Veja como pessoas felizes não perdem tempo nem energia fazendo mal para os outros.
Maldade é coisa de gente infeliz, frustrada, medíocre e invejosa. Por isso, 'bora ser felizes?...
Estou cá para vos ajudar nisso...
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
04 julho 2016
03 julho 2016
Luís Gaspar lê «Pagem loiro» de António Botto
Com o seu bando de estrelas
Na minha alcova
Ardiam velas
Em candelabros de bronze
Pelo chão em desalinho
Os veludos pareciam
Ondas de sangue e ondas de vinho
Ele, olhava-me cismando;
E eu,
Placidamente, fumava,
Vendo a lua branca e nua
Que pelos céus caminhava.
Aproximou-se; e em delírio
Procurou avidamente
E avidamente beijou
A minha boca de cravo
Que a beijar se recusou.
Arrastou-me para ele,
E encostado ao meu hombro
Falou-me de um pagem loiro
Que morrera de saudade
À beira-mar, a cantar…
Olhei o céu!
Agora, a lua, fugia,
Entre nuvens que tornavam
A linda noite sombria.
Deram-se as bocas num beijo,
Um beijo nervoso e lento…
O homem cede ao desejo
Como a nuvem cede ao vento
Vinha longe a madrugada.
Por fim,
Largando esse corpo
Que adormecera cansado
E que eu beijara, loucamente,
Sem sentir,
Bebia vinho, perdidamente
Bebia vinho…, até cair.
António Botto
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
«pensamentos catatónicos (335)» - bagaço amarelo

Por mim, fazia já um abaixo-assinado para pedir ao mundo que não dê conselhos sobre desAmores alheios. Os conselhos são apenas mais matéria para o mal estar. Nunca ninguém se apaixonou através do pensamento dedutivo, nem sequer tirou uns dias para decidir se se devia apaixonar ou não. É por isso que o processo inverso também não é inteligente. Ou te apaixonas, ou não. Ou te desapaixonas, ou não.
Dizer a alguém que não devia gostar de alguém é tão inteligente quanto pouco. Vem sempre de quem sabe analisar especificidades mas não consegue perceber o todo. A especificidade é uma batata. O todo é o Amor.
Um abraço, no entanto, muda tudo nem que seja só por um momento. Às vezes, em vez de palavras, deviam surgir abraços.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
02 julho 2016
«Inerte» - João
"Lembro-me perfeitamente de estar adormecido. Tinha combatido um sistema de som pouco cooperante para ambientar aquele espaço com algo etéreo, uma banda sonora que elevava ao sagrado o que já o era no silêncio. E tinha adormecido. Despido, enfiado numa cama, à espera que as horas se deitassem também elas, que os minutos tombassem como peças de dominó, enquanto o meu corpo inerte desejava o teu. Não tenho uma imagem perfeita da tua chegada, mas sei que tudo se passou muito depressa. Recordo o barulho na porta, que me resgatou de um sono muito leve e inquieto. A partir desse momento foi tudo demasiado rápido. Não sei se não virias já a despir-te no elevador, não sei se na tua cabeça não vinhas já nua no teu pensamento, mas seguramente procuravas algo, e esse algo era o corpo que aquecia a cama por ti. Tão depressa estou a ouvir-te abrir a porta quanto estou a sentir-te entrar para a cama, praticamente nua, senão mesmo nua, terás de me perdoar por não o saber, o arroubo foi tal que te puxei a mim e sim, acredito que sim, que viesses já nua, que os teus mamilos estivessem prontos ao meu toque, que a tua cona estivesse já livre ao meu caralho, porque da porta aberta ao teu orgasmo foi um ponteiro de segundo. A tal momento a música era só a nossa respiração ofegante, e perfeição. Demasiada. Talvez o problema fosse esse. Demasiada perfeição. A perfeição é como a esmola, e o ditado popular que se aplica às esmolas é o mesmo para a perfeição. Desconfiou-se. E quando se desconfiou, o ponteiro de segundo recuou, a nudez cobriu-se e deste passos de volta à porta, fechada, e o meu corpo, inerte tombou."
João
Geografia das Curvas
João
Geografia das Curvas
«O cheirinho do amor - crónicas safadas»
Livro de Reinaldo Moraes com vários pequenos contos malandrecos.
Junta-se ao livro »Pornopopeia», do mesmo autor, na minha colecção.

A colecção de arte erótica «a funda São» tem:
> 1.900 livros das temáticas do erotismo e da sexualidade, desde o ano de 1664 até aos nossos dias;
> 4.000 objectos diversos (quadros a óleo e acrílico, desenhos originais, gravuras, jogos, mecanismos e segredos, brinquedos, publicidade, artesanato, peças de design, selos, moedas, postais, calendários, antiguidades, estatuetas em diversos materiais e de diversas proveniências, etc.);
> muitas ideias para actividades complementares, loja e merchandising...
... procura parceiro [M/F]
Quem quiser investir neste projecto, pode contactar-me.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
Junta-se ao livro »Pornopopeia», do mesmo autor, na minha colecção.
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Quem quiser investir neste projecto, pode contactar-me.
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01 julho 2016
Já estou a ganhar uma forte alergia ao Facebook!
Não se admirem se um dia destes o Facebook bloquear a minha página, por publicar imagens como esta.
Mais uma vez
aonde está a nudez?!
Alice Caetano - «Diálogos de Maria e Miguel - 4»
Maria – Que horas são no mundo, amor?
Miguel – São horas de viver… ou de rebentar com o mundo!
Maria – O nosso mundo?!
Miguel – Sim, o nosso mundo, que é uma amálgama de carne, vento poluído e sonhos que quebram, antes de ir ao forno de cozer faiança.
Maria - E nós?!
Miguel – Nós? Só nos salvaremos se, entretanto, ficarmos suspensos em cordas de utopia.
Maria – Ama-me.
Miguel – Até onde for possível.
Maria - Até ao infinito, se o arco-íris deixar?
Miguel – Sim amor, pousa em mim.
Maria – Vais respirar? Ou fingir que não me sentes? Para depois, num impulso, me abraçares e me levares até à eterna caminhada lunar?
Miguel – Anda.
Maria – Vou chamar a aragem para me levar. Esperas por mim?
Miguel – Claro que espero.
Alice Caetano
in «Maçã de Zinco» - Editora Esfera do Caos
Miguel – São horas de viver… ou de rebentar com o mundo!
Maria – O nosso mundo?!
Miguel – Sim, o nosso mundo, que é uma amálgama de carne, vento poluído e sonhos que quebram, antes de ir ao forno de cozer faiança.
Maria - E nós?!
Miguel – Nós? Só nos salvaremos se, entretanto, ficarmos suspensos em cordas de utopia.
Maria – Ama-me.
Miguel – Até onde for possível.
Maria - Até ao infinito, se o arco-íris deixar?
Miguel – Sim amor, pousa em mim.
Maria – Vais respirar? Ou fingir que não me sentes? Para depois, num impulso, me abraçares e me levares até à eterna caminhada lunar?
Miguel – Anda.
Maria – Vou chamar a aragem para me levar. Esperas por mim?
Miguel – Claro que espero.
Alice Caetano
in «Maçã de Zinco» - Editora Esfera do Caos
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