Esta noite quero que venhas. Que venhas com vontade de mim. Com fome de mim. Com sede de prazer.
Quero que me encostes à parede e, sem dares tempo para me despir, comeces a percorrer o meu corpo com as tuas mãos. Levemente...
Quero sentir a tua vontade, o teu desejo... a tua boca na minha como se me tirasses e desses vida.O teu cheiro a hipnotizar-me. O teu toque a causar-me arrepios de prazer e expectativa...
Esta noite quero-te sentir como nunca o fiz. As tuas mãos a despirem-me devagar, enquanto mergulhas os teus olhos nos meus. As tuas mãos a afagarem o meu corpo, percorrendo-o, deixando um rasto que a tua boca vai seguir. Segues o caminho anteriormente demarcado com os teus lábios macios, com a tua língua atrevida; ora mais ao de leve, ora com mais premência. Detens-te demoradamente no meu sexo, acariciando-o, mordiscando, lambendo, chupando. E ofereces-me o teu para que eu possa retribuir. Algo que eu faço prontamente. Com urgência, vontade e sofreguidão. E quando te sinto pronto para pores fim a esta deliciosa tortura, surpreendes-me novamente, virando-me de barriga para baixo. Sinto o teu membro duro encostado no meu traseiro. Sinto a tua respiração arfante no meu pescoço. Deixas-me desarmada com as tuas carícias nas minhas costas... e rendo-me totalmente quando me afastas as nádegas e me lambes e penetras com a língua nesse sítio tão proibido e pouco acessível. E após essa lubrificação natural, quando os nossos gemidos já não conseguem ser contidos, entras então em mim, com meiguice para não me magoares e, depois, com a urgência de um1 desespero que já não pode ser ignorado. Sinto o teu suor misturar-se com o meu. O teu cheiro a invadir o meu. O teu sabor a sobrepor-se ao meu. E quando tudo está prestes a terminar, quando começo a sentir os teus espasmos de libertação, sais repentinamente de mim e sinto o teu líquido quente a inundar-me as costas.
Esta noite... esta noite...
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
01 julho 2014
«imagem: tu» - Susana Duarte
o sonho fez-se, de luz e beijos, claros que eram os desejos,
luminosa que era a noite fria onde dormiam os braços e as carícias e as mãos
e as delícias dos abraços. interrompidos, intempestivos, rarefeitos,
quando o amor se construía apenas com as vozes, os abraços
fizeram-se carne, em sonhos etéreos; em imagens e em sóis de antes.
não passou de um sonho. nada foi, senão a antevisão das nozes do corpo
que as luzes não tornaram real. obstinado, ficaste aí. onde as mãos
nada são. não serão nada, senão a miragem. uma foto. uma imagem. tu.
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
luminosa que era a noite fria onde dormiam os braços e as carícias e as mãos
e as delícias dos abraços. interrompidos, intempestivos, rarefeitos,
quando o amor se construía apenas com as vozes, os abraços
fizeram-se carne, em sonhos etéreos; em imagens e em sóis de antes.
não passou de um sonho. nada foi, senão a antevisão das nozes do corpo
que as luzes não tornaram real. obstinado, ficaste aí. onde as mãos
nada são. não serão nada, senão a miragem. uma foto. uma imagem. tu.
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
A isto é que se pode chamar, com propriedade, uma bengala do caralho!
Em 2012, quando passei pela feira de artesanato da Mealhada, comprei duas peças esculpidas em troncos de zambujeiro, uma oliveira brava que existe na serra de Aire, pelo sr. José Santos («Art & Pau»), das Covas Altas (Porto de Mós).
Agora, na feira deste ano, a Suzana Redondo comprou ao Sr. José Santos, especialmente para oferecer para a colecção de arte erótica «a funda São», mais duas peças (além de outras que já tinha oferecido). Uma delas é esta bengala. Quem a usar tem que saber manter a pega rijinha, pois caso contrário... cai.
Obrigada, Suzana Redondo!
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
Agora, na feira deste ano, a Suzana Redondo comprou ao Sr. José Santos, especialmente para oferecer para a colecção de arte erótica «a funda São», mais duas peças (além de outras que já tinha oferecido). Uma delas é esta bengala. Quem a usar tem que saber manter a pega rijinha, pois caso contrário... cai.
Obrigada, Suzana Redondo!
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
30 junho 2014
Luís Gaspar lê «Madrigal melancólico» de Manuel Bandeira
O que eu adoro em ti,
Não é a tua beleza.
A beleza, é em nós que ela existe.
A beleza é um conceito.
E a beleza é triste.
