29 janeiro 2014

«Ai… o laço…» - João


"De quando em vez, cruzo-me na rua com mupis (mobiliário urbano para informação) que me cativam. É o caso de uns que por aí andam que têm uma fotografia da Ana Rita Clara. Ora, a meu ver, a Ana Rita Clara tem um problema. É gira. Nem sempre, o rosto dela tem ângulos que nem sempre funcionam tão bem nas fotos (e também haverá dias em que acorda com cara de almofada como todos nós), mas quando fica bem, fica bem. É rapariga que me agrada. E que não me importo de ver em mobiliário urbano. Especialmente se for para informação. Mas, mais que isso, chamou-me a atenção o assunto. Ao que entendo, uma parceria entre a Dama de Copas e a Laço, convidando o mulherio a escolher o soutien mais adequado. Homem que é Homem atento sabe que, infelizmente, há muitas mulheres a usar soutiens de tamanho errado. Sempre me preocupei com isso. E sempre tive algum talento a adivinhar os melhores tamanhos e copas. Ora com os olhos, ora com as mãos.

Assim sendo, se quiserem ir à Dama de Copas, please do. Mas não precisam. Eu também me ofereço para vos medir as mamocas. E até incluo um sorriso. Ana Rita, se quiseres podes vir.

Entretanto, porque isto de meter fotos da ARC em lingeria é giro por causa das preocupações sociais que também tenho, a imagem abaixo tem o link para informação sobre a iniciativa, que julgo terminar no final deste mês (só para o caso de não vos parecer merecedor de atenção a generosa oferta que acima fiz). No mais, ajudar a Laço não me parece nada mal. O cancro de mama (ou qualquer outro, for that matter) não tem graça nenhuma."



João
Geografia das Curvas

Postalinho da criançada danada para a brincadeira

"Detalhe do arco central da porta principal da Sé de Lamego."
Bota Cansada


Visto mais afastado é assim:

«conversa 2046» - bagaço amarelo

Ela - Eu, que detesto homens ciumentos, logo tinha que ir dar com um...
Eu - O teu marido é ciumento?
Ela - Nem imaginas. Parece muito calminho mas depois, em casa, faz cada cena de vez em quando.
Eu - Espero que nunca tenha feito nenhuma cena por minha causa.
Ela - Por tua causa nunca fez, mas faz por causa dos meus amigos que eu acho giros.
Eu - Ah!


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Erros



Imagine a borracha…

Capinaremos.com

28 janeiro 2014

MaraBilha

«Ama-me» - Susana Duarte

ama-me
e sorri-me nas vielas escuras da noite alada
e empunha a espada de flores de sereia amada
e sorri-me nos olhos onde descrevo a sede e a vida
e abraça-me nas cores de uma asa comprida
que se estende no vento e me deixa voar

ama-me
e se me amares, saberei ser noite em noite de lua
alma branca, rosa do deserto, alma branca e nua
sereno deserto onde sou flor e tu és cavaleiro das areias
senhor de mim, senhor de flores e castelos e ameias
que me abrigam dos ventos e me deixam amar

ama-me
e dá-me a luz dos meus olhos e da minha escuridão
anterior, onde me esquecera que tinha sido branca flor
e deixei as névoas estender seus braços e sonhos e amor-amor
onde perpetuei a escuridão de uma vida –alegria anterior
e me deixei cobrir de noite, antes de me cobrir de ti

ama-me
preenche-me os olhares como uma lua cheia
e deixa-me amar em Ti



Susana Duarte
«Pescadores de Fosforescências»
Edições Alphabetum, Edições Literárias
Foto pessoal
Blog Terra de Encanto

Poucas gajas se podem gabar de já terem sido capa de revista...

... mas esta menina, uma estatueta em bronze com 70 cm de comprimento, foi já capa da revista «C», a propósito do artigo «Coimbra pode perder museu do sexo», sobre a colecção de arte erótica «a funda São».
E Coimbra perde mesmo esta colecção, pois ela vai ter um espaço de exposição permanente em Lisboa, na Pensão Amor (no Cais do Sodré). E, se tudo correr bem, esse espaço abrirá até ao final deste ano de 2014.
Entretanto, o cadastro total de peças (3.000) e livros (1.700) está praticamente completo. Um destes próximos dias ficará disponível on-line.




27 janeiro 2014

26 janeiro 2014

«Télescopages 2010» - Céleste Boursier-Mougenot e Enna Chaton

Film realizado por ocasião da exposição «l’Estuaire» em Nantes (2009), com pessoas seleccionadas através de anúncios classificados.
Fonte: Bernard Perroud


E.Chaton & C.Boursier-Mougenot _ Télescopages 2010 from Enna Chaton on Vimeo.

«Intruso» - por Rui Felício

Ela dormia e parecia em paz, depois de uns minutos antes ter sussurrado durante o sono, o nome do Paulo, o homem que amara e com quem vivera durante muito tempo.
Tinham-se separado há uns anos mas ela nunca deixou de o amar. Mesmo em sonhos, a imagem dele, a recordação dos bons momentos que viveram juntos, estava sempre viva, como uma melancólica obsessão, no rosto lindo da Fernanda.
O Carlos, agora ali deitado ao seu lado, sentia-se um estranho, um intruso, na intimidade que não lhe pertencia, que ainda era só dela e do Paulo.
Se fizesse o que a vontade lhe dizia e beijasse aqueles lábios entreabertos, na esperança de que ela acordasse com o mesmo desejo que a invadia quando dormia com o Paulo, como poderia adivinhar qual seria a sua reacção?
Se afastasse os lençóis e lhe beijasse o corpo, como iria saber se na cabeça da Fernanda isso não surgiria como gesto de outro homem, daquele afinal que ela nunca esquecera?
E, se em vez disso, ele a acordasse mesmo e, simplesmente, lhe confessasse o enorme desejo que estava a sentir, como se sentiriam ambos se ela lhe dissesse que não, que não tinha vontade?
Acariciou-lhe o cabelo, primeiro ao de leve, depois com maior firmeza, percorrendo com o polegar o rebordo da orelha, a seguir o pescoço, o ombro, as costas.
Tocou com os lábios na sua testa, deixou-os lá, e com um sopro cálido afastou-lhe os cabelos que lhe caíam em desalinho sobre os olhos fechados.
Fazia-lhe pequenas festas no rosto com uma das mãos e com a outra acariciou-lhe a anca.
Ela dormia ainda, mas ele sentiu o seu corpo mexer-se, contrair-se...
Beijou-lhe o lábio inferior e disse-lhe baixinho que queria amá-la.
- Hummm, ainda não estou bem acordada, disse ela.
- Esse Hummm quer dizer apenas que não queres que te acorde, ou significa que seria bom para ti?, perguntou ele.
- Quer dizer que será muito bom, respondeu ela.
Beijaram-se longamente, ela pegou-lhe na mão e fê-la deslizar da anca para a barriga.
Durante muito tempo foram cavalgando o desejo com mais desejo, crescendo incontrolado até ao êxtase.
Por fim, serenaram saciados, ofegantes.
Feliz, o Carlos tentava, contudo, adivinhar se o Paulo tinha estado ali entre eles.

Rui Felício
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido

Paul Himmel, The Cage B, c. 1952