quem souber apreciar.
Liberta agora o teu olhar da desnecessária desconcentração que te provoca a visão periférica.
Olha em frente, abre a tua mente e envia esse amor como um sinal, como a luz de um farol.
Como uma mensagem telepática.

Em_Canto

Marioneta acorda, tens de acordar
mais um dia a dormir é mais um dia sem sonhar
marioneta acorda, nunca mais adormecer
se o dia for no escuro como pode a noite amanhecer?
Brinquedo de plástico sem vestido, sem perfume
mas os teus pés não estão nus, anda
que preso por um fio está aquele nome
que ainda não te deram, boneca; acorda!
Marioneta desperta, tens de despertar
no meio do sono para o sonho te olhar
marioneta desperta, nunca mais esquecer
se a Luz toca no escuro, espera agora o anoitecer.