António
Bicho abriu a carcaça e fez uma careta à cor do fiambre. Cheirou-o sem obter
resultados conclusivos e decidiu arriscar. Estava com fome. Comeu. “Se me doer
a barriga, pelo menos já sei do que é”, pensou entre a primeira e a segunda
dentada na sandes. Gostava de sentir o fiambre mais fresco que o pão mas nem
nisso teve sorte pois estava tudo à mesma temperatura. Sacudiu as migalhas da
barriga e bebeu o resto da mini, também ela quente. Limpou a boca com as costas
da mão, guardou a garrafa para deitar no vidrão e inverteu o sentido ao
fecho da pequena sacola onde trazia a bucha, fechando-a. Resmungou entre
dentes, “Que calor de merda”, enquanto sorria com ar encantador para a mulher
que lhe acenava do carro para a portaria, reclamando para sair. “Comia-te
toda!”, disse, sem mexer os lábios que arrepanhara mostrando os dentes
cerrados numa espécie de sorriso psicótico. Fez a cancela subir e gritou, “Até
amanhã, senhora engenheira!”, com o
mesmo olhar fixo com que antes sorrira como um alucinado. A engenheira
acenou-lhe e seguiu. Ele descolou a nádega direita da cadeira com um ligeiro
movimento libertador e, satisfeito, espalhou um novo e mais acentuado aroma no seu
local de trabalho. “No outro lado é a hora do sapo”, disse como se falasse com
alguém. “Aqui é a hora do Bicho. António Bicho.” E tornou a torcer-se na
cadeira.
27 julho 2012
26 julho 2012
Nunca tinha visto andarem à solta!
Urechis unicinctus é uma espécie de verme marinho comummente conhecido como «peixe pénis». Vá-se lá saber porquê...
«Diário do Patife - Perdido por cem» - Patife

11 de abril
Acabei de dar entrada num hotel. Palpita-me que não será a única coisa em que vou dar entrada hoje.
Confirmou-se. O Pacheco acabou de dar entrada em pachacha croata. Apesar de ser possuidora de um menear de ancas digno de registo não se livrou de uma carga de bombada de três horas com ritmo frenético. É um facto que tenho uma picha duplamente dura: É dura e dura.
Acabo de registar o feito na minha caderneta sexual e reparo que foi a 500ª senisga a ser papada pelo Pacheco. Recordo o que pensei no dia em que comi a centésima pachacha: “Perdido por cem, perdido por mil”.
Como estava com a caderneta sexual na mão acabei por ficar a recordar quecas antigas. Fiquei a saber que para o mês que vem comemora-se o dia em que fiz pela primeira sexo anal: o meu analversário. Serão quinze anos desde que aviei a primeira bilha e desde aí que tem sido um corrupio de pandeiretas a passar-me pelo pincel.
Estava quase a adormecer quando sou assaltado por uma ideia que tenho de escrever para não me esquecer. Para o ano vou mascarar a minha picha de Pénis Presley.
Patife
Blog «fode, fode, patife»
25 julho 2012
que se lixe...
acho que so uma destas afirmações foi na realidade proferida durante... os passos do coelho
Talvez
Talvez no silêncio da nudez
os sussurros soltem a promessa
e a palavra se dispa de rubor
e se pinte no vermelho dos meus lábios
picantes, mordazes,
que t’atormentam a pele doce
roçada suavemente,
beijada em fúria,
mordida em sofreguidão…
E nesse estado febril
em que te deixo,
ser-te alívio da erecção
plena e extensa
em virginal deleite
em estado de meretriz.
Talvez me tenhas no segundo
eterno do tempo,
onde os relógios são apenas
olhares esquivos e sedutores,
e m’entregues tudo o que tens
nas minhas cavernas
lascivas e travessas.
Talvez no silêncio das palavras
os corpos gritem (o meu, o
teu)
que se amam!
«conversa 1902» - bagaço amarelo

Eu - O quê?
Ela - Um homem a dizer que se tinha esquecido de dizer regularmente à mulher o quanto gostava dela. Habituou-se tanto à presença dela que deixou de lhe dar importância, e só quando ela morreu é que ele percebeu a falta que ela lhe fazia...
Eu - É forte!
Ela - É assustador, não é?
Eu - É, mas se tens consciência disso, podes ir já dizer ao teu marido que o Amas.
Ela - Bem... o que me assustou é que é ele que nunca mo diz a mim.
Eu - E tu dizes-lhe a ele?
Ela - Não, mas peço-lhe para ele mo dizer a mim, o que vai dar ao mesmo. Não achas?
Eu - Pedes-lhe para ele te dizer que te Ama e ele nunca to diz?
Ela - Sim.
Eu - Pois... assim a pedido eu também não dizia. A palavra "amo-te" tem que sair sem ser a pedido.
Ela - Então agora não lhe vou pedir mais.
Eu - Se calhar devias dizer-lho tu primeiro.
Ela - Isso não. Tem que ser o homem primeiro.
Eu - Porquê?
Ela - Se uma mulher diz a um homem que o Ama, ele pensa logo que ela quer pinar.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
24 julho 2012
Hospedeiras de serviço púbico
... ou, como diz o Sérgio, "isto é que é a verdadeira «companhia» aérea!"
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