31 dezembro 2014

«Living bodies» (corpos vivos)

Solène trabalha como modelo de nu para diversas escolas de arte. As suas palavras ajudam-nos a entender o que é posar e como um modelo participa na criação artística, simplesmente estando parado.

Grafitti galego pintado a spray

Na simpática cidade galega de Lugo, há quem acredite que a Lua tem um forte efeito sobre os indivíduos do sexo masculino e faça questão de o exprimir numa pintura a spray. Só não consegui perceber se o guarda-chuva se destina a dar tridimensionalidade à pintura ou se foi abandonado por alguém mais púdico que deu de caras com esta obra e se retirou do local de forma apressada. 

"Onte comprobei que afetoume a Lúa"

Postalinho da Casa

"O que é que este acessório, à venda nas lojas «Casa», faz três vezes ao vaso?!"
Paulo M.



A não ser que estejam todos lavadinhos...


30 dezembro 2014

Água abençoada afrodisíaca

Olééééééé!...

Podemos sempre criar um clube do piropo, só para associados/as apreciadores/as do género.
Para defender a tradição, claro. Como com a tourada.


Sharkinho
@sharkinho no Twitter

«Blue girls sing alone» - Susana Duarte

pois as raparigas azuis são seres cálidos,
outrora abraçadas por Neptuno. são azuis
e etéreas como a massa dos sonhos. cantam
sós, as raparigas azuis, volteando palavras
onde os sonhos não morrem. são assim:
maravilhosas e estranhas mulheres, confim
de si próprias, gravíticas-iluminadas onde
o céu termina e o sol é uma voz distante
no calor que imaginaram. sonham, apenas.

por isso cantam sós: a matéria dos sonhos
é falha de contingência, e de pele. é uma voz
sem eco. uma falhas no movimento perpétuo.
a irrazoabilidade das estrelas, que brilham
mais quando empurram a massa para fora.

para viver, é preciso expulsar o sonho azul
da rapariga que, todavia, canta só. a rapariga azul.

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto

Imagem: pintura de Saatchi

Baralho de cartas com figuras eróticas

Réplica da Asescoin (Espanha) de um baralho de cartas do Museo Fournier.
Junta-se a muitos outros baralhos da minha colecção.

Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)








29 dezembro 2014

Love Life - «Non, rien de rien...»

«O Pêndulo de Foucault» - João

"Aproximaram-se os dois de um corrimão circular que os afastava de um grande pêndulo, seguro de uma abóbada bastante alta, que oscilava e ia traçando linhas imaginárias contidas num círculo desenhado no chão. De corpos muito juntos, e mãos dadas, observaram o pêndulo por algum tempo, em silêncio, vendo-o afastar-se e depois aproximar-se, num movimento aparentemente perpétuo – assim se esquecessem eles do atrito do ar. A vida parece que é assim, disse ela, sempre às voltas, sempre aos círculos. Ele sorriu e disse-lhe que não. Não querida, não é assim. Vê bem este pêndulo de Foucault. Imagina que na ponta do pêndulo está um lápis que vai desenhando o chão quando passa. Repara como ele vai traçando elipses, fazem lembrar as órbitas dos electrões em torno de um núcleo. Vês querida? O pêndulo de Focault é muito bom a demonstrar a rotação da Terra, mas também nos fala das vidas. Nunca se vivem em círculos, isso não existe. Pensa no tempo. O tempo por exemplo, meu amor. Vai passando, vai construindo em nós as experiências, o que somos, e nunca podemos voltar atrás, não sabemos como o fazer. Não conseguimos voltar à escola primária, ao primeiro beijo ou à primeira grande asneira. Estamos sempre a evoluir, como a Terra sempre a girar, e este pêndulo a oscilar fazendo estas elipses. E ela apertou-o ainda mais, apertou-lhe ainda mais as mãos, és tu a minha constante, amor? A constante é o ponto central, respondeu-lhe, é como o vejo. É o ponto que nos define, o pêndulo passa lá sempre, e nós também. E se o teu ponto central é igual ao meu, então sim, eu sou a tua constante e tu és a minha. Voltaram ao silêncio, escutando o barulho que o pêndulo fazia ao cortar o ar no seu movimento, respirando ao mesmo ritmo, sentindo as suas constantes unir-se."
João
Geografia das Curvas

«os meus sapatos estão rotos» - bagaço amarelo

Às vezes dou por mim a olhar fixamente para os meus sapatos. Sento-me no sofá e, como não vejo televisão a não ser que tenha um filme específico em mente, os sapatos são objecto seguinte. Foi o que me aconteceu agora mesmo, enquanto tentava respirar um pouco pelo excesso de tarefas e coisas para fazer dos últimos dias. Os meus sapatos estão rotos, pensei.
Estão mesmo, e ainda não tinha reparado, apesar de os calçar e descalçar quase todos os dias (às vezes uso outros). Quando olho para eles dentro do meu próprio quotidiano, os meus olhos não são capazes de analisar nada. Sabem que eles estão ali para serem calçados e me protegerem os pés enquanto caminho e são incapazes de alcançar seja o que for para além disso. Só em momentos como o de hoje, em que tento parar e quebrar a rotina do mundo, é que consigo perceber que os meus sapatos estão rotos.
Por qualquer motivo, sempre achei que é uma capacidade mais feminina do que masculina, esta de perceber que os sapatos estão rotos. Acho que é por isso que os divórcios e as separações partem quase sempre delas e não deles. Não são um fim em si mesmo. São uma tentativa de calçar outra coisa qualquer.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Empata-torneios!

Crica para veres toda a história
Semi-final


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