Não é triste em si,
Mas pelo que há nela de fragilidade e de incerteza.
O que eu adoro em ti,
Não é a tua inteligência.
Não é o teu espírito subtil,
Tão ágil, tão luminoso,
- Ave solta no céu matinal da montanha.
Nem é a tua ciência
Do coração dos homens e das coisas.
O que eu adoro em ti,
Não é a tua graça musical,
Sucessiva e renovada a cada momento,
Graça aérea como o teu próprio pensamento,
Graça que perturba e que satisfaz.
O que eu adoro em ti, Não é a
mãe que já perdi. Não é a
irmã que já perdi. E meu pai.
O que eu adoro em tua natureza, Não é o
profundo instinto maternal Em teu flanco
aberto como uma ferida.
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.
O que eu adoro em ti – lastima-me e consola-me!
O que eu adoro em ti, é a vida.
11 de Julho de 1920
Manuel Bandeira
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
«conversa 2085» - bagaço amarelo

Ela - Para mim o sexo é noventa por cento da relação.
Eu - Noventa por cento?!
Ela - Sim, mas não faças essa cara. Só estou com o meu namorado cerca de duras horas por semana. Uma vez ao sábado, outra ao Domingo.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
29 junho 2014
«O amor é universal» - por Rui Felício
Tinham-se conhecido numa fábrica de Ermesinde, namoravam e vieram ambos trabalhar para Lisboa.
Arranjaram emprego num restaurante da baixa onde apareciam clientes de todo o género.
Ela queixava-se ao namorado que alguns, muito bem postos, fingindo-se delicados e com ar alheado, lhe passavam disfarçadamente as mãos pela alva pele lavada e cheirosa, nem reparando no arrepio que lhe causavam e a que ela se furtava enojada.
Os mais boçais e descuidados eram bruscos e, uma vez por outra, chegavam a derramar sobre ela o vinho que desajeitadamente entornavam. E até restos de comida! Ela bem se esquivava, mas às vezes não conseguia evitar o desaforo e, ainda por cima, tinha de afivelar um sorriso condescendente.
Porque, dizia o patrão, o cliente tem sempre razão.
O seu namorado, ciumento, enraivecia-se em silêncio, desejando que não tivessem que trabalhar no restaurante. Mas era preciso ganhar a vida...
Como ele ansiava pelos dias de folga em que ambos, sossegados, almoçavam em sua casa...
Ele afagava-a com doçura, alisava-lhe a pele com ternura e o arrepio que ela sentia era de prazer, de amor, nada que se comparasse ao nojo que os clientes do restaurante lhe provocavam.
Ele sentia-se confortado pela proximidade da namorada, pelo calor do seu envolvimento.
Ia às nuvens quando ela o puxava para si, o sentava no colo ou passava os lábios suavemente por ele.
Eram felizes, à sua maneira, no aconchego do lar.
A toalha e o guardanapo eram o casal perfeito.
Rui Felício
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido
Arranjaram emprego num restaurante da baixa onde apareciam clientes de todo o género.
Ela queixava-se ao namorado que alguns, muito bem postos, fingindo-se delicados e com ar alheado, lhe passavam disfarçadamente as mãos pela alva pele lavada e cheirosa, nem reparando no arrepio que lhe causavam e a que ela se furtava enojada.
Os mais boçais e descuidados eram bruscos e, uma vez por outra, chegavam a derramar sobre ela o vinho que desajeitadamente entornavam. E até restos de comida! Ela bem se esquivava, mas às vezes não conseguia evitar o desaforo e, ainda por cima, tinha de afivelar um sorriso condescendente. Porque, dizia o patrão, o cliente tem sempre razão.
O seu namorado, ciumento, enraivecia-se em silêncio, desejando que não tivessem que trabalhar no restaurante. Mas era preciso ganhar a vida...
Como ele ansiava pelos dias de folga em que ambos, sossegados, almoçavam em sua casa...
Ele afagava-a com doçura, alisava-lhe a pele com ternura e o arrepio que ela sentia era de prazer, de amor, nada que se comparasse ao nojo que os clientes do restaurante lhe provocavam.
Ele sentia-se confortado pela proximidade da namorada, pelo calor do seu envolvimento.
Ia às nuvens quando ela o puxava para si, o sentava no colo ou passava os lábios suavemente por ele.
Eram felizes, à sua maneira, no aconchego do lar.
A toalha e o guardanapo eram o casal perfeito.
Rui Felício
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido
Mulher em frente da polícia de choque no Brasil
Vamos ver quanto tempo este video se aguenta sem censura no YouTube...
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