10 fevereiro 2012

«3 years of Geekography» (video e fotos)

«Geekography» é um projecto da autoria do russo Exey Panteleev que aplica códigos de programação como CSS, HTML e outros termos técnicos... no corpo feminino.


3 years of Geekography, backstage from Exey Panteleev on Vimeo.

Algumas imagens deste projecto:



«a última sessão» - bagaço amarelo

Começo por lhe ver a mão. Treme de frio enquanto segura a chávena quente com chá verde fumegante, e eu finjo que não reparo. Dou-lhe dois beijos curvando-me o mais possível para ela não ter que se levantar da frágil cadeira do café. Tenho dificuldade em reconhecer a menina a quem há vinte anos atrás eu convidava disfarçadamente para ir à última sessão comigo. Hoje está um filme muito bom no Oita, dizia eu. E ela perguntava o nome. E eu, que nunca sabia, contornava a mentira dizendo que um amigo me tinha dito que o argumento era bom. Ela acreditava sempre. Ou não.
Os seus olhos demonstram alguma dificuldade em sair das covas que o tempo lhe escavou nos ossos da face. Enfrento-os. Houve uma noite em que o filme era tão mau que eu não tive como me desculpar. Enfrentei-a e ela a mim. Sorrimos um para o outro como se o nosso silêncio se explicasse a si mesmo. E o nosso Amor, já agora. Aquele filme mau tinha demonstrado que eu inventava as idas ao cinema só para estar com ela. Foi a primeira vez que nos beijámos.
Os lábios dela parecem uma represa de palavras e de beijos. Estão pintados com a mesma cor de sempre, como se o tempo tivesse conservado o batom propositadamente para um dia qualquer. Este dia, em que a torno a ver quase como que por acaso, quase como dois planetas que se tornam a cruzar depois de uma longa volta à sua estrela. Vejo-a pelo meu lado que anoitece. Pergunto-lhe se quer ir à última sessão. Ela ri-se engolindo o som do riso. Pergunta-me qual é o filme. Que não sei, respondo. Ela sacode os ombros como se quisesse enxotar os anos que passaram.
Por falar em ombros, são tão pequenos e frágeis, os dela. Não percebo como é que eu pousava ali a minha cabeça enquanto ela me abraçava. Talvez nunca a tenha pousado literalmente e ficasse sempre em esforço para não a magoar. Era mesmo isso, já me lembro. Foi dali, do ombro esquerdo dela, que os meus olhos lhe contemplaram pela primeira vez os seios, margens dum decote que corria como um rio em maré alta. Foi dali que mergulhei e me afoguei tantas vezes quantas pude, até ela me socorrer e salvar a vida numa lenta respiração boca a boca.
Não me mentiste, disse ela. O quê? E ela diz que eu não fingi que sabia que filme queria ir ver, nem fingi que um amigo me dissera que o argumento é bom. Não fingi porque já não a Amo, diz ela. Nem ela a mim, sublinho. É a nossa última sessão, este chá quente que nos provoca calafrios. É, não é? É. Sorri engolindo de novo o som do riso.

bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Vamos lá combater o frio


Foto: Shark

Nem ele agradou todo mundo, né?

Muitos de nós clamamos para ele voltar mas... e se ele voltasse?




Capinaremos.com

09 fevereiro 2012

«Lesbians are a boy's best friend» - Hong Kong Dong

"Olá!
Queria partilhar uma música contigo. Não sei se já conheces. A banda chama-se Hong Kong Dong.
Como pelo Facebook não dá, decidi enviar-te um e-mail.
E, já agora, aqui fica também o myspace da banda - http://www.myspace.com/thehongkongdong - quando tiveres tempo, dá uma espreitadela. Parece-me interessante ;)
Bárbara João"

«Comer com os folhos» - Patife

Fui ontem surpreendido por um telefonema do caralho. Aposto que as mentes mais porcalhoto-ordinaronas imaginaram de pronto o meu nabo a esgueirar-se pela janela até ao telefone público mais próximo, desenrolando-se como uma mangueira de carro de bombeiros, para me telefonar. Mas não. Podia perfeitamente desenrolar-se até ao telefone da esquina, até aqui tudo plausível, mas não consegue segurar o telefone. Recebi foi um telefonema inesperado e caricato de uma condessa cuja chona quase amarfanhei há meia dúzia de anos numa festa privada. O mesmo anfitrião organizou nova festa e a condessa ligou-me a saber se eu ia, a matreira. Na altura ela era recém-condessa e tinha receio que lhe conspurcasse o título com o meu bacamarte porcalhão e a minha conversa desprovida de verniz sexual. Conversa puxa conversa e solta um convidativo Continuo casada e bem casada, mas se me olhares como da última vez não vou conseguir resistir. Gosto muito quando as culpas das infidelidades alheias recaem no meu olhar. É certo que a comi com os olhos, mas sei que em pensamento ela me comeu com os folhos, por isso acho que estamos de contas saldadas. Ultimamente tenho andado é de conas salgadas, mas isso não vem agora ao caso. Como nunca mais lhe respondia se ia à festa ou não e ela já devia estar possessa da pachacha sem saber se me ia montar como uma amazona selvagem enquanto eu lhe espetava o indicador direito na bufa para marcar o compasso do ritmo fodengo ela insistiu: Mas diz lá… é desta que te ponho a vista em cima? A resposta não tardou: Depende, condessa. É desta que te ponho a picha em cima?

