26 julho 2015

Diabos vermelhos

Ai filha, não me digas que és uma mulher cheia de sangue na guelra que penso logo que estás a menstruar e desapareço.

Patife
@FF_Patife no Twitter

25 julho 2015

"Coração de melão... melão, melão, melão..."


Fuckin Melon - Exclusive Excerpt CLEAN from Andrevoski on Vimeo.

«respostas a perguntas inexistentes (307)» - bagaço amarelo

As mulheres não sabem nada de Amor

Em todas as disciplinas da vida vamos aprendendo alguma coisa com o tempo que passa. Aprendemos a cozinhar, a ler e a escrever. Aprendemos a atravessar as ruas, a fazer aviões de papel, a procurar emprego ou a descodificar o código genético humano. Aprendemos, melhor ou pior, tudo aquilo que precisamos. O Amor é a única disciplina em que precisamos de desaprender, talvez por ser, de facto, uma indisciplina. Foi o que eu aprendi nesta vida: a desaprender o Amor. Quem mo ensinou foi uma mulher.
Há uma razão simples para o que eu estou a dizer: tudo o que se ensina explica-se e o Amor morre no exacto momento em que precisa de explicação. "Eu estou com ele porque, apesar de tudo, é bom companheiro e até ajuda em casa", "eu estou com ela porque acho que o casamento deve ser para a vida", "eu estou com ela porque é fiel". Na vida, ensinam-nos sempre que o Amor é ter deixado de Amar. Desaprendamos isso, por favor.
Se todos desaprendêssemos o Amor, Amar tornava-se mais fácil. Menos frágil, mais seguro, mais Ele mesmo. Estou a escrever este texto num momento em que tenho uma enorme pedra na alma porque estou com saudades do meu Amor, aquele que eu não faço a mínima ideia por que motivo Amo. Nem quero fazer, aliás.
Quem me ofereceu esta oportunidade de desaprender totalmente a Amar foi uma mulher, no momento exacto em que me disse que nós já nos Amávamos. Nesse dia tentei explicar-lhe que sim, que nos Amávamos. Eu era o homem que sabia tudo sobre o Amor, ela era a mulher que não sabia nada. Ainda bem. Agradeço-lhe.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

«No bar do hotel» - por Rui Felício

«Garrafa com casal em madeira no interior»
da colecção de
arte erótica «a funda São»
Hospedei-me no Hotel dos Cavaleiros, arrumei a bagagem no quarto e desci ao Bar, no piso térreo, onde tantas vezes costumava ir.
Há muitos anos que não ia a Torres Novas.
Sentei-me ao balcão, pedi um whisky com gelo e, enquanto esperava, observei-me no espelho em frente. Será que aquele era eu? Pareceu-me que o espelho me dizia ter uma vaga ideia da minha pessoa, agora com alguns cabelos brancos e umas quantas rugas no rosto.
O empregado colocou o copo em cima de uma base quadrada de madeira e serviu-me.
Já não era do meu tempo.
Poucos minutos depois, sentou-se ao fundo do balcão, aquela senhora elegante, bem vestida, ainda bonita e atraente, ligeiramente maquilhada, com ar vago, meio triste.
Tantas e tantas vezes nos tínhamos encontrado naquele bar há uns trinta anos atrás, sem nunca termos trocado mais do que fugazes olhares e sorrisos disfarçados. Ela bebia sempre a mesma coisa. Um Gin Tónico...
Quantas vezes tinha pensado dirigir-lhe a palavra, mas sempre ia adiando para o dia seguinte, receando que a minha iniciativa pudesse ser mal interpretada.
Tomou a sua bebida, fez sinal ao empregado, pagou e levantou-se.
Sorriu, fez-me um imperceptível aceno com os dedos e encaminhou-se para a porta de saída.
- Esta senhora vem cá todas as sextas-feiras, bebe um Campari com laranja e vai-se embora, disse-me o empregado mesmo sem eu lhe perguntar nada.
Campari com laranja era a bebida que eu sempre pedia, neste bar, há trinta anos atrás, murmurei eu...

Rui Felício
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido

Um sábado qualquer... - «Jesus e Madalena 2»



Um sábado qualquer...

24 julho 2015

«Tarraxo Bem Bom» - Rui Unas feat. Carolina Torres e Sara López



Tu até és bom na passada
e gostas de inventar
Mas o que tu gostas mesmo é
de dançar um tarraxo bem bom


Eu sei que gostas de fazer aquele tarraxo mau
Que deixa as gatas loucas (tipo com cio) miau
Ficam ali tau, tau, tau
Começas a dançar e início é só respeito
ganhas confiança enquanto ela se encosta ao peito
DJ pôs outra música e ela não saiu
SInal que ela gostou de ti que te curtiu
Entretanto, ela já pôs a mão no teu pescoço
Tu aproveitas e não largas o teu osso
Dás aquele aperto ela faz "hum hum"
Os dois sorriem juntos Tarraxo Bem Bom

Refrão

Agora tu já estás mais confiançudo
Cintura com cintura
Vale quase tudo
Tu já não dás passada
Estás mesmo à patrão
Ela rebola em ti
Dança do varão
Tu és um abusado e através do espelho
Vês a forma como o rabo dela é belo e perfeito
Vai para cima e para baixo tipo elevador
Tu tarraxas feio, és aparafusador

E outra ilustração nova do Raim para a 2ª edição do DiciOrdinário ilusTarado

Consegues adivinhar a entrada a que vai corresponder?


«Fórmula certa» - Shut up, Cláudia!




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22 julho 2015

«O último membro» (trailer oficial)

Este filme acompanha o envelhecimento do curador do Icelandic Phallological Museum (o único museu de pénis do mundo) e a forma como ele corre contra a sua própria mortalidade para completar a sua colecção abrangente.
- descoberto por oToupeira X

«conversa 2121» - bagaço amarelo

Sempre tive mulheres como amigas. Ter uma mulher como amiga é diferente de ter um homem como amigo. É mais exigente, quero eu dizer. Primeiro porque a confusão entre o que é, ou não, amizade se pode tornar um terreno pantanoso; segundo porque as mulheres têm a mania de não se enganarem a si mesmas.
Para se ser amigo de um homem são precisas duas coisas: gostar de cerveja e conseguir ver um jogo de futebol no café. Para se ser amigo de uma mulher são precisas mil e quinhentas coisas, entre elas muito tempo e uma confiança nunca quebrada. A cerveja e o jogo de futebol também podem existir, mas mais lá para o fim da lista.
Foi com as mulheres que eu aprendi o que é a Amizade, aquela que vai para lá da divisão de um prato de tremoços enquanto se comemora um golo do Sporting. Tudo porque as mulheres sabem fazer a distinção entre esses tremoços e ir para as cambalhotas na cama. Os homens não sabem. Eu, pelo menos, sempre tive dificuldade.

- Queres dormir comigo? - perguntei.
- Porquê?!
- Talvez eu queira ser mais do que teu amigo! - atirei como se fosse a última carta num jogo de póquer.
- Nunca vais conseguir ser mais do que meu amigo.
- Porquê?
- Porque isso não existe. Se fores para a cama comigo, passas a ser menos do que meu amigo.

Continuei a comer tremoços.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»