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Bonsai macho

"Olá, São Rosas
Este é um bonsai que está numa loja em Lisboa, no Parque das Nações.
Nelson"


O importante é que falem

Crica para veres toda a história
Proeza


1 página

oglaf.com

08 fevereiro 2012

Minas e armadilhas

Algumas paixões não passam de chispas efémeras que acendem um rastilho para a sua própria implosão cujo fragor resulta da diferença entre a intensidade aparente das emoções e a realidade nua e crua desse factor de ignição, acabando por redimensionar à sua verdadeira escala as proporções da carga que se expectava, por excesso, muito explosiva.

«conversa 1870» - bagaço amarelo

Ela - O meu marido nunca percebeu muito bem o que eu queria realmente dizer quando lhe dizia que o Amava.
Eu - E querias dizer o quê? Não era que o Amavas?
Ela - Não, claro que não.
Eu - Ui! Então era o quê?
Ela - Que naquela altura me sabia bem estar com ele.
Eu - Não me digas, por favor, que as mulheres são todas como tu.
Ela - A maior parte são, acho eu.

bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Fruta 71 - Encosta a cabecinha, encosta!

Photobucket


[nettotal, 2011, Ivan Silva]

O mau exemplo



HenriCartoon

Frases do Ricardo Esteves - dedos ágeis



O Ricardo Esteves está no Facebook, no YouTube, no blog Quotidiano Hoje e no Tumblr

07 fevereiro 2012

Como pescar um americano



O que farei com esta espada (1975) de João César Monteiro

Eva portuguesa - «Dia não...»

Hoje estou em dia não!...
É um daqueles dias que já devia ter passado...
Estou no apartamento desde as 10.30h e ainda nem uma marcação, um cliente, nada!...
Estou a dar em doida!...
Sobretudo porque tenho nova sessão de fotos no site Momentos de Prazer (onde sou a Mariana Portuguesa), estou em destaque e... nada!
Só me apetece ir para o shopping fazer compras mas sem dinheiro... impossível!
A outra menina cá de casa está na mesma, coitada... mas sempre tem muito menos despesas que eu...
E a outra (somos 3) tem atendido que nem uma doida! Quando eu cheguei já estava a trabalhar e ainda não parou nem para almoçar!... E ainda por cima é a que cobra mais caro!...
Confesso que estou verde de inveja! Não naquele sentido mau de que devia ser eu e não ela, mas a pensar porque não pode acontecer assim comigo também...
Aqui fechada, sem ter ninguém com quem falar, sem sexo, sem dinheiro... ahhhhhh!
E amanhã é dia de pagar a renda de casa! Mas não tenho que chegue...
Hoje, amanhã e sábado tinha pensado em ficar a trabalhar até à 1h da manhã, mas para quê?!
A outra menina não stressa como eu. Diz que, se não for hoje, amanhã corre melhor... mas eu não sou capaz de me sentir assim!...
Não quero estar aqui sempre a queixar-me mas, afinal,este é o meu cantinho, o meu diário, o sítio para mandar tudo cá para fora, como se estivesse apenas a falar comigo...
E o mais engraçado é que ando há uns tempos a pensar ir fazer uma cirurgia correctiva e endireitar as minhas maminhas... a maternidade deixou-as um pouco em baixo (literalmente... LOL).
E queria fazê-lo por e para mim, mas também para os meus clientes, que merecem que essa parte da minha anatomia seja melhorada e não existe outra forma de o fazer.
Mas, claro, dias como os de hoje (e que infelizmente têm sido os mais comuns) deixam essa perspectiva como um sonho e não uma realidade a concretizar em breve...
Que merda!
É nestas alturas que me pergunto se vale a pena ser Acompanhante de luxo, quando não existe trabalho nem dinheiro para o básico, quanto mais para luxos!...
Para ter esta vida abdiquei de ter uma vida pessoal, de ter um companheiro, de ter mais filhos... e hoje não tenho nada: nem amor, nem dinheiro e a minha sanidade mental está por pouco!...
Não liguem...
Eu até costumo ser uma pessoa optimista e bem disposta mas hoje, decididamente, estou em dia não...

Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

O treino no jardim

Os médicos não dizem que temos que andar?
Pois hoje fomos fazer isso mesmo. Fatinho de treino à maneira. Acreditam que ela tem um fato de treino côr de rosa? Como é que é possível? Bom, foquemo-nos.
Pois fartámo-nos de andar. Devíamos estar a andar há uma hora quando ela me disse:
- Tenho mesmo que me sentar. Já não posso com uma gata pelo rabo.
O jardim é grande e ao domingo de manhã costuma ter algumas pessoas. Ela foi sentar-se ao pé de uma árvore. Pensei, o fato côr de rosa vai ficar com o traseiro cheio de terra. Mas ela pareceu não estar muito preocupada com isso.
Sentei-me ao lado dela. Eu estava a armar em forte, mas a verdade é que já estava cansado. A barriguinha da prosperidade já faz das suas.
De repente sinto algo nas calças. Olhei para baixo e, de facto, lá estava a mãozinha. Depois olhei para a cara dela e continuava a olhar em frente, como se nada fosse.
O Ambrósio deu sinal de si. Eu ia olhando para a movimentação. Até que o Ambrósio começou a dar indicações claras de que algo estava para acontecer.
Indicações muito claras.
Indicações muitíssimo claras.
Eu disse-lhe apenas:
- Olha que...
E ela fez-se desentendida. Como se nada fosse com ela.
Pronto. O Ambrósio não é de ferro, certo?
Quando acabou e voltei a perceber em que sítio é que isto estava a acontecer olhei para ela. Tinha tirado a mão e passado disfarçadamente pela erva.
Depois levantou-se e disse-me:
- Olha, que bom. Já estou menos cansada.Vamos continuar o treino?
E eu lá fui. Ainda bem que ninguém me viu naquele momento. Acho que não saberia explicar muito bem porque é que estava a andar como se fosse um dos patos do jardim.

[Momentos Sublimes - As aventuras picantes de um casal bem humorado]

O embrião da colecção - ampolas de vidro da Marinha Grande

Em 1984, quando JP cumpria o serviço militar em Coimbra, no aquartelamento de Santana (em frente à Penitenciária), uma funcionária administrativa mostrou-lhe, um dia, uma pequena ampola de vidro com um casal no seu interior, numa posição sexual. Explicou-lhe que era feita na Marinha Grande, por um vidreiro com um domínio técnico enorme da arte de manusear o vidro, nos seus tempos livres, havendo seis ampolas com casais em diferentes posições.
JP pediu-lhe para comprar essas seis ampolas… e assim começou a sua colecção.
Curiosamente, passados alguns anos JP tentou comprar ampolas idênticas mas disseram-lhe que o senhor que as fazia tinha falecido “e ninguém tem a habilidade que ele tinha para fazer um trabalho tão minucioso. Agora, o que fazem são ampolas maiores, que são mais fáceis de executar e menos perfeitinhas”.

As ampolas originais, compradas em 1984:


As ampolas "idênticas" que se encontravam à venda, passados alguns anos:

06 fevereiro 2012

O grito do Tarzan

As coisas que o Fin descobre...

«coisas que fascinam (137)» - bagaço amarelo

Está tudo bem. Encho um copo de água e encosto-me ao parapeito da janela de onde, dissimulado por um cortinado amarelecido, vejo a minha paisagem de todos os dias como se fosse a primeira vez. É que há dias assim, em que todas as mulheres que passam são o que nós imaginamos. É a vantagem de lhes perceber apenas o vulto que a distância dum quinto andar permite. E eu imago-te a ti em todas elas.
A passagem dum ano é a mesma coisa que a passagem doutro dia qualquer. Vem a noite e depois a manhã outra vez. A única diferença é que por qualquer motivo há mais pessoas a fazer promessas a si mesmas. A partir de agora não bebo mais, a partir de agora vou correr para o jardim da cidade, a partir de agora vou ser feliz ou a partir de agora outra coisa qualquer. Eu prometi que a partir de agora vou olhar para ti todos os dias como se fosse a primeira vez.
Está tudo bem. O copo de água vai a meio e ouço-te entrar. Bateste a porta com mais força do que o habitual e eu sei que foi para avisar que chegaste. Sei também que até te encontrar tenho que passar pelo corredor comprido que liga o quarto à entrada. São cerca de três ou quatro segundos, o suficiente para amarrotar todas as preocupações que tenho como se fossem folhas finas e mandá-las para um escondido escaninho da minha memória. É assim que te vejo pela primeira vez todos os dias, é assim que me percebo apaixonado por ti. É assim que te desejo bom ano.

bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Fruta 70 - A canção do bandido